sexta-feira, 10 de julho de 2009

UMA GERAÇÃO CADA VEZ MAIS ISOLADA , MASSIFICADA E IMBECILIZADA


O fenômeno da TV digital e interativa é a tônica do momento.

Já não bastasse os jogos, a chegada da TV digital no celular, com uma grande ênfase dada ao entretenimento (filmes, jogos, programas, novelas etc) pelas grandes emissoras, me causam algumas preocupações.

Acontece, que estas novas tecnologias, em vez de promoverem e desenvolverem a socialização, interação, criticidade e conhecimento, acabam sendo utilizadas como aparelhos de promoção e desenvolvimento do auto-isolamento, da solidão, da massificação e da imbecilização universal do indivíduo.

Como seria bom, se em vez da ênfase no lixo televiso, a programação cultural fosse destacada. O fato, é que não há interesse algum dos poderosos políticos e midiáticos. Se houvesse, o horário nobre na televisão seria recheado daquilo que realmente agrega valores culturais e humanos.

É agonizantemente triste, contemplar, inclusive em países de primeiro mundo, a leitura de bons livros nas rua, nas praças, nos ônibus, nos trens e metrôs, dando lugar, cada vez mais, ao ato de fixar-se num aparelho de celular, para a auto-ingestão do banal, do pobre, do irrelevante, do desprezível.

É absurdamente triste, perceber no ser humano o auto-isolamento, o desprezo ao outro, a negação do olhar, a supressão do sorriso, a retenção da fala, o descaso com a presença, com a vida.

É vergonhosamente triste, ver gente culta e inteligente, fazedores de opinião, envolvidos neste desserviço à humanidade.

Rio de Janeiro, 10/07/2009

5 comentários:

eliabe santos disse...

Muito bom pastor essa matéria,é lastimável a situação presente que estamos vivendo,cada vez mais as pessoas se isolam em "ilhas pessoais",o contato social a cada dia tem se tornado extinto,FICO triste em ver cotidianamente nos onibus,praças,e etc...pessoas que em vez de estar lendo um bom livro,ou até mesmo batendo um bom papo,matendo um contato social primário ou secundário, estão interligados em telefones celulares assistindo as programações,ou ouvindo músicas que cultura nenhuma acrescenta a sua vida,não quero generalizar...sempre é bom ouvir uma boa música ou até mesmo assistir algum programa televisivo que acrescenta algo a nossa vida,porém o que está acontecendo é que muitas pessoas estão auto se isolando da sociedade e do convivio pessoal,e priorizando toda essa mídia permissiva,o bom mesmo é sempre manter o contato social...muito boa a matéria...parabens pastor pelo combate a tais tipo de atitude! SHALLOM!!!!

Carlos Alberto Chaves Pessoa Junior disse...

Pastor Altair,

Por isso sou defensor da ideia que a igreja deve formar homens e mulheres criticos, formar seres humanos não descerebrados ou que restringem seu campo de respostas ao sim ou ao não e sim criticam tudo que ouvem e leem. A igreja deve lutar contra esse processo de massificar o pensamento, de retirar a reflexão da mente humana. A igreja se quiser lutar contra essa situação deve mudar a si porpria pois ela é , hoje, um agente massificador e alienador. Claro que existem inumeras excessões porém em geral a realidade é que os pastores se fazem de Deus negando o direito dos fieis duvidar de sua postura teologica e etica sendo que nem Deus requer obediencia cega. Por isso afirmo eque abandonei o movimento evangelico, não sou evangelico e nem quero sê-lo sou cristão cuja unica regrade fé e pratica é a biblia, que cre no Deus triuno e que renegou as doutrinas humanas que somente alienam.

Felipe H. Ribas disse...

Também acho que ocorre um isolamento do ser humano com os recursos tecnológicos atuais. Porém, é possível ficar isolado das outras pessoas estudando e lendo bons livros também.
Aliás, muitas vezes me sinto solitário quando fico aqui em casa estudando sozinho. Acho que é por isso que, ultimamente, quando eu começo a conversar com alguém, eu estou falando muito.
Abraço, paz do Senhor.

TIAGO VIEIRA disse...

A Paz do Senhor!

Pastor Altair,
concordo plenamente com o senhor.

João Cruzué disse...

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Pastor Altair,

Não há nenhuma novidade nisso. O que esperar de um meio de comunicação, que por miopia da liderança evangélica foi, é possivelmente ainda continuara sendo desenvolvido por gente não crente?

Diagnósticos não mudam situações.

O pior é que dentro da "igreja" também está acontecendo a mesma coisa. Isolamento, massificação e imbecilização.

Isolamento, porque o amor fraternal foi relegado ao fim da fila. Basta dizer que até os cumprimentos cristãos são coisa do passado. Hoje há números alarmantes de pessoas crentes "congregando" em casa.

Massificação sim. Quando a liderança da Igreja aceita como ideal que apenas o cântico e a oferta do crente em lugar de descobrir em investir em seu ministério pessoal - isto massifica. Nivela por baixo. Ao repercutir esta situação, está contribuindo para "abortar" ministérios e o poder de Deus.

E imbecilização, quando aceita um pão falso sendo distribuido nas pregações neopentecostais, onde o homem é o centro e Jesus um a espécie de gênio da lâmpada de Aladim. Que se esfregar dá vitória.

Quando a igreja repudia esta pregação neopentecostal, escreve longos textos contra esta prática, mas franqueia a porta, convida, paga regiamente os mais famosos pregadores de "vitória" para agradar aos ouvidos dos crentes, está mostrando uma contradição entre o discurso e a prática.Isto se chama hipocrisia.
Isto é um fator de inbecilização interno.

Por fim, o pastor, assim como eu sabe que o envelhecimento de um corpo ocorre quando a reprodução das células não mais copia com toda a perfeição as matrizes anteriores. De cópia defeituosa em cópia defeituosa o novo cede lugar ao velho.

Que Deus nos guarde. Sem nenhuma ofensa, mas apresentando minha opinião, lá fora não mudou. O consumismo dita as regras do mundo moderno. Mas o problema pior está acontecendo "dentro". Um "evangelho" falso está levando crentes a pensarem que são crentes. A prova é fácil de constatar: os sinais e as obras de Cristo não estão aparecendo na vida deles. Um paradoxo, pois nunca tivemos tantos pregadores, seminários, apologetas, mestres, doutores, evangelistas, "profetas", bispos, apóstolos - e até ídolos, que tomam o lugar de Deus.

A imbecilização e a massificação não são fenômenos apenas externos. Eles são notórios no meio cristão. As duas coisas jundas levam ao isolamento, ao enfraquecimento, e a esterilidade.


João Cruzué


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