domingo, 28 de junho de 2009

O MAIS DESEJÁVEL E ELEVADO NÍVEL DE CONHECIMENTO DE DEUS

TEXTO: 1 Jo 2.3-8

INTRODUÇÃO:

A Bíblia nos ensina que não carecemos de novos mandamentos e doutrinas, para vivenciarmos o tipo de atitude que agrada a Deus. Precisamos sim, dos velhos mandamentos com novas e mais abrangentes abordagens (conf. V. 7 e 8).

O texto de 1 Jo 2.3-8 nos remete para a seguinte questão: o que realmente significa conhecer a Deus? O que evidentemente prova que conhecemos ao Senhor?

1. A NECESSIDADE DE CONHECERMOS A DEUS SEGUNDO AS SANTAS ESCRITURAS

1.1 EXPRESSA NO ANTIGO TESTAMENTO: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR;” (Os 6.3a)

1.2 EXPRESSA NO NOVO TESTAMENTO: “antes, crescei na graça no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” (2 Pe 3.18a)

2. OS CONCEITOS SOBRE CONHECIMENTO

2.1 OS CONCEITOS MODERNOS DE “CONHECIMENTO”

2.1.2 O CONHECIMENTO EMPÍRICO: Adquirido em nossas interações com o meio ambiente e social (vivência cotidiana, senso comum)

2.1.3 O CONHECIMENTO CIENTÍFICO: Adquirido através da investigação metódica e mais profunda das coisas, dos fatos e dos fenônemos (estrutura, organização, natureza, composição, causas, leis. Etc.)

2.1.4 O CONHECIMENTO FILOSÓFICO: Adquirido através do contínuo questionamento de si mesmo, da realidade, da razão última, da existência e dos propósitos das coisas (aspectos supramateriais, abstratos e metafísicos)

2.1.5 O CONHECIMENTO TEOLÓGICO: Adquirido através do estudo sistemático e metódico (formal ou informal)da Bíblia Sagrada.

2.2 OS CONCEITOS BÍBLICOS DE “CONHECIMENTO”

O termo hebraico geralmente utilizado no A.T. para “conhecimento” é yada. Já no N.T., temos a palavra grega ginosko. Tanto uma, como a outra, podem ser traduzidas, dependendo do contexto, por: notar, perceber, entender, compreender, distinguir, saber, conhecer.

Mas não são nos sentidos acima descritos, que “conhecer” ganha aqui importância. “Conhecer”, em termos bíblicos, pode ser algo mais do que um simples conhecimento sensitivo ou intelectual, pode significar ainda:

- Conhecer de modo pessoal

- Um relacionamento de confiança entre pessoas

- Um relacionamento de amizade

- Um relacionamento de intimidade

É neste sentido que devemos entender as seguintes passagens:

Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel.” (Jz 2.10)

Gerações inteiras podem, através do conhecimento de Deus, desfrutar da fidelidade, do companheirismo e da proteção do Senhor, como também, podem se privar destas benesses, caso negligenciem tal conhecimento.

Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42.5)

Jó evoluiu do conhecimento teórico, para o conhecimento pessoal.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mt 7.21-23)

O Senhor sabe quem são aqueles que aparentemente estão debaixo do seu senhorio e falsamente declaram isto. Estes, não gozam do privilégio de terem Deus como amigo, não desfrutam de suas confiança e amizade.

Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim,” (Jo 10.14)

Os homens por vezes, apenas sabem coisas ao teu, e ao nosso respeito, mas somente Deus nos conhece plenamente e integralmente.

Quando conhecemos realmente a Deus, e por ele somos conhecidos, uma relação pessoal, de amizade, íntima, aberta e estável, deve estar em evidência nas nossas vidas.

3. AS EVIDÊNCIAS CONCRETAS DO MAIS DESEJÁVEL E ELEVADO NÍVEL DE CONHECIMENTO DE DEUS

As evidências claras e concretas do verdadeiro conhecimento de Deus são manifestas:

3.1 Através da observância, da guarda e da obediência aos seus mandamentos, à sua palavra (v. 3-5)

Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. 4 Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele:”

O mais desejável e elevado nível de conhecimento de Deus exige coerência entre o discurso e a prática, entre a confissão de fé e a ação misericordiosa (Tg 2.12-26)

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (Mt 7.24-27)

Conhecer e ser por Deus conhecido, não nos isenta de lutas, adversidades, injúrias, calúnias, difamações, perseguições e tribulações, mas, com certeza nos oferece as condições necessárias para nos mantermos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor (1 Co 15.58), apesar das intempéries.

3.2 Pela forma como andamos, como nos comportamos, como vivemos

aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” (1 Jo 2.6)

A maneira como Jesus andou, é o parâmetro para identificar quem o conhece, como o conhece e quanto o conhece.

Jesus andou em mansidão, em humildade, em verdade, em submissão, em gratidão, em simplicidade, em prudência, em santidade, em renúncia, em sofrimento, em oração...

Jesus andou com o Pai!

assim como o Pai me conhece a mim, eu conheço o Pai” (Jo 10.15a)

Andou com o Pai porque o conhecia, e porque o conhecia fez, realizou, ensinou, trabalhou, atendeu, socorreu, confortou, curou, libertou e salvou.

Viveu abundantemente e altruistamente para a glória do Pai!


Conhecemos a Ele, quando andamos como Ele andou.

*Postado originalmente no PRAZER DA PALAVRA

Um comentário:

Paulo Mororó disse...

Caro pastor Altair, a Paz do Senhor.
Fui edificado com esta Palavra.
Que o Senhor continue te abençoando.
Um abraço
PAULO MORORÓ