domingo, 18 de maio de 2014

O MINISTÉRIO DE EVANGELISTA: UMA PERSPECTIVA EXEGÉTICA, TEOLÓGICA E PRÁTICA

IMAGEM: FILIPE E O EUNUCO DA RAINHA DE CANDACE

Resolvi escrever sobre o tema, em razão da grande confusão feita em torno do ministério de "evangelista" no contexto das Assembleias de Deus no Brasil. Seria o "evangelista" um oficial da Igreja, ou alguém dotado do "dom espiritual de evangelista", independente de ser ou não um oficial (aquele que exerce um ofício eclesial)?

1. Análise Exegética 

Os texto bíblicos que mencionam o ministério e a pessoa do evangelista são:

"No dia seguinte, partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista (, que era um dos sete, ficamos com ele." (At 21.8)

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres," (Ef 4.11)

"Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério." (2 Tm 4.5)

Os termos gregos traduzidos nas passagens acima para "evangelista" são:

- At 21. 8:

εὐαγγελιστοῡ (euangelistou)

- Ef 4.11:


εὐαγγελιστάς (euangelistas)

- 2 Tm 4.5

εὐαγγελιστοῡ (euangelistou)

No "Dicionário Vine" (CPAD, 2003, p. 629-630) lemos:

"euangelistes (εὐαγγελιστής), literalmente, 'mensageiro do bem' (formado de eu, 'bem', e angelos, mensageiro), denota 'pregador do Evangelho' (At 21.8; Ef 4.11, que deixa claro a distinção da função nas igrejas; 2 Tm 4.5). [...] Os missionários são 'evangelistas' por serem essencialmente pregadores do Evangelho."

Nesta definição exegética do VINE, o seu entendimento de "função" não fica claro em termos de tratar de "cargo" ou "atividade específica".

O "Dicionário Internacional do Novo Testamento" (Vida Nova, 2000, p. 764) especifica que:

"euangelistes é um termo para 'aquele que proclama o euangelion'. Esta palavra, que é muito rara na literatura não-cristã, embora fosse bastante comum nos escritos cristão primitivos, se acha no NT apenas em At 21.8, Ef 4.11, e em 2 Tm 4.5. Nestas três passagens, faz-se distinção entre o evangelista e o apóstolo. Tal fato fica especialmente óbvio no caso do evangelista Filipe, pois sua atividade teinha que ser ratificada pelos apóstolos Pedro e João (At 8.14-15). Fica claro que o termo euangelistes, portanto, tem a intenção de se referir a pessoas que levam a efeito o trabalho dos apóstolos que foram diretamente chamados pelo Cristo ressucitado. Mesmo assim, é difícil se a referência diz respeito a um cargo, ou, simplesmente, a uma atividade (grifo nosso). É possível que estes evangelistas tenham se ocupado na obra missionária (At 21.8) ou na liderança da igreja."

Perceba que Coenen e Brown, no "Dicionário Internacional do Nove Testamento", assim como Vine, Unger e White Jr. no VINE, acham dificuldades em afirmar que o "evangelista" era um "ofícial" da igreja, assim como eram os πρεσβύτερος (presbiteros, cf. Atos 20.28; 1 Tm 3.2; 1 Pe 5.1; 2 Jo 1; 3 Jo 1), os ὲπίσκοπος (episkopos ou bispos, cf. At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25) e os διάκονος (diákonos, cf. 1 Tm 3.8, 12).

Na "Chave Linguística do Novo Testamento Grego" (Vida Nova, 1995, p. 393) Rienecker e Rogers definem o termo εὐαγγελιστής da seguinte forma:

" [...] alguém que proclama as boas novas, evangelista. Um evangelista era a pessoa que pregava o evangelho recebido dos apóstolos. Ele era, particularmente, um missionário que levava o evangelho a novas regiões (v. Schlier; Barth; NDITNT)".

2. Análise Teológica

Na Teologia Sistemática de Berkhof (Cultura Cristã, 1990, p. 538), juntamente com apóstolos e profetas, "evangelista" é designado de "oficial extraordinário", enquanto os oficiais ordinários são o presbítero, o mestre e os diáconos.

Na obra Palestras Introdutória à Teologia Sistemática, de Thiessen (IBRB, 1987, p. 299-330), o "evangelista" não é incluído entre os oficiais da igreja.

Strong, em sua Teologia Sistemática  (Hagnos, 2003, p. 674) diz que "É dois o número de oficiais na igreja de Cristo: primeiro o de bispo, presbítero, ou pastor; e segundo o de diácono".

Na Teologia Sistemática: atual e exaustiva, de Grudem (Vida Nova, 1999, p. 758-774), são listados como oficiais os apóstolos, os presbíteros (pastores/bispos) e os diáconos.

Em Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual, de Ferreira e Myatt (Vida Nova, 2007, p. 932-934), tratando sobre "As formas de governo eclesiástico", tanto no episcopalismo anglicano e metodista (desviado pelo catolicismo e modificados por várias igrejas pentecostais), como no governo presbiterial (característico das igrejas reformadas, como a "presbiteriana") e no governo congregacional (adotado especialmente pelas grejas batistas), não é citado pelos autores o ofício de "evangelista".

Escrevendo sobre o "Governo da Igreja", o missionário Eurico Bergstén, em sua obra Introdução à Teologia Sistemática (CPAD, 1999, p. 269-270), define como funções na Igreja: pastor (cf. Ef 4.11), presbítero (cf. Tt 1.5) e diácono (cf. 1 Tm 3). O "evangelista" também não aparece em sua relação.

Na Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, de J. Rodman Williams (VIDA, 2011, p. 892, 894), os evangelistas são os que proclamam o evangelho, e contribuem para a preparação dos santos para a obra do ministério. Rodman aafirma ainda que "precisamos hoje ver cada vez mais evangelistas escolhidos pelo Senhor, que sejam cheios do Espírito Santos, conheçam profundamente as Escrituras, operem sinais e maravilhas, despertem a fé e a entrega que mudam a vida e preparem o povo para receber o dom do Espírito Santo." 

A ideia de ofício também não está presente no conceito de Rodmam sobre os evangelistas.

No livro "A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria", Severino Pedro (1998, p. 87) diz que:

"Nos dias dos apóstolos, os evangelistas eram missionários pátrios que efetuavam a missão evangelizadora da Igreja entre os judeus e depois aos gentios, em posição subordinada aos apóstolos (Lc 10.1-17; At 8.4;11, 19). [...] A missão primordial dos evangelistas era a pregação das Boas Novas do Reino de Deus; igualmente a missão dada aos apóstolos no início de seus ministérios. Em ambos os casos, a idéia de pregar está presente nessas ocasiões."

Severino Pedro (idem, p. 89-90) classifica os "evangelistas" em três categorias: os evangelista voluntários (At 4.31; 8.4; 11.9), que seriam todos aqueles que de alguma forma pregam o evangelho, os evangelistas autorizados (cf. 2 Tm 4.5), neste caso ele não afirma a ordenação de Timóteo, e os evangelistas ordenados (Ef 4.11), do qual somente Filipe é um exemplo bíblico.

Em "Teologia Pastoral" de José Deneval Mendes (CPAD, 1999, p.28):

"O evangelista é um portador inflamado pelo amor de Deus de boas-novas às almas perdidas, e cuja mensagem principal é a graça redentora de Deus. No ministério evangelístico, é o normal Deus operar grandes milagres com o objetivo de despertar o povo para a mensagem da da sua Palavra. Assim como aconteceu em Samaria (At 8) e tem acontecido através dos tempos".

Aqui também não está clara a idéia de "ofício" ou de atividade extra-oficial.

Na Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD, 1995, p. 1815), lemos que:

"No NT, evangelista eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16). [...] O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixa de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. [...] A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista (grifo nosso) e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41)".

Perceba mais uma vez, que a ideia de "ofícial da igreja" não fica clara, antes, são utilzados os termos "ministério de evangelista" (que necessariamente não implica em função oficial) e "dom espiritual de evangelista", onde neste sentido, Filipe, o "oficial" diácono, poderia ter o dom espiritual de evangelista, que o impulsionou a realizar o que está registrado nos textos já citados neste artigo.

Na obra "A Igreja dos Apóstolos", Carlos Alberto R. de Araújo (CPAD, 2012, 206-208), o evangelista se enquadra na condição de um ministério itinerante, exercido para a proclamação do evangelho aos incrédulos, e que se enquadra entre os ministérios de liderança (Ef 4.11). Diferente dos apóstolos que viajavam de cidade em cidade, os evangelistas exerciam um ministério local, contribuindo para a pregação do evangelho na região onde congregavam (At 20.1-3; 6-7, 11, 17; 21.8,9). Araújo também não classifica os evangelistas como "oficiais" da igreja.

3. Análise Prática

Como vimos nas análises exegéticas e teológicas, não há consenso ou firmeza em declarar que o "evangelista" era um "oficial" da igreja. O cargo (oficial) não existe na grande maioria das denominações evangélicas e, quando existe, como no caso das Assembleias de Deus, uma grande confusão é feita em torno do mesmo. Por exemplo:

a) O evangelista, na grande maioria dos casos, é um cargo conferido a alguém desprovido das características bíblicas aqui afirmadas (amor pelas almas, habilidade para pregar o Evangelho; sinais sobrenaturais no seu ministério, poder em sua mensagem etc.);

b) O cargo de evangelista ocupa uma posição hierárquica abaixo do pastor, o que não se sustenta exegeticamente. Esta hierarquia consiste numa "escadinha hierárquica" na seguinte ordem: auxiliar local, auxiliar oficial, diácono, presbítero, evangelista e pastor (e agora, em algumas convenções estaduais, "bispo" e "apóstolo"). Em razão disto, muitos evangelistas preferem (ou são chamados), pelas mais diversas razões, pelo título de "pastor". Conheço alguns que em seus cartões, em cartazes de eventos e em outras ferramentas de identificação, divulgação ou publicidade, usam a designação de "pastor" em vez de "evangelista";

c) Muitos evangelistas dirigem igrejas, função esta do pastor, deixando dessa forma de fazer o que lhe compete, que é o de pregar o evangelho aos perdidos. Acabam sendo criticados, e por vezes até hostilizados pela própria igreja e companheiros de ministério;

d) O cargo de evangelista é "dado" (também, pelas mais diversas razões) a quem não tem o dom, enquanto muitos que tem o "dom espiritual de evangelista" nem oficiais da igreja são, ou ocupam as funções de auxiliares, diáconos e presbíteros;

Se o ofício de "evangelista" pudesse se fundamentar biblicamente, no mínimo, deveria ser praticado em nossas igrejas de forma bíblica. Desta maneira, o comentário de Severino Pedro (idem, p. 90) é bastante pertinente:

"Nos dias atuais parece haver muitos avivalistas e poucos evangelistas. Existem Igrejas super-lotadas de pregadores, mas vazias de ganhadores de almas. E, além disso, a verdadeira função do evangelista, é que ele deve ser visto mais fora da Igreja do que dentro dela [me refiro aqui Igreja loca]. isto é, que ele não seja somente visto numa função local; mas que sempre avance na direção das almas perdidas sem Cristo; fundando novas Igejas e comunidades".

Estêvam Angelo de Souza, em sua obra "Os Dons Ministeriais" (CPAD, 1993, p. 43) afirma:

"Devido a incorreta concepção do ministério de evangelista, vemos, às vezes, um 'Evangelista' ocupado com uma pequena igreja, completamente fora de sua função, ou mesmo, sem qualquer evidência deste dom ministerial. É evangelista simplesmente porque alguém o determinou ou porque lhe deram este nome. Isto nada tem haver com o verdadeiro ministério de evangelista; isto não tem nenhum fundamento bíblico."

Afirma ainda o autor acima que "Não temos informação de que Filipe fora ordenado como evangelista para Samaria" , e que "[...] o poderoso dom de evangelista não é comum a todos os crentes; no entanto, a responsabilidade de pregar o Evangelho a toda a criatura é comum a todos os salvos, a quantos amam a Deus e a sua obra!" (Ibid., p. 48).

4. Considerações finais

Se "evangelista" é um cargo oficial à luz da Bíblia, e para isto é citado Ef 4.11, por qual razão "profetas" e "mestres" não o são?

Se "evangelista" é um cargo oficial à luz da Bíblia, por qual razão as Escrituras não prescrevem os pré-requisitos para o cargo (ou ofício), como nos casos de diáconos, presbíteros e bispos (1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9)?

No meu entender, o cargo de "evangelista" não se fundamenta com muita clareza à luz das Escrituras, se sustentando basicamente à luz da "tradição" da igreja.

20 comentários:

RICHARD SANDER GOMES DA SILVA disse...

GRAÇA E PAZ PR ALTAIR

LOUVO A DEUS POR SUA VIDA E MINISTERIO, POIS TENHO SIDO GRANDEMENTE IMPACTADO ATRAVES DE SEUS POSTS.

PASTOR, SOU DA ASSEMBLEIA DE DEUS E NA NOSSA REGIAO OS EVANGELISTAS SAO ORDENADOS POR TEREM PRESTADO UM SERVIÇO COMO DIACONO, PRESBITERO E AGORA EVANGELISTA E CLARO DE OLHO NO MINISTERIO PASTORAL A LUZ DA BIBLIA ESTA CORRETO? MANDE PRA MIM VIA IMAL UM ESTUDO SEU SOBRE EVANGELISTA.

Anônimo disse...

PArabéns pela postagem do ministério do Evangelista1
Mas eu queria lhe perguntar se o irmão já sabe Bíblia de Estudo Dake lançda pela CPAD? Esta Bíblia contem heresias tal qual a Bíblia Vitória Financiera de Silas Malafaia.
O Autor Da bíblia Dake, Finis Jennings Dak,influenciou bennyn Hyn conforme o Livro CRISTIANISMO EM CRISE,
Pastor, sei que o senhor é um grande aplogista e vai escrever um artigo sobre isso com certeza, repudiando tal atitude da CPAD, pois sei que o irmão é neutro e zeloso da doutrina Bíblica.

Abraços.Moises Araújo

Ev.Jailson Trajano disse...

Bela postagem!Esclarecedora!
Paz!

Valdeci do Carmo disse...

Entendo que ali em Efésios está se referindo a dons e não a cargos. Os cargos como os temos distribuidos em nosso meio, são expressões assembleianas de hierarquia. Nem todo mundo que é evangelista tem esse dom. No entanto, o Evangelista é considerado um ministro, mas para de fato ser ministro (pastor) precisa ficar um tempo como evangelista e depois ser pastor. Se essa lista fosse cargo teriamos que consgrar as pessoas a mestres também. creio que diácono, presbitero e pastor já seriam suficentes dentro da igreja.

Valdeci do Carmo

Tales disse...

Pr. Altair, eu cançado de ver empresários, professores universitários, médicos, juízes, promotores, grandes comerciantes, advogados renomados, políticos, dentre muitos outros de poder aquisitivo elevado, serem logo "consagrados" a "evangelista", nas Assembléias de Deus, aqui no meu Estado. E acredito mesmo que isso ocorre também na grande maioria dos Estados brasileiros. Quando um irmão é um motorista, pedreiro, marceneiro, eletricista ou um comerciário, só para citar alguns exemplos, a consagração para o "cargo" de "evangelista" se torna mais difícil do que se pensa. Colocam mil e uma dificuldades, vão checar se o irmão "tá limpo na praça", investigam sua vida no passado, presente e futuro, se é um "dizimista fiel", etc. A "consagração" se torna objeto de troca aonde o material é mais importante (hoje em dia) do que o espiritual. Ela é muito mais valorizada pelo que se "tem" e pelo que se "é". Ou, então, ocorre a valorização do "ter", em detrimento do "ser". Depois, muitos lêem, "pregam" e bradam em voz alta, de vez em quando, o Salmo 133: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!... porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.". Será que o Senhor ordena mesmo a bênção sobre um ministério amparado por um modelo discriminatório, preconceituoso e contraditório? Creio que não. Por outro lado, acredito, sim, que o verdadeiro evangelista se preocupa com as coisas de Deus, se doa por elas, prega a palavra de Deus, "insta a tempo e fora de tempo", ganha almas para o Reino de Deus. E tem consciência de que isso é o mínimo que ele pode fazer, porque não é para o homem nem muito menos para si, mas, para a glória de Deus.
Paz e graça.

Tales disse...

Acrescente-se ao que disse no meu post anterior, Pr. Altair, que os que promovem essa perversa discriminação são justamente aqueles que mais asseguram em seus "sermões" que "Deus não faz acepção de pessoas." (At 10.34), não mencionam o versículo seguinte: "Mas que lhe é agradável AQUELE que, em qualquer nação, O TEME E FAZ O QUE JUSTO." (At 10.35), não os explica nem muito menos os contextualiza. E mais: " E se invocais por pai aquele que, sem acepção de pessoas julga segundo A OBRA DE CADA UM, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação." (1 Pe1.17) (grifo nosso),
Graça e paz.

a verdade do evangelho disse...

Infelizmente o que vemos hoje é uma verdadeira confusão acerca dos títulos e dons do ministério cristão.
Começando pela distinção de Pastor e Presbítero, coisa que o Novo Testamento não faz, pois Pastor, Bispo e Presbítero eram só designações diferentes para uma mesma função.
E o Evangelista? Não há base neotestamentária para ordenação de alguém ao cargo de evangelista, o que vemos é pessoas que faziam um trabalho de ganhador de almas que ficava conhecido como evangelista, At.21:8 sem precisar ser ordenado. pelos homens.
Aliás, muitos que hoje são oredenados pelos homens, não o são por Deus.
São os famosos "obreiros de jeroboão" 1º Rs. 12:31

Pb. Edinei, Th.B

a verdade do evangelho disse...

Nobre Pr. e apologista altair eis aí um artigo que postei no meu blog:

PROMOÇÃO DE OBREIROS
Oi irmão João como vai tudo bem?
Tudo bem irmão Carlos!
Irmão João fiquei sabendo que domingo vai haver consagração de obreiros na igreja onde você congrega, é verdade?
É, na verdade irmão Carlos não é bem consagração de obreiros, e sim "promoção" de obreiros.
Como assim?
É que hoje há uma tremenda confusão com respeito aos cargos eclesiásticos. Os que são chamados por Deus e tem o devido preparo Bíblico e espiritual não são reconhecidos, enquanto que muitos sem as devidas qualificações para tão séria posição são consagrados (pelo homem é claro).
Irmão Carlos você deve estar inteirado de que para ser consagrado a pessoa deve ser chamada por Deus e ter as qualificações expostas na Bíblia, tais como: Ser cheio do Espírito Santo; Conhecimento Bíblico - teológico; comunhão com Deus e a igreja e que o dom trará o ofício.
Mas hoje é diferente, existem muitas pessoas sem a mínima condição de exercer uma função na hierarquia eclesiástica mas que por algum motivo tem recebido o reconhecimento humano para ocupar tal posto.
Pessoas que não conhecem a Bíblia e até são contra aqueles que a estudam; são caloteiros; compram e não pagam; passam cheque sem fundo; tem vida dupla; são mentirosos, bajuladores, etc...
É, mas também irmão João quando se vai consagrar alguém muitos Pastores não atentam para os requisitos Bíblicos, mas só para os que lhes agradam tais como: ser dizimista fiel (aquele que não falha nem um mês), bajular o Pastor (dando presentes ou elogiando em público), ser submisso em tudo (submissão cega ou sujeição), não questionar nada, mas concordar com tudo, ser parente do Pastor. é por isso que existe esta confusão toda.
É isso mesmo irmão Carlos, você entendeu agora porque eu falei "promoção" de obreiros, e não consagração?

Blog: A verdade do evangelho

Pb. Edinei, Th.B

Clodoaldo Brunet disse...

Sua argumentação de que a bíblia não apoia o evangelista como um cargo é coerente. Evangelista de fato está mais para o que diz Louis Berkhof, ou seja, um dom entre os extraordinários. Está entre os dons de apostolos que hoje não mais existem na igreja do Senhor.

Ev Ricardo Duarte dos Santos disse...

Caro Pr Altair
Concordo com sua posição a respeito do cargo de Evangelista, mas minha pergunta é : o que deve fazer, como deve se comportar o Obreiro que passa por cada cargo ministerial, a saber, cooperador,diacono,presbitero e finalmente seu lìder o informa que vai indicá-lo para ser consagrado a Evangelista?
E ainda , quando este obreiro não tem dons espetaculares de cura ou operação de maravilhas,ele apenas é honesto, fiel, zeloso, servo e um cristão maduro?
Por favor, gostaria de saber sua opinião, já que sou Evangelista e me senti incomodado por possuir este cargo , diante de suas afirmações.
Ev Ricardo Duarte

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Ricardo,

nenhum cargo deveria ser aceito por quem não tem "vocação" vinda de Deus para exercê-lo (diácono, presbítero, evangelista, pastor etc).

No mínimo o convidado para o cargo deveria ser franco com o seu líder. Já pude contemplar esta nobre atitude na vida de alguns cristãos sérios e conscientes daquilo que são e tem em Deus.

O problema é que muitos temem "se queimar" com quem convida ou apresenta (ou com a instituição), se rejeitarem o "convite".

abraços,

elson disse...

Esse assunto de alta relevancia, tem sido discutido em convenções, qual a visão dos seus pares?
Um determinado pastor, de uma igreja daqui de Curitiba, fez um comentário sobre isso em reunião ministerial abrangendo de modo geral os cargos minesteriais existentes na AD, que estava errado, porém apesar do seu status na hierarquia não vemos nada acontecer. O assunto é sério, pois não estamos tratando de assuntos seculares ou politicos, ou pelo menos não deveria ser.

vagner ribeiro disse...

SOU ASSEMBLEIANO,COMO O O SENHOR É.A DOREI SUA IMPARCIALIDADE NO ASSUNTO E CONCORDO COM TUDO QUE O SENHOR DISSE. QUE DEUS CONTINUE LHE DANDO ESSA SABEDORIA

Blog do pregador. disse...

Concordo plenamente com a sua posição em relação ao assunto, o seu comentário é bastante esclarecedor. Continui sendo essa voz que não teme expor a luz da bíblia temas que muitas vezes se choca com a tradição.

Jozenildo Souza disse...

A paz do Senhor! Pr. Altair Considero-o uma coluna da igreja atual, contudo, assim como o ev. Ricardo me senti incomodado, pois fui "promovido" como a maioria afirma, recentemente. E penso que antes de qualquer coisa a culpa dessa "bagunça" não é minha nem muito menos dos demais evangelistas e sim das convenções, pastores, e igrejas que assim fazem. Por outro lado, penso que existem problemas em todos os níveis da igreja. Crentes que não são crentes, auxilares que não são auxiliares, diáconos que não são diáconos, presbíteros que não são presbíteros, evangelistas que não são evangelistas e pastores que não são pastores, e ainda cantores e músicos que nem crentes são mas compramos seus CDs e cantamos os seus hinos nas igrejas - Vamos fazer o quê?. Portanto, amado pr e amados leitores deste importante blog. Antes de qualquer patente que nos for concedida devemos nos lembrar que somos salvos e devemos ser exemplo.No demais, sabemos que todos havemos de comparecer diante Dele e prestaremos conta de tudo que aqui fizermos. Orem por nós evangelistas!

Evangelista Jozenildo S. de Souza

Alex Lex disse...

GRAÇA E PAZ!
Eu me chamo Alex Sandro e glorifico a Deus por esse interesse e esclarecimento da sua parte espirado por Deus. Ha doze anos eu entreguei a minha vida pra Jesus e por misericordia do Senhor mesmo com muitas lutas dificuldades congrego na mesma denominação até hoje isso porque eu decidir a não servir um sistema mas sim o Reino de Deus, no último sábado dia 28/01/2012 eu fui consagrado ao ministério de evangelista mas antes mesmo da consagração o Senhor já me enviou a várias cidades, hospitais etc.. exercendo esse ofício o que sig que Deus é quem nos chama e capacita independente do reconhecimento do homens.

Chaul Halevi disse...

Louvo a D'us pela vida de nosso amigo Pr. Germano, como é mais conhecido em nosso ministério (A.D. em Casimiro de Abreu - Pr. Elyeo Pereira), mas fico na duvida quando não se reconhece o cargo especifico de Evangelista como sendo um oficio da igreja, dentro do contexto temos o escritor sacro dizendo: Ele deu uns PARA.... Outros PARA... e outros PARA, note-se que sem precisar apelar aos originais temos a fluência do próprio texto nos mostrando que a sentença "caminha", de forma a nos indicar que estes são CARGOS doados por... PARA.
Se não entendermos assim, teremos problemas no termino da idéia do apostolo que chega a seguinte conclusão : tendo em vista o aperfeiçoamento dos Santos (crentes em geral) para a obra do Ministério (serviços gerais da igreja).
Contudo fico iluminado pelo lampejo traçado por vossa pessoa e esperando te-lo em nossa igreja a ministrar para nós o quanto antes puder!!!!!

Luciano de Paula Lourenço disse...

Muito bom pr. Altair! Gostei! Sugiro que isto seja discutido exaustivamente nas convenções e nas EBO's. Pela análise dos diversos autores citados, nota-se que o modelo de governo adotado pela Assembleia de Deus é absurdamente dissonante com o compêndio doutrinário da Igreja,o NT.
Permita-me publicar esta postagem no meu blog.
Um abraço!
Pb. Luciano

PB LUIZ RAMOS disse...

Glória a Deus, por esses esclarecimentos. Que os 'homens de Deus' - que assim são chamados - não fiquem d'olho, apenas em cargos ministeriais, mas que façam a obra de Deus com alegria.

franklin silva disse...

DUVIDA;como Saber se tenho ou nao um chamado de evangelista,sou menbro da assenbleia de DEUS.