segunda-feira, 30 de junho de 2008

ELEIÇÕES 2008, A CORRIDA JÁ COMEÇOU!


A corrida para o pleito eleitoral de 2008 já dá sinal nas ruas e avenidas das cidades aqui pelas bandas do nordeste brasileiro. Outdoors trazem mensagens de felicitações em datas comemorativas do tipo "dia das mães", "aniversário da cidade" e outras. A imagem do político ou pretenso candidato aparece com o característico sorriso largo (que em boa parte dos casos é falso).

Parte destes personagens já são velhos conhecidos pelos envolvimentos em escândalos e corrupções. Alguns estão sendo julgados, outros já foram condenados. Há também aqueles cujas "malandragens" já foram esquecidas pelas massas.

Os políticos já estão batendo na porta das igrejas, marcando reuniões com a liderança, assediando os membros e congregados. O pior de tudo, é que as portas se abrirão para os tais, aliás, algumas serão escancaradas! Afinal de contas as ofertas e vantagens (e não propostas sérias) oferecidas pelos mesmos são tentadoras, quase irresistíveis para alguns.

Os que nunca exerceram um mandato, anseiam por uma fatia do "bolo", pelo menos por quatro anos, pois já dá para fazer um pé-de-meia.

Tudo vai se repetir: Lideranças ficarão divididas, irmãos se desentenderão, amizades serão abaladas e outras destruídas, e por fim, inimigos se unirão (pelo menos até às eleições).

Gente que nunca se abraçou vai se abraçar, que nunca sorriu vai sorrir, que nunca deu um aperto de mão vai dar, que nunca apareceu vai aparecer. O festival de hipocrisia e enganação vai começar!

Não sou a-político, quem me conhece sabe disso. Defendo a participação e responsabilidade política da igreja de púlpito. Continuo a declarar que a igreja precisa é de politização (educação política) e não de politicagem, de consciência política e não de massificação, manipulação e exploração.

Entendo ainda, que se algum líder deseja manifestar seu apoio político a quem quer que seja, que assim o faça, pesando sempre a decisão e assumindo as conseqüências (inclusive diante de Deus).

O que não dá, é para negociar com os votos da igreja.

Que o Senhor nos ajude!

PROMOÇÃO DE ANIVERSÁRIO DO BLOG



Agradeço a todos que participaram da promoção do mês de aniversário do blog. Os contemplados com o sorteio dos livros e os post indicados pelos mesmos foram:

- Anchieta (UMA IGREJA DOENTE)
- Ronaldo Paiva (QUEREM BANALIZAR A TEOLOGIA)
- Josélio Silva (POR QUAIS RAZÕES MALAQUIAS CAP. 4 V. 10 NÃO DEVE SER APLICADO À IGREJA)
- Sidnei Moura (TRIBUNA CONVENCIONAL 2)

Nossos agradecimentos ao apoio das livrarias CPAD e LUZ E VIDA .

Um abraço e a paz do Senhor!

sábado, 28 de junho de 2008

A PROPAGANDA É A ALMA DO PL 122

Alguém já disse que o segredo do sucesso dos ovos da galinha é o barulho que ela faz ao pô-los, diferentemente da pata, que silenciosamente põem os seus. Vivemos numa sociedade onde a propaganda é quem diz o valor que algo ou alguém tem, e não o que este algo ou alguém é em si memo. Desta forma, um bom produto ou idéia pode fracassar se uma boa estratégia de marketing não for elaborada, enquanto um péssimo produto ou idéia pode ter um grande sucesso de vendas se bem divulgado.

É exatamente esta a estratégia do movimento pró PL 122/2006. Barulho, mobilizações e passeatas públicas, pressão política, apoio da grande mídia e outros métodos, são utilizados de uma forma, que acabam por fazer a sociedade aceitar e simpatizar com o PL 122, mesmo sem conhecer a essência do mesmo. Mas uma vez, se comprova a tese de que a propaganda é a alma do negócio.

A mobilização evangélica em Brasília contra o PL 122, nos dá vislumbres de que estamos começando a entender como as coisas acontecem na sociedade pós-moderna. A tomada de consciência de que além da oração é preciso em certos casos "ação política", é extramente necessária para o abandono de um "ingenuísmo cristão" já ultrapassado. Apesar de tímida, e assim interpreto pelo número de participantes que lá estiveram (a população evangélica só de Brasília daria para congregar uma grande multidão), já é de certa forma um começo.

Entendo que é urgente a necessidade de politizar o nosso povo. É preciso ensinar política e cidadania à luz da Bíblia, em vez de usar o povo para fazer politicagem. É preciso promover uma tomada de consciência, uma postura crítica, pois muitos daqueles que foram eleitos pelos votos dos evangélicos, hoje defendem idéias como as presentes no PL 122.

AS HERESIAS E OS ERROS DOUTRINÁRIOS DA BÍBLIA DE ESTUDO BATALHA ESPIRITUAL E VITÓRIA FINANCEIRA


Infelizmente, a Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira continua sendo anunciada sem nenhuma ressalva.

Para quem não teve acesso, clik no link abaixo e conheça as heresias e os erros doutrinários disseminados pela referida Bíblia.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

SOCIALISMO SOB ATAQUE

Com o título "Que falta faz um Voltaire", Reinaldo Azevedo, colunista da Revista Veja, comparando os ensinos de Rousseau e Voltaire, teceu uma severa crítica contra as idéias socialistas de "igualdade" e "justiça social".

Como já escrevi no post "Comunhão dos Santos e Comunidade de Bens", Alguns defendem a idéia de que Atos 2.42-47 é uma proposta bíblica para o comunismo. “Porém, não há qualquer dogma, no Novo Testamento, no sentido de que a experiência deveria ser universal, compulsória e permanente”. (Champlin, 2001, p. 826). Observemos a posição de outros estudiosos das Escrituras:

“O fato de mais tarde Barnabé ser destacado por vender uma propriedade indica que esta prática não é algo que todos os crentes fazem (At 4.36,37). Os novos crentes estão dispostos a compartilhar suas possessões quando surgem necessidades (v. 45). O termo comunismo não descreve esta prática. Antes, eles estão expressando amor espontâneo, e é completamente voluntário”. (ARRINGTON, 2003, p. 640)

“O amor cristão manifestou-se num programa social de assistência material aos pobres. Essa atitude cristã de partilhar com os outros parece que se limitou aos primeiros anos da igreja de Jerusalém e não se estendeu às novas igrejas conforme o Evangelho foi sendo levado através da Judéia.” (PFEIFFER; HARRISON, 1987, p. 245)

“Um dos resultados foi a prontidão dos crentes em partilhar seus bens uns com os outros. Isto se tornou prática comum entre os crentes. O verbo está no imperfeito e podia ser traduzido assim: ‘continuavam a usar todas as coisas em comum’. Para esses cristãos a espiritualidade era inseparável da responsabilidade social (Dt 15.4s; At 6.1-6; 11.28; 20.33-55; 24.17 ss). Parece que o comunitarismo teria sido uma solução provisória neste caso, e necessário naquela circunstância”. (WILLIAMS, 1996, p. 77)

“É verdade que Jesus ordenou a um jovem governante rico que vendesse os seus bens e desse o dinheiro aos pobres (Lc 18.18-30), mas a razão para a ordem era testar a fé, e não forçar um nivelamento social e econômico. [...] Jesus disse: ‘Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre’ (Mt 26.11). (PFEIFFER; VOS; REA, 2006, p. 440)

“Que conclusões podem ser tiradas, então, com respeito à abordagem bíblica ao comunismo? Em primeiro lugar, A Bíblia certamente não apóia o Comunismo Marxista com sua filosofia anti-Deus e seu conceito de guerra de classes. Várias passagens (por exemplo Ef 6.5-9; Cl 3.22; 4.1) admoestam os trabalhadores a ter boas relações com os seus patrões e vice-e-versa. Segundo, a posse pública da propriedade entre os crentes parece ter sido restrita a Jerusalém. (idem)

Para concluir, entendo que tanto o Capitalismo Selvagem, quanto o Comunismo Utópico, são sistemas sócio-político-econômicos desprovidos dos princípios bíblicos de amor, comunhão, voluntariedade e generosidade.

Embora citando indiretamente a Bíblia, falando ironicamente aos socialistas dos dias atuais como "um tempo edênico em que o mundo não havia sido ainda corrompido" e se dizendo católico, no artigo de Azevedo faltou um pouco (ou muito) de Deus.

Não sou favorável a igualde econômica. Prefiro a igualdade de oportunidades, que embora também utópica nesta sociedade corrompida pelo pecado, é a mais próxima dos ideais de justiça social.

INTERNET - Mais de 40 milhões de pessoas acessam a internet no Brasil

Diante dos novos números e do crescente acesso à internet, precisamos disponibilizar conteúdos e informações relevantes, para que nossos irmãos internautas não percam seu tempo com sites, blogs e outras opções que não agregam valor, nem priduzem edificação.

Divulgue os sites e os blogs de conteúdo relevante.

Aproveite e conheça a União de Blogueiros Evangélicos.

Leia mais na Folha Online

APAIXONADOS POR UMA PROJEÇÃO

Este vídeo retrata de forma profundamente interessante e em linguagem psicanalítica, a ilusão do casamento perfeito, o que não descarta a possibilidade da felicidade.

Como cristãos, precisamos entender que alguns fatores são essenciais para a felicidade no casamento, que devem ser observados antes da concretização do mesmo. Dentre eles podemos citar:

- Orar (1 Ts 5.17)
- Ter a Palavra de Deus como fundamento para as nossas escolhas(Sl 119.105)
- Ter cuidado com a interferência de terceiros (santos casamenteiros)
- Perceber as afinidades mútuas (gostos pessoais, projetos para o futuro etc.)
- Perceber as diferenças entre si

É claro que só com o casamento é que descobrimos no outro e em nós, muitas coisas que ficaram ocultas no período do namoro e do noivado.

Daí para frente, se inicia a grande aventura de se manter casados, onde a observância dos princípios de fazer feliz e de perceber suas próprias imperfeições, será fundamental para o sucesso da união.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

FOTOS DA MANIFESTAÇÃO EVANGÉLICA EM BRASÍLIA CONTRA O PL 122


Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom - Blog Olhar Cristão

Veja no Blog Olhar Cristão do João Cruzué algumas fotos da manifestação evangélica (espero que uma dentre muitas) contra o PL 122, realizada ontem em Brasília. Click no link abaixo:

Blog Olhar Cristão

A FALÁCIA DO ARGUMENTO DA INTOLERÂNCIA CONTRA OS HOMOSSEXUAIS


Você sabe o que significa INTOLERÂNCIA? É com esse termo que constantemente, o movimento pró-homossexualismo vem atacando a Igreja Cristã.

Moreland e Craig (Filosofia e Cosmovisão Cristã, Vida Nova, 2005, p. 509 e 510), formularam um conceito bastante elucidativo sobre o princípio da tolerância.

Segundo eles, há um sentido clássico do princípio de tolerância:

“onde uma pessoa declara que seu conceito moral é verdadeiro e o de seus oponentes falso. Ainda assim, essa pessoa respeita os oponentes como pessoas e seus direitos de defender seus pontos de vista. Desse modo, a pessoa tem a tarefa de tolerar um conceito moral diferente, não no sentido de achar que seja moralmente correto, mas ao contrário, no sentido de continuar a valorizar e respeitar seu oponente, tratá-lo com dignidade, reconhecer seu direito de argumentar e de propagar suas idéias.”

É exatamente este o posicionamento da Igreja Cristã. Respeitamos e valorizamos a pessoa do homossexual. Não estamos questionando os seus direitos de argumentar e propagar suas idéias. Simplesmente não aceitamos suas idéias, pois as mesmas não podem ser concebidas como verdade e princípio moral à luz da Bíblia Sagrada. Nenhum cristão, desde que isento do entorpecimento intelectual e moral do “relativismos” da pós-modernidade, aceitará o homossexualismo como algo natural e aprovado por Deus.

Em se tratando do sentido moderno de tolerância, Moreland e Craig nos trazem a seguinte conceituação:

“Uma pessoa não deve nem mesmo julgar os pontos de vista de outra pessoa errados.”

O movimento pró-homossexualismo se enquadra exatamente aqui. É fundamentado no sentido moderno de tolerância, sentido este nascido da mentalidade relativista pós-moderna, que acusa a igreja de intolerante. Ao adotar este posicionamento, acaba assumindo uma postura profundamente arbitrária. Deseja impor a todo custo uma “ditadura de idéias”, não admitindo nenhuma contestação ou divergência.

Não só a Bíblia Sagrada é dessa forma desrespeitada, como também, a própria Constituição da República Federativa do Brasil em seu Art. 5º. Parágrafo IV que determina:

“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;”

O Movimento pró-homossexualismo não deseja apenas que mudemos de idéia, deseja acima de tudo calar a nossa boca, para isto, tenta se instrumentalizar do sistema legal para atingir os seus objetivos. Como? Pressionando o poder legislativo para alterar as leis em vigor.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

PL 122/06: governo tenta minimizar ligações feitas ao « Alô Senado »

BRASIL (*) - Uma avalanche de ligações para o serviço de atendimento "Alô Senado" rejeitando o PLC 122/06, durante um ano, levou a direção do Senado a fazer um levantamento nacional pelo seu instituto de pesquisa, o DataSenado, para ter um termômetro próprio sobre o assunto e tentar minimizar a mobilização daqueles que tentam se fazer ouvir pelos senadores da República de forma democrática.

Nos últimos 12 meses, o Alô Senado recebeu 140 mil ligações de pessoas se manifestando sobre esse assunto, número recorde nos últimos cinco anos. Do total de ligações e mensagens eletrônicas enviadas, 73% se manifestaram contrários ao projeto de lei e só 13% defenderam. Essa movimentação dos grupos de pressão aconteceu depois que o projeto, que já foi aprovado na Câmara, chegou ao Senado.

Mas o levantamento feito pelo DataSenado entre 1122 pessoas, nos dias 6 e 16 de junho - exatamente depois da Parada do Orgulho Gay que pedia a criminalização da homofobia (no dia 25/05) - mostra o contrário: 70% dos entrevistados concordaram com a aprovação da lei que pune atos de discriminação ou preconceito contra os homossexuais

Ocorre que a pesquisa do DataSenado não se preocupou em questionar os artigos que estão trazendo polêmica entre os grupos religiosos. Apenas duas perguntas foram feitas: “Você tomou conhecimento do projeto? Você concorda ou discorda que a discriminação seja crime?”

Apenas 26% desses entrevistados mostraram discordância. Nessa mesma pesquisa, 69% disseram que tinham conhecimento do projeto e 30% desconheciam a proposta. A margem de erro é de 3%.

Importante lembrar que tomar conhecimento é o mesmo que ouvir falar. Até porque o levantamento não se preocupou em saber se de fato os entrevistados conheciam o teor do projeto.

Mídia divulga pesquisa alternativa

Segundo reportagem do jornal “O Globo”, “havia um temor dos próprios senadores de que o resultado da votação do projeto pudesse ser influenciado por uma pressão de caráter religioso. Por isso, a decisão de fazer um levantamento com amostragem nacional. O DataSenado já existe desde 2005 e faz pesquisas para orientar os parlamentares sobre a opinião da população sobre temas determinados.”

“Estava havendo uma irracionalidade no debate. Havia uma forte pressão religiosa sobre o tema. Por isso, é importante esse tipo de pesquisa para ajudar a revelar como pensa a sociedade brasileira sobre o assunto”, defendeu a líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC), que luta pela aprovação do PLC 122/06.

Coincidentemente, o levantamento do DataSenado foi divulgado na semana da manifestação programada pelos que contestam o PLC 122/06 em frente ao Congresso Nacional.

O “Alô Senado” foi criado para ouvir a população brasileira sobre os projetos de lei que estão sendo discutidos entre os senadores. Quem telefona para lá já tem um conhecimento mínimo sobre o assunto e se manifesta justamente porque sabe das conseqüências que uma lei terá sobre o seu dia-a-dia.

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.

(Fonte:
www.portasabertas.org.br)

terça-feira, 24 de junho de 2008

GANHANDO O MUNDO E PERDENDO A FAMÍLIA

O título deste post é inspirado no texto de Mateus 16.26, que na íntegra diz: "Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca de sua alma?".

Na realidade, adaptando para as questões que abordarei, o texto ficaria assim: Pois que aproveitará o líder evangélico (e de outros segmentos) ganhar o mundo inteiro e perder a sua família?

Você conhece alguém que foi bem sucedido na vida profissional ou ministerial, mas que acabou fracassando com a família? Grandes empresários e péssimos pais e maridos, ótimos líderes institucionais e terríveis líderes em casa, sucesso na mídia e fracasso no lar, excelentes pastores e pregadores e faltosos apascentadores de seu rebanho imediato, é este o triste quadro que se contempla, resultado direto do ativismo ministerial já tratado no post "A Coisificação do Ministério Pastoral".

Estava numa Escola Bíblica para obreiros e escutei o testemunho orgulhoso de certo companheiro que dizia: "Meus irmãos, há quase um mês não almoço com a minha família, estou demasiadamente ocupado com a construção do templo sede". Uma grande demonstração de empenho na obra ou de falta de entendimento e sabedoria? Certamente muitos não tinham maldade em suas ações. Não previam as duras conseqüências a longo prazo. Pensavam estar fazendo um bem, quando de fato semeavam trágicas rupturas e seqüelas para a vida emocional e espiritual de esposa e filhos.

No culto de aniversário de outro companheiro , escutei uma de suas filhas declarar o seguinte: "Papai foi sempre ocupado com as coisas da igreja. Acordava e papai não estava, ia dormir e ele não tinha chegado ainda. Ele não teve tempo para nós (família)".

Milhares de filhos de pastores e líderes cresceram sem a presença do pai. Esposas viveram literalmente abandonadas pelo marido.

Os textos bíblicos abaixo, parece que não faziam muito sentido:

"O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido." (1 Co 7.32-34a)

"Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia, porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?" (1 Tm 3.4-5)

O que existe de esposas e filhos revoltados com a igreja, pois acham que ela é a culpada da ausência do esposo e do pai, pode ser claramente percebido no semblante, no falar e na vida amargurada destas vítimas.

Um dado gravíssimo, é que o lar destes pais e maridos ausentes, quando de suas presenças, serviam apenas como lugar para o "descarrego" de todas as tensões, pressões e estresses ministeriais.

Muitos deixaram a igreja. Algumas esposas não vão mais aos cultos, são "crentes" em casa. Filhos se envolveram com drogas e com outras aventuras. Atos consciente sou inconscientes de protesto contra a ausência do pai.

Recuperar estes danos é tarefa demasiadamente difícil, embora não seja impossível. O melhor caminho é chamar a esposa, reunir os filhos e pedir perdão. Dizer o quanto estava equivocado, se humilhar e reconhecer o erro.

Para os que estão começando no ministério, fica o alerta. Alguém já declarou que os erros do passado (e do presente), podem ter utilidade pedagógica para que outros não os reproduzam.

Afinal, pois que aproveitará o líder evangélico (e de outros segmentos) ganhar o mundo inteiro e perder a sua família?

Pense nisto!

CHARGE DO DIA

sexta-feira, 20 de junho de 2008

COMUNHÃO DOS SANTOS E COMUNIDADE DOS BENS - Subsídio para lição bíblica


O tema da lição bíblica desta semana nos fala sobre a comunhão dos santos e a comunidade dos bens. Temos aqui uma boa oportunidade para esclarecermos algumas interpretações equivocadas sobre o assunto, banindo de vez a idéia de que a Bíblia apóia o comunismo.

1. O QUE É A COMUNHÃO DOS SANTOS

O termo grego para “comunhão” é koinõnia, que significa “tendo em comum, sociedade, companheirismo”. Dentre outras coisas, denota a parte que alguém tem em algo. “É, assim, usado acerca: das experiências e interesses comuns dos cristãos (At 2.42; Gl 2.9)” (VINE, 2003 p. 485).

Arrington (2003, p. 639) afirma que “A palavra ‘comunhão’ (koinonia) expressa a unidade da igreja primitiva. Nenhuma palavra em nosso idioma traduz seu significado completamente. Comunhão envolve mais que um espírito comunal que os crentes compartilham uns com os outros. É uma participação comum em nível mais profundo na comunhão espiritual que está ‘em Cristo’.” Desta forma, comunhão dos santos é mais do que a simples partilha de bens materiais, é o desfrutar comum das bênçãos espirituais e da participação no corpo de Cristo pelo Espírito.

O termo “santos”, do grego hágios, é geralmente utilizado no plural para identificar todos os que professam a fé em Cristo (Rm 1.7; 1 Co 1.2; Ef 1.1 ss).

A expressão “comunhão dos santos”, do latim communio sanctorum, não aparece na Bíblia, embora idéia esteja presente. O termo foi utilizado pela primeira vez por Nicéias (ou Nicetas) de Remesiana, por volta de 400 d.C.

Conforme o Dicionário Bíblico de Wycliffe (2006, p. 439), os ensinos sobre esta verdade se apresentam da seguinte forma:

- O surgimento da comunhão dos santos: A comunhão dos santos surge com o novo nascimento (Jo 3.1-12), sendo desta forma, limitada àqueles que estão em Cristo Jesus (2 Co 5.7). Por ter um Pai espiritual comum, possuem uma irmandade espiritual comum (Hb 2.11-13)

- A essência da comunhão dos santos: A comunhão representa a unidade espiritual que liga os crentes a Jesus e uns com os outros (Jo 15.1-10; 17.21-23; Ef 4.3-16). Embora transcenda os laços naturais (Gl 3.28; Cl 3.11), não elimina as diferenças comuns às pessoas (1 Co 7.20-24; Ef 6.5-9).

- Os resultados da comunhão dos santos: O compartilhamento mútuo das bênçãos materiais (Rm 12.13; 15.26, 27; 2 Co 8.4; 9.9-14; Fl 4.14-16) é um das manifestações visíveis desta comunhão. Em um nível mais elevado, como já colocamos, a participação nos dons espirituais (MT 25.15; 1 Co 12.1-31) dentro da comunidade cristã, é outra forma de manifestação da comunhão dos santos.

2. A COMUNIDADE DOS BENS

Existem evidências históricas de que a “comunidade dos bens”, entendida como a participação comum de um grupo em todos os bens dos membros deste grupo, foi idealizada por Pitágoras (Kenner, 2004, p. 345) como um modelo utópico e ideal de convivência. Williams (1996, p. 78) e Champlin (2001, p. 824) fazem referência citação de Filo louvando os essênios por esta prática. Josefo (2005, p. 827) relata sobre os essênios: “Possuem todos os bens em comum, sem que os ricos tenham maior parte que os pobres”. E ainda, “Assim, eles se servem uns dos outros e escolhem homens de bem da ordem dos sacerdotes, que recebem tudo o que eles recolhem de seu trabalho e têm o cuidado de fornecer alimento a todos” (idem).

O Novo Testamento registra em várias passagens esta prática (Jo 12.6; Lc 8.3; At 4.36, 57 e 5.1), estando o principal episódio registrado em Atos 2.42-47. Para Champlin (idem) “A a partilha informal, naturalmente alicerçada sobre o amor de um crente por outro, é o padrão das virtudes cristãs, mas isso não precisa transformar-se em uma partilha formal e obrigatória de bens”.

3. IGREJA E COMUNISMO

Alguns defendem a idéia de que Atos 2.42-47 é uma proposta bíblica para o comunismo. “Porém, não há qualquer dogma, no Novo Testamento, no sentido de que a experiência deveria ser universal, compulsória e permanente”. (ibdem, p. 826). Observemos a posição de outros estudiosos das Escrituras:

“O fato de mais tarde Barnabé ser destacado por vender uma propriedade indica que esta prática não é algo que todos os crentes fazem (At 4.36,37). Os novos crentes estão dispostos a compartilhar suas possessões quando surgem necessidades (v. 45). O termo comunismo não descreve esta prática. Antes, eles estão expressando amor espontâneo, e é completamente voluntário”. (ARRINGTON, 2003, p. 640)

“O amor cristão manifestou-se num programa social de assistência material aos pobres. Essa atitude cristã de partilhar com os outros parece que se limitou aos primeiros anos da igreja de Jerusalém e não se estendeu às novas igrejas conforme o Evangelho foi sendo levado através da Judéia.” (PFEIFFER; HARRISON, 1987, p. 245)

“Um dos resultados foi a prontidão dos crentes em partilhar seus bens uns com os outros. Isto se tornou prática comum entre os crentes. O verbo está no imperfeito e podia ser traduzido assim: ‘continuavam a usar todas as coisas em comum’. Para esses cristãos a espiritualidade era inseparável da responsabilidade social (Dt 15.4s; At 6.1-6; 11.28; 20.33-55; 24.17 ss). Parece que o comunitarismo teria sido uma solução provisória neste caso, e necessário naquela circunstância”. (WILLIAMS, 1996, p. 77)

“É verdade que Jesus ordenou a um jovem governante rico que vendesse os seus bens e desse o dinheiro aos pobres (Lc 18.18-30), mas a razão para a ordem era testar a fé, e não forçar um nivelamento social e econômico. [...] Jesus disse: ‘Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre’ (Mt 26.11). (PFEIFFER; VOS; REA, 2006, p. 440)

“Que conclusões podem ser tiradas, então, com respeito à abordagem bíblica ao comunismo? Em primeiro lugar, A Bíblia certamente não apóia o Comunismo Marxista com sua filosofia anti-Deus e seu conceito de guerra de classes. Várias passagens (por exemplo Ef 6.5-9; Cl 3.22; 4.1) admoestam os trabalhadores a ter boas relações com os seus patrões e vice-e-versa. Segundo, a posse pública da propriedade entre os crentes parece ter sido restrita a Jerusalém. (idem)

Para concluir, entendo que tanto o Capitalismo Selvagem, quanto o Comunismo Utópico, são sistemas sócio-político-econômicos desprovidos dos princípios bíblicos de amor, comunhão, voluntariedade e generosidade.

Como bem colocam Pfeiffer, Vos e Rea (idem, p. 441) “Se os crentes hoje desejarem viver em um acordo onde os cristãos tenham a posse pública dos bens, eles devem se sentir livres para assim proceder; mas a Escritura não os obriga a viver desta maneira, e eles não devem julgar os outros crentes que preferem usufruir a posse privada da propriedade. Todos devem lembrar de que são meramente mordomos de tudo o que Deus lhes tem dado, e que são exortados a exercitar a mordomia fiel das posses que lhe foram confiadas.”

BIBLIOGRAFIA

ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1

JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

PFEIFFER; Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: os evangelhos e atos. São Paulo: IBR, 1997. v. 4

______; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos: Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2004.

VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

CONSELHO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DA CGADB

Se você faz parte de uma escola teológica reconhecida pelo CEC - Conselho de Educação e Cultura da CGADB, nos envie fotos da instituição, diretores, professores e alunos, para que sejam publicadas no site do CEC, no link fotos.

As fotografias deverão ser enviadas com a devida autorização dos diretores das escolas, no formato JPG, com a indicação do nome da instituição, turma fotografada etc., para o e-mail abaixo:

altair.germano@gmail.com

Um abraço e a paz do Senhor!

Pr. Altair Germano - Secretário do CEC

PROJETO MINHA ESPERANÇA - BRASIL


No próximo sábado, dia 21 de junho, às 10h00, na Rede TV, o pastor Geremias do Couto (coordenador nacional) falará sobre o projeto Minha Esperança, que promete impactar o Brasil mediante uma estratégia ousada e inovadora na pregação do Evangelho de Jesus.

Ore, divulgue e assista o programa com a sua família!

CHARGE DO DIA

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A "COISIFICAÇÃO" DO MINISTÉRIO PASTORAL

Um fenômeno tem preocupado aqueles que de maneira crítica, lançam seus olhares sobre a prática pastoral na igreja evangélica brasileira. Falo da "coisificação" do ministério pastoral.

Pastor virou "gestor". O pastor não dedica mais o seu tempo para cuidar de pessoas. As coisas e os negócios da igreja se tornaram prioridades.

O tempo que deveria investir em oração e na leitura devocional da palavra (relação pessoal de comunicação com Deus), e na visitação (relação pessoal de comunicação com os santos), é empreendido agora na administração dos negócios, no acompanhamento das contas, nas visitas às construções e em outras vária atividades impessoais.

Falo principalmente dos pastores de tempo integral (e neste caso me incluo). O tempo do pastor de "tempo integral", não é mais tempo integral para ser pastor. O pastor é superintendente de órgãos e departamentos, professor do seminário, presidente ou membro de conselhos, comissões e convenções. No caso de pastores que dividem o tempo entre trabalho secular, família e igreja, o tempo dedicado para esta última, deveria ser totalmente aproveitado para a atividade exclusivamente pastoral.

O pastor pode exercer as funções acima descritas, o que não dá é torná-las prioridade ministerial. Nos casos mais extremos, os pastores que produzem mais em outras atividades, sem ser as atividades pastorais junto a congregação, deveriam se (ou serem, no caso de pastores auxiliares) afastar destas, para dedicarem-se inteiramente aquelas.

Amado companheiro e pastor de tempo integral, no que estás envolvido neste exato momento? Estás dedicando tempo para si mesmo e para a sua família? Estás atendendo no gabinete pastoral? Fos-te fazer algumas visitas aos enfermos? Estás na busca de alguma ovelha perdida? Fos-te realizar uma cerimônia fúnebre? Estás orando, lendo ou estudando a Bíblia para se alimentar e prover alimento para o rebanho? Estás envolvido em atividades evangelísticas?

Ultimamente, a relação pessoal (se assim pode ser chamada) entre muitos pastores e as igrejas que pastoreiam (ou administram), limita-se aos contatos na escola dominical, no culto dominical e nos cultos de ensino bíblico (ou de doutrinação).

Entendo que parte deste grande problema é uma questão econômica. Para que pagar (ou contar com a ajuda voluntária) de diáconos ou outros membros para tratar dos negócios administrativos (das coisas), quando se pode explorar os pastores, e dessa maneira, economizar alguns reais dos cofres da igreja?

Penso ser também uma questão de reprodução de um modelo centralizador e clerical, onde o pastor é o detentor de todos os saberes e habilidades, o único apto, capaz e vocacionado para o exercício com excelência de todos os dons espirituais e ministeriais. Pobre e medíocre visão.

Precisamos de um ministério pastoral mais humanizado e menos coisificado. Para isto é necessário descentralizar as tarefas e rever as prioridades do ministério pastoral no atual contexto da igreja evangélica brasileira.

domingo, 15 de junho de 2008

SOLENIDADE NA CÂMARA DE VEREADORES DO RECIFE


A Sociedade Bíblica do Brasil, juntamente com o Presidente do Comitê de Apoio ao Ano da Bíblia, sentir-se-á honrado com sua presença na Sessão Especial para lançamento oficial em Pernambuco do Projeto Bíblia Manuscrita e Aniversário da Sociedade Bíblica do Brasil, onde será instalado o primeiro Scriptorium para a escrita dos primeiros versículos, dia 17 de junho às 10:00 horas na Câmara de Vereadores da cidade do Recife, Plenária Casa José Mariano.

Contamos com a presença de todos.

Saudações em Cristo,

Pr. Marcos Gladstone - Secretário Regional
Pr. Altair Germano - Presidente do Diretório Estadual

EDUCAÇÃO CRISTÃ

O Blog Escola Dominical Participativa, do pastor e educador Marcos Tuler, oferece para os superintendentes, dirigentes e professores de ED, várias dicas e experiências pedagógicas de grande valor para aqueles que primam pela excelência na Educação Cristã.

O endereço do blog é prmarcostuler.blogspot.com

Confira!

CHARGE DO DIA

sexta-feira, 13 de junho de 2008

ORAÇÃO E JEJUM PELA PÁTRIA - Subsídio para lição bíblica (03)


Continuação.

Com este post, encerramos os subsídios da lição bíblica da semana.

É sobre o segundo ponto da lição Bíblica, em seu terceiro sub-ponto, que comentaremos.

A MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA

A missão profética da igreja fundamenta-se:

a) Na autoridade profética delegada por Jesus para ensinar a Palavra (Mt 4.23a; Mt 28.16-20)

O ensino é também uma atividade profética. Através da arte de educar a mentira e o engano é confrontado, e a verdade é revelada. Em seu ministério terreno, conforme as narrativas dos evangelhos, Jesus foi chamado de mestre cerca de sessenta vezes. No exercício de suas atividades docentes, o professor da ED é também um profeta de Deus.

b) Na autoridade profética delegada por Jesus para proclamar o Evangelho (Mt 4.23b; Mc 16.15)

A proclamação do evangelho (anúncio em voz alta e clara) é um ato profético que em muitos lugares limitam-se apenas a pregação no templo. As praças, as ruas e outros espaços, estão sendo cada vez menos utilizados para a atividade kerigmática da igreja. Estão transformando o "ide às nações" num "vinde às congregações".

c) Na autoridade profética delegada por Jesus para denunciar os pecados espirituais (Mt 5.33-37; Mt 6.1-2; Mt 15.1-9; Mt 23.1-39; At 2.22-23; 4.10-11; 16.16-18; 19.19, 23-27; Rm 1.18-25)

Leis estão sendo discutidas, votadas e aprovadas para coibir a atividade profética da igreja. Denunciar a prática da idolatria, da feitiçaria, do ocultismo, das heresias e de outros pecados espirituais, está virando caso de polícia. "Intolerância religiosa" é a palavra utilizada (de forma equivocada) para tentar calar a voz profética da Igreja de Jesus. Muitos já se calaram!

d) Na autoridade profética delegada por Jesus para denunciar os pecados morais (Mt 5.21-22; 27-28; 30-31; Rm 1.26-32; 1 Co 5.1-5; 6.10)

Denunciar o pecado do roubo, da mentira, do adultério, da prostituição, do homossexualismo, do aborto, da pesquisa com células-tronco embrionárias etc, é missão da Igreja. Nenhuma lei está acima da Palavra de Deus. As leis devem ser respeitadas enquanto não ferem os princípios imutáveis e inegociáveis da Bíblia sagrada (At 4.19). O PL 122/2006 é uma das muitas tentativas de legitimar moralmente e legalmente o que a Bíblia condena claramente.

e) Na autoridade profética delegada por Jesus para denunciar os pecados sociais (Gl 5.20b-21; 1 Ef 6.5-7; Tm 6.17-19)

A corrupção generalizada no cenário políticos nacional, a injustiça social, a exploração dos pobres pelas classes dominantes, a falta de educação, saúde, moradia e seguranças para as camadas economicamente menos favorecidas, o suborno no executivo, a parcialidade no legislativo e outras questões de cunho social, devem ser também rejeitados e denunciados profeticamente.

Será que, como Igreja, estamos cumprindo o nosso papel profético? Se não, por quais razões? Seria o desconhecimento deste papel, o medo da retaliação e perseguição, ou a perda da autoridade profética?

Estamos certos de que ensino bíblico tornará a igreja ciente de sua responsabilidade profética, a busca através da oração outorgará a ousadia necessária para enfrentar a perseguição (At 4.29-31) e uma vida de integridade espiritual e moral (condição indispensável para confrontar o pecado em todos os seus níveis) manterá firme a autoridade profética da Igreja.

MOTIVOS DE INTERCESSÃO PELA PÁTRIA

Como já observado, não são poucas as razões e os motivos para intercedermos por nossa pátria e por nossos governantes (1 Tm 2.1-3).

A desvalorização da vida, a crescente injustiça social (embora "paliativizada" pelo governo), a relativização dos valores morais cristãos, a imposição de mordaças que ferem os princípios da liberdade religiosa e de expressão, são alguns dos claros motivos de nossa atitude intercessória.

Eis aqui, duas posturas que sempre devem estar associadas na práxis cristã: Proclamação e intercessão.

Que o Senhor nos ajude.

- ORAÇÃO E JEJUM PELA PÁTRIA - Subsídio para lição bíblica (01)
- ORAÇÃO E JEJUM PELA PÁTRIA - Subsídio para lição bíblica (02)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PROFECIA, PROFETADA OU ESTRATÉGIA DE MARKETING PESSOAL! (02)

"Ainda não dá para falar muito, mas Deus está cumprindo o que prometeu" (Carlinhos Bala, no intervalo do jogo entre Sport Recife e Corinthians)

"Aquilo não era palavra minha, era palavra de Deus" (Carlinhos Bala, no final do jogo)

Como escrevi no primeiro post, independente do resultado do jogo, só Deus (e o próprio Carlinhos) conhece as verdadeiras intenções do jogador.

O Sport Recife foi o campeão do título da Copa do Brasil.

Por maior que seja a conquista na vida de um homem, nada supera a necessidade e o privilégio de alcançar a sua salvação, por meio de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.16)

PROFECIA, PROFETADA OU ESTRATÉGIA DE MARKETING PESSOAL!

"Deus falou comigo que este título era nosso"! (Carlinhos Bala)

Os mais conservadores que me perdoem, mas depois de muito relutar, resolvi publicar este post. A frase acima é do jogador Carlinhos Bala (dita mais de uma vez pelo atleta em entrevistas), do Sport Recife, comentando sobre a partida contra o Corinthians, que vai decidir o campeonato brasileiro de futebol.

Não tenho conhecimento se o Carlinhos Bala é evangélico, católico, espírita etc. O fato é que acho muito sério, e talvez desnecessário, colocar o nome de Deus nestas questões.

Espiritualidade ou estratégia de marketing?

Independente do resultado do jogo, só Deus (e o próprio Carlinhos) conhece as verdadeiras intenções do jogador.

CHARGE DO DIA

terça-feira, 10 de junho de 2008

ORAÇÃO E JEJUM PELA PÁTRIA - Subsídio para lição bíblica (02)


Nesta segunda parte dos subsídios para a lição bíblica da ED, estarei tratando do segundo ponto, que tem como título "A Postura do Crente como Cidadão dos Céus".

1. Ativismo Político e Conformismo Escatológico

Conversava dias atrás em São Paulo com o amado companheiro e ex-Deputado Federal Agnaldo Muniz (RO), falando-lhe de duas situações extremas, vivenciadas em nossas igrejas e relacionadas com a questão política.

Em primeiro lugar temos aqueles que pregam uma certa "teocratização da política brasileira", ou seja, querem políticos evangélicos no poder, pensando que com isto que o Brasil pode se converter ao Evangelho por meio de decreto-lei. Isto é utópico e absurdo.

Em segundo lugar, na contra-mão da "teocratização política", temos a "alienação política". Quando falo de alienação (do latim alienus, outro), estou me referindo ao fato de que muitos cristãos não se percebem como seres políticos. Desta forma, de atores sociais que poderiam ser, tornam-se meros espectadores do cenário político nacional. Não conhecem as questões políticas, não se interessam por elas e acham que tudo que diz respeito à política é do Diabo.

A NATUREZA DA POLÍTICA

A palavra grega da qual política é derivada, é polis, que significa “cidade”. Política no sentido clássico envolve a arte de fazer uma cidade funcionar bem (sistemas de segurança, habitação, saúde, educação, empregos, etc.). Também ajuda a administrar nossas organizações e governos. Quando nosso sistema político é saudável, mantemos a ordem e obtemos a capacidade de fazer coisas como comunidade, que não poderíamos fazer bem individualmente. Votamos leis, fazemos o poder executivo aplicá-las, arrecadamos impostos para estradas, esgotos, apoio à pesquisas, etc. Em nossas organizações particulares, um sistema político sadio nos ajuda a adotar orçamentos, avaliar pessoal, estabelecer e cumprir políticas e regras e escolher líderes. No melhor dos casos, a política melhora a vida de um grupo ou comunidade.

Em muitos livros didáticos, o termo política refere-se aos processos usados nas decisões oficiais para uma sociedade inteira, contudo, o termo pode ser usado para cobrir todos os processos que permitem tomar decisões para qualquer grupo ou instituição. Neste sentido podemos falar de política ambiental, política agrária, política eclesiástica, política educacional etc.

A essência da política é a luta por poder e influência. Todos os grupos e instituições sociais precisam de métodos para tomar decisões para seus membros. A política nos ajuda a fazer isso.

Todos nós somos políticos. Nascemos na polis (cidade), somos educados através das escolas da polis, casamos na polis, trabalhamos na polis, temos direitos e deveres na polis, elegemos os governantes e legisladores da polis, podemos nos tornar candidatos nos pleitos eleitorais da polis etc. Conscientes ou não, somos seres políticos.

A IGREJA E A POLÍTICA

Qual o nível de envolvimento entre a igreja e a política? Tal questão tem dividido opiniões. Na prática, o que vemos são alguns se posicionando contra qualquer tipo de envolvimento, outros se envolvendo muito, e por fim há aqueles de atitude moderada, que tentam de forma sensata estabelecer limites e ética nesta relação. Esta última posição nos parece ser a mais sensata.

Como organismo espiritual que tem como cabeça Cristo, como regra de fé e conduta a Bíblia, como ministros homens por Deus vocacionados para cuidar do rebanho e pregar o evangelho, a igreja não pode se envolver com o Estado, nem tão pouco o Estado se envolver com os negócios da Igreja. A história nos prova que a troca de papéis sempre resultou em sérios problemas.

Existe, porém, a questão da igreja como instituição legalmente constituída, com deveres a cumprir perante o estado e direitos a usufruir do mesmo. É aí que deve haver um bom entendimento. Vejamos algumas questões à serem esclarecidas;

· A troca de favores políticos: É comum políticos oferecerem ou serem procurados por líderes religiosos, com o propósito de trocar favores. A coisa funciona da seguinte maneira: Você me consegue o voto e eu lhe fornecerei tijolos, areia, bancos, terrenos, e até dinheiro se for possível. É necessário analisar com cuidado esta situação. Precisamos estar bem cientes de que o poder público pode de modo legal e legítimo oferecer ajuda à igreja local, desde que via fundação ou outra instituição de natureza filantrópica, sem que isso implique em uma ação ilícita, uma vez que existe expedientes em que o governante direciona verbas através de parlamentares, para obras sociais ou de outra ordem. A liderança local deve conhecer a origem dos recursos, para não se tornar conivente com atitudes desonestas e criminosas.

· A indicação de candidatos: A Bíblia não prescreve acerca deste assunto. Fica por parte da liderança da igreja local, a responsabilidade de promover uma tomada de consciência política em seus membros, orientar sobre a importância do voto e do exercício da cidadania (politização), como também o de indicar ou não candidatos por ela apoiados. Alguns acham anti-ético a indicação de candidatos por parte da liderança da igreja, enquanto outros acham necessário visto o excessivo número de candidatos aproveitadores e oportunistas que surgem ano após ano, buscando na igreja. Diante de tais posicionamentos, deve-se buscar aquele que trouxer o melhor bem estar espiritual, moral e social para a igreja

· Políticos no púlpito: Esta é outra questão que deve ser bem entendida. O problema gira mais em torno dos políticos que não tem cargos na igreja, visto que presbíteros, evangelistas e pastores que exercem funções políticas têm livre acesso devido a sua função eclesiástica. Há líderes que enchem o púlpito de políticos, enquanto outros lhes negam o acesso até para um pedido de oração, agradecimentos, ou uma palavra de felicitação em razão de alguma homenagem ou festividade realizada na igreja. Diante de todas estas situações, é importante discernir sempre que possível, quando o acesso ao púlpito para um pronunciamento é resultado de um desejo expontâneo ou da intenção de mera “politicagem”.

· Manifestação pública de preferência pessoal: Um líder deve analisar, devido sua posição, todas as implicações de tornar público sua preferência pessoal por algum candidato, e de até tornar-se cabo eleitoral do mesmo. Qualquer exposição que venha causar um mal estar na igreja, comprometimento de sua reputação, etc. deverá ser evitada.

A declaração de que, como crentes não devemos nos ocupar com questões políticas, tendo em vista que Jesus está voltando (conformismo escatológico), é no mínimo ingênua, podendo beirar os limites da irresponsabilidade.

Temos cidadania celeste e terrena (Mt 5.13-14; At 16.37-38; 22.25-28; Fil 3.20). Essa dupla cidadania precisa ser vivenciada de maneira sábia, equilibrada e responsável.

Continua...

CHARGE DO DIA

segunda-feira, 9 de junho de 2008

PL 122/2006, NÃO!

NÃO!

É o que todos evangélicos devem dizer aos senadores da República, em relação a aprovação do PL 122/2006, enviando um e-mail para os mesmos.

Click no endereço abaixo, procure o link do seu estado e manifeste aos senadores o vosso repúdio ao referido projeto, pois trata-se de uma ameaça à liberdade religiosa e de expressão, garantidas pela Constituição Nacional.

SENADO FEDERAL

domingo, 8 de junho de 2008

ARNALDO JABOR, A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS E O VERDADEIRO DEUS


"Amigos ouvintes, hoje é o primeiro dia de uma nova época. Saímos ontem da Idade Média ..."

Com esta frase, Arnaldo Jabor iniciou o seu comentário sobre as pesquisas com células-tronco embrionária, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, no dia 29/06 do corrente ano.

Seu discurso foi marcado pelo entusiasmo comum a um cético intelectual, que usa "Deus" conforme as suas conveniências. Observemos algumas de suas colocações:

"Ouve uma vitória da inteligência que nos coloca mais perto do mundo moderno".

Pergunto eu, em que a modernidade melhorou o mundo do ponto de vista ético, moral e espiritual? O que ganhamos com o advento da sociedade pós-cristã, marcada pelo relativismo generalizado, hedonismo, ceticismo, materialismo, consumismo, cientificismos etc. Qualquer pessoa verdadeiramente inteligente e sábia (1 Co 1.25-29), concordará que os homens e o mundo vão de mal a pior (Mt 24.4-12; 2 Tm 3.1-5). As famílias estão destruídas, os valores invertidos, os referenciais perdidos. Prevalece a opressão dos poderosos capitalistas, a injustiça social, a destruição do planeta, a corrupção política generalizada, dentre outras mazelas. Não é a proximidade do mundo moderno que melhora a vida em todos os seus aspectos, é a proximidade com Deus (Sl 73.28). Não desprezamos o desenvolvimento tecnológico, o avanço científico, as novas teorias em todas as áreas do conhecimento. Estas coisas não são ruins em si mesmas. O que fazemos com elas, é a grande questão.

"Os homens que pensam estar do lado de Deus e da vida, impedindo o progresso da ciência em coisa tão obviamente boa e importante, não estão do lado da vida não, eles pensam que estão do lado da vida e de Deus, mas não estão não."

Arnaldo Jabor, com a sua inteligência, passou a definir o que é obviamente bom e o que não é. Tornou-se também juíz, declarando quem está e quem não está ao lado de Deus.

Se a questão da pesquisa com células-tronco embrionárias é tão óbvia e importante, por qual razão seis ministros votaram a favor das pesquisas, enquanto cinco sugeriram mudanças na lei? O artigo da Folha Online afirma: "o método de sua obtenção é polêmico, já que a maioria das técnicas implementadas nessa área exige a destruição do embrião." (Folha Online, 04/03/2008)

Qual o referencial, sobre quais bases e fundamentos Jabor define quem está ao lado de Deus ou não? Com certeza não é a Bíblia. Seus referenciais, devem ser a limitada e sempre falha razão e inteligência meramente humana e natural. Seus pressupostos já são velhos conhecidos nos debates e círculos acadêmicos, onde o tema "ciência e religião" são tratados.

Lamento que Jabor, tão repentinamente, tenha passado de crítico para massificador.

"O verdadeiro Deus está na ciência, na luta pela felicidade e pela saúde, esse é Deus..."

Nosso ilustre comentarista vai mais além. Resolve apresentar o "seu" verdadeiro Deus, dentre tantos outros já apresentados pelos sábios segundo o mundo. Para ele, o verdadeiro Deus é um discípulo de Maquiavel, alguém que para alcançar os seus nobres fins, se utiliza de todos os meios possíveis e disponíveis, desprezando a ética e o respeito à vida.

Quando as esperanças de alguém estão circunscritas à esta vida, é comum adotar tais posicionamentos. O desespero, a desesperança e o descrédito na Bíblia, faz o homem viajar, delirar, perder-se em seus próprios pensamentos. Dessa forma ele cria rotas alternativas para lidar com os dilemas temporais e eternos.

"Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido Filipe? quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" (João 14.8-9)

Oremos por Jabor, para que ele venha a conhecer o verdadeiro Deus.

POR UMA ELEIÇÃO CONVENCIONAL ESPIRITUAL


Amados, parece-me que os posts TRIBUNA CONVENCIONAL e TRIBUNA CONVENCIONAL (2), publicados neste blog, causaram as mais diversas reações em nossos leitores. Preciso esclarecer algumas coisas.

Não defendo nestes posts, o partido "X" ou o partido "Y". Defendo a imparcialidade na resolução dos problemas e dos conflitos que envolveram as eleições convencionais. Os erros do partido "X", devem ser tão repudiados quanto os erros do partido "Y". As virtudes do partido "X" devem ser tão enaltecidas quanto as virtudes do partido "Y".

Entendo e respeito as declarações e os repúdios apaixonados ao que publiquei, mas por favor, deixemos as paixões de lado, pois elas embotam os pensamentos e comprometem a razão e o bom senso.

O que precisamos é de uma eleição isenta de qualquer elemento mundano e secular, da parte de quem quer que seja. Precisamos de uma eleição "espiritual". Falo aqui tanto do plano-estratégico da campanha e suas articulações, quanto da postura dos candidatos e de seus simpatizantes.

Os apóstolos e a igreja primitiva tiveram que tratar com situações que envolveram "eleições" (At 2.15-26; 6.1-7), mas agiram debaixo de um profundo temor a Deus e de constante oração.

O pastor Sila Malafaia fez uma proposta para uma chapa de consenso, mas não houve consenso sobre a referida chapa.

Quero também fazer algumas propostas:

- Proponho que todos os envolvidos nestes tristes episódios, a começar pelos candidatos à presidência, peçam perdão a Deus e se perdoem mutuamente de forma pública.

- Proponho um grande movimento de oração nacional, encabeçado pelos candidatos à presidência e aos demais cargos convencionais, pelas próximas eleições.

- Proponho o fim de todas as acusações e o máximo de transparência possível em todo o processo eleitoral.

- Proponho o cumprimento do estatuto e as devidas correções em qualquer falha que porventura houve, conforme denunciado pelo pastor Silas Malafaia em seu programa.

- Proponho o fim das ameaças e do apelo à "justiça dos homens" (1 Co 6.1-7)

- Proponho uma eleição que em tudo glorifique a Deus (1 Co 10.31)

- Proponho a observância por parte daqueles que pregam e ensinam a Bíblia, de seus princípios e mandamentos (1 Co 9.27)

Nada nesta vida justifica um "escândalo" promovido contra o Evangelho.

Deus está envergonhado com tudo isso.

Nos envergonhemos também e mudemos de atitude! Pela parte que me cabe, perdão a todos, perdão Senhor.

No amor de Cristo,

pastor Altair Germano

ORAÇÃO E JEJUM PELA PÁTRIA - Subsídio para lição bíblica (01)


"O Brasil está enfermo". Com esta frase, o comentarista da lição 11, o pastor Claudionor de Andrade, inicia o seu texto introdutório. Sabemos que nossa pátria está enferma, mas, quais são as origens das enfermidades espirituais, morais, políticas, econômicas e sociais de nossa nação? É claro que neste espaço não temos condições de trazer uma resposta ampla e profunda. Faremos, contudo, uma breve análise dos fatos.

1. RAÍZES DE NOSSA HISTÓRIA

Uma investigação crítica da história, nos revelará de formar clara, as origens das enfermidades espirituais, morais, políticas, econômicas e sociais que hoje assolam nossa nação. Uma leitura do passado proporciona meios para se interpretar o presente.

a) Enfermidade Espiritual - Todos nós sabemos que a origem de todos os males espirituais é o pecado. É exatamente este pecado que afasta os homens de Deus, levando-os a promover e a multiplicar as enfermidades espirituais. A origem de nossa história, do ponto de vista espiritual, é bastante conturbada. Os elementos religiosos indígenas, africanos e europeus (portugueses) fundiram-se, e disto resultou uma nação mística, supersticiosa e idólatra.

A obra missionária dos jesuítas no Brasil, iniciada em 1549, foi motivada pelas seguintes questões: primeiro, visava expandir a instituição "Igreja Católica Romana", e em segundo lugar, combater o protestantismo que porventura viesse a querer se instaurar na colônia.

"Que todos os membros da Companhia saibam e tenham em mente, não somente nos primeiros dias de sua profissão, mas durante todos os dias de sua vida, que esta Companhia e todos os que a compõem estão envolvidos em um conflito a favor de Deus, mediante a obediência ao mui sagrado Senhor, o papa, e aos seus sucessores no pontificado. E embora tenhamos aprendido no Evangelho, e conheçamos pela fé ortodoxa, e firmemente professemos que todos os fiéis em Cristo Jesus estão sujeitos ao Pontífice Romano, como Cabeça e o Vigário de Jesus Cristo, não obstante, para maior humildade de nossa Sociedade, e a perfeita mortificação de cada um, e a abnegação de nossas vontades, consideramos ser muito útil tomar sobre nós mesmos, além do vínculo comum a todos os fiéis, um voto especial. Ele visa comprometer-nos de tal maneira, que tudo o que o atual Pontífice Romano e seus sucessores possam nos ordenar acerca do progresso das almas e da difusão da fé, nós seremos obrigados a obedecer instantaneamente até onde está em nós, sem evasivas ou escusas, indo para qualquer país ao qual ele possa nos enviar, seja entre os turcos ou outros pagãos, e até mesmo para as Índias, ou entre quaisquer hereges e cismáticos, ou entre quaisquer crentes, sejam quais forem. " (OLIN, 1969, p. 204-5 apud NOLL, 2000, p. 209-10)

b) Enfermidade Moral - Desde a corte portuguesa até ao mais pobre dos súditos, a imoralidade reinava. Traições, prostituições, adultérios, mentiras, roubos, orgias etc. são situações que foram narradas em obras literárias e cinematográficas.

"Ao mergulhar no cotidiano de uma sociedade marcada pela desigualdade, pelo desreispeito às leis, pelo uso do aparelho de Estado para a obtenção de benefícios pessoais, pelo clientelismo, pelo nepotismo e pela corrupção generalizada, o leitor poderá encontrar [...], a origem de algumas mazelas que, 450 anos depois, ainda minam o desenvolvimento do Brasil" (texto da contra-capa, da obra "A coroa, a Cruz e a Espada", de Eduardo Bueno.

c) Enfermidade Política - "A corrupção dos políticos é doença crônica que remonta ao Brasil colônia" (Olavo de Carvalho). A atividade política no início de nossa história, sempre procurou beneficiar a classe dominante. Nunca houve a intenção de uma melhor distribuição do poder.

Como já citado, é nas raízes de nossa história que encontramos o embrião de nossas mazelas e de toda a corrupção política atual.

Os políticos, através de vários mecanismos (inclusive a religião), precisavam domesticar os índios, para que estes servissem aos interesses do rei. A dominação e não a democratização do poder, dos bens culturais, da educação etc., estava em foco. Somente os poderosos e suas famílias eram beneficiados.

A relação entre Estado e Igreja Católica nasce também neste contexto:

"A decisão mediante a qual os reis da Espanha e de Portugal se tornaram “patronos” da expansão missionária em suas colônias não se mostrou isenta de problemas. A propagação da fé e as políticas coloniais passaram a entrelaçar-se de tal maneira que, muitas vezes, era difícil distinguir uma das outras." (BOSCH, 2002, p. 281)

"Como no Oriente, a expansão territorial e a missão evangelizadora estiveram juntas, misturando-se Estado e Igreja. Os jesuítas eram um instrumento da Coroa para a conquista. Nóbrega se comunicava diretamente com o rei e com os governadores gerais, como se pertencesse a um conselho de governo.
" (MOREAU, 2003, p. 85)

d) Enfermidade Econômica - Os portugueses não tinham interesse algum em desenvolver economicamente o Brasil Colônia. A mentalidade era apenas exploratória. Exploraram as riquezas naturais, exploraram e dizimaram os índios, exploraram e mataram os negros, exploraram a cultura etc. Não queriam investir, só queriam tirar. Não havia limites. Como bem colocou Darcy Ribeiro (2006, p. 35)

"Suas ciências eram um esforço de concatenar com um saber a experiência que se ia acumulando. E, sobretudo, fazer praticar esse conhecimento para descobrir qualquer terra achável, a fim de a todo o mundo estruturar num mundo só, regido pela Europa. Tudo isso com o fim de carrear para lá toda a riqueza saqueável e, depois todo o produto da capacidade de produção dos povos conscritos"

Hoje, diante dos nossos olhos, a história se repete.

e) Enfermidade Social - O caos social instaurado, com todas as suas contradições, é resultado direto das enfermidades já citadas. A injusta distribuição de renda (a pior do mundo) acaba sendo responsável pela falta de moradia, segurança, educação, assistência médica e de outros serviços, e necessidades básicas das camadas menos favorecida (miseráveis e pobres) da população.

A injustiça e a exclusão social, tão reprovadas pelo Senhor, se instauraram nestas terras, desde os primórdios de seu descobrimento, resultado das ações de nossos algozes e gananciosos conquistadores.

A reconstituição do processo histórico e civilizatório do Brasil é uma tarefa complexa, porém possível. Quando entendemos que a história não pode ser lida e percebida apenas com base nos documentos "oficiais" e nos testemunho dos conquistadores, avançamos no sentido de conhecer os fatos, livres de qualquer influência "ideológica" do poder estabelecido. As intenções por trás das ações, assim como as conseqüências de breve, médio e longo prazo destas ações, tornam-se assim, claramente conhecidas.

Concluo a primeira parte deste subsídio para a lição bíblica, citando mais uma vez Ribeiro (idem, p. 27): "Lendo-a (a história) criticamente, é que me esforçarei para alcançar a necessária compreensão dessa desventurada aventura."

As raízes de nossa história, nos revelam a grande necessidade de orarmos e jejuarmos por nossa pátria.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOFF, Leonardo. Depois de 500 anos que Brasil queremos?. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

BOSCH, David J. Missão transformadora: mudanças de paradigma na teologia da missão. Traduzido por Geraldo Korndorfer; Luís Marcos Sander. São Leopoldo, RS: Sinodal, 2002.

BUENO, Eduardo. A coroa, a cruz e a espada: lei, ordem e corrupção no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003.

FREYRE, Gilberto. Casa grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 50. ed. São Paulo: Global, 2005.

MOREAU, Filipe Eduardo. Os índios nas cartas de Nóbrega e Anchieta. São Paulo: Annablume, 2003.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

sábado, 7 de junho de 2008

RENASCER

IMAGEM: FOLHA ONLINE

"Sônia Hernandes deixou hoje o presídio de Tallahassee, nos EUA, e, por meio de telão, participou de um evento da Igreja Renascer realizado na cidade de São Paulo." Leia em FOLHA ONLINE

TRIBUNA CONVENCIONAL (2)

Como bem escrevi no post TRIBUNA CONVENCIONAL , farei os comentários sobre o pronunciamento do pastor Silas Malafaia, feito em seu programa Vitória em Cristo, que foi ao ar nesta manhã de sábado, sobre questões que envolvem a CGADB, sendo que mais especificamente as questões eleitorais.

Em primeiro lugar, gostaria de tomar as próprias palavras do pastor Silas, quando no primeiro bloco do programa, fez uma brilhante apologia, ao se posicionar contra o PL 122/2006:

"Na democracia o confronto de idéias é salutar"

"O meu direito à crítica tem que ser respeitado"

"Conheço bem a diferença entre crítica e ofensa"

É com base naquilo que o pastos Silas Malafaia acredita, que fundamento as minhas considerações a seguir. Assim como o nobre companheiro, confronto idéias, entendo que tenho direito à critica e conheço a diferença entre crítica e ofensa.

Como previ, lamentavelmente, o programa tornou-se mais uma vez tribuna convencional. O próprio companheiro sugeriu que os telespectadores, muitos deles contribuintes fiéis do seu programa, desligassem a TV, pois o que iria falar só interessaria aos pastores assembleianos. Mas vamos aos fatos.

AS ACUSAÇÕES LANÇADAS PELO PASTOR SILAS MALAFAIA

O pastor Silas acusou, não disse partindo de quem explicitamente (mas implicitamente), que na CGADB está havendo;

1. Esperteza
2. Bagunça e desordem
3. Farisaísmo
4. Hipocrisia
5. Manipulação
6. Falta de ética
7. Falta de respeito
8. Falta de consideração
9. Abuso

AS RAZÕES DO SEU PRONUNCIAMENTO

O pronunciamento do pastor Silas foi motivado, segundo ele, por alguns acontecimentos que envolveram a indicação de representantes de algumas convenções para a comissão eleitoral da CGADB, onde foram citadas abertamente as convenção estaduais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Segundo o pastor Silas, estas convenções agiram sem ética ou foram manipuladas.

Entendo que o caso precisa ser investigado e esclarecido. Entre pastores que se dizem homens de Deus, é inadmissível qualquer tipo de conduta indevida, em quaisquer questões, sejam de cunho político, administrativo etc. Mas, qual a razão de tanto alarido da parte do pastor Silas? O mesmo alegou no início de sua fala que "não tem pretensão de nada". Mas como não tem pretensões, tendo ele mesmo cargo na mesa diretora e inclusive compondo chapa no processo eleitoral (pelo menos no último pleito)? De quais pretensões ele fala?

ANÁLISE DO DISCURSO DO PASTOR SILAS

"Aconteceu uma coisa bonita em Porto Alegre", disse entusiasmado, ao lembrar sua participação na última AGO, propondo uma comissão especial para buscar soluções para a reforma do estatuto. O fato, é que a "coisa bonita que aconteceu" em Porto Alegre-RS, foi decorrente de "uma coisa feia que aconteceu", cujos fatos, "atores" e "protagonistas", o pastor Silas faz questão de omitir.

"Ninguém me cala!", com voz firme e intimidadora esbraveja. Realmente, ninguém cala o pastor Silas. Ele mesmo é que se cala, e quando o faz, é motivado por questões de conveniência política.

Por quais razões (e graças a Deus por isso), o pastor Silas não uso o seu programa para denunciar a esperteza, a bagunça, a desordem, o farisaísmo, a hipocrisia, a manipulação, a falta de ética, a falta de respeito, a falta de consideração e o abuso, que aconteceram nas últimas eleições convencionais, quando cargos, hotéis, transportes, alimentação etc., foram oferecidos em troca de votos. A resposta é simples, politicamente não lhe interessava e não lhe interessa.

Ética, amados leitores, não é uma questão de conveniência, é uma questão de integridade.

O pastor Silas não está sendo neutro e nem ético em suas posições. É vítima dos mesmos erros que denuncia.

O "Reino de Luz" sobre o qual diz fundamentar as suas posições, só lança luzes sobre algumas pessoas e sobre alguns episódios. Há um eclipse constante neste "reino".

Não tenho nada pessoal contra o pastor Silas Malafaia, tenhos sim, contra alguma posturas assumidas por ele ultimamente. Amo-o e oro por ele, mas volto a repetir, a política eclesiástica está fazendo com que ele perca o foco e o potencial que tem, para ser o agente de um grande movimento evangelístico em nossa nação. O que narro aqui, faço com um profundo pesar e grande temor diante de Deus.

Lamento que estas questões vieram a público, mas, uma vez assim acontecido, se faz necessário os devidos esclarecimentos.

Não sabemos aonde tudo isso vai chegar. O que podemos perceber, é que os estragos já são grandes em todos os sentidos.

Quem está ganhando com isto tudo? O inferno, Satanás, seus demônios, os inimigos do Evangelho e da Cruz, assim creio.

Oro e confio numa intervenção divina, tanto no quadro atual, quanto na vida de quem dela esteja precisando, independentemente de quem seja, das funções que ocupe ou deseje ocupar.

Acredito que Jesus continua com a sua pá na mão, e com o total controle sobre a sua eira (Mt 3.12)!


sexta-feira, 6 de junho de 2008

O EVANGELHO BU$INE$$


Vou direto ao assunto.

Alguns "pastores apresentadores" que se dizem "assembleianos" (pelo menos usam o nome), propagadores de heresias, disseminadores de modismos perniciosos e aproveitadores da ingenuidade alheia, estão aproveitando o alcance nacional de seus programas de TV e a sua influência pessoal (personalismo), para abrir filiais de suas "igrejas/empresas" (clientelismo) em várias cidades no Brasil.

O vergonhoso é que chamam isto de "missão" (cinismo).

Uma pergunta simples e objetiva. Por qual razão não abrem suas igrejas nas localidades mais carentes, nas regiões onde praticamente o índice de igrejas evangélicas é muito baixo? Por que preferem os bairros nobres, as principais avenidas?

A resposta é clara: Eles estão atrás é de ibope, de dinheiro e dos crentes que congregam em outras igrejas.

Não evangelizam, são meros "pescadores de aquários".

Não possuem ética e respeito nos bastidores da vida (e das convenções), mas querem se mostrar como mediadores de conflitos convencionais e referenciais de fé e conduta para o "seu público" já massificado.

São os pregadores do EVANGELHO BU$INE$$, onde tudo vale, desde que gere lucros interessantes para os tais, na qualidade de presidentes ou sócios de suas igrejas-empresas.

CONSELHO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DA CGADB


Atenção senhores diretores, professores e alunos de escolas teológicas das Assembléias de Deus no Brasil. O CEC - Conselho de Educação e Cultura da CGADB - está com um novo site. Participe enviando artigos teológicos, que serão avaliados e caso aprovados, posteriormente publicados.

Endereço para o envio dos artigos: altair.germano@gmail.com

Saiba como credenciar sua escola teológica no CEC através do site: www.cgadb.com.br/cec

quinta-feira, 5 de junho de 2008

CHARGE DO DIA


FONTE: BLOG DO JASIEL BOTELHO

Não faz muito tempo, um blogueiro amigo meu, confidenciou-me algo que me deixou "perplexo". O fato é que ele usa um pseudônimo em seu blog, pois em sua igreja, a liderança proibiu os irmãos de acessarem a internet (quanto mais manter um blog!).

O caso me lembrou as questões que já envolveram o rádio, a televisão etc.........................................

Não seria melhor educar e orientar a igreja quanto aos riscos e benefícios da internet, em vez proibiro seu uso? Entendo que sim.

O interessante, é que hoje em dia, mesmo a televisão estando na maioria das casas dos pastores e líderes (em alguns casos 'escondidinha', para não escandalizar os mais 'fracos' na fé), seu uso nunca foi "oficialmente" autorizado.

Penso que a questão da internet não será diferente do rádio, da TV, da ...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A BELEZA DO TESTEMUNHO CRISTÃO - Subsídio para Lição Bíblica

Não são poucos os casos de cristãos que adotam um procedimento na igreja e outro fora dela. É clássica a frase “nossas ações falam mais alto do que nossas palavras”. A presente lição fala-nos mais uma vez, da necessidade de vivermos o evangelho com uma alta qualidade de vida e testemunho cristão, dentro de todas as esferas de nosso convívio e relacionamentos.

Conforme o Dicionário Vine (p. 1020), “testemunho” deriva-se do grego marturion, como ocorre em At 4.33, At 7.44; Tg 5.3 e 2 Ts 1.10. Pode-se referir a mensagem proclamada ou ensinada, como também às evidencias materiais, visíveis ou atitudinais, relacionadas aos fatos anunciados. Simplificando, dar testemunho cristão significa viver de conformidade com a Palavra de Deus.

1. O Testemunho Cristão na Família (Ef 5.22-33; 6.1-4)

Alguém já declarou que a família é o lugar mais difícil de ser crente. É de fato o lugar onde alguns cristãos, em virtude da privacidade, acabam tirando a mascaram e mostrando quem realmente são. Eis algumas condutas que denigrem o bom testemunho cristão na família:

- Maridos que maltratam esposa e filhos

- Maridos que não dão sustento a família por pura acomodação

- Maridos que vivem de aparência enquanto falta o sustento básico para a esposa e os filhos

- Esposas que afrontam e desrespeitam os maridos

- Esposas que negligenciam a criação e a educação dos filhos

- Esposas que vivem fofocando ou reclamando da vida

- Filhos insubmissos aos pais

- Filhos cujos pais acobertam os seus erros

- Vocabulário inadequado dentro de casa

- Brigas constantes diante dos filhos

- Locação de filmes e acessos a sites pornográficos

Seus parentes e amigos percebem na sua família o bom testemunho cristão? Sua família tem condições de evangelizar os seus vizinhos?

2. O Testemunho Cristão na Sociedade

“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” (Fp 2.15)

O sal continua com sabor? A luz brilha intensamente? (Mt 5.13-15)

De influenciadores para influenciados. Esta é a condição vivida por muitos cristãos em meio a sociedade pós-moderna. Observemos algumas evidências deste fato:

- Líderes cristãos se vendem e vendem a igreja para políticos corruptos

- Patrões cristãos exploram seus empregados com salários pequenos, visando lucros maiores

- Empregados cristãos que na ausência do patrão ou chefe imediato não produzem

- Professores e alunos cristãos que se vestem e comportam-se inconvenientemente nas escolas e faculdades

- Cristãos que compram e que vivem de calote em calote

- Cristãos que não honram os compromissos assumidos

Os “evangélico” ou “crentes”, em muitos lugares, já perderam o crédito moral e ético, devido ao mau testemunho de alguns. O seu testemunho lhe dá autoridade para falar de Jesus onde trabalha ou estuda?

3. O testemunho cristão na Igreja

Tem gente (líderes, pregadores, cantores, congregados, membros) que nem na igreja consegue esconder a falta de caráter cristão, agindo como um verdadeiro filho de Belial. Dentre algumas atitudes, salientamos;

- São semeadores de contendas

- São irreverentes

- Fofoqueiros

- Grosseiros

- Constantemente insatisfeitos

- Autoritários

- Desobedientes

- Arrogantes

- Mentirosos

- Arruaceiros

- Indecentes

Em certos casos, não dá nem para acredita que o indivíduo já nasceu de novo. Está mais para “convencido” do que para “convertido”.

Infelizmente, milhares de pessoas que se dizem “cristãos” (inclusive superintendentes, dirigentes, secretárias, professores e alunos de Escola Dominical), não vivem como tal, contribuindo desta maneira para denegrir a imagem da Igreja e macular a credibilidade do Evangelho de Jesus.

A Bíblia nos exorta a vivermos de uma forma que agrade e glorifique ao Senhor:

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16)

“Portai-vos de modo, que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus”. (1 Co 10.32)

Amém!