segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

DA DERROTA À VITÓRIA: Subsídio para Lição Bíblica.

A derrota em Ai provocou um certo desânimo em Josué. Foi necessário que o Senhor intervisse e declarasse;

"Não temas e não te espantes; toma contigo toda a gente de guerra, e levanta-te, e sobe a Ai; olha que tenho dado na tua mão o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra." (Js 8.1)

Viver é estar em constante batalha na vida pessoal, familiar, conjugal, profissional, ministerial, espiritual etc. Nestas batalhas, podemos sair como vencendores ou perdedores. A Lição desta semana nos ensina a como lidar com as derrotas e os fracassos da vida, a superar o desânimo, e em como extrair lições destes episódios.

1. O Desânimo

Não somos super-crentes (embora alguns se acham). Estamos passíveis de sermos tomados pelo desânimo diante das adversidades, das perdas, das esperas e dos fracassos.

A Bíblia nos dá alguns exemplos de baluartes da fé, vitimados pelo desânimo temporário:

Abraão. Em Gn 15.1-3, lemos que "Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro." A espera demasiadamente longa (aos olhos humanos) por promessas divinas, pode provocar o desânimo. Em Pv 13.12 aprendemos que "A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida".

Elias. Depois um demonstração de grande ousadia e fé, em 1 Rs 19.14 "Ele mesmo (Elias), porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais." Tendo Jezabel ouvido falar dos acontecimentos do Carmelo, manifestou seu desejo de mandar matar Elias. Fugindo da ira de sua perseguidora, e provavelmente experimentando um estresse pós-conflito, ele chegou ao ponto de não perceber perspectivas futuras encorajadoras. Deseperou-se e desanimou-se. Pensou em desistir de tudo e pediu a morte. "Elias era homem semelhante a nós, sujeitos aos mesmos sentimentos [...]" (Tg 5.17a)

Paulo. Em meio aos desafios, sofrendo constantes e grandes oposições (espirituais e humanas), o apóstolo Paulo, em Corinto, não ficou imune ao desânimo (Atos 18.5-6)

Nos três exemplos aqui citados, é notória a misericórdia de Deus, que conhece nossas necessidades, fraquezas e limitações, através de sua intervenção direta, com palavras encorajadoras:

Para Abraão disse o Senhor: "A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça." (Gn 15.4-6)

Elias ouviu do Anjo do Senhor: "Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo. Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus" (1 Rs 19.7-8)

Paulo foi confortado e encorajado por Jesus: "Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade." (Atos 18.9-10)

As derrotas e adversidades produzem uma sensação de desamparo divino. É importante lembrar que não somos movidos por sensações, racionalizações ou qualquer outro aspecto dos sentimentos e da natureza humana, mas por fé: "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem." (Hb 11.1). Embora você possa não sentir ou perceber, mas Deus está contigo!

A história também nos revela derrotas e fracassos que foram trampolim para a vitória e o sucesso:

Albert Eistein. Expulso de uma escola em Munique em razão de não ter interesse em seus estudos, reprovado em um exame de admissão numa escola politécnica em Zurique, rejeitado para ser monitor ou assistente de turma, não foi vencido pelo fracasso e pelo desânimo. Ele persistiu, se realizou e tornou-se um dos maiores gênios da humanidade.

Ludwig von Beethoven. Por não conseguir aprender as regras da composição musical, seu professor fez a seguinte declaração: "Aquele homem nunca aprendeu nada e, o que é pior, nunca comporá nada digno de nota". Beethoven tornou-se um dos grandes compositores da música clássica.

Luis Inácio Lula da Silva. De origem pobre, operário, derrotado por três vezes nas eleições presidenciais, não desanimou, e em 2002 foi eleito presidente do Brasil.

Quantos outros exemplos não poderíamos citar. Penso que a sua própria vida e experiência poderia ser aqui incluída.

2. Lições do Fracasso

O episódio de Js 7.1-15, nos ensina algumas lições:

- É preciso ter cuidado com o excesso de confiança (Js 7.3). Enquanto no primeiro episódio foi ordenado que apenas três mil homens lutassem, subestimando o adversário, na nova estratégia, dada pelo Senhor, toda a gente de guerra foi convocada (Js 8.1, 3).

- O Senhor não foi consultado, nem manifestou-se, como no caso da conquista de Jericó (Js 6.1-2ss). Enfrentar batalhas sem buscar a direção e a estratégia divina é sempre um grande risco, produzindo geralmente o fracasso.

- A desobediência às ordens de Deus. Obedecer ao Senhor é prerrogativa indispensável para aqueles que desejam ser bem sucedidos (Js 7.6-12)

- Ser derrotado em uma batalha nem sempre implica em perder a guerra. Derrotas servem de experiências e lições práticas, para que não erremos de novo, e para podermos aconselhar os que vivenciarão ou vivenciam as batalhas que já lutamos (Rm 8.28).

- Deus é Deus de oportunidades. Nossas falhas, deslizes e erros, não fazem com que Ele nos lance para sempre de sua presença. Graciosamente, mediante nosso arrependimento e confissão, Ele não apenas nos encoraja a tentarmos novamente, mas nos conduz em triunfo para o louvor de sua glória (Js 8.1-29)

3. Memoriais: recursos da pedagogia divina

Dois memoriais foram erguidos durantes este episódio: o memorial no vale de Acor (Js 7.26) e o memorial do monte Ebal (Js 8.30, 31). Como instrumentos pedagógicos, os memoriais serviram para fixar na memória dos atores históricos e dos futuros leitores ou ouvintes dos fatos, as lições extraídas da derrota e da conquista em Ai.

Aprendamos com as lições da história. Com as vitórias e com as derrotas!

Um comentário:

UM HOMEM LUTADOR disse...

pastor altair germano,a paz do senhor,sempre que posso estou no estudo dos professores aos sabados,
sei que o pastor tem muito conhecimento da matéria a ser estudada,mas acho que o pastor da muitos avisos,bem que poderia ser dados os avisos mas cedo assim teriamos mas tempo para aprender a liçaõ,,não é uma critica apenas uma sujestão,que o senhor jesus contie lhe abençoando!!!!