domingo, 17 de maio de 2009

ESBOÇOS BÍBLICOS

CONFIANÇA: UM ELEMENTO INDISPENSÁVEL NO MINISTÉRIO CRISTÃO

Pr. Altair Germano


TEXTO: Mt 25.14-21; 1 Tm 6.20


A Confiança é uma prerrogativa para a chamada e o exercício do ministério cristão. Toda atividade ministerial fundamenta-se nesta qualidade moral. Não existe a mínima possibilidade de uma ascensão ministerial legítima, sem que o elemento “confiança” esteja presente.


1. DEFININDO “CONFIANÇA”


Stephen M. R. Covey, em sua obra “O Poder da Confiança: o elemento que faz a diferença”, definiu confiança como:

“Confiança significa ter certeza de que a pessoa não esconde nada e é sincera.”

“Quando você confia nas pessoas, confia em sua integridade e competências.”


2. A CONFIANÇA DE DEUS EM NÓS OBREIROS


A confiança de Deus em nós, que o levou a nos escolher para servirmos em sua obra, está fundamentada:

2.1 Em sua graça (2 Tm 1.8-9)

2.2 Em sua escolha soberana (Is 44.1-2)

2.3 Em sua determinação (Sl 139.16)

2.3 Em seu conhecimento acerca de nós (Jr 1.5)


3. DEUS REVELA A CONFIANÇA QUE POSSUI EM NÓS


Para o exercício legítimo do ministério cristão, se faz necessário que Deus comunique, ou torne pública a confiança que depositou em nós. Para isso ele comunica:

3.1 Às autoridades por ele delegadas (Dt 31.7-8; 1 Rs 19.15-16; 2 Tm 2.1-2)

Para o exercício do ministério cristão é necessário que as autoridades delegadas por Deus, e com autoridade sobre nossa vida, confiem em nós, ou no mínimo, confiem na indicação de Deus.

3.2 À congregação (1 Sm 16.13; 2 Rs 2.9-15; Atos 1.15-26; 6.1-6)

Um homem a quem Deus confia uma chamada possui o reconhecimento desta confiança por parte da igreja. A unção do Espírito, a sabedoria, os dons e outras qualidades, testificam publicamente da confiança que gozamos do Senhor.


4. CRESCENDO EM CONFIANÇA


A confiança uma vez estabelecida, precisa ser ampliada. Para tal precisamos atentar para

4.1 Nossas Intenções (1 Tm 4.12b)

4.2 Nossa Segurança Doutrinária (1 Tm 4.16a ; 2 Tm 3.14-17)

4.3 Nossa Integridade Moral (1 Tm 3.1-7)

4.4 Nossa Capacitação (2 Tm 2.15)

4.5 Nosso Resultado (Jo 15.16a ; Rm 12.6-9)


5. CONFIANÇA E PROGRESSO MINISTERIAL


O progresso ministerial (1 Tm 4.15) está proporcionalmente relacionado ao nível de confiança que alcançamos. Faz-se necessário observar a relação abaixo:

5.1 Alto nível de confiança = Maior progresso ministerial

5.2 Baixo nível de confiança = Menor progresso ou estagnação ministerial

5.3 Nenhuma confiança = Fracasso ministerial


6. PERDA E RESTAURAÇÃO DA CONFIANÇA


Confiança, em termos de relações humanas, é algo construído ao longo de muitos anos, mas que pode ser perdida em segundos.

6.1 A Confiança Perdida. Os danos da perda da confiança são muitos, e quase que irreparáveis. Precisamos zelar pela confiança adquirida.

6.2 A Confiança Restaurada. O processo de restauração da confiança é geralmente lento, e nem sempre, falando ainda em termos humanos, volta a aos níveis alcançados.


CONCLUSÃO


Apesar de nossas limitações, fragilidades, imperfeições e inconstâncias, inclusive da possibilidade da fraqueza e do pecado, Deus resolveu confiar em nós.

Somente Ele é capaz de restaurar plenamente uma confiança perdida, e de manifestar abundantemente a sua graça e glória sobre a vida daqueles em quem confiou.

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