quinta-feira, 31 de julho de 2008

MINHA ESPERANÇA: DATAS DOS PROGRAMAS

As transmissões dos programas MINHA ESPERANÇA já estão com as datas marcadas.

Conforme informação da Coordenação Nacional, na pessoa do pastor Geremias do Couto, os programas irão ao ar conforme abaixo:

TV

Rede Bandeirantes

Data

6, 7 e 8 de novembro

Horário

9:00hs da noite

Se a suas igreja ainda não se envolveu neste grande projeto evangelístico, acesse agora o site abaixo e saiba como participar:

http://www.minhaesperanca.com.br

Um abraço,

Altair Germano - Coordenador Estadual (COMADALPE)

COMPANHEIRO DE LUTAS

"Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades;" (Fl 2.25)

Assista o vídeo AQUI!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

USOS E COSTUMES: QUESTÕES ASSEMBLEIANAS CONTEMPORÂNEAS

Conversando com vários amigos pastores, obtive a informação de que muitos jovens, inclusive filhos de alguns destes companheiros, estão saindo da Assembléia de Deus para outras igrejas, devido a falta de respostas convincentes para algumas questões relacionadas aos "usos e costumes" adotados pela igreja. Dentre algumas questões levantadas pelo jovens (e adultos também), estão as seguintes:

- O uso de maquiagem pelas irmãs
- O uso de calça comprida pelas irmãs
- O uso de bermuda pelos irmãos
- O uso de barba
- Tamanho, corte e pintura de cabelos
- O uso de jóias e outros ornamentos
- Ir ao cinema com os amigos
- Praticar um esporte
- Se divertir num clube de campo
- Assistir televisão

O que não falta, são as contradições em muitos lugares. Por exemplo:

- Pode usar anel, mas não pode usar brinco, pulseira e colar;
- Pode usar bigode, mas não pode usar barba;
- Pode ter programa na televisão, mas não pode ter aparelho de TV;
- Pode usar mini-saia, mas não pode usar calça comprida;
- Pode usar calça comprida para trabalhar, mas não pode usar para estudar;
- Pode usar calça comprida no dia-a-dia, mas não pode usar na hora do culto;

É grave também o fato, de que algumas Convenções Estaduais não observam mais as resoluções da CGADB, como por exemplo a de 1995, que reprova:

-Ter os homens cabelos crescidos (1 Co 11.14), bem como fazer cortes extravagantes;
-As mulheres usarem roupas que são peculiares aos homens e vestimentas indecentes e indecorosas, ou sem modéstias (1 Tm 2.9, 10);
-Uso exagerado de pintura e maquiagem - unhas, tatuagens e cabelos- (Lv 19.28; 2 Rs 9.30);
-Uso de cabelos curtos em detrimento da recomendação bíblica (1 Co 11.6, 15);
-Mal uso dos meios de comunicação: televisão, Internet, rádio, telefone (1 Co 6.12; Fp 4.8); e
- Uso de bebidas alcoólicas e embriagantes (Pv 20.1; 26.31; 1 Co 6.10; Ef. 5.18).

Observe que já há algumas concessões no uso de pintura e maquiagem e na utilização dos meios de comunicação, onde a "proibição" foi trocada pela "recomendação".

Em algumas igrejas (dentro de uma mesma região) as imposições são bastante rígidas, enquanto que em outras existe uma maior flexibilidade. Isso promove uma grande confusão na cabeça dos irmãos.

Sou a favor da manutenção dos bons costumes, da boa tradição, e de limites, mas sou contrário a imposição de normas e regras legalistas, que de tão absurdas que são, não se sustentam biblicamente, nem possibilitam argumentos coerentes e inteligentes em sua defesa.

Seriam os tais questionamentos, resultado da falta de um maior pensamento e envolvimento dos crentes com as coisas do "alto" (Cl 3.1-4), ou são reivindicações legítimas, dignas de reflexão ?

Será que já não é hora de discutirmos (observe que não falo em "liberar geral", mas sim, em se posicionar diante do problema) novamente estes assuntos, ou vamos continuar fingindo que nada de grave está acontecendo, continuando desta forma a perder nossos jovens, filhos e membros para outras igrejas (quando estes não se desviam)?

terça-feira, 29 de julho de 2008

TESTE: VOCÊ É CONSUMISTA?

Embora conste na lista de links sugeridos no post anterior, por ser interessante, resolvi destacar o teste que a UNIVERSIA elaborou, para indicar se somos ou não escravos do consumo. Click no link abaixo e faça o teste:

VOCÊ É CONSUMISTA?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

OS MALES DO CONSUMISMO. Subsídio para Lições Bíblicas


Confira abaixo, alguns links interessantes, que poderão lhe ajudar na pesquisa, planejamento e conteúdo de sua aula:

- Consumismo (Wikipédia)
- Consumismo (Mundo Educação)
- Teste: Você é Consumista? (Universia) Obs: você pode fazer este teste na sala de aula da ED
- Consumismo: Ter para Ser, ou Ser para Ter? (Acessa.com)
- Como Administrar os seus 90% (Enfoque Gospel)
- Sociedade de Consumo (Wikipédia)
- O Capitalismo e a Sociedade de Consumo (Mundo Educação)
- Sociedade: A doença do consumo desenfreado (Brasil de Fato) *Shopings, templos do consumo
- Consumo e Consumismo (Portal da Família)
- Consumo Compulsivo: resposta a um menino de 9 anos (Psicoterapia)

Boa pesquisa!

sábado, 26 de julho de 2008

TEOLOGIA "FABIANA" (01)

A Revista Manual do Obreiro, ano 30, nº 42, CPAD, publicou um artigo intitulado "O Movimento Caminho da Graça", de autoria do pastor José Gonçalves. Trata-se basicamente de uma comparação/contestação sobre algumas idéias propagadas pelo pastor Caio Fábio no passado e no presente, designadas pelo articulista de "Teologia Fabiana".

Li o artigo, e faço aqui neste espaço aberto às discussões, uma análise de algumas posições do Caio Fábio, como também, dos comentários do pastor José Gonçalves. Os temas abordados no artigo são: Divórcio e novo casamento, homossexualidade e suas causas, e valores morais. Tratarei neste primeiro post sobre o novo casamento de pastores divorciados.

1. Divórcio e novo casamento

"Biblicamente, um pastor ou líder de igreja pode ser divorciado? Resposta: A Bíblia não diz nada sobre o assunto. Quem fala sobre isto é a “revelação da moral cristã”... que não tem necessariamente a ver com a Palavra e seu espírito. O que se diz... entre muitas outras coisas... é que o líder seja “marido de uma só mulher”... Ou seja: que não seja bígamo. Quanto ao mais... a meu ver... qualidade de liderança nada tem a ver com acidentes na vida. A maioria dos lideres que conheço não se divorciaram... mas eu não confiaria a alma de meus filhos ao ensino deles. Divorcio só divorcia gente que já está divorciada. E não vale a pena manter um casamento de mentira... apenas para fins de consumo ministerial. É mentira!" (Caio Fábio)

Para mim, não ficou muito clara a posição do pastor José Gonçalves sobre o assunto. Sua abordagem parece apenas comparativa.

Observemos alguns textos bíblicos, sobre o tema divórcio:

"Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério." (Mt 5.32)

Sobre o divórcio, entendo que as orientações bíblicas se aplicam tanto para líderes e pastores, quanto para liderados e ovelhas. Jesus reafirmou a natureza permanente do casamento, salientou que a permissão divina para o divórcio só foi concedida devido a dureza do coração do homem, estabelecendo que a imoralidade sexual (gr. porneia) seria a única justificativa tolerável para o divórcio, onde a parte inocente poderia contrair novo casamento

"Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? [...] Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério" (Mt 19.3, 8 e 9). O final do versiculo 9 "e o que casar com a repudiada comete adultério", não aparece em muitos manuscritos.


"E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento;" (Mc 10.2-5)

Em 1 Co 7.1-15, o apóstolo Paulo parece acrescentar uma outra possibilidade para a permissão do divórcio, neste caso, trata-se do abandono do crente pelo cônjuge incrédulo.

Sobre estas possibilidades, muito já se escreveu e se debateu (vide bibliografia no final deste post).

Em se tratando de divorciados com relação aos cargos na igreja, o pastor Ezequias Soares (1997, p. 57) comenta:

"Pode um divorciado ser diácono, presbítero ou ministro? Seria ético um divorciado ministrar um culto ou mesmo fazer uma cerimônia de casamento? Veja que a situação aqui é diferente da de um obreiro que perdeu a sua vocação ministerial por causa de pecados de imoralidade. O divorciado inocente não cometeu pecado algum. Há os que consideram proscritos os divorciados, para todo o sempre. Acham que estão condenados a nunca mais servir no altar por causa dos pecados do tempo da ignorância, que, segundo Paulo, Deus não leva em conta quando o pecdor se arrepende (At 17.30)"

Quando o assunto é o novo casamento de um obreiro que se divorciou e casou de novo, o pastor Esequias Soares afirma

"A hipótese de excluí-lo do ministério, no caso de ele se casar novamente, é uma tentativa de fechar a porta que o próprio Deus abriu para solucionar problemas dessa natureza, é considerar o divórcio um estado pecaminoso e insinuar que o cônjuge divorciado está em adultério. [...] nem mesmo o Senhor Jesus impôs esse julgo que, muitas vezes, a "tradição dos anciãos" quis colocar sobre os ombros dessas vítimas." (idem, p. 59) O caso aqui, envolve o obreiro como parte inocente nas questões que envolve os pecados sexuais.

Sobre o o novo casamento de um ministro ou oficial divorciado, a CGAD, através da resolução 001/95, dispõe sobre o divórcio nos seguintes termos:

A 32ª Assembléia Geral Ordinária da Convenção das Assembléias de Deus no Brasil resolve:

Artigo 1° - As Assembléias de Deus no Brasil, tendo em vista a legislação vigente e o preceito bíblico expresso em Mateus 5.31, 32 e 19.9, e outras passagens similares, somente acolherão o divórcio nos casos de infidelidade conjugal e crimes hediondos devidamente comprovados, admitindo-se, nesses casos, novo matrimônio, esgotados todos os recursos para reconciliação.

Parágrafo Único – Entende-se por infidelidade conjugal, a prática do adultério, e por crimes hediondos:

  1. o tráfico e consumo de drogas e coisas assim;
  2. a prática do terrorismo e suas formas de expressão;
  3. o homicídio qualificado ou doloso; e
  4. o desvio sexual.

Artigo 2° - O ministro ou oficial divorciado, caso venha a contrair novas núpcias enquanto viver o ex-conjugue, poderá permanecer ou não na sua condição ministerial ou função, depois que seu caso for examinado cuidadosamente por sua Convenção ou Ministério Regional, em primeira instância, e se houver necessidade, em segunda instância pela Mesa Diretora da Convenção Geral, assistida pelo Conselho de Doutrina.

Artigo 3° - O pastor que acolher obreiro que se tenha divorciado e contraído novas núpcias e sem observar o que se contém no Artigo 2° desta resolução, será responsabilizado perante a Mesa Diretora da Convenção Geral.
Salvador, BA, 29 de janeiro de 1995
Pr. Sebastião Rodrigues de Souza
Presidente da CGADB

Observe que além da infidelidade conjugal, acrescentou-se os crimes hediondos, como justificativa aceitável para o divórcio (particularmente, não consigo entender biblicamente a inclusão dos crimes hediondos no contexto do divórcio).

Dessa forma, discordo do pastor Caio Fábio quando afirma que a Bíblia não diz nada sobre o caso do pastor ou líder ser divorciado. Pode não dizer diretamente, mas está implícito no tema "divórcio".

Entendo que o líder ou pastor, na condição de vítima e divorciado, pode contrair novo casamento e permanecer no exercício de seu ministério, isto, mediante uma minuciosa análise dos fatos, visto que tem pastor e líder que oprime e maltrata a sua esposa, tentando persuadi-la à infidelidade, para assim poder ficar "livre" para casar-se novamente e permanecer no ministério.

No caso de líderes e pastores que destruíram o seu próprio lar, mediante a prática da infidelidade conjugal, com base nos textos bíblicos já citados, e na necessidade do pastor ser "irrepreensível" (1 Tm 3.1-5) e "modelo do rebanho" (1 Pe 5.1-3), é de meu entendimento que os tais estão reprovados pelas escrituras para o exercício do ministério.

Antes que alguém denuncie, é lamentável, mas é fato que dentro das Assembléias de Deus no Brasil há vários casos de pastores que foram infiéis, e que permanecem em pleno exercício ministerial.

Falo sobre o assunto com muito pesar e temor. Falo com base naquilo que percebo como verdade, respeitando as opiniões contrárias. O que ficar de dúvidas e de falta de consenso, tenho certeza que "naquele dia" se revelará.

Este espaço está aberto para que todos que concordam ou discordam com as opiniões colocadas, participem com seus comentários agregadores de valores. Não publicaremos ofensas a quem quer que seja.

No temor, no amor de Cristo, para todos os que são "Gente Boa de Deus",

Altair Germano

Bibliografia

DUTY, Guy. Divórcio e Novo Casamento. 2. ed. Belo Horizonte: Betânia, 1979.

GONÇALVES, José. O movimento caminho da graça. Manual do Obreiro, CPAD, Rio de Janeiro, ano 30, nº 42, p. 56-61, 2° trimestre/2008.

PLEKKER, Robert J. Divórcio à luz da Bíblia. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000.

SILVA, Esequias Soares da. Analisando o divórcio à luz da Bíblia. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

http://www.cpad.com.br/cpad/paginas/revista_obreiro.html, acesso em 26/07/2008, às 10:00 hs.

http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoPagina=0022700006, acessosem 26/07/2008, às 10:27 hs.

http://advi.com.br/cgadb/index.php?option=com_content&task=view&id=39&Itemid=36, acesso em 26/07/2008, às 10:33 hs.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

EDUCAÇÃO POLÍTICA - OS PARTIDOS POLÍTICOS (HISTÓRIA)

A falta de politização do cidadão, faz com que na hora de votar, as propostas e as ideologias dos partidos não se revistam de importância, ou pior, nem conhecidas são do eleitor. A pessoa do político, ou a imagem criada pelos marketeiros e passada pela mídia, tornaram-se a razão última do voto.

Acho um absurdo que no ensino médio, e até no ensino superior, ainda não haja o interesse concreto de educar e informar o aluno-cidadão nas questões políticas básicas, necessárias para o exercício consciente e inteligente do voto.

Como já escrevi, entendo que líderes religiosos cristãos, em vez de tentar manipular os votos dos membros da igreja, ou de adotar uma postura a-política, deveriam através dos meios de ensino, promover a educação política.

A política é um tema que está na Bíblia, como também está a cidadania, a ética, os deveres sociais etc. Daí, o dever de abordarmos estas questões.

Passaremos e escrever uma seqüência de posts sobre os partidos políticos. Indicaremos links, faremos algumas análises e comentários. Esperamos que seja útil para você leitor e eleitor.

Neste post, indico os links abaixo, para o conhecimento do desenvolvimento histórico dos partidos políticos no Brasil:

-PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL (WIKIPÉDIA)
-OS PARTIDOS POLÍTICOS (TSE)
-PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL (EDUCATERRA)
-A HISTÓRIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL (POLÍTICA VOZ)

Nos próximos posts sobre o tema, trataremos sobre cada partido político individualmente.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

ELEIÇÕES 2008 - TRANSPARÊNCIA BRASIL

Tranparência é uma palavra que não existe na prática, em vários círculos (não falei circos) políticos nacionais. Dessa forma, toda iniciativa voltada para uma maior transparência (visto que a grande mídia massificadora é por vezes tendenciosa), será sempre bem vinda.

Aliando-se a este nobre e imparcial propósito (que deveria ser imitado por todos que pregam e ensinam sobre ética e transparência, sem no entanto praticá-las, principalmente em épocas eleitorais), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) publicou em seu site, uma relação com o nome de todos os candidatos a prefeitos das capitais do país, independente do partido que faz parte, e com direito a resposta, que respondem a processos criminais e eleitorais.

Leia a lista AQUI.

O Ministério Público Eleitoral, através do procurador Fernando Araújo, também liberou uma relação com os 719 gestores públicos que tiveram prestações de contas rejeitadas em Pernambuco.

Para conhecer esta lista click AQUI.

DEPRESSÃO, A DOENÇA DA ALMA. Subsídio para lição bíblica

Antes de comentar sobre a depressão, quero chamar a atenção para alguns números:

"Cerca de 16% da população mundial já teve depressão nervosa pelo menos uma vez na vida." (Wikipédia)

Cerca de 340 milhões de pessoas de ambos os sexos no mundo inteiro padecem desse tipo de sofrimento profundo. O brasil possui 13 milhões de depressivos de todas as idades, classes sociais e raças, mergulhadas numa melancolia atroz que altera seus hábitos de vida, afastando-as do convívio social e do trabalho. 33% dos filhos de pais depressivos têm depressão. O mundo gasta 7 bilhões de dólares por anoa contra antidepressivos. Segundo a OMS, depressão e ansiedade são responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais existentes no mundo (Veja e Boehringer)

"Apesar de atingir uma grande parte da população - 17 milhões apenas no Brasil -, a depressão, muitas vezes, não é diagnosticada nem tratada de maneira adequada. Hoje a doença é a quarta causa global de incapacidade e deve se tornar a segunda até o ano de 2021. Além disso, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 75% das pessoas com depressão não recebem tratamento adequado." (Booehringer)

"A média etária de sua primeira manifestação baixou de 40 para 26 anos. Crianças e adolescentes hoje integram o rol dos consumidores de antidepressivos." (Época)

1. Definição de depressão

Como observamos nos links indicados no primeiro post sobre o tema em questão;

"A depressão (também chamada de transtorno depressivo maior) é um problema médico caracterizado por continuada alteração no humor e falta de interesse em atividades prazerosas. O estado depressivo se diferencia do comportamento "triste" ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que tem tratamento." (Wikipédia)

"A depressão é um distúrbio da emoção que afeta o corpo, o humor e o pensamento: altera o apetite e o sono, a forma como a pessoa se sente e como pensa. Não é uma tristeza passageira, não é sinal de fraqueza pessoal ou uma condição que possa ser revertida com força de vontade." (Roche Brasil)

"A depressão é muito, muito mais profunda e resistente do que a tristeza. [...] Para se ter uma idéia do que é uma depressão severa, tente entender o desconforto de várias noites sem dormir misturado à dor causada pela perda de um parente querido." (Peter Whybrow in Veja)

2. Sintomas, sinais e sentimentos relacionados a depressão

Vários são os sintomas, sinais e sentimentos da depressão. Os sintomas essencias, são descritos por várias autoridades médicas como são:

- Humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio;

- Diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas (Wikipédia)

Os demais sintomas envolvem:

- Dificuldade de concentração, alterações do apetite e do sono, sentimento de pesar ou fracasso, diminuição da auto-estima, sentimento de culpa, irritabilidade, iagressividade, idéia recorrente de suicídio e morte etc. Manisfestações físicas também ocorrem, tais como: dores de cabeça, dores no petio, dores musculares, desinteresse pela atividade sexual.

3. As causas da depressão

A depressão pode ter como causa os fatores psico-sociais, biológicos, físicos e outros (veja detalhes na Wikipédia)

Fatores químicos também se relacionam com as causas da depressão:

"Classicamente chamada de 'doença da alma', a depressão ganhou um caráter químico quando se descobriu sua ligação com a falta de duas substâncias no cérebro: a serotonina e a noradrenalina." (Época)

"Depressão severa é uma doença, um desarranjo na química cerebral [...]. (Veja)

"Sabe-se hoje que a depressão é associada a um desequilíbrio em certas substâncias químicas no cérebro e os principais medicamentos antidepressivos têm por função principal agir no restabelecimento dos níveis normais destas substâncias, principalmente a serotonina." (Wikipédia)

"A causa exata da depressão permanece desconhecida. a explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baiseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos". (Psicosite)

4. Depressão e opressão espiritual

Por opressão espiritual, entenda-se, alguns níveis de pertubação de origem malígna, cujos sintomas em muito se assemelham aos da depressão. Por vezes, a opressão espiritual pode ser um processo desencadeado pela depressão, ou vice-e-versa. Obviamente, os profissionais céticos e ateus não concordarão com a associação aqui descrita.

Há casos de depressão e/ou opressão citados na Bíblia. Collins (1995, p. 85) cita alguns:

- Moisés: "Então, Moisés ouviu chorar o povo por famílias, cada um à porta de sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés. Disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei favor aos teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de todo este povo? Concebi eu, porventura, todo este povo? Dei-o eu à luz, para que me digas: Leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que, sob juramento, prometeste a seus pais? Donde teria eu carne para dar a todo este povo? Pois chora diante de mim, dizendo: Dá-nos carne que possamos comer. Eu sozinho não posso levar todo este povo, pois me é pesado demais. Se assim me tratas, mata-me de uma vez, eu te peço, se tenho achado favor aos teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria." (Nm 11.10-15)

- Saul: "Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava. [...] Manda, pois, senhor nosso, que teus servos, que estão em tua presença, busquem um homem que saiba tocar harpa; e será que, quando o espírito maligno, da parte do SENHOR, vier sobre ti, então, ele a dedilhará, e te acharás melhor. [...] E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele. (1 Sm 16.14, 16 e 23)

- Davi: "Ó SENHOR, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. Chegue à tua presença a minha oração, inclina os ouvidos ao meu clamor. Pois a minha alma está farta de males, e a minha vida já se abeira da morte. Sou contado com os que baixam à cova; sou como um homem sem força, atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; são desamparados de tuas mãos." (Sl 88.1-5)

- Elias: "Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. [...] Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos [...] " (1 Rs 19.4; Tg 5.17)

- Jeremias: "Maldito o dia em que nasci! Não seja bendito o dia em que me deu à luz minha mãe! Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho!, alegrando-o com isso grandemente. Seja esse homem como as cidades que o SENHOR, sem ter compaixão, destruiu; ouça ele clamor pela manhã e ao meio-dia, alarido. Por que não me matou Deus no ventre materno? Por que minha mãe não foi minha sepultura? Ou não permaneceu grávida perpetuamente? Por que saí do ventre materno tão-somente para ver trabalho e tristeza e para que se consumam de vergonha os meus dias?" (Jr 20.14-18)

- Jonas: "Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. E orou ao SENHOR e disse: Ah! SENHOR! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver." (Jn 4.1-3)

- : "Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela? [...]. Porque já agora repousaria tranqüilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso [...]. Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo, que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos. Eles se regozijariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura. Por que se concede luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados? Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água? Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece. Não tenho descanso, nem sossego, nem repouso, e já me vem grande perturbação. [...] Eu sou íntegro, não levo em conta a minha alma, não faço caso da minha vida." (Jó 3.11, 13, 20, 21-26; 9.21)

Segundo Collins (Idem, p. 74), o próprio Jesus no Getsêmani, manifestou sintomas de depressão: "e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo." (Mt 26.37-38)

5. A cura para a depressão

São exemplos, conforme a wikipédia, de tratamentos comuns para a depressão:

  • Medicação
  • Psicoterapia comportamental
  • Eletroconvulsoterapia
  • Estimulacao Magnetica Transcraniana
  • Suplementos alimentares
  • Atividades físicas
Em todas as situações, cabe ao deprimido/oprimido, buscar a ajuda médica, sem negligenciar o auxílio espiritual. O inverso também deve ser feito. Não se deve espiritualizar todas as doenças, achando que tudo é de origem diabólica. Procurar um especialista da área da saúde corporal e mental, é no mínimo prudente.

Nos casos bíblicos citados, pode-se perceber claramente a possibilidade da intervenção divina para a cura da depressão.

"Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu." (Sl 42.11)


Referências

COLLINS, Gary R. Aconselhamento Cristão. São Paulo: Vida Nova, 1995.

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 2001.

PERRY, Lloyd M; SELL, Charles. Pregando sobre os problemas da vida. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991.

http://www.boehringer-ingelheim.com.br/conteudo.asp?conteudo=932, acesso em 23/07/2008, às 14:22 hs

http://www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm, acesso em 23/07/2008, às 14:36 hs

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT530938-1653,00.html, acesso em 23/07/2008, às 14:55 hs

http://www.bibliaonline.net/bol/, acesso em 23/07/2008, às 16:50 hs.

terça-feira, 22 de julho de 2008

CONGRESSO DE MULHERES NA AD EM ABREU E LIMA-PE

MULHERES PARTICIPANDO DE UM MOMENTO DE LOUVOR DURANTE O CONGRESSO

PR. ROBERTO JOSÉ (PRESIDENTE DA IGREJA E CONVENÇÃO), PR. JOSÉ WELLINGTON JÚNIOR (PRESIDENTE DO CONS. ADM DA CPAD), PR. JOSÉ GOMES (VICE-PRESIDENTE DA IGREJA)

Irmãs Lídia Costa (SP), Leide e Suzan (RN)

Mais de 2.000 mulheres estiveram presentes na abertura do 10º congresso de mulheres da Assembléia de Deus em Abreu e Lima-PE. O tema está baseado em Isaías 32.9, que enfatiza a necessidade da mulher estar em contínua atividade.

A programação é a seguinte:

- 3a., 4a. e 5a. feira, das 8:00 às 17:00 hs - Estudo Bíblico
- 3a., 4a. e 5a. feira, das 19:00 às 21:00hs - Palestra para casais com o pastor Josué Gonçalves
- 6a. feira, das 8:00 às 17:00 hs - Aniversário do Círculo de Oração e da UEMADAL
- 6a. feira às 19:00 hs - Encerramento das festividades

Estão participando das preleções o pastor José Wellington B. da Costa Júnior e a irmã Lídia Costa (SP), irmãs Samira, Susan e Leide (RN).

Ore, divulgue e participe.

Maiores informações: 81-3542 1030

CHARGE DO DIA

domingo, 20 de julho de 2008

DEPRESSÃO, A DOENÇA DA ALMA. Subsídio para lição bíblica


Nesta semana, penso em publicar duas postagens sobre o tema depressão. Nesta primeira, indicarei alguns links que tratam sobre o assunto de forma geral. Na segunda postagem, comentarei o tema à luz da Bíblia.

Os links abaixo tratam sobre o conceito, a história, as causas, os sintomas e o tratamento para a depressão:

- Depressão Nervosa - Wikipédia
- Depressão - Psicosite
- Depressão - Roche Brasil
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sábado, 19 de julho de 2008

PLANO DE MOBILIZAÇÃO DE IGREJAS CRISTÃS PELA EDUCAÇÃO

"Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele" (Pv 22.6, Bíblia NTLH)

O presente programa é o resultado do esforço conjunto de igrejas cristãs, visando a definir uma estratégia comum de mobilizaçao social pela educação.

São os principais pontos a enfatizar na mobilização - dialogar e refletir sobre os temas relevantes para a promoção da educação, de modo a: despertar a consciência dos membros das igrejas e da comunidade sobre o compromisso social na afirmação do direito à educação de qualidade; lembrar o papel de cada um na comunidade onde vive, mobilizando amigos, vizinhos, lideranças sociais, associação de moradores, entre outros; utilizar os momentos de contato com a comunidade para: (falar sobre o papel da família na educação dos filhos, mostrando a importância da educação (aprender para a vida); reunir as forças da comunidade para um compromisso sócio-interativo no processo educacional; estimular a solidariedade para dar ênfase aos sinais de vida; mostrar que a construção da identifidade só se dá na relação com o outro.

Para maiores informações, entre em contato através dos e-mails:

- Andrea.Leme@mec.gov.br (Sul, Sudeste e Centro-Oeste)
- edlene.silva@mec.gov.br (Bahia, Sergipe, Alagoas e Ceará)
- renata.moura@mec.gov.br (pernambuco, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte)

Leia mais em:

-Luta pela educação de qualidade no País ganha apoio de igrejas cristãs

PENTECOSTALISMO SOB ATAQUE

O site MONERGISMO , entrou na "onda" das fobias modernas. Alguns artigos lá publicados são de duvidosa qualidade exegética, e de uma agressividade absurda o contra os pentecostais. Observemos algumas citações extraídas do site:

- ARTIGO: O PENTECOSTALISMO OU FALSIFICADORES DA PALAVRA DE DEUS? (Pr. Anízio Gomes)

"As seitas pentecostais têm se desenvolvido no clima obscuro e perverso, no qual multidões têm se envolvido com doutrinas de demônios."

"Portanto, enquanto crentes fiéis devemos tomar uma atitude positiva em relação à fração pentecostal da nossa sociedade, e considerá-los como alvos missionários e fazendo em relação a eles a obra evangelística, pois Deus abomina as suas práticas religiosas, porém os ama enquanto pecadores."

"Se não bastasse a confusão doutrinária, os pentecostais ainda promovem mais confusão na sua nomenclatura. Assembléia de Deus, ACEV, O Brasil para Cristo, Tenda da Cura Divina, A Igreja Viva 24 horas, Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, Internacional da Graça de Deus, Universal do Reino de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Chama Ardente e mais aproximadamente 35 mil nomes distintos só no Brasil, (não é exagero) todo este cartel demoníaco com o propósito de impedir que pessoas sejam salvas por Cristo Jesus. Por isso podemos aplicar também a estes novos fariseus o que o Senhor Jesus disse aos seus contemporâneos em Mateus 23.15: “Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas; pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e depois de o terdes feito, o fareis filhos do inferno duas vezes mais do que vós”.

"Portanto, pelo que já foi exposto neste trabalho, fica bastante claro que os pentecostais não são conhecidos de Cristo, e a eles o Senhor dirá: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7.23). Se o próprio Senhor Jesus não os conhece, não devemos reconhecê-los como irmãos, pois se assim o fizermos estaremos desagradando o Senhor e Salvador Jesus Cristo, e desobedecendo o que nos diz Romanos 16.17,18: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem ao nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples?”.

- ARTIGO: O QUE HÁ DE ERRADO COM O PENTECOSTALISMO? (Laurence Justice)

"Nós poderíamos mencionar muita coisa que existe de errado com o Pentecostalismo. Poderíamos mencionar a divisão que ele parece sempre trazer a igreja. Poderíamos mencionar a atmosfera de circo criada em cultos de adoração na igreja."

"Um quarto antídoto que podemos usar contra o Pentecostalismo é desencorajarmos nossos irmãos a assistir pregadores pentecostais em programas religiosos na televisão. Um grande número de nossos membros convida membros da Assembléia de Deus e outros pregadores pentecostais para dentro de suas casas todos os dias e ouvem suas músicas e mensagens pentecostais. Não é nenhuma maravilha nossas igrejas estarem infectadas pelo Pentecostalismo!"

- ARTIGO: RESPOSTA A UM PENTECOSTAL (Felipe Sabino de Araújo Neto)

"Honra concedida! Espero que muitos deixem o erro do Pentecostalismo ao ler o nosso debate virtual."

Apesar de tanta ira (ou ignorância) manifesta nos textos acima, amamos o pastor Anízio Gomes, o Laurence Juste, o Filepe Sabino e tantos quantos comungam dos posiconamentos aqui citados. oramos para que eles não fiquem profundamente frustrado e decepcionados, quando ao chegar nos céus (que não é das igrejas, reformadas, históricas, pentecostais ou neo-pentecostais) nos encontrar (falo pelos pentecostais) por lá.

É verdade que muitos exageros e atitudes anti-bíblicas existem no meio pentecostal (e são combatidos veementemente por pentecostais comprometidos com a verdade da Bíblia), como existem também no meio reformado e histórico. Os próprios textos aqui expostos provam isto.

Fiz pós-graduação numa instituição Reformada, o Seminário Presbiteriano do Norte. Me relaciono, e como presidente do Diretório Estadual da Sociedade Bíblica do Brasil em Pernambuco, sou tratado muito bem por pastores batistas e de outras denominações não-pentecostais. Posso garantir que as idéias defendidas pelos autores acima não são compactuadas por todos não-pentecostais, são expressões de um radicalismo, e de um tradiconalismo cego e decadente no meio evangélico brasileiro.

Resolvi não escrever um tratado apologético sobre a doutrina pentecostal, visto que outros já o fizeram de forma brilhante. Seria mera redundância.

O site Monergismo.com é de autoria de Felipe Sabino de Araújo Neto, e diz que "é um ministério baseado na internet, de iniciativa exclusivamente pessoal e sem vínculos com qualquer igreja ou organização".

FAMÍLIA: SENTADOS EM CASA, E ANDANDO PELO CAMINHO, DEITANDO-SE E LEVANTANDO-SE

"Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te." (Dt 6.6-7)

O texto bíblico acima, foi escrito numa época em que pais e filhos sentavam juntos em casa e andavam juntos pelo caminho. Talvez, neste momento em que você lê estas linhas, discorde por alguma razão de minha colocação inicial. Espere para tirar as conclusões ao final desta postagem.

A família, nos dias atuais, passou a se comportar de maneira bastante estranha, se distanciando cada vez mais das atitudes e gestos que promovem um bom relacionamento, que encurtam as distâncias, que abrem as portas para a boa conversar, o sorriso espontâneo, o partilhar de coisas boas.

A casa, ambiente onde mora a família, foi dividida em áreas restritas, onde cada indivíduo vive em seu pequeno mundo e a privacidade de cada um "precisa" ser respeitada. Em grande parte dos casos, tudo acontece nos quartos. Cada quarto tem a sua TV, seu DVD, seu computador, seu mp3, 4, 5, 7 etc. Lá, os membros da família passam o tempo, se alimentam e dormem.

Nas famílias que não gozam de uma situação financeira mais privilegiada, a televisão continua na sala. Cada um ocupa o ambiente na hora de seu programa favorito. Raros são os momentos onde na sala a família se reúne, e quando assim o faz é para assistir um programa de interesse comum, com um detalhe: nos mais absoluto silêncio, para não atrapalhar. Ao terminar o programa, cada um vai para o seu cantinho, onde a vida mediocrimente continua.

As refeições também deixaram de ser um momento de reunião familiar. Em função das atividades do mundo moderno, os horários de pais e filhos, marido e mulher, não mais se ajustam. Resta então os finais de semana, e o que acontece? A comida esta pronta! Alerta a dona de casa ou a secretaria. Cada um vai na cozinha ou na mesa, pega o seu prato e toma o seu rotineiro destino. A mesa tornou-se obsoleta em muitos lares.

E os passeios? eis ai uma boa oportunidade de "andar pelo caminho" , de conversar enquanto se anda, e o que acontece? A família segue junta fisicamente, mas, distante emocionalmente e relacionalmente. Indo de ônibus ou por outro meio de transporte coletivo, o desconforto e a falta de privacidade compromete o diálogo. Indo de carro, o som ou o DVD é logo ligado, os garotos colocam o Mp3, 4, 5, 6, 7 etc. nos ouvidos, e a família segue junta, cada um em seu mundinho. Ao chegar no destino, nova dispersão, o passeio e o lazer são desfrutados individualmente e isoladamente. Ao término, volta-se para casa, onde a vida mediocrimente continua.

Pais, filhos e casais acordavam juntos e deitavam juntos, na mesma hora. Compartilhavam juntos das primícias do dia e da prensença insubstituível uns dos outros. Por fim, após o jornadear, encerravam o dia juntos.

Esse texto não tem o propósito de ser meramente saudosista, foi escrito para impactar a sua vida e a sua família. Trata-se de uma realidade que pode e deve ser transformada, se quisermos dias melhores, para nós, para nosso cônjuge e filhos.

Se reuna o mais rápido possível com os seus entes queridos, conversem e façam um acordo para mudar a situação. Isto é urgentíssimo.

E sobre o texto bíblico do início desta postagem, o senhor não vai comentá-lo? É claro que vou, assim que a família voltar a se reunir e a conversar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

ABUSOS SEXUAIS COMETIDOS POR PADRES NA AUSTRÁLIA FAZ O PAPA PEDIR DESCULPAS

IMAGEM: FOLHA UOL

O pedido de desculpas é válido, mas os constantes escândalos envolvendo padres com pedofilia pedem uma ação mais "radical". Quem sabe, se a liberação do casamento para os sacerdotes não resolveria parte dos problemas sexuais dos padres.

"Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, 107 membros do clero da Igreja Católica já foram condenados na Austrália por alegações de abuso sexual."

Leia mais em BBC BRASIL

DANIEL DANTAS - FIQUE POR DENTRO (DOS FATOS)



-Policia Federal indicia Dantas e mais nove por gestão fraudulenta e formação de quadrilha

O caso é mais uma novela brasileira, daquelas onde o final é bastante evidente.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

VIVENDO SEM MEDO. Subsídio para lições bíblicas


Na lição sobre a “ansiedade”, foi observado que alguns psicólogos não a distinguem do medo. Ambos podem produzir as mesmas reações psicológicas (taquicardia, alterações na respiração, tremores, transpiração excessiva, secura na boca, mudanças no timbre da voz etc.) Continuaremos a seguir esta linha de pensamento. Abordaremos neste subsídio, o conceito, as várias descrições e o tratamento do medo à luz da psicologia e da Bíblia.


1. DEFINIÇÃO DE MEDO

Uma definição clássica de “medo” é aquela que o concebe como “uma emoção que se experimenta na presença ou na expectativa de perigo real, freqüentemente físico” (ALTROCCHI, 1980, p. 41 apud ALTROCCHI e SELL, 1991, p. 108)

Nem todo “medo” é necessariamente um sentimento ou emoção pecaminosa e doentia. Para Morosco (Apud, Idem, p. 111) “O medo, em e por si mesmo, não é moralmente mau ou errado; ele é neutro”. Neste sentido, o medo é um dispositivo emocional que nos faz agir com cuidado, preventivamente e cautelosamente. A prova disto, é que a própria Bíblia recomenda que devemos temer as autoridades superiores:

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para o temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás o louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhes estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” (Rm 13.1-5)

Devemos também temer a Deus:

“Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos.” (Pv 24.21)

“[...] temei a Deus, honrai o rei.” (1 Pe 2.17c)

É quando o medo sai da esfera do “normal” ou “natural”, que ele se torna uma “fobia”. Segundo Davidoff (2004, p. 562) “Uma fobia é um medo excessivo ou injustificável de algo específico ou de uma situação que é manipulada por esquiva persistente”, e ainda, “As fobias são consideradas distúrbios apenas quando são incapacitantes e destrutivas [...]” (idem).

As escolas de psicologia concordam em que o medo “é um problema anormal sempre que resultar em tornar a vida desagradável ou destrutiva para a pessoa que o possui” (ALTROCCHI e SELL, idem, p. 113).


2. OUTRAS DESCRIÇÕES DO “MEDO”

ALTROCCHI e SELL fazem ainda, outras colocações interessantes acerca do “medo”:

- O medo sob controle. O medo, segundo a Bíblia, pode ser controlado pela vontade humana (idem, p. 108-112). Dessa forma, como lidamos com o medo, pode nos conduzir ao pecado.

O medo, quando negligenciado ante um perigo real (como por exemplo, os perigos do trânsito), pode nos conduzir para ações imprudentes e desastrosas.

A falha humana se evidencia também em temer aquilo que não constitui perigo para nós. São dois extremos que devem e podem ser evitados.

Temermos as coisas que Deus nos diz para não temermos é tão pecado quanto não temermos o que ele e o bom senso nos orientam a temermos.

- O medo como uma luta diária. Mesmo diante das várias passagens bíblicas que nos ordenam que não tenhamos medo, é necessário reconhecer que a luta contra o medo pode ser prolongada e difícil. “Em me vindo o temor, hei de confiar em ti” (Sl 56.3). Eis o nosso grande desafio, confiar em Deus.

- A relação entre medo e idade. Cada fase de nossa vida trás os seus “medos”. Na infância, em suas diversas fases, o medo da ausência da mãe, de coisas, lugares e pessoas estranhas, de fenômenos naturais, do escuro, de ruídos é sempre uma constante. Na adolescência e início da idade adulta, os temores que mais se evidenciam, se voltam para o futuro acadêmico, profissional e afetivo. A meia-idade chega, e com ela o medo de ser substituído por pessoas mais jovens, a perda da saúde e da aparência física, o futuro dos filhos e a velhice. Já idoso, o ser humano, principalmente na cultura ocidental, se atemoriza diante do declínio da beleza, da agilidade e da força. A possibilidade da solidão e a iminência da morte são outros fatores geradores de medo.


3. COMO TRATAR E VENCER O MEDO

O medo pode ser tratado e vencido de várias maneiras. As sugestões de Davidoff, Perry e Sell são aqui colocadas:

- Confie em Deus. Em primeiro lugar é preciso confiar em Deus.

- Submeta-se a tratamento. Alguns casos de medo necessitarão de tratamento psicoterapêutico e medicação. É necessário, contudo, buscar auxílio de profissionais confiáveis.

- Enfrente o objeto do medo. Quanto mais nos familiarizamos com as causas do medo, mediante aproximação, enfrentamento e estudo, menos medo teremos. Fugir do que e teme, geralmente aumenta o medo. Obviamente, dependendo do objeto do medo, a cautela e a prudência são necessárias.

- Trate os temores mediante associação com outras pessoas. Agir com calma e confiança diante de pessoas com medo, promoverá tranqüilidade. Se associar com pessoas que não temem o que tememos, nos ajudará a vencermos o medo.

- Discuta o medo com outras pessoas. Quando se discute os temores com outras pessoas, não apenas compreendemos melhor o objeto temido, mas também o nosso próprio medo e as suas conseqüências.

Como crentes em Deus, devemos perceber a realidade do medo como emoção necessária e reguladora de nossas ações, sem deixar que ele nos controle e domine, promovendo ações desesperadas e emoções descontroladas, na certeza de que ao lado do Senhor estamos seguros e protegidos. A expressão “não temas” aparece na Bíblia mais de 300 vezes (alguns já afirmaram 366 e outros 394).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia de Estudo Almeida. Barueri-SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

COLLINS, Gary R. Aconselhamento Cristão. São Paulo: Vida Nova, 1995.

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 2001.

PERRY, Lloyd M; SELL, Charles. Pregando sobre os problemas da vida. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991.

EDUCAÇÃO POLÍTICA - O SENTIDO DO VOTO

Estarei publicando uma série de textos intitulados “Educação Política”, com o objetivo de prover para os nossos leitores, em especial, os que são privados dos meios de informação, inclusive a internet (e para isso preciso de vossa colaboração na reprodução e distribuição dos textos, se achá-los interessantes, é claro), ao mesmo tempo em que se tornam vulneráveis e indefesos diante da atitude manipuladora e massificadora de algumas lideranças políticas e eclesiásticas.

O que é o voto? Qual o sentido de votar? Tais perguntas nos remetem para uma filosofia do voto, onde sem uma maior reflexão, respostas prontas e acabadas surgirão. O senso comum logo definiria como um direito do cidadão, um ato livre de manifestação da vontade política do eleitor, democracia encarnada ou transubstanciada em ação eleitoral.

Nossos léxicos conceituam “voto” da seguinte forma: “Ato ou meio de votar; sufrágio.” (Michaelis); “Modo de manifestar a vontade ou opinião num ato eleitoral ou numa assembléia; decisão; sufrágio” (BUENO);

Para as mentes mais críticas e aguçadas, o voto é uma prática imposta pela classe dominante, com o objetivo de disciplinar (domesticar) o cidadão-eleitor, evitando assim as revoltas armadas, comoções populares ou qualquer outro ato revolucionário, ao mesmo tempo em que legitima a transmissão e manutenção do poder político e da autoridade.

VOTO, UM EXERCÍCIO LIVRE E DEMOCRÁTICO?

Por democrático, entenda-se aqui o modelo de governo onde o poder emana do povo. O voto, longe de ser um instrumento democrático, assume dentro de nosso contexto brasileiro um papel crucial como ferramenta de dominação.

Como pode o exercício do voto ser uma atividade plenamente democrática, uma vez que o cidadão não é preparado para tal papel? Em nossa nação, a plena democratização da educação, da leitura e do saber são meros ideais utópicos. Somente cidadãos educados politicamente, leitores críticos e portadores de saberes diversificados podem votar com consciência e verdadeira liberdade.

Democracia no Brasil é uma idéia vestida por um discurso retórico e mal intencionada (ou alienado), por parte de alguns políticos profissionais, da mídia massificadora (aparelho ideológico do Estado e de quem dela se serve para mascarar a realidade), de professores-alienadores, e inclusive, de clérigos (incluindo pastores) embriagados ou entorpecidos pelas ofertas quase irrecusáveis de sujeitos corruptos e corruptores. Ano após ano, o poder é repassado dentro de uma mesma família, ou permutado pelas elites. Com raríssimas exceções alguns da classe dominada e explorada (pobres e miseráveis) conseguem ser eleitos.

A ILUSÃO DO VOTO

O voto em nosso país tem certo poder ilusório, e por vezes, alucinógeno. Segundo Cânedo, ele nos faz acreditar que somos livres e iguais, quando de fato vivenciamos uma profunda injustiça e desigualdade social. O fato de entrarmos numa fila para votar, de sermos submetidos aos mesmos procedimentos, às mesmas exigências, aos mesmos rituais, não nos torna iguais em sentido algum. As diferenças sociais, econômicas, intelectuais etc., que são profundamente marcantes em nossa sociedade, permanecem presentes antes, durante e após o ato de votar.

Outra ilusão é a idéia de liberdade de expressão e de opinião. Nosso povo, em sua grande maioria, não foi educado para pensar, mas sim, para reproduzir idéias. Dessa forma, pensam o pensamento de terceiros, expressam a opinião e o desejo alheio. Sua vontade, na realidade, é a vontade de quem o condiciona para o exercício do voto. De forma clara, as urnas nem sempre traduzem “a opinião livre do povo”.

Diante de um quadro tão desanimador, resta-nos a função de minimizar tais contradições, e de alguma forma, promover uma tomada de consciência política no máximo de pessoas (co-cidadãos e irmãos em Cristo) possível.

terça-feira, 15 de julho de 2008

JULGAMENTO PRECIPITADO

Este vídeo nos alerta para o perigo de julgarmos pelas aparências.

Apesar de bastante difundido na internet, resolvi postá-lo também aqui.

É no mínimo tocante em todos os sentidos.

domingo, 13 de julho de 2008

CHARGE DO DIA

FILOSOFIA EM COMUM

IMAGEM: www.marciatiburi.com.br

Dias atrás, assistindo o programa do Jô Soares, achei interessante a entrevista da Márcia Tiburi ao falar de seu livro "Filosofia em Comum: para ler juntos". Comprei um exemplar e estou gostando da leitura.

Amante da liberdade de pensamento e da expressão que sou, achei interessante a proposta da obra:

"Este livro, caro leitor, quer apenas libertá-lo de toda leitura escravizante e abrir a chance de uma leitura libertadora, a leitura que faz pensar." (TIBURI, 2008, p. 40)

Ao ler esse trecho do livro, logo me lembrei da Bíblia. Existe livro mais libertador que a Bíblia? Penso que não, e você amigo filósofo? Para responder a tal pergunta, concordando ou discordando de minha opinião, que não tem a intenção de ser imposta, só lendo as Sagradas Escrituras do judaísmo e do cristianismo.

Fazendo isto, você descobrirá um livro que não liberta apenas de leituras escravizantes, mas de tudo que de alguma forma escraviza e oprime o homem, tornando-o um ser-menos e coisificando-o.

A Bíblia é o livro do Deus pensante, que criou seres livres e pensantes à sua imagem e semelhança, para a sua glória.

Indico a obra "Filosofia em Comum". Indico, acima de tudo, a Bíblia!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

BLOG DO PASTOR CYRO MELLO


Conheça o BLOG DO PASTOR CYRO MELLO.

Temas envolvendo discipulado, evangelismo, missões, família e ministério pastoral, poderão ser lá encontrados.

Um abraço!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

ANSIEDADE: UMA VISÃO TEOLÓGICA


Leia em TEOLOGIA COM GRAÇA

VENCENDO A ANSIEDADE. Subsídio para lição bíblica (02)

3. AS CAUSAS DA ANSIEDADE

Várias são as causas da ansiedade. Observemos algumas:


Ameaça. A psicanálise, através das idéias de Freud (Apud COLLINS, idem, p. 53), entendeu a ansiedade como o resultado de um conflito interno na personalidade do indivíduo, sendo provocada por ameaças claras percebidas pelo ego (ansiedade realista), pela perda de controle dos instintos (ansiedade neurótica), movida por sentimento de culpa ou vergonha (ansiedade moral), mediante resultado da reação ao perigo real ou imaginário, que inclue o condicionamento respondente (DAVIDOFF, idem, p. 393). A possibilidade de sucesso ou fracasso profissional, as incertezas do futuro para si mesmo ou para os entes queridos, o perigo da falta dos suprimentos básicos (Mt 6.25) e tantas outras situações possíveis, causam a ansiedade.


Mudanças de Vida. Uma série de situações reais e concretas na vida do indivíduo que provocam mudanças, pode promover a ansiedade. Pode-se citar a morte do cônjuge, o divórcio, as demais separações de entes amados, as doenças, o casamento, o desemprego, as mudanças de cargo no trabalho etc.


Conflitos. “Os conflitos surgem quando dois ou mais objetivos incompatíveis (necessidades, ações, eventos ou qualquer outra coisa) competem um com o outro e levam o organismo a se sentir pressionado em diferentes direções ao mesmo tempo (idem, p. 395)”. Três tipos de conflitos são identificáveis: (a) Aproximação-aproximação. Quando as pessoas são atraídas simultaneamente por dois objetivos, onde a decisão por um implica no abandono do outro. (b) Fuga-fuga. Quando as alternativas de escolha são igualmente desagradáveis, mas a decisão por uma delas é necessária. (c) Aproximação-fuga. Quando uma pessoa sente simultaneamente atração e repulsa por um objeto.


4. OS EFEITOS DA ANSIEDADE


A ansiedade provoca reações ou efeitos dos mais variados, em algumas áreas da nossa vida. São elas:


- Reações Defensivas. Desde a regressão (comportamentos infantis), passando pelo retraimento, negação, fantasia, racionalização repressão, projeção, até a agressividade (inclusive direcionadas para pessoas inocentes), várias são as reações defensivas (mecanismos de defesa).


- Reações Físicas. O prolongamento da ansiedade costuma comprometer a saúde. Conforme Davidoff (idem, p. 402) “O termo doenças psicossomática refere-se a distúrbios resultantes de respostas físicas (somáticas) do animal à tensão, uma condição fisiológica. Não presuma erroneamente que as doenças psicossomáticas são imaginárias. Elas são, de fato, distúrbios reais que causam prejuízos reais ao tecido e sofrimentos reais. Pessoas podem até morrer destas doenças”. A baixa imunidade, a falta de fôlego e asma (um distúrbio do sistema respiratórioro), a insônia, a fadiga, os problemas estomacais, a hipertensão (ou pressão alta), as doenças cardíacas e inclusive o câncer, visto que a ansiedade-estresse agudos “podem acionar hormônios e transmissores capazes de modificar a deflagração, crescimento e disseminação de certos tipos de câncer (Idem, p. 406), são algumas destas doenças.


- Reações Cognitivas. A falta de capacidade de processamento de informação, o déficit de atenção, os problemas com a memorização, a redução da habilidade de criatividade, são condições resultantes da ansiedade.


- Reações Espirituais. Segundo Collins (idem, p. 57), a ansiedade pode motivar-nos a buscar a ajuda divina, ou afastar-nos de Deus. A pedir-lhe socorro, ou amaldiçoar-lhe.


5. COMO VENCER A ANSIEDADE


Tendo como causa os fatores naturais e espirituais (separação de Deus), a ansiedade pode ser evitada ou tratada. No primeiro caso, mediante uma atitude pessoal prudente (preventiva), e da intervenção humana de psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos, psicanalistas, terapeutas e conselheiros, ou divina (curativa). Já a ansiedade decorrente de causas espirituais, só pode ser tratada espiritualmente.


Deus não deseja que os seus filhos sofram os males da ansiedade. Ele sabe o quanto ela é danosa para a nossa vida. A cura divina para a ansiedade, depende da obediência e da fé em sua palavra:


- Observe e considere a proteção e a provisão do Pai celestial. “Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?” (Mt 6.25-30)


- Não se inquiete com tolas indagações. “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.” (Mt 6.31-32)


- Priorize o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mt 16.33)


- Não se atemorize diante das incertezas do amanhã. “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mt 6.34)


- Converse com Deus. “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fp 4.6-7)


- Lance sobre o Senhor toda ansiedade. “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pe 5.7; Sl 55.22)


Amém!


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Bíblia de Estudo Almeida. Barueri-SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

COLLINS, Gary R. Aconselhamento Cristão. São Paulo: Vida Nova, 1995.

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 2001.

PERRY, Lloyd M; SELL, Charles. Pregando sobre os problemas da vida. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991.

terça-feira, 8 de julho de 2008

VENCENDO A ANSIEDADE. Subsídio para a lição bíblica

IMAGEM: ww.psiquiatriageral.com.br

Os psicólogos e os conselheiros cristãos falam da ansiedade como “um dos problemas mais urgentes de nossos dias. [...] a emoção oficial de nossa época, a base de todas as neuroses, e o fenômeno psicológico mais difundido hoje” (COLLINS, 1984, pg. 51).


A pós-modernidade trouxe consigo algumas mazelas da modernidade, responsáveis por mudanças no comportamento e nos hábitos profissionais, pessoais e familiares dos indivíduos. Perceba que em primeiro lugar citei os hábitos profissionais, por entender que são os principais responsáveis por desencadear mudanças nas demais esferas da nossa vida.


Na atual sociedade capitalista “selvagem”, poderíamos citar como exemplos a busca alucinada pelo sucesso profissional, a alta carga de trabalho, onde a maior produtividade e a qualidade são buscadas com o menor custo possível, a alta competitividade no mercado de trabalho, a necessidade constante de qualificação, o desejo de sempre ganhar mais, a pressão constante do concorrente, do patrão, do mercado etc.


As mudanças nos hábitos profissionais, tornaram os indivíduos mais egoístas, individualistas, gananciosos e materialistas. Explorados ou explorando, vivem do trabalho e para o trabalho. A lógica da pós-modernidade dissemina a idéia de que ganhando mais, você pode viver prazerosamente (hedonismo) e ser feliz. Felicidade tornou-se uma questão de “ter” e não de “ser”. No desejo de ter-mais o homem tornou-se um ser-menos. Ter mais coisas, para ter mais felicidade, lhe tirou o tempo para si, para sua família e para Deus.


No afã de ganhar o mundo, o homem abriu mão da presença da família e de Deus. Em casa, só há tempo para o repouso ou para a conclusão de tarefas inacabadas. O diálogo, o afago, o abraço, o carinho, o beijo, o riso, a alegria compartilhada entre marido e mulher, pais e filhos se foi. E o que ficou? Ficou a solidão, ficou a “ausência de”, e a “ausência de” pode produzir a frustração, o desespero existencial, a ansiedade.


O dia do Senhor é agora o dia da praia, do cinema, do shopping. Quando “sobra” tempo, dá para ir ao culto dominical cumprir as obrigações religiosas. A presença de Deus em muitos lugares é percebida apenas na letra dos hinos, na leitura da Bíblia e no sermão da noite. A presença de Deus, cada vez menos buscada e sentida, é cada vez mais negligenciada e ignorada. O que isto pode produzir? Ansiedade.


1. DEFINIÇÕES


Observaremos abaixo, algumas definições para a “ansiedade”:


“Estado emocional doloroso, marcado por inquietude, alarme ou medo e acompanhado por certo grau de excitação autônoma do sistema nervoso.” (ALTROCCHI apud PERRY; SELL, 191, p. 68).


“Um sentimento íntimo de apreensão, mal estar, preocupação, angústia e/ou medo, acompanhado de um despertar físico intenso. Ela pode surgir como uma reação a um perigo específico identificável (muitos escritores chamam isto de “medo” em lugar de ansiedade), ou em resposta a um perigo imaginário com a expressão “angústia vaga, flutuante”. A pessoa sente que alguma coisa terrível vai acontecer, mas não sabe o que é, nem porque.” (COLLINS, idem)


“Definimos ansiedade como uma emoção caracterizada por sentimentos de antecipação de perigo, tensão e sofrimento e por tendência de esquiva e fuga.” (DAVIDOFF, 2001, p. 390).


Percebe-se nas definições citadas uma grande similaridade entre ansiedade e medo. Para diferenciá-los, Davidoff (idem), observa que:


- O objeto do medo é fácil de identificar (altura, falar em público etc.), enquanto as pessoas podem sentir-se ansiosas sem saber por quê.


- A intensidade de um medo é geralmente proporcional à magnitude do perigo. A intensidade da ansiedade é supostamente maior que o perigo objetivo (se for conhecido).


Concordando com estas diferenças, Perry e Sell (1991, p. 68) afirma que “Embora temor e ansiedade sejam semelhantes, os psicólogos geralmente fazem distinção entre os dois. O termo medo é usado quando a pessoa está na presença ou expectativa de algo real, muitas vezes físico. Sempre que existe medo sem qualquer perigo aparente ele é descrito como ansiedade.”


O termo bíblico traduzido por ansiedade é merimna, que conforme Vine; Unger e White JR. (2003, p. 523), pode significar “[...] um cuidado, sobretudo um cuidado ansioso (Mt 6.25; 13.22; Mc 4.19; Lc 8.14; 2 Co 11.28; Fp 4.6; 1 Pe 5.7)


2. TIPOS DE ANSIEDADE


Existem algumas variações quanto à classificação dos tipos de ansiedade. Consideraremos as seguintes:


- Ansiedade Geral ou Normal. Considera-se a ansiedade como um sentimento normal, quando descreve aqueles sentimentos que todos os seres humanos têm “quando existe uma ameaça real ou situação de perigo. A ansiedade é proporcional ao perigo (quanto maior o perigo maior a ansiedade). Ela pode ser reconhecida controla e reduzida.

- Ansiedade Aguda. Suas principais características são: o surgimento repentino, sua grande intensidade e pequena duração.

- Ansiedade Crônica. “A ansiedade crônica, em contraposição à aguda é persistente e duradoura, mas menos intensa. As pessoas que sofrem dessa espécie de ansiedade estão preocupadas a maior parte do tempo e têm medo especialmente de qualquer situação ameaçadora” (PERRY e SELL, idem).


Para Davidoff (Apud Fleming et al, 1984, idem), o termo estresse se refere tanto às condições que despertam ansiedade (causa) ou o medo quanto à ansiedade ou o medo despertados (causado).


Continua...