sábado, 27 de dezembro de 2008

NO CHÃO DA IGREJA

No chão da igreja, era onde deveria passar um bom tempo, grande parte dos escritores, pregadores, teólogos e teóricos cristãos.

A falta de experiência na atividade pastoral, na docência cristã, na visitação, no aconselhamento, e em outras práticas cotidianas, faz com que muita bobagem seja dita e escrita por supostos "especialistas" e "autoridades" do mundo cristão evangélico.

Se há algo que não aceito, são críticas oriundas de meros observadores dos fenômenos e da práxis cristã evangélica, que conseguem soluções rápidas e mágicas para os problemas mais complexos de ordem prática ou teológica. São possuidores de uma língua e de mãos afiadas e hábeis para falar e escrever sobre a forma como as igrejas são ou deveriam ser pastoreadas, e como se aplicam ou deveriam ser aplicadas as verdades bíblicas no seu dia-a-dia.

Pastores, teólogos, pregadores e escritores de "gabinete", deveriam aprender mais, envolvendo-se nos diversos ministérios, para somente depois, se posicionarem, se auto-intitularem ou serem intitulados de"autoridades" no assunto.

Diplomas, títulos ou currículos acadêmicos, não são suficientes para tornar alguém um analista crítico da realidade no Reino de Deus. Entre o teorizar e o vivenciar, há uma distância e paradoxos apenas percebidos por quem vive e pensa a fé cristã a partir do chão da igreja.

9 comentários:

Elisomar disse...

É verdade pastor, a vida eclesiática é como a vida acadêmica,não é só portar um diploma, é necessário a vivência, que é o pré-requisito para o desenvolvimento da obra. E saber lidar com mentes diferentes não é tarefa fácil, por mais humilde que seja o trabalho.

Ana Paula disse...

Realmente é uma grande verdade... Sou filha de um pastor que foi forjado no ministério e posso dizer que vejo quão diferente são alguns pastores de hoje, que baseam seus serviços mais em um diploma do que vida realmente.
Deus lhe abençoe!!!!

Bruno Oliveira da Silva disse...

Paz do Senhor pastor Altair, quero parabenizá-lo pela bela postagem. Esta é uma realidade, falo com todo o temor e tremor aos ungidos de Deus, porém temos visto muitos obreiros que até ditam regras sobre isso e aquilo nas igrejas, são extremamente teóricos sem nenhum “cheirinho” de ovelha, pelo contrário a soberba muitas vezes exala forte nessas vidas. Julgo que, se muitos ao menos descessem dos seus pedestais e se envolvesse diretamente com as ovelhas, a igreja contemporânea não estaria desta forma.

Em Cristo,
B.O.S
http://pecadofobia.blogspot.com/

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Pr. Altair Germano,
Graça e Paz!
Sou um incentivador da formação acadêmica, porém, não posso esquecer a minha própria formação.
É fácil notar a diferença, quando um pastor, como disse a Ana Paula, foi formado sendo evagelista de culto ao ar livre, discipulador de novos convertidos, professor da EBD, superintendente, líderes de jovens, diácono e presbítero.
Não necesariamente nessa ordem, mas que faz a diferença, faz, e que diferença.
Como disse o Apóstolo Paulo a Timóteo:
E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis.
E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se
forem irrepreensíveis. 1 Timóteo 3:10
Parabéns pela abordagem do tema.
Pr. Carlos Roberto

Eliel Toledo disse...

Olá Pastor Altair, leio sempre seu blog e adicionei seu link em blog de nossa Juventude ( umadelv.blogspot.com ), para que os jovens de nossa igreja possam também lhe visitar, pois creio que serão enriquecidos com o conteúdo de seu blog.
Quanto ao chão de igreja, o senhor tem toda a razão, vamos orar para que Deus levante uma geração de pastores que cuidem e zelem das ovelhas de Cristo.

Em Cristo.

Eliel

prcicerodesouza.blogspot.com disse...

Pr. Altair. Saudações.

Infelizmente, suas palavras são fatos reais em muitos segmentos cristãos.
Pastores que conhecem o "Chão da Igreja" se tornam cada vez mais raros.
Suas palavras me fizeram ponderar em meus próprios artigos postados em meu blog. "Com certeza, a partir de agora buscarei o peso ideal na balança para minhas "Vivencias e minhas retóricas"

MYRIAN - BRASÍLIA disse...

Parabéns Pastor pela sua mensagem. Infelizmente muitos pastores não oram mais e isso leva a termos uma Igreja fraca, raquítica, pois quem não ora, não incentiva os outros a orarem.
Que Deus continue abençoando-o pelas mensagens postadas.

Robson Silva de Sousa disse...

A Paz do Senhor prezado Pr. Altair.

Gostaria de sugerir sete partes de nosso corpo que jamais deveriam deixar o contato com o CHÃO DA IGREJA: a ponta dos pés (mesmo calçados); os joelhos; os cotovelhos e a testa. Essa última poderá ser substituída pela boca, para aqueles mais quebrantados, que não se importam de botar literalmente A BOCA NO PÓ!!!

Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

Robson Silva

Elias Charamba disse...

É bem verdade que a exposição de idéias, comentários, opiniões e pareceres faz com que o nosso pensar seja desnudado e ficamos sujeitos às críticas como também aos elogios.

No entanto, a crítica longe de ser uma maneira de nos deixar contrariados, deve provocar em nós um sentimento de reflexão, ao passo que os elogios devemos recebê-los com mais cuidado, pois muitos são provados nos elogios, provérbios já nos adverte.

Ao emitirmos posicionamentos devemos sempre julgá-los à luz da Bíblia, pois a mesma é a nossa regra de fé e conduta. E como nos diz Orígenes, que TODA A VERDADE É A VERDADE DE DEUS, nós também devemos aceitar críticas de qualquer indivíduo, desde que seja embasada nas Escrituras, independente das pessoas serem ou não: escritores, pregadores, teólogos e teóricos cristãos.

Nós ao recebermos pareceres, não devemos julgar o indivíduo e sim o seu posicionamento, pois a verdade subsiste por si própria.
Pedro nos dá um conselho que é uma pérola para aqueles que emitem pareceres, críticas, etc. Vejamos: “SE ALGUÉM FALAR, FALE SEGUNDO AS PALAVRAS DE DEUS” (PE 4:11).

Portanto meu irmão em Cristo Altair, embora concorde, que, quem escreva deve-se ter também a prática, entretanto, não necessariamente deve-se acatar sugestão embasada na experiência.

Para finalizar, temos a história da Igreja que nos informa que as maiores mudanças foram feitas por pessoas que não faziam parte diretamente do poder eclesiástico, no entanto, deram a sua contribuição à humanidade, não baseada em sua experiência, porém no que a PALAVRA lhes disse, como é o exemplo do grande reformador Lutero, que mesmo sendo apenas um monge, com experiência nas obras penitentes, pelas quais poderíamos chamá-las de “chão da Igreja”, no entanto, não serviram para nada ante a sua grande tese sobre a salvação através da fé, mostrando assim, que nem sempre a experiência serve como padrão para emitir-se opiniões, críticas ou pareceres.
A fórmula que não falha é: a Palavra e a oração fazerem parte dos nossos pareceres.

Um abraço.