sábado, 11 de outubro de 2008

MINISTÉRIO MERCANTILISTA

"Um pastor de uma importante denominação evangélica fora “demitido” de sua igreja, sob a alegação de que não conseguira atingir a meta financeira anual. Ele pensava em ingressar na Justiça do Trabalho exigindo seus direitos, porque julgava-se prejudicado pela denominação. Casos assim repetem-se em todos os cantos. Que caminhos conduziram parte da comunidade evangélica a uma vivência ministerial mercantilista da fé cristã? Existe um suporte ideológico que possa legitimar essas práticas? A resposta não é fácil, mas podemos conjecturar alguns pressuspostos. " (leia em ECLÉSIA)

Em muitas igrejas por esse Brasil afora, as qualidades e as competências de um pastor se medem unicamente pelo montante das contribuições financeiras arrecadadas dos fiéis.


Trata-se de uma distorcida visão de ministério. Puro mercantilismo.

7 comentários:

Elisomar disse...

Lendo o posicionamento do pastor Josenaldo,eu fico pensando...o que leva um homem desse (falo de um pastor de verdade e não de um mercenário) pensar em levar a igreja ao tribunal? Sou totalmente contra o escândalo, principalmente se envolve o evangelho. Mas será que não é hora de se avaliar a situação financeira de alguns obreiros? Afinal de contas a Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário. Isso quer dizer de um salário justo. Depois que uma coisa dessa acontece, alguém diz: Mas rapaz, a gente não podia ter conversado? Em todo caso acho melhor o obreiro agir de outra forma, visando a glória do evangelho.

claudio disse...

uma empresa da arrrecadaçao

so isso

Pr. Carlos Roberto disse...

Caro Pastor Altair Germano!
Excelente post para reflexão.
A megalomania que se instalou no meio evangélico, por conta das catedrais e projetos de mídia e comunicação, trouxe uma certa concorrência nas grandes lideranças, as quais, no sentido de atenderem a demanda, findam por pressionar seus liderados a atingirem de qualquer forma suas cotas e alvos financeiros, por eles mesmos propostos.
Isso faz com que aqueles pastores que tem seus ministérios focados no ensino bíblico e no pastoreio das ovelhas, sofram.
Por outro lado, há aqueles que se aproveitam de sua vocação comercial e de marketing, para estorquirem o rebanho de todas as maneiras possíveis. Esses, normalmente passam por cima de tudo e de todos para alcançarem suas metas.
Detroem os princípios da Igreja, e passam por cima dos estatutos dados pelo prório Deus.
Isso traz revolta e alguns por nao terem saída, fazem como o fez o pastor do seu texto, procura de alguma forma ir em busca dos seus direitos.
Um erro não conserta o outro.
De qualquer maneira, com ou sem razão, o companheiro que já está ferido, estará lutando contra a Igreja.
De acordo com a Palavra de Deus, espiritualmente é melhor que sofra o dano:
Na verdade, é já realmente uma falta entre vós terdes demandas
uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por
que não sofreis, antes, o dano? 1 Coríntios 6:7.

Com certeza o Senhor dará vitória ao injustiçado, e cobrará no tempo certo, daqueles que o injustiçaram.

Pr. Carlos Roberto

Delio Visterine disse...

Elisomar;
O problema não é o que leva um homem desse e fazer o que fez, mas sim o que leva uma "igreja" dessa a fazer com que seus obreiros sejam medidos pelo lucro que dão a instituição! Pelos frutos se conhece a árvore e neste caso se conhece a "igreja" pelo tal pastor. Ora como vc se sentiria se fosse despedido pelo seu ministério pelo simples fato de não arrecadar o sufuciente? Quem sabe o tal pastor até recebesse o digno do seu trabalho? Porém a igreja-empresa queria mais, muito mais. Mas quando se esta fora do perfil, tchau e benção.
Isso não é para nos assustar, só acontece em "igrejas" de arrecadação, como disse o Claudio.
Assim estes são instruídos a serem pescadores de grana e não de homens. Quando enfim vem o escandalo, já era de se esperar. Escandalo contra qual evangelho? Um abismo chama a outro abismo e assim o que precisa mudar é o foco do tal "evangelho" pregado, para que seja baseado no evangelho de Jesus.

Matias Borba disse...

A paz a todos.

Bom, se um pastor agi dessa forma, fazendo o evangelho de joguinho financeiro e ainda quer processar a instituicao, acho que pelo menos pra mim tal individuo não pode ser considerado pastor e nem pode ter carater para ser ititulado assim, e se tal denominação dá total liberdade para esses "pastores" agirem dessa forma tal ministério e denominação também nao pode ter o nome de ministério de Cristo. Nós sabemos que esse evangelho finaceiro não tem nada a ver com o evangelho que Deus trouxe pra nós, eu mesmo conheco pessoalmente pessoas que se dizem pastores e trabalham apenas em prol das arecadações, é isso que eles demostram.

Deus tenha misericórdia desses adeptos desse evangelhozinho barato das financas, (é melhor ser pobre e ter paz do que ter fartura como muitos problemas e discordis, é o que a biblia me ensina).

A PAZ DO SENHOR!

Elisomar disse...

Querido irmão Delio,
Não sei se entendi bem a sua réplica. Parece que o meu comentário não foi compreensível. Não critiquei o pastor reclamante, mas indaguei o porquê de tal reação. Sou a favor da justiça em qualquer segmento da vida. Quanto a ser do ministério, tá difícil e principalmente pastora. rsrs

Anônimo disse...

vendilhões do templo