domingo, 24 de maio de 2009

O seu nome não é "Já"!

O Evangelho de Jesus deve ser pregado com simplicidade? Sim.

Muitos pregadores e ensinadores da Palavra abusam do uso de termos originais em grego e hebraico? Sim.

Os termos originais bíblicos devem ser desprezados em razão do uso indevido que alguns pregadores e ensinadores fazem? Não.

Quando pregadores ou ensinadores afirmam publicamente que os termos originais bíblicos devem se desprezados, incorrem no erro de provocar um constrangimento em estudantes e professores de teologia, em outros pregadores e ensinadores que lidam com seriedade e equilíbrio com a questão, além de promover o descaso com um assunto tão sério entre os mais simples na fé.

O interessante é que estes mesmos pregadores acabam sendo vitimados por sua "radical" posição. Por exemplo:

Ao tentar falar da possibilidade da "ação imediata de Deus", utilizam geralmente a seguinte expressão:

"A Bíblia diz que o seu nome é ". A Bíblia diz isto? Em qual texto?

O fato é que o Salmo 68.4 (e outros textos), nas versões mais antigas da Bíblia foi traduzido da seguinte forma:

"...pois o seu nome é ".

Observe que nas traduções mais antigas o termo foi traduzido com as duas letras (J e A) na forma maiúscula.

é uma forma contraída de Yahweh (um dos nomes de Deus no hebraico). O termo ocorre muitas vezes no Velho Testamento. Esta forma contraída entra na composição de diversos nomes próprios bíblicos, e na formação da palavra Aleluia, que significa “louvado seja Yah” (Sl 150.1,6).

Nas versões mais recentes a tradução , JÁH ou YAH foi trocada por "SENHOR" (ARA) e "JEOVÁ" (ARC);

"Cantai a Deus, salmodiai o seu nome; exaltai o que cavalga sobre as nuvens. SENHOR é o seu nome, exultai diante dele." (Sl 68.4, ARA)

"Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele." (Sl 68.4, ARC)

Deus faz as coisas "Já" se quiser? É claro que sim, mas, não é isto que os textos onde aparece a contração "", "JÁH" ou "YAH" significa.

Desprezar a simplicidade na transmissão da Mensagem de Deus é insensatez.

Desprezar a importância dos termos originais é irresponsabilidade exegética e hermenêutica (ou para não "complicar", irresponsabilidade na interpretação bíblica).

Trato este fato publicamente, pois é de forma pública, e através de muitos que estas afirmações são feitas (não se trata de nada pessoal, direcionado a uma única pessoa). Respeito também o estilo de cada um, pois Deus usa quem quer, da maneira quem bem quer. Não é de "estilos" que estou falando, mas, do conteúdo da mensagem. Não de "formas de pregar", mas, da essência da pregação.

Espero com este post colaborar para uma mudança de entendimento e posicionamento dos tais mensageiros, sobre o que está em questão.

Não tenho em meu coração nada contra a pessoa destes pregadores e ensinadores, tenho sim, é compromisso com Deus e com a sua Palavra.

Para estes amados companheiros desejo o sucesso e o crescimento ministerial, na mesma proporção em que respeitarem a diversidade de seu público ouvinte, pensarem no "peso" de suas afirmações e entenderem as complexidades do Texto Sagrado.

Por favor, me suportem em meu zelo e indignação!

Orem por mim.

9 comentários:

PB.JAILSON TRAJANO disse...

Concordo Pr.Altair com seu comentário em numero,genêro e grau!
Simplificando,concordo em tudo!
Rsrsrsrsrs!
Foi testemunha ocular da infelicidade do pregador com relação a os originais.
Mas louvamos a Deus por ainda existirem Ministros zelosos pela palavra na casa de Deus.
PAZ!

Anônimo disse...

a força da expressao trai o pregador vc concorda sim ou nao

Weslei Pinha disse...

Pastor Altair, a paz do Senhor!
Meu nome é Weslei Pinha(24), sou da Assembleia de Deus em Teixeira de Freitas e sou também responsável pelo jornal Boas Novas (evangélico) na estamos na 41ª edição e circula em todo extremo sul baiano.
Gostaria de saber se o senhor me permitiria veicular em nosso jornal aquele artigo sobre festas juninas na qual o senhor escreveu, pois achei muito esclarecedor para esses dias que antecedem a festa.

Eu aguardo o seu retorno.
E-mail. contato@jornalboasnovas.com

Elisomar disse...

É verdade pastor!
Quendo falo que não gosto do estilo
de alguns pregadores, me refiro aos movimentos inventados para agradar a platéia e não do movimento do Espíto de Deus. Porque o espaço é dELe e. dentro da nossa casa agimos com liberdade.
É preciso que se conheça de verdade a origem do texto, porque já ouvi diversas vezes essas expressões: O seu nome é já, e de repente... e outras. Quando o contexto não é exatamente o que está ser passado.

claudio disse...

se nao me engano, li sobre isso no livro erros que os pregadores devem evitar do pastor ciro sanches ou no livro a biblia atraves dos seculos do antonio gilberto.

foi bom o sehor tambem falar sobre isso aqui no blog

claudio

Paulo Mororó disse...

Caro pastor, a Paz do Senhor.
Excelente esta postagem sobre o " Já". É bom que os mestres sejam zelosos. Por muitas vezes ouvi o péssimo emprego do "Já" em pregações. Peço ao Senhor Jesus, que mantenha viva a sua capacidade de ficar indignado, isto também é bom, pois demonstra sensibilidade espiritual.
Um abraço.
Paulo Mororó

josinaldo disse...

Minha foto

Josinaldomartins.blogspot.comMinha

Pr. Altair, temos a imensa astisfação em telo como dirigente de nossa EBD naconvenção de Abreu e Lima-PE, eu estava na hora em que o mui amado irmão em cristo citou a palavra aqui decutida, e vi sua insatisfação na mesma hora, porque eu estava de frente para o Púlpito e o senhor não pode mesmo diante de uma grande multidão se conter do que estva ouvindo. mais mesmo assim quero lhe dizer nem tudo é perfeito. ele colocou uma afirmação em vez de uma exposição do que estava relatando.

Gilson disse...

A Paz do Senhor, Pastor Altair.

Devido a esses "costumes" introduzidos nas diversas denominações evangélicas, principalmente nas A.D., hoje temos uma grandiosa distorção teológica, e vai-se empurrando com a barriga. Muitos dizem: não precisa mudar, Deus entende o que estamos dizendo! Será? Já estamos cheios de formulas, entre elas a mais famosa é a do "jejum". Esse é campeão, ganha do sangue de Jesus, mole, mole. Esta mais para "aspirina espiritual", serve pra tudo: pra cura (até de terceiros, em campanha de 7 qualquer intervalo de tempo), pra arranjar emprego, casa própria, para ser mais espiritual, mais santo, mais parecido com Jesus (afinal, Jesus também jejuou! E não foi apenas algumas horinhas, 12 no Maximo, como alguns ensinam, que jejum ou “sacrifício” começa a meia noite e termina ao meio dia, mas também, muito se esquecem, ou não querem lembrar, Jesus andou sobre as águas e ressuscitou mortos. Ah, vamos devagar, ai fica difícil imitar ou clonar!).

A coisa é tão seria que já tomou ares de idolatria real. Se alguém comentar que é crendice a maioria desses “costumes” por pouco não é apedrejado. Já ouvi expressões tais como: “o irmão Gilson não acredita no jejum”. Respondo: Claro que não, quem é esse tal de jejum? É Deus?
Pastores ensinam desse jeitinho:
”A bíblia não fala como, mas eu aprendi assim, que o jejum começa a meia noite e vai até o meio dia...., a bíblia não tem, mas me ensinaram assim”. “Se você acordar as 9 horas e encher a pança como isso vai ser um sacrifício? que sacrifício é este irmão?”.
E ensinam até que Deus se agrada enormemente desse (que alguns chamam de) “sacrifício”.

Dão ao jejum um significado do tipo “é tiro e queda”. Jejuar é como se fosse uma “chave espiritual” que resolve os problemas mais difíceis, ou que estão “emperrados sem reposta” há muito tempo. O fato de jejuar não é uma ação mágica que faz as coisas acontecerem. E o sacrifício de Jesus na cruz? Foi alguma espécie de anexo, apêndice ,adendo ou apenso?

Esse tema é um verdadeiro vespeiro na A.D. devido aos “costumes” que anulam a Palavra de Deus (Mt 15).

Certo pastor, devido a particular interpretação nesse "ensino" chegou a trocar Holocausto por jejum em Jo 1:5 Onde diz: Jó levantava de madrugada e fazia HOLOCAUSTO para cada um de seus filhos, segundo o numero de seus filhos. Na interpretação particular ficou: Jó levantava de madrugada e JEJUAVA para cada um de seus filhos, só que no texto está escrito FAZIA HOLOCAUSTO – oferta queimada totalmente (como se não soubesse) segundo o numero de seus filhos.

Na pesquisa eletrônica (na Ilumina gold) nas três versões (ling hoje, corr e atualiz), ocorrem quase 4000 verbetes ligados a sacrifício e nenhum com semelhança ou ligação a jejum.

Lisnei disse...

como tenho sofrido com este. "O seu nome é já" nem sempre consigo corrigir quem diz isto, mas depois nos cultos de ensino explicar para os irmãos que JA é uma forma do nome Jeová ou Yavé é dificil.