quarta-feira, 13 de maio de 2009

MINISTÉRIO PASTORAL NOS TEMPOS MODERNOS


A presente charge dá início a uma parceria mais estreita entre este blogueiro e o nobre companheiro Jasiel Botelho, a quem agradeço a gentileza de atender a minha solicitação.

9 comentários:

Heitor disse...

A Paz do Senhor !
Pr.Altair,
Parabéns por esta parceria junto com o irmão Jaziel Botelho, um criativo cartunista cristão : INFELISMENTE a realidade retratada na charge apresentada é mais presente do que se imagina. Das três opções abaixo, isso tá acontecendo porque :
1º - É final dos tempos
2º - Muitos líderes não se alimentam mais na Fonte (BÍBLIA SAGRADA) e não tendo mais alimento prá o rebanho, recorrem aos "pseudo-avivalistas" que cobram um preço caro
3º - Muitos líderes já perderam o respeito próprio e com isso, permitem que estes "ladrões de púlpito" assumam os púlpitos.

DAS TRÊS ALTERNATIVAS, PELO MENOS COM DUAS EU FICO !

ENQUANTO ISSO, A OBRA MISSIONÁRIA E A OBRA SOCIAL (CRECHES, ASILOS, CENTRO DE RECUPERAÇÃO, etc...) FICAM A DESEJAR EM NOSSA DENOMINAÇÃO.
Que o DONO DA OBRA nos guarde dos corruptos e dos corruptores.

Mark Lemos disse...

Pois eh Pr. Altair, se um pastor auxiliar esta pleiteando tudo isso, imagine como deve estar a situacao do pobre Pr. presidente. Deve estar ganhando por baixo uns 100 salarios minimos, casa em Miami-USA com uma BMW na garagem, segurancas armados e por ai afora. Fico pensando que tipo de carta o Apostolo Paulo escreveria a estes pastores se ele vivesse em nossos dias. Parabens pela charge Jasiel e pela divulgacao Altair.

Abracos,

Mark Lemos

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Heitor, a charge está plenamente de acordo com o pensamento, mensagem e Bíblia dos profetas da Vitória financeira e da distorcida Teologia da Prosperidade.

Suas três opções fazem muito sentido.

abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo Mark Lemos, isto se chama investimento "em mim sionário" e não missionário.

Enquanto homens de Deus estão no campo missionário vivendo das migalhas das ofertas missionárias de algumas igrejas, passando privações, outros, com o perfil que você descreveu, conseguem dormir e viver como se tudo estivesse "normal", se achando filhos especiais de Deus.

A verdade é que a igreja reproduz cada vez mais a distância entre miseráveis e ricos do sistema mundano capitalista selvagem.

Não sou nenhum socialista cristão, mas acredito que há muita injustiça, e que um dia tal injustiça será cobrada pelo Senhor!

E o bom, é que Ele sabe como fazer isto.

Um obreiro viver dignamente com o seu salário é orientação bíblica, abusar dos privilégios e ostentar riquezas, acima de tudo quando os recursos não são oriundos de patrimônio particular, familiar ou pessoal,mas adquirido através dos dízimos e ofertas, é no mínimo insensatez e insensibilidade.

Abraços e paz do Senhor!

elizabeth assis da silva disse...

Sem esquecer que todo este conforto é tirado dos dizimos e das ofertas dos irmãos que muitas vezes o pastor nem conhece.

DC. WILSON disse...

A Paz do Senhor!
Pr. Altair,
E verdade, e triste, e lamentavel e revoltante, que essas coisa que estão acontecendo e uma realidade,
e verdade que a ganancia para muintos está acima de tudo.
Esquecendo eles que o Apostolo Paulo antes de ter um encontro com JESUS, tinha tudo isso que eles almêja hoje, o homen era cidadão romano,era rico, mas ele conta que sofreu privações ate no vestir, fome e frio,e etc... isto e uma verdadeira vergonha, claro que o obreiro precisa viver dignamente
e merecedor do seu salario,
mas convenhamos, muintos esqueceram as suas origem humilde,e vivem como verdadeiros IMPERADORES.

EMMERSON disse...

Paz do Senhor pastor Altair!

Muito bom este post. Mostra-nos a realidade aqui vivida. Hoje fica mais distante e incapaz de pregar e falar sobre a Igreja primitiva. Que diferença...! Acho que estas coisas acontecem também porque não se ensina corretamente o Dízimo em nossas Igrejas. O que é o Dízimo hoje? Nas igrejas neopentecostais são atraídas várias pessoas e cristãos de muitas denominações. O que é ensinado nas nossas Igrejas é o mesmo que ensinam lá também, só que não damos tanta ênfase a riquezas e bem estar material. Mas se não tomarmos cuidado, muitos líderes, sem conhecimento algum sobre as leis cerimoniais, sociais e morais, irão pregar e ensinar coisas sem fundamentos, e parecidos com a que os propagadores da teologia da prosperidade ensinam. Já muitos dos líderes de nossas Igrejas já se embriagaram com a teologia sem base Bíblica, importada de muitos mestres mentirosos, e falsos profetas, que não citarei os nomes. Mas a negligência dos nossos líderes tem sido em grande proporção hoje. Muitos já aderiram à moda, a unção, o poder, as revelações desses enganadores. Os nossos ensinos ainda são fracos e pobres. A dedicação por parte de muitos líderes está cada vez mais desaparecendo. Ainda hoje se acredita que o pão tem alguma coisa ungida, que existe poder, algo sobrenatural no pão da ceia. E muitas e muitas tradições ainda vivificam hoje. Um pensamento mítico e místico rodeia nossas Igrejas. Isso não quer dizer que não acredito em milagres e manifestação dos Dons. Isto não é uma crítica aos ministérios! Mas sim, uma reflexão para olharmos o Evangelho de uma forma madura e séria, e não com futilidades e ensinamentos folclóricos. Acho que é hora de uma reforma nas Igrejas evangélicas, um verdadeiro avivamento, uma volta ás Escrituras Sagradas, e não um subentendimento de avivamento, um monte de irmãos falando e línguas, profetizando e pulando na Igreja, tendo o apoio de muitos líderes sem compromisso com o verdadeiro Evangelho. Líderes que acompanham a moda do escárnio dos Dons e que adoram pronunciar palavras como “reteté”, e várias outras, Sem mudança de caráter e produção de frutos, sem nenhum amor e aproximação da Palavra de Deus. Que Deus nos guarde.
Um abraço!

marli ceci disse...

“Non nobis Domine, sed nomini Tuo da gloriam” (Salmo 115.1)

As Teses para a Igreja de Hoje


1 – Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)

2 – Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico “não toqueis no meu ungido” para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)

3 – Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de “perder a salvação” por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)

4 – “O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus.” Que sejamos sábios para não misturar as coisas. (Jr 23.28)

5 – Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos “palácios” para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)

6 – Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)

7 – Que o profeta que “profetizar” algo e isso não se cumprir, seja reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt 18.22)

8 – Lamentamos o estímulo e o uso de “amuletos” cristãos como “água do rio Jordão”, “areia de Israel” e outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada de “catalisadores” do poder de Deus. (Hb 11.1)

9 – Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções como “unção dos 4 seres viventes”, “unção do riso”, etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm 4.1-4)

10 – Reafirmamos que o véu que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)

11 – Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu “mover”. Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)

12 – Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a “tietagem” evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)

13 – Que haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à Palavra quando diz “cantarei com o meu espírito, mas também cantarei com meu entendimento”. (1 Co 14.15)
fonte:blog de beréia

Valdeci do Carmo disse...

Caro Pastor Altair , essa charge reflete a realidde de nossos ministérios modernos. São tantos pastores "jubilados", vivendo com muita necessidade financeira, a familia murmurando e filhos nem querendo saber da igreja,pois viram os pais trabalharem muito e na velhice ao invés de viverem realmente jubliados, vivem é humilhado e desprezados. Enquanto os que entram no ministério hoje vivem como verdadeiros executivos de sucesso, cuja preocupação primária é viver bem, altos salários e contruções de templos cada vez mais suntuosos, e os missinários no campo, vivendo de pequens ofertas alçadass e sem condições de desenvolverem projetos nos países onde atuam, mas por outro lado também existem os missionários que somente fazem turismo missionário, ou são proselitists, agregam apenas em suas igrejas os crentes brasileiros que estão na maioria das vezes ilegais naqueles países. Isso não é missão transcultural. Mas voltanto a questão da charge, eu creio que já seja tempo de começar a rever o nosso sistema eclesiástico, há pastors qe trabalham avida inteira e nunca serão pastores presidentes, claro que algun nunca terão condições para isso, mas outros porque não lhe dão oportunidade mesmo, esses pastores de congregação que precisam mudar de congregação todo ano ou em alguns casos a cada dois anos, ganham bem menos e no fim do ministério não podem jubilar apenas são encostados e recebem alguma ajuda de forma até humilhante, enquanto os poucos presidentes, além de viver de muitas regalias, alto salário e ainda uma gorda jubilação. vejo uma má distribuição financeira também dos recursos da igreja. Voltanto aquestão da charge, esses ministros de sucesso com seus altos salários já perderam a muito a visao do reino deDeus. O que importa é a mensagem triunfalista que para eles é 100% de certeza que a fórmula nunca falha.

Valdeci