domingo, 13 de setembro de 2009

WYCLIF E ALGUNS SETORES DA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA

John Wyclif (1320-1384) foi um dos grandes precursores da Reforma Protestante. Nasceu em Hipswell, Inglaterra. Estudou em Oxford onde tornou-se professor de teologia. Ordenou-se padre, recebendo dos papas diversos benefícios em igreja paroquias.

Ele foi um grande escritor, abordando temas como metafísica, teologia e lógica. Uma mente fertíl e brilhante, um pensador, um crítico de sua época. Suas idéias soaram como verdadeira bombas. Dentre as suas obras destacam-se: A tradução da Bíblia para o inglês, De civilis dominio, On the Pope, Of Prelates.

Sua sinceridade e integridade, sua inteligência, seu olhar crítico, dentre outras qualidades, não lhe calavam os lábios, nem lhe cessavam a escrita diante da crise moral e espiritual que assolava a igreja. Wyclif combateu corajosamente:

- As atitudes desregrada dos monges glutões e mulherengos;
- A sedução feita por padres, que corrompiam esposas, donzelas, viúvas e freira por todos os meios laacivos
- A exploração papal das riquezas da Igreja da Inglaterra;
- O acúmulo de propriedades por parte da igreja e do clero;
- A mensagem contraditória dos frades que pregavam pobreza e acumulavam riquezas;
- O luxo desfrutado pelo clero, fruto dos recebimentos pelos serviços religiosos, manifesto na forma como se exibiam montados em gordos cavalos com arreios de prata e ouro;
- A prática da simonia;
- O poder dos padres de ministrar sacramentos e de ouvir as confissões auricular;
- A venda de indulgências ou perdões falsos;
- A escandalosa rivalidade dos papas, numa luta desavergonhada pelo poder;

Para Wyclif, a única maneira de acabar com toda esta vergonha, era separar a Igreja de todas as posses materiais e de todo poder. Uma ação radical.

Lendo sobre Wyclif e a igreja de seu tempo, pude perceber as grandes similaridades com a igreja cristã de nossos dias.

A história nos prova de forma definitiva, que todas as vezes que a igreja conquistou algum nível de poder temporal, riquezas e outros benefícios, seus líderes se perderam em seus devaneios, ganância, avareza e concupiscências.

A igreja evangélica brasileira se enquadra perfeitamente neste perfil. Alguns de seus líderes na atualidade, assim como o clero da época de Wyclif (papas, arcebispos, bispos, padres e frades) :

- São glutões (vivem se deleitando em banquetes caríssimos);
- São mulherengos (vivem se metendo em escândalos sexuais);
- Estão acumulando um grande patrimônio pessoal através do pagamento dos serviços religiosos (em forma de dízimos e ofertas);
- Praticam a simonia (comércio das coisas sagradas) vendendo "indulgências modernas" (em vez de perdão de pecados, vendem a prosperidade e a vitória financeira por alguns reais), além de negociarem com cargos e funções na igreja e outras organizações cristãs;
- Abusam do luxo com seus carrões, mansões e outras posses;
- Brigam abertamente pelo poder, manifestando de forma pública suas rivalidades;

Assim como no passado, alguns tentam de todas as formas calar os reformadores, mas, como é raro reformadores silenciarem...

OBS: PUBLICADO SIMULTANEAMENTE NO PRAZER DA PALAVRA

7 comentários:

Elisomar disse...

Bom faz um bom tempo que achei que a igreja precisava de uma reforma.
Mas para minha surpresa ela chegou muito rápido e, cada reformador com sua forma diferente de doutrina.
A igreja começou a perder sua identidade. Não era essa a reforma que ela precisava.
No passado, a igreja católica, sofreu a reforma e esta resultou em benção, quando o evangelho resurgiu
puro, com um povo forte e destemido para obedecer a doutrina bíblica.
Hoje, se a igreja reformada, for mais uma vez reformada, o que vai sobrar dela? Cada um achando que deve pregar o que quer? E ainda se achando o dono da verdade?
Grande parte da igreja está como ovelhas sem pastor. Mas graças a Deus, que ainda há homens comprometidos com a verdade e que gritam por ela, como João Batista no desero.
Acho que o tempo da colheita e da escolha já chegou... quem tem ouvido ouça...

poetarj disse...

Já havia percebido essa colocação da igreja atual, contudo, não sou conhecedor da teologia, mas sinceramente está uma vergonha e dá pra perceber. voltamos ao tempo antigo e praticamos coisa que em nada difere hoje. parabéns pelo belo texto. Deus o abençoe sempre.

Tales disse...

É, Pr. Altair, a história se repete. Em todas as áreas da vida humana e, também, espiritual. Agora, eu acho que a ganância, sobretudo, pelo dinheiro, é a explicação para todas essas contradições. O dinheiro cega ("É a raíz de todos os males."), "O poder corrompe.", e por aí vai...
Graça e paz.

Anônimo disse...

Pastor Altair ,

A Paz do SENHOR.

Há algumas semanas escrevi um comentário no blog do Pastor Silas Daniel e citei o nome do senhor. Eu vou reproduzir o que escrevi e solicito uma elucidação.

http://www.blogger.com/profile/09673338765918041021

“”Pastor, a Paz do SENHOR.

O senhor que é um profundo conhecedor da historia das Assembléias de Deus deve esta ciente não somente das bênçãos e confraternizações que existiu na mesma como também das intrigas e confusões “históricas”. Infelizmente, os tristes exemplos deveriam servir de lição para não mais repeti-los, mas não é o que vem acontecendo.
Vou fazer um comentário em relação ao que acontece e peço sua opinião após os mesmos. Sei que o artigo que o senhor escreveu não é sobre assunto, mas peço sua paciência.
As Assembléias de Deus do Brasil têm um sistema de governo muito peculiar. Creio que a simples classificação em presbiteriana, congregacional ou episcopal são insuficientes quando se fala da nossa denominação. As igrejas-ministérios podem ser classificadas como episcopais, porque o Pastor-Presidente age como um verdadeiro Bispo (episcopal) em relação às igrejas, congregações que lhe são filadas, colocando e depondo os dirigentes das mesmas conforme o “Espírito” lhe dirige (ou como bem lhe parecer mesmo).
Em nível nacional (CGADB) se comporta como uma igreja presbiteriana, onde os pastores agem como legisladores e representantes da vontade das suas respectivas igrejas. Acredito que não há exemplo para o sistema congregacional no meio assembleiano brasileiro.
Biblicamente e pessoalmente creio melhor modo seria o presbiteriano em todas as esferas. Mas deixo essa questão para mentes mais sabias discutirem.
Agora faço um questionamento: quem deveria ser o responsável pelas finanças da igreja e pelos salários do pastores? Faço essa pergunta porque uns ganham muito, outros ganham pouco. Sei que existe uma proporcionalidade salarial e que para um pastor responsável por algumas centenas de igrejas seria inadmissível que o mesmo ganhasse um salário mínimo. Contudo, conheço pastores que exerceram seu ministério há mais de quarenta anos e não possuem ao menos uma casa própria para morar. Enquanto que outros possuem casas, apartamentos, carros importados, sem contar dos que querem comprar jatinhos, que custa alguns milhões. Talvez a estipulação de um piso e um teto salarial para os pastores, seria uma solução.
Outra questão é um problema histórico. Que é a questão de “invasão” de campos eclesiásticos. O estatuto da Cgadb rege sobre assunto há algum tempo, entretanto não é respeitado. É só ver o caso Madureira de um tempo atrás e o que vem acontecendo recentemente em alguns estados como Pará e Pernambuco. O pastor Altair Germano escreveu alguma a respeito disso em seu blog . http://www.altairgermano.com/2009/07/falencia-do-sistema-assembleiano-de.html.
Creio que seria melhor se houvesse uma unanimidade de como deveriam ser organizadas as Assembléias de Deus no Brasil. No entanto sei que somente isso é possível debaixo de muitas orações e quebrantamento, principalmente por parte dos nossos líderes.
Levanto essas questões como um leigo e que talvez não tenha conhecimento suficiente para falar sobre esse assunto. Porem falo como alguém que tem zelo e amor pela Igreja de Cristo.

Um abraço, Joabe”

jardeson disse...

quanto a reforma quero dizer que os nossos reformista como wiglif calvino lutero e outros sentiram a que precisava reformar a igreja da epoca pois a mesma estava muito corrompida hoje as nossas igrejas tambem precisa de uma reforma (retrô)
ou seja que venha as igrejas evangelicas voltar a doutrina e custumes que tinha no passado deixando os seus lideres de quereer apenas um emprego e pregue o evangelho com aamor e temor a Deus buscando as almas convidadndo a voltar ao verdadeiro abrigo senhor Jesus

agenor disse...

nós precisamos urgente de reforma nas igrejas evangelicas de hoje mais a reforma deve ser (retrô)ou seja voltar as doutrinas e costumes do começo das igrejas estamos vendo atualmente inovações que nao tem nada a ver com a realidade biblica alguns dos nossos pastores e lideres querem apenas emprego e não trabalhr com amor as almas como os nossos lideres que forsm os percursores do evangelho

Tales disse...

Temo que, como Wyclif e Lutero, o senhor, Pr. Altair, comece a padecer perseguições da mais diversa natureza. Entretanto, "Se estes se calarem, até as pedras clamarão.". Graças a Deus, o senhor é um pastor e tens conhecimento. Do contrário, há muito, os inquisidores o teriam lançado na fogueira.
Graça e paz.