sexta-feira, 13 de março de 2009

AS CIDADES DE REFÚGIO. Subsídio para Lição Bíblica.

A Lição Bíblica desta semana se divide basicamente em três pontos. No primeiro trata das questões histórico-culturais relacionadas ao estabelecimento das "cidades de refúgio", o segundo, sobre as fundamentações teológicas para as referidas cidades, e o terceiro trata da aplicação prática para a vida cristã.

1. Questões histórico-culturais

"Em Israel havia seis cidades levíticas destinada a servir de refúgio àqueles que acidentalmente cometiam homicídio, a fim de escaparem à vingança do sangue derramado, Nm. 35:9-14; Ex. 21:13. Moisés designou três ao oriente do Jordão: Bezer, no território de Rúben; Ramote de Galaade, no território de Gade; e Golã, em Basã, no território de Manassés, Dt. 4: 41-13. Depois da conquista de Canaã, Josué e os chefes das tribos, designaram as outras três cidades a oeste do rio: Quedes, no território de Naftali; Siquém, em Efraim e Quiriate-Arba, que é em Hebrom, nas montanhas de Judá, Js. 20:7. Nenhuma parte da Palestina está longe demais de uma cidade de refúgio. O homicida refugiava-se na que lhe estava mais perto. Poderia ser alcançado e morto pelo vingador, mas se conseguisse chegar a uma cidade refúgio, era ali acolhido e tinha o direito a defesa. Se no julgamento ficasse provado que o homicídio foi voluntário, era entregue à morte. Se, porém, ficasse provado que matou em legítima defesa, ou por acidente, então a cidade lhe oferecia asilo. Se ele deixasse a cidade, antes do falecimento do sumo pontífice, o risco corria por sua conta. Depois da morte do sumo pontífice, era lhe facultado regressar à sua casa sob a proteção das autoridades, Nm. 35; Dt. 19; Js. 20. Como fosse uma questão Judicial entre o homem e Deus, a morte do sumo pontífice que representava o povo perante Deus, ficava encerrado o período da vida teocrática." (Dicionário J. Davis)

"Entre as 48 cidades dadas aos levitas em Israel, seis, por odem de Deus, foram indicadas como ciadades de refúgio, ou asilo, para o 'homicida' (Nm 35.6, 7). O próprio Moisés escolheu três delas no lado leste do rio Jordão: Bezer para os rubenitas, Ramote, em G
ileade, para os gaditas; e Golã, em Basã, para os manassitas (Dt 4.41-43). Mais tarde, na época de Josué, as outras três foram indicadas na parte oeste do Jordão: Quedes na montanha de Naftali, Siquém na montanha de Efraim, e Hebrom nas montanha de Judá (Js 20.7). Elas estavam convenientemente situadas nas regiões norte, central e sul da terra em que habitavam. Seriam construídas e mantidas abertas estradas para essas importantes cidades (Dt 19.3). (Dicionário Bíblico Wycliffe)

Pode-se observar, que assim como a tomada de canaã, o estabelcimento das "cidades de refúgio" obedecem uma estratégia divina, não para a conquista de te
rras, mas para se promover a justiça e a misericórdia na terra.


2. As Bases Teológicas para o Estabelecimento das Cidades de Refúgio

A origem das "cidades de refúgio" fundamenta-se na justiça e na misericórdia de Deus.

Em seu relacionamento com os homens, Deus é justo e reto. Strong (2002, p. 433) afirma que "Justiça e retidão sã a sanstidade transitiva de Deus, em virtude da qual seu tratamento para com as criaturas se conforma com a pureza de sua natureza, - a retidão demandando de todos os seres morais a conformidade com a perfeição de deus, e ajustiça visitando a inconformidade com aquela perfeição na perda judicial ou sofrimento".

A Bíblia nos fala do caráter justo de Deus em várias passagens. Observemos algumas:

- "Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?" (Gn 18.25)

Observe que Deus, em seu julgamento, não trata o justo como ímpio.

- "Porque o SENHOR é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face." (Sl 11.7)

O amor pela justiça do ponto de vista de Deus é ação em favor dos retos, dos que observam a sua palavra.

- "Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem." (Sl 89.14)

Este é um dos meus favoritos. O governo do Senhor está edificado e sustentado sobre a sua justiça.

- "Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa." (Jr 23.6)

Os nomes bíblicos falam do caráter de seus portadores. Um dos nomes do Senhor retrata o seu caráter justo.

Quanto a misericórdia de Deus, fundamento também do estabelecimento das "cidades refúgio", dia a Bíblia:

- "graça (misericórdia) e verdade te precedem." (Sl 89.14b)

Que bela linguagem. Na chegada ou visitação de Deus a misericórdia vai adiante dele.

- "Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade." (Sl 100.5)

A misericórdia dos homens pode falhar ou acabar, mas a de Deus é eterna.

- "O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras." (Sl 145.9)

As ações de Deus são atos de misericórdia e graça.

- "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;" (Lm 3.22)

Aleluia. Toda honra e glória ao nome do Senhor, pois nos sustenta e nos guarda por sua plural misericórdia.

3. Lições Práticas das Cidades de Refúgio

Além da abordagem cristológica que o comentarista da lição utilizou na interpretação do significado simbólico das "cidades de refúgio", outras verdades podem ser extraídas.

- O local estratégicos das cidades nos fala de um Deus que sempre busca facilitar o acesso à sua justiça e misericórdia. As cidades estavam localizadas em regiões diversas, para quando houvesse a necessidade, se bucasse a mais próxima. Somos facilitadores do acesso à justiça e misericórdia, ou somos coniventes com os vingadores de plantão?

- Ninguém está livre de cometer erros graves de maneira involuntária. Sempre devemos agir , pensando que um dia poderemos ser protagonistas de situações indesejáveis.

- As cidades não promoviam a impunidade, mas o direito pleno de defesa. Diante da lei, todos são inocentes até que se prove o contrário.

- As lideranças das igrejas, e todas as lideranças em geral, precisam saber ouvir e julgar, antes de aplicar qualquer penalidade aos infratores. Muitos já foram e estão sendo punidos e disciplinados injustamente por não serem ouvidos ou, sendo ouvidos, acabam julgados com parcialidade.

- Deus deseja que tratemos os que erram, como Ele mesmo (n)os trata, com justiça e misericórdia (Mt 9.13).

- Nossas comunidades cristãs estão sendo "cidades de refúgio" em pleno século XXI?

Que o Senhor nos ajude!


3 comentários:

profe sandra disse...

Acho que a data da postagem esta errada. Fique na apz do Senhor.

ALTAIR GERMANO, disse...

Muito obrigado profª Sandra, á corrigi.

Paz do Senhor!

PB.JAILSON TRAJANO disse...

Com certeza o comentário irá enriquecer muito nossa aula na ebd.
Paz!