quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

ESCOLA DOMINICAL CONVENCIONAL x A NOVA ESCOLA DOMINICAL

Instituições e pessoas que não se adéquam às novas realidades, acabam ficando obsoletas e ultrapassadas. Isto não é diferente em se tratando de Escola Dominical. Contextualizar-se sem secularizar-se é fator vital para uma organização de ensino que espera continuar relevante em pleno século XXI. Dois tipos de Escolas Dominicais co-existem atualmente: A Escola Dominical convencional e a Nova Escola Dominical.

Observemos as principais diferenças entre esses dois tipos de escolas:

- ED CONVENCIONAL: O Dirigente/Superintendente decide só. Prevalece o autoritarismo.
- A NOVA ED: As decisões são feitas em conjunto com membros da liderança, corpo docente e discente.

- ED CONVENCIONAL: Só funciona aos Domingos pela manhã.
- A NOVA ED: Ajusta-se às peculiaridades de cada região e localidade.

- ED CONVENCIONAL: Não se admite outro espaço para funcionamento, a não ser o templo.
- A NOVA ED: Admite outras possibilidades de espaços físicos (escolas, associações, etc.) mais adequados.

- ED CONVENCIONAL: Se conforma com dirigentes e professores ultrapassados, descontextualizados e fossilizados.
- A NOVA ED: Investe e incentiva a formação inicial e continuada da liderança e dos professores.

- ED CONVENCIONAL: Os professores são os donos da verdade e detentores do conhecimento.
- A NOVA ED: Professores e alunos participam na busca pela verdade e na construção do conhecimento.

- ED CONVENCIONAL: Os alunos aprendem em silêncio.
- A NOVA ED: Os alunos participam ativamente das aulas.

- ED CONVENCIONAL: A tradição e os costumes estão acima da Bíblia.
- A NOVA ED: A Bíblia é a palavra final acerca de tradição e costumes.

- ED CONVENCIONAL: É mera reprodutora de doutrinas, conhecimentos, saberes e informações.
- A NOVA ED: Adota e promove uma atitute crítico-reflexiva sobre doutrinas, conhecimentos, saberes e informações.

- ED CONVENCIONAL: O relacionamento entre professor e aluno é formal.
- A NOVA ED: A amizade e a afetivadade na relação entre professor e aluno é valorizada.

- ED CONVENCIONAL: Preocupa-se apenas com a vida dos alunos em sala de aula.
- A NOVA ED: Procura conhecer e preocupa-se com a realidade familiar, social, etc. de seus alunos.

- ED CONVENCIONAL: Trata as crianças como pequenos adultos.
- A NOVA ED: As características de cada faixa etária infantil são conhecidas e respeitadas pelos professores.

- ED CONVENCIONAL: Exige dos alunos sem considerar as suas diferenças pessoais.
- A NOVA ED: Respeita plenamente as diferenças de assimilação de conteúdos entre os alunos.

- ED CONVENCIONAL: As aulas e demais atividades pedagógicas são improvisadas.
- A NOVA ED: Todas atividades são devidamente planejadas.

- ED CONVENCIONAL: Utiliza de forma demasiada e cansativa o método de ensino expositivo.
- A NOVA ED: Os professores diversificam os métodos de ensino e dinamizam as aulas.

- ED CONVENCIONAL: Negligencia a utilização dos recursos didáticos.
- A NOVA ED: Valoriza e incentiva a utilização dos recursos didáticos.

- ED CONVENCIONAL: Enfatiza a quantidade de saberes adquiridos pelos alunos.
- A NOVA ED: O progresso integral do alunos é enfatizado (saber, ser, fazer, relacionar-se)

- ED CONVENCIONAL: Ignora as Novas Tecnologias de Informação (NTI)
- A NOVA ED: Promove um maior contato de dirigentes, professores e alunos com as NTI (estimulam o acesso e a criação de sites, blogs, orkut, MSN , etc) sempre buscando enriquecer o processo ensino-aprendizagem.

- ED CONVENCIONAL: Coloca toda responsabilidade do processo ensino-aprendizagem no Espírito Santo.
- A NOVA ED: Entende que o Espírito Santo é um ajudador no processo ensino-aprendizagem.

- ED CONVENCIONAL: Está com os dias contados.
- A NOVA ED: Encontra-se em pleno crescimento.

Qual o perfil da Escola Dominical que você dirige, ensina ou estuda? É do tipo "convencional", ou está adequada às demandas e desafios dos novos tempos?


19 comentários:

Cristiano Santana disse...

Há praticamente 15 anos tenho desempenhado a função de professor da Escola Bíblica Dominical e isso agora me permite fazer uma avaliação, pelo menos em linhas gerais, da qualidade do ensino que tem sido ministrado às crianças, adolescentes e adultos.

Há não ser que eu tenha tido a infelicidade de estar vinculado a congregações que não tinham tradicionalmente uma EBD de qualidade, a impressão que eu tenho, de acordo com minha experiência - e peço desculpas se estiver errado – é que há uma deficiência considerável na qualidade de ensino.

Por inúmeras vezes, já assisti a aulas nas quais senti sono, e acabei entendendo que não se atribuir total culpa aos cristãos pela falta de interesse em ir à EBD. Quem tem estrutura para ouvir, durante mais de uma hora, um professor apático, tedioso, sem nenhuma criatividade, que apenas repete o texto da revista como um robô e nada mais? Não bastasse isso, no final da aula às vezes se tem de ouvir o dirigente da congregação repetir, de maneira insípida, todo o conteúdo da revista, aumentando ainda mais o tédio. Não é de se estranhar que, em muitas congregações, a audiência seja pouca. Essa “mesmice” é um fardo.

É necessário que saiamos de nosso comodismo e pensemos em formas de mudar essa situação. Temos de reinventar a EBD, através da adoção de medidas que proporcionem o seu crescimento e assim atraiam novamente os filhos de Deus para o ensino. Quero dar a minha contribuição apresentando uma relação de providências que, segundo minha opinião, devem ser tomadas:

1) Escolha criteriosa dos professores

É inegável que os professores da EBD de nossas igrejas são, em sua maioria, pessoas sinceras e esforçadas, as quais buscam agradar a Deus com seus serviços. Entretanto, é também evidente que alguns deles não tem a mínima condição de ensinar. É preciso que o professor tenha algumas qualidades naturais, como uma boa dicção, desenvoltura, iniciativa, amabilidade, etc., apresente um certo domínio das Sagradas Escrituras e possua conhecimentos gerais de história, geografia, ciências e outras matérias que são ensinadas no ensino fundamental e médio. Não é preciso que se tenha um doutorado ou mestrado pela universidade de Harvard. O dirigente da congregação precisa localizar as pessoas com essas qualificações e arregimentá-las.

2) Reuniões com os professores

O superintendente da EBD, se possível com a presença do dirigente, deve realizar reuniões periódicas com os professores, com o objetivo de dar instruções gerais sobre os métodos de aula, corrigir as imperfeições e fomentar a troca de idéias.

3) Planejamento das aulas

O professor deve estudar durante a semana, minuciosamente, todo o conteúdo da lição; mais do que isso: precisa planejar a sua aula. Infelizmente, alguns professores deixam para estudar a lição no sábado à noite, durante dez minutinhos, antes de dormir. Outros nem estudam, contando que Deus lhes concederá uma inspiração divina na manhã de domingo, como se o Senhor ajudasse a preguiçosos. A promessa de Jesus é que o Espírito Santo nos lembraria de todas as coisas, mas nós só podemos lembrar daquilo que efetivamente estudamos.

4) Utilização de recursos audiovisuais

Segundo o “Manual de Ensino para o Educador Cristão”, de Kenneth O. Gangel & Howard G. Hendricks, “audiovisual” diz respeito à apresentação da informação constituída da combinação de som e imagem. Dentro desta definição encontramos ampla extensão de possibilidades. Mark Hendrickson ressalta que “esta teoria da educação considera a mídia muito além do conceito de recursos audiovisuais (ou seja, a mídia é somente uma auxílio na sala de aula tradicional). Para estes educadores, quando a mídia é corretamente compreendida e usada no ensino, ela se torna parte integrante de uma abordagem revolucionária à educação”.

O que os recursos audivisuais podem fazer?

a)Os recursos audiovisuais estimulam o interesse

Entusiastas dos recursos audiovisuais frisam que a aprendizagem acontece por todos os cinco sentidos e o uso da mídia tão-somente tira a vantagem de mais de um deles de cada vez. Isto força mais envolvimento e, conseqüentemente, mais interesse. Certo estudo indica que aprendemos:

1% pelo paladar
1,5% pelo tato
3,5% pelo cheiro
11% pelo ouvido
83% pela visão.

b) os recursos audiovisuais aceleram a aprendizagem

Quando uma importante academia de aviação trocou os tradicionais métodos de ensino por simuladores de vôo, houve redução de um terço à metade do tempo de treinamento.

c) Ainda, segundo o manual citado, os recursos audivisuais evitam mal-entendidos

Durante um jantar de domingo um pastor perguntou ao seu filho, que tinha cinco anos de idade, que lição tinha aprendido na Escola Dominical. “Oh, sobre baleias”, respondeu ele. “É mesmo! O que as baleias fizeram?”. “Elas deram água para centenas de camelos, bois e ovelhas”. “Não diga!”. “Como foi que elas fizeram?”. “Bem, elas só abriram a boca e a água saiu”. No fim adivinhei que a lição fora sobre os poços que os patriarcas cavaram nos tempos bíblicos. O pastor também descobriu que a professa não tinha usado qualquer recurso audiovisual.

d) Os recursos audiovisuais melhoram a memória.

Estudos revelam que o uso da mídia afeta significativamente o quanto nos lembramos. Quando o professor só fala, depois de três dias lembramos de 10% do que foi ensinado. Quando o professor só mostra, depois de três dias lembramos de 20% do que foi ensinado. Quando o professor usa uma combinação de falar e mostrar, depois de três dias lembramos de 65% do que foi ensinado!

5) Utilização de métodos criativos de ensino

Vejamos o que diz o livro “101 Idéias Criativas” de David Merkh e Paulo França: “O problema com muitos professores é que eles ficam “bitolados” – os mesmos métodos, a mesma estrutura – a síndrome do “mesmo-mesmo”. Criatividade exige inovação, que implica insegurança para muitos. Mesmo que “não exista nada novo debaixo do céu” (Eclesiastes 1.9), para o professor existe muita novidade, pois ELE nunca usou determinado método com esses alunos. E se não funcionar?. E se os alunos derem risadas de mim? O professor seguro reconhece que uma idéia ou outra não vai funcionar mesmo, mas que o risco será mais do que recompensado a longo prazo. Pelo menos descobriu algo que NÃO funciona em determinado contexto. Além disso, estará formando hábitos como comunicador que tornarão sua aula uma experiência de aprendizagem, e não simplesmente “mais uma aula”. Acima de tudo, NÃO DESISTA, mesmo que uma idéia ou outra não funcione.”

6) Necessidade de recapitulação

Como saberemos se o alunos efetivamente aprenderam alguma coisa? Recapitulando a matéria por meio de avaliações e provas. Segundo o livro acima citado “infelizmente, a maioria dos professores não explora essa técnica excelente da melhor forma. Por exemplo, muitas vezes o professor faz a correção da prova muito tempo depois da aula, sem devolvê-la e sem a correção dos erros do aluno. O ideal em termos do uso da prova como forma de recapitulação é que os próprios alunos a corrijam logo depois de fazê-la, e que consertem seus erros. A criatividade maior na elaboração de provas e exames também despertará uma aprendizagem melhor pelos alunos.


Minha oração é que Deus venha a incutir essas idéias em nossas mentes e nos conceda condições para colocá-las em prática e assim revolucionar a Escola Bíblica Dominical.

Cristiano Santana
http://cristisantana.blogspot.com

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Pr. Germano, paz!!

Parabéns pelo confronto estabelecido entre as ESCOLAS em questão... a primeira já morreu e muitos ainda não atentaram para esse óbito... de certo já morreram também... já a segunda, é vento refrigerador, que pode perfeitamente tirar os evangélicos da ignorância bíblica e do abuso, pavor... náusea... que causa a muitos o ouvir falar sobre "reunião de estudo da Palavra dia tal..."...

Nós, pastores como o irmão, agradecemos pela valiosa postagem...

Abraços!!!

Ednaldo disse...

Paz Pr. Altair,

Lhe dou os parabéns pela postagem, e gostaria de dizer que assino abaixo do que escreveram nossos irmãos Pr. Zwinglio e Pb. Cristiano Santana.

Em Cristo,

Ednaldo.

Julio Caldeira disse...

A Paz do Senhor,

Pastro Altair Germano, tenho a grata satisfação de acompanhar o seu blog, que sempre nos traz otimas observações, tenho eu após a minha conversão, acompanhado o desenvolvimento do estudo da Palavra do Senhor, isto aconteceu em meados do ano 2000, tive o prazer de dar meu testemunho na Revista Resposta Fiel, da CPAD, onde narro a minha experiencia com o Espiritismo "Vale do Amanhecer". Por um longo periodo da minha vida, fugi da perspectiva de alienação que porventura achava, estavam reinando nas Igrejas Protestantes, principalmente os Pentecostais, achavam que o seu cognitivo estava implicito somente na manifestação exteriorizada de seus costumes, o Evangelho pregado era simplesmente uma forma de se mostrar perante a sociedade, sem efeito, achavam que era um povo despreocupado com o seu semelhante. Até que provei do Poder do Senhor, em minha vida, nesta época era Professor Universitário, Empresario do Ramo de Serviços Contabeis, junto a isto tive envolvimento com a Maçonaria e o Espiritismo que se chama de Espiritismo Alto, mas onde quero chegar com isso, tive sempre um contato com o ensimo secular e principalmente o esforço de produzir nos alunos uma visão ética com o seu universo, algumas de minhas conclusões se desfizeram ao comparar com o ensino da Palavra do Senhor, mas mesmo tendo compartilhado na Igreja com o ensino vejo que ele fica sempre a desejar, pois o que vejo é que o compromentimento com o ensino está voltado somente para as mesmice de não querer ensinar, como assim o ensino ele não provoca uma introspecção para o modelo que a Biblia nos coloca, mas se não tivermos uma EBD onde o modelo que a Biblia nos tras como verdadeiro Cristão, preocupado com as pessoas que ainda não conhecem a Jesus Cristo e também para aqueles que não conseguem sistematizar o ensino da Palavra, possivelmente serão aqueles que no futuro não passaram para a proxima geração a necessidade do ensino da Palavra de Deus, há alguns que vejo que ficam só preso ao Poder de Deus, a sua manifestação, dando mais enfase a esta perspectiva, é lindo o Poder do Senhor, mas precisamos insistir em que a Palavra ela tem que está acompanhada deste Poder, pois ela transforma e forma uma nova criatura pronto para seguir o Senhor, vejo em seu Blog esta preocupação, mobilizamos para uma melhor forma de aprendizagem nas nossas Igrejas, para que todos venham a ter o conhecimento da verdade.

Desejo ao nobre Pastor
um prospero Ministério rico em Bençãos do Senhor Jesus Cristo.


Seu conservo

Julio Caldeira.

PB.JAILSON TRAJANO disse...

Paz do Senhor!Pr.Altair
Concordo com o seu post isso é uma realidade que constatamos em nossas escolas.Muitas já estão ultrapassadas em todos os sentidos.
Mas que possamos orar e agir rapidamente para que a insastifação e a evasão do povo de Deus com as ED continue acontecendo.
Se é ensinar que haja dedicação no ensino!
Fique na Paz!

Irene disse...

oi Pastor, a Paz do Senhor!
Em todas as Igrejas que já visitei e tive o prazer de conhecer a EBD local, confesso que jamais me deparei com uma EBD unicamente tradicional. O contrário também nunca aconteceu.
Na minha opinião, as Escolas bíblicas dominicais brasileiras estão passando por um processo. Em alguns locais, este processo já está bem avançado e em outros menos... Em linhas gerais, acho que temos que observar os condições específicas de cada localidade e aplicar aquilo que for mais adequado. Em outros termos,não considero pertinente a aplicação indiscriminada de todos esse princípios.
Abs

Daladier Lima disse...

Faltou discutir a questão do investimento financeiro na EBD. Boa parte da falta de recursos audiovisuais ocorre porque são caros e estão fora do alcance financeiro dos dirigentes e professores. A qualquer momento deve entrar em pauta este assunto. A velha escola não recebe investimento, enxerga-se como gasto. A nova recebe investimento e retroalimenta seus participantes.

ALTAIR GERMANO, disse...

Cristiano Santana,

realmente os recursos audio-visuais e os métodos criativos são de grande importância numa aula.

A redundância na exposição de uma lição, associado a um professor apático é dose para leão.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Querido Zwínglio,

realmente, a Escola Convencional já morreu e não sabe rsrsrs.

Devolvo os agradecimentos ao amado irmão e aos leitores, pela colaboração, na medida que escrevem expondo suas opiniões, concordando ou divergindo, apoiando ou refutando.

Todos ganham com isso.

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Ednaldo,

obrigado pela participação e palavras de incentivo.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Julio Caldeira,

essa combinação é realmente perfeita: Poder de Deus e conhecimento bíblico, ministrado numa escola e de uma forma atraente e satisfatória.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Jailson Trajano,

oração e ação, essa fórmula dá sempre certo.

Abraços.

ALTAIR GERMANO, disse...

Irmã Irene,

não há aqui uma proposta de "aplicação indiscriminada de todos esses princípios", mas, conforme nossa proposta, uma "aplicação planejada de todos esses princípios".

Abraços!

ALTAIR GERMANO, disse...

Daladier,

muitos além de negligenciarem o investimento na ED, desconhecem e ignoram alternativas criativas e bem em conta para uma melhoria na escola como um todo.

Há métodos de criação de recursos audio-visuais que cabem em qualquer bolso e se adequam às várias realidades locais.

Abraços!

Elias Charamba disse...

“ED CONVENCIONAL: Só funciona aos Domingos pela manhã.
- A NOVA ED: Ajusta-se às peculiaridades de cada região e localidade.”

Embora concorde que deva mudar o método da EBD, dinamizando-a e tudo mais que foi postado pelo Pr. Altair, no entanto creio que as coisas só funcionam se sairmos das idéias e fomos para prática, é a tal da ORTOPRAXIA. Estou o bastante tempo aguardando, que pessoas que podem por em prática as ponham.
Só para citar um exemplo, a minha congregação fez uma EBD no sábado a noite, e qual a nossa surpresa: o número de alunos quase que dobrou. Então foi solicitado ao Sup. das EBDs que mudasse o dia da Escola para o sábado, entretanto a reivindicação não foi aceita.
Então pergunto: para que termos tantas idéias se não colocarmos em prática?
Será que sabemos como dinamizar a EBD e não o fazemos?
Vou ter que pedir para Matinho Lutero ressuscite e faça a reforma “Ebedeana” (já tenho um título para a nova reforma) para sairmos da mesmice.
Desculpem meus irmãos, tenho que aproveitar este espaço para dividir com vocês o quanto somos tímidos para ousarmos na obra do Senhor.
Talento é para ser usado e se não usamos... Todos nós já sabemos o que foi que aconteceu com o servo que o enterrou.
Então amados, o que está faltando para por em prática ao menos parte destas sugestões?
O mundo usa de todos os recursos para atrair os nossos filhos, os nossos irmãos, os nossos parentes, e nós? O que estamos fazendo para o crescimento do Reino de Deus?
Será que o nosso Senhor Jesus não nos capacita?
Lembremo-nos, que Cristo ao subir aos céus deu dons aos homens. É só usá-lo para glória de Deus.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre Charamba,

em alguns lugares a ED funciona no sábado a noite. A questão é que a mudança envolve planejamento e outras adequações, nem sempre possíveis no momento.

Todo processo de mudança sério não pode acontecer da noite para o dia. Como o próprio nome diz, é um "processo".

Abraços!

Elisomar disse...

Eu concordo plenamente com o comentário de Elias Charamba. Eu sei que há dificuldade na mudança dos cultos na central, mas se há um trabalho que é prioridade, deve haver um consenso da parte dos responsáveis da igreja e mudar a situação. Nossas escolas vêm sofrendo uma evasão sem medida. Aqui em Paratibe VII, nós estamos com quetro ou no máximo seis irmãos por escola, e isso não é porque é final de ano, a realidade é que a situação financeira dos irmãos os leva a buscar recursos durante o dia, mesmo no domingo,e algumas irmãs têm que dar assistencia à família nesse dia, por ser feriado. Tem que se chegar a um acordo e rever a central em prol do campo todo. Sei que isso não depende só da superintendencia, mas de todos os responsáveis.

despachadoria jirei disse...

A graça e Paz do Senhor Jesus Cristo, olha fiquei encantado com o paralelo que senhor vez entre escola dominical Convencional x a nova EBD, pois concordo contigo pastor, a ebd já faleceu só precisa dar o atestado de óbito para certa ebd, mais acreditamos na mudança, esperamos que as lideranças ministerias se atende para mundança se não vai ser epidemia de ebd com óbitos.

paulo araujo disse...

A paz de Cristo!
Acho salutar todas as considerações supracitadas. Não obstante, considero também, a relevância dos esforços que estamos fazendo para mudar o contexto pedagógico em que estamos inseridos. Será que temos nos esforçado para capacitar nosso corpo docente? Estou falando de uma capacitação extra-Cabedal. A propósito, ministrei durante 4 meses um curso de formação continuada para professores da EBD.