quinta-feira, 18 de junho de 2009

AJUDA AOS NECESSITADOS. Subsídio para Lição Bíblica


Sempre que o tema "Ajuda aos Necessitados" é abordado, observamos algumas reações e atentamos para alguns fatos no meio evangélico brasileiro. Observemos alguns deles:

1. Um Grande número de alunos, professores, dirigentes e superintendentes de ED questionam as poucas ações concretas nesta área (chamada de "social");

2. Líderes de igrejas, aproveitando o tema da lição bíblica, resolvem fazer campanhas de doações e socorro aos necessitados, mas logo após o estudo da lição abandonam a prática;

3. Se percebe que muitas igrejas nunca vão além da simples distribuição aleatória de cestas básicas, sem nenhum levantamento das reais necessidades dos beneficiários;

4. Uma ênfase num certo socialismo ou comunismo cristão, fruto de uma interpretação equivocada do tema "Comunidade dos Bens". Interessante, é que os que defendem teoricamente esta idéia não a colocam em prática, partilhando todos os seus bens com os necessitados;

5. Irmãos, individualmente ou em "grupos", diante do descaso da "instituição" ou da "comunidade cristã" com a ajuda aos necessitados, acabam se achando no direito de administrarem os próprios dízimos e ofertas, não levando em consideração as recomendações (determinações) da liderança;

6. Igrejas se mobilizam para prestar socorro às vítimas de grandes catástrofes naturais em outras regiões, mas no seu dia a dia se esquecem de socorrer os seus necessitados (domésticos na fé), e os que vivem em situação de miséria na localidade onde está estabelecida;

7. Para dizer que socorrem os necessitados, algumas igrejas afirmam manterem hospitais, escolas, creches, orfanatos e abrigos de idosos funcionando. Acontece que em alguns casos, as condições de atendimento e assistência são muito precárias. As pessoas lá atendidas sofrem de um grande descaso, desumanização e maltratos;

8. É afirmado ainda por alguns, que a igreja faz o trabalho social muito bem, mas sofre por não divulgá-lo. Entendo que pelo menos os membros deveriam tomar conhecimento das ações em favor dos necessitados;

9. A calamidade dos necessitados se acentuam diante da ostentação e da vida regalada de algumas lideranças, através da aquisição e exibição dos símbolos capitalistas de "poder" e "status ministerial". Na versão e lógica "espirituosa" deste capitalismo selvagem (Teologia da Prosperidade), quanto mais o pastor ou líder ficar rico (ou pelo menos parecer), mas demonstrará o quanto o seu ministério é abençoado por Deus. Obviamente esta lógica acaba trazendo problemas para alguns líderes de igrejas na atualidade. Por exemplo, podemos citar a necessidade de um pastor precisar de "seguranças". Tal necessidade é resultado direto da ostentação já citada. Citamos ainda o receio que alguns possuem de terem seus filhos ou parentes sequestrados. Não consigo imaginar Jesus, Pedro, Paulo, João, Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino e outros ícones da fé precisando de seguranças particulares. Alguma (ou muita) coisa está errada. Viver dignamente do evangelho foi trocado por viver explendorosamente do evangelho;

10. É interessante também afirmar, que diante do exposto no ponto acima, dentro de um mesmo ministério, há líderes que abusam das regalias enquanto outros passam extrema necessidade. A idéia, volto a deixar claro, não é de um socialismo ou comunismo ministerial cristão, falo sim (pois há uma série de fatores aqui envolvidos) da necessidade de diminuir a distância "econômica", promovendo um viver digno para todos.

Não vou me deter em fundamentar biblicamente a necessidade de ajuda aos necessitados, visto que a Lição Bíblica já o faz de forma ampla e precisa.

A idéia deste subsídio, é a de promover uma análise da nossa condição pessoal e institucional em relação ao tema em questão, promovendo discussão e ação.

Obviamente, há um bom número de igrejas que fazem um trabalho relevante e exemplar de ajuda aos necessitados. Deixo um espaço neste blog para divulgação de tais obras.

Não vai adiantar muita coisa (ou nada) estudarmos mais uma vez este tema, sem refletir sobre a nossa condição (cada um deve assumir a sua responsabilidade), sem discussão, sem propostas de mudanças, sem planos e ações concretas.

Saber sobre e perceber como as coisas estão não é o suficiente. Necessário se faz mobilizar-se para que o nosso discurso religioso e piedoso (eloquência verbal) se torne carne e habite entre nós.

(Texto escrito durante o voo Brasília/Recife em 17/06/2009)

5 comentários:

Clayton Góis disse...

A Paz do Senhor Pastor Altair, excelente abordagem!!!

Sou assembleiano, e por aqui(São Paulo-SP) desconheço totalmente qualquer obra social que a igreja promove, se porventura existe alguma, tal obra não é divulgada.

Querendo ou não, obras assistenciais são excelentes meios de evangelismo.Conheço uma família que foi alcançada pelo evangelho mediante uma obra assistencial da igreja Metodista.Esta igreja em questão, possuia um projeto juntamente com a prefeitura de São Paulo( trata-se de uma creche de período Integral, onde as crianças são cuidadas e orientadas na palavra de Deus). A Matriarca da família citada anteriormente é professora da rede estadual de ensino, e por muito ouvir seus alunos (crianças) falarem de como gostavam de ir na igreja Metodista e do que aprendiam lá, esta senhora ficou extremamente curiosa, e então resolveu fazer uma visita a convite das crianças.No final da história esta mulher se converteu, posteriormente seus três fihos aceitarem Jesus, e por último seu marido foi alcançado pela Graça de Deus.
E o que mais me chamou atenção foi o fato desta igreja ser uma congregação pequena, com poucos recursos financeiros. Hoje temos grandes catedrais, igrejas com inúmeros membros, mas quando o assunto é assistência social nos resumimos a distribuição de algumas cestas básicas sem nenhum critério.

Hoje em dia vemos os neopentecostais difundindo sua antibíblica teologia triunfalista através de sua obras assistenciais, que na verdade não passam de um modo de mascarar a detinação da grande quantidade de dinheiro que são recolhidas do povo. Vemos também as intituições espíritas que divulgam suas doutrinas de demônios mascaradas em suas "piedosas" obras assistenciais. Mas e nós o que fazemos pelo nosso próximo?

Sabemos quem é nosso próximo, ou agimos contrariamente ao exemplo do bom Samaritano?!!

dami disse...

o dízimo virou um monopólio evangélico em mt 23.23 não existiam os denário,talentos que eram o dinheiro da época por que então eles davam o dízimos dos produto agricolas, e ainda intitulam de dizimista fiel,porque por que trouxe o dízimo depois que eu trago o dizimo ai Jesus tem a permissão de me abençoar? ef.1.3 eu sou abençoado em dízimo ou em Cristo quando interpretam ml 3, só ficam com trazer os dízimos não vejo ninguêm praticando o que diz dt 14.22 os dízimos eram para os levitas,estrangeiro,viuvas o que aconteceu com aplicação dos outros textos referente o dízimos vamos ficar só em ML,JL,AG

isael disse...

SO NA TEORIA

SOLDADO DO FOGO disse...

"Engraçado" como as verdades cristãs são iguais em todo o Brasil, para não dizer no mundo.

Aqueles pontos abordados 1,2,3,...10 são verdades verdadeiríssimas.

E agora, como fazer diferença na minha igreja? :)

Reclamar da igreja é fácil, mas quem está disposto a colocar a mão no arado?

Enquanto isso vou tentando fazer a diferença pela graça de Cristo.

elson disse...

Em determinada igreja, a média mensal de salário dos irmãos dizimistas gira em torno de R$ 1.500,00, mas a remuneração do Pr. é de 10 sal. minimos e dos auxiliares 8 sal. minimos. O qual além de dois carros novos da igreja a sua disposição ainda ostenta o de sua propiedade, faz viagens ao exterior e etc e tal...
A assistencia social se resumia a campanha do quilo a qual também não se fala mais.
A igreja possui um renda fixa de aplicação financeira oriunda da venda de bens imóveis, como a referida está no vermelho, deficitária mesmo com saidas superiores as entradas lança-se mão dos ganhos. Obviamente que ao longo do tempo o capital irá se exaurindo.
Como não há nada encoberto que não venha a luz mais cedo ou mais tarde, muitos membros estão migrando para outras denominações, outros não entregam mais o dizimo e o pior alguns não vão mais aos cultos.
É óbvio que quem uma vida dedicada a obra, precisa de ser sustentado de forma a não passar privações e tenha um minimo de conforto, porém não podemos esquecer que ao enganjarm´-nos no ministério (serviço) renuncias são necessárias.