terça-feira, 6 de janeiro de 2009

JOSUÉ ASSUME A LIDERANÇA DE ISRAEL (3). Subsídio para Lição Bíblica.

O terceiro ponto da Lição Bíblica, fala-nos da importância da previsão e planejamento por parte do líder cristão.


O improviso tem sido uma postura adotada por muitos líderes, fundamentados numa idéia pseudo-espiritual, do tipo que argumenta que no Reino de Deus nada deve ser planejado, tanto para a vida pessoal do indivíduo, quanto para a vida organizacional da igreja e de seus departamentos.


Alegam que sempre no último momento uma luz, um sonho, uma voz, uma visão, um anjo, ou qualquer outra forma de manifestação sobrenatural acontecerá, direcionando assim nossa vida e decisões. É bem verdade que tais recursos espirituais estão a disposição do Senhor nosso Deus, e sempre que for necessário Ele os utilizará. A grande questão é se Deus sempre agirá assim. Será que debaixo de constante oração e dependência d’Ele, não é possível utilizar-se da razão, da inteligência, enfim, de toda nossa capacidade cognitiva, para elaborarmos planos e estratégias que promoverão o crescimento e o bem da sua obra? Respondemos que não somente é possível tal procedimento, como também possui fundamentação bíblica, conforme o texto que segue:


Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, estando outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz. (Lc 14.28-32)


O que Jesus está querendo nos ensinar com estas palavras? Basicamente, que nossas ações e projetos devem ser precedidos de análise prévia e planejamento. Deus nos deu a capacidade de pensar, raciocinar, prever, planejar, criar, e espera que as utilizemos em parceria com Ele (1Co 3.9 a) na realização do serviço cristão. É baseado em tal premissa que se encontra o Planejamento Estratégico.


PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO


Antes de trazermos algumas definições, se faz necessário a análise dos seguintes termos:


Planejamento – “É a função administrativa que define objetivos e decide sobre recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequadamente (CHIAVENATO, 2000).”


Estratégia – “Deriva-se do grego strategos, que significa general. Quando surgiu, tinha como referência a arte e a ciência de dirigir as composições militares para derrotar o inimigo. No contexto corporativo, abrange um conjunto de decisões que orientam as ações organizacionais, mobilizando as instituições para construir o seu futuro perante o ambiente em que está inserida. É o caminho escolhido ou a maneira considerada adequada para alcançar de forma diferenciada, os desafios estabelecidos (COLOMBO, 2004).”


Como podemos então, definir planejamento estratégico”?


“É um processo contínuo e sistemático de antecipar mudanças futuras, tirando vantagem das oportunidades que surgem, examinando os pontos fortes e pontos a melhorar da organização, estabelecendo e corrigindo cursos a longo prazo” (Motta, 1992).


“É uma metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida pela Organização, visando maior grau de interação com o ambiente.” (Oliveira, 1995).


“É uma técnica administrativa que, através de análise do ambiente de uma organização, cria a consciência das suas oportunidades e ameaças, dos seus pontos fortes e a melhora para o cumprimento da sua Visão. Através desta consciência, estabelece o propósito de direção que a Organização deverá seguir para aproveitar as oportunidades e evitar riscos” (Fischmann, 1995).


Planejar e prever, longe de serem atitudes meramente racionalistas, dizem respeito à prudência e coerência do líder espiritual.


Citando ainda o comentarista da Lição, assim como Josué, “Na igreja, um dirigente espiritual, capaz, experiente e com discernimento deve planejar cuidadosamente suas ações”.


REFERÊNCIAS


COLOMBO, Sonia Simões et al. Gestão educacional: uma nova visão. São Paulo: Artmed Editora, 2004.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1999.

KESSLER, Nemuel; CÂMARA, Samuel. Administração Eclesiástica. 3ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

SOMA. Rio de Janeiro: Agência Soma, n. 4, Outubro/Novembro de 2004.

NOVA ESCOLA. São Paulo: ABRIL, ed. 181, abril de 2005.

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