terça-feira, 23 de junho de 2009

PÃO E CIRCO GOSPEL

IMAGEM: BANCA DIRECTA

PÃO E CIRCO

Por Augusto Bueno

Ademais de todo o avanço da tecnologia e da ciência, a sociedade ainda vive da realidade primitiva que acometeu o Império Romano. Com o crescimento urbano das cidades do Império, vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perdiam seus empregos.

Esta massa de desempregados migrava para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador então criou a política do "Pão e Circo". Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

Ainda esta política não somente ocorre no meio político como também no meio religioso. O utilitarismo e o consumismo tem levado muitos líderes evangélicos a desenvolver a política do "pão e circo". São os shows-gospel, quadrilhas juninas-gospel, eventos gospel. As pessoas buscam a Deus pelo que Ele "deve" dar (é a política do pão) e os líderes evangélicos fazem questão de oferecer as teologias "de-fundo-de-quintal" para saciar a necessidade das pessoas para entretê-las com o fim de satisfazer a carne que é a concupiscência dos olhos.

Esta é a política do circo. É impressionante e demoníaco. É lamentável e indigno que o nome de Cristo, sua obra como formas mais sublimes do amor e da justiça divinas estejam hoje levinamente sendo expostos, tal qual se expõe uma mercadoria, um produto de mídia. Realmente o evangelho se tornou um acontecimento que une pessoas para evindenciarem o sistema do "pão e circo".

Hoje a igreja evangélica necessita de mega-templos, (grandes coliseus), mega-pastores (gladiadores, ou melhor, concorrentes). Mega-cristãos ou super-crentes, pois não basta mais viver a simplicidade de Jesus. É o famoso slogan: "Grandes Igrejas-Grandes Negócios)".

Bem dizia um de meus célebres professores de teologia: "O Cristianismo nasceu como um fato na Palestina, foi para a Grécia e se tornou uma idéia, depois foi levado à Europa e à América do Norte e se tornou um empreendimento, chegou à América Latina e ao Brasil e se tornou um Evento". E há quem chame isso de "AVIVAMENTO".

Icabode....

"Senhor, onde estás?"

Fonte: kyrie eleíson

2 comentários:

Blog do Zé disse...

é lametável Pastor Altair, mas esse assunto é real e estamos vivendo esse momnto hoje, para nossa decepção e descrédito do verdadeiro cristianismo. Parbens pela brilhante e oportuna postagem. Somnte homens com um visão voltada e comprmtida com o Reino de Deus enxegam fatos como este e tem a coragem de trazer a discussao essa verdade nua e crua.

Moyses disse...

Shalom...
Com o Pão e Circo, os imperadores caíam na graça do povo tamanho engodo a que eram submetidos, passaram a venerar o imperador pelo que ele oferecia e se esqueciam de quem ele era, o mesmo ocorre hoje em muitas igrejas e eventos, se busca e venera a Deus pelo que Ele tem a oferecer, e já não se sabe mais quem Ele é; querem o Deus que faz, não o Deus que é, se estivessem no lugar de Moises ao ouvir YHWH dizer: Eu Sou o que Sou, diriam: Não! Queremos o "faz o que faz", que O Senhor Jesus através do Espírito Santo nos ajude pois é chegado o tempo em que Deus busca a verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade...

Shalom Adonay...