terça-feira, 28 de outubro de 2008

IGREJA E PODER POLÍTICO


"Grupo ligado à Assembléia de Deus planeja criação de partido evangélico que disputaria as próximas eleições de 2010 com uma bancada já formada no Congresso e nas casas legislativas estaduais e municipais." (Leia em CRISTIANISMO HOJE)

Qual é o limite para a participação da igreja na política partidária? Alguém gostaria de escrever comigo este post?

6 comentários:

Elisomar disse...

Não há nada de errado em um evangélico concorrer a um cargo político. No entanto, quando a intenção sobe a esse nível, tem que se avaliar se vale a pena o sacrifício. Temo que o tiro saia pela culatra, e ao invés de fortalecer o meio isso venha trazer uma ruptura do mundo evangélico. Todo partido tem suas alianças, e como fazer aliança sem fundir o metal? Todo evangélico é um cidadão em potencial e tem sua maneira própria de pensar e escolher seus candidatos. Acima de tudo, não é simplesmente ser evangélico é necessário ser político, e isso envolve muita coisa. A igreja tentou duramente libertar-se do Estado( não necessariamente as evangélicas), mas tiramos proveito disso, e os objetivos não eram os mesmos. Mas de certa forma estaremos nos mesclando de novo.
Será que o versículo que diz: Bem aventurada a nação cujo Deus é o Senhor" Quer dizer isso? Uma teocracia? Acho que não. No meu entender, É necessário homens que tenham a índole de Deus. Se querem ter um país voltado para o Senhor, será necessário muita oração e sabedoria para conduzir uma nação sem envergonhar. Se estão visando simplesmente poder, eu prefiro que fique como está. Pelo menos não será um peso a mais para os nossos lombos.

Thulio Debrusk disse...

Tenho que concordar com o irmão Elisomar. Acredito que a Igreja deve atingir todas as áreas do homem e da sociedade, isto inclui a política. Mas tenho receios quanto a participação direta na política partidária. Porque como o irmão falou pode ser bom, mas ao mesmo tempo pode ser a ruptura do mundo evangélico. Uma vez que até os partidos mais radicais, como o PT, ao obter o poder teve que abrir mão de diversos valores. Porque existe um sitema que se não se adequa a ele, ele adequa da madeira que melhor lhe convém. Não sei se existem entre nós, a Igreja, homens e mulheres totalmente blindados da corrupção e da politicalha. E se, por ventura, isso acontecer certamente não vai prestar.
É importante destacar que não tenho nada contra evangélicos candidatarem-se a cargos políticos. Apenas tenho um receio a um partido evangélico.

Elisomar disse...

Irmão Thulio,
Obrigada pela citação. A gente precisa orar pra que o Senhor abra os olhos de muitos para que vejam as armadilhas no caminho.
Em tempo... sou uma irmã. rsrs

Cristiano Santana disse...

O argumento comum, utilizado para justificar a existência de evangélicos nos mais variados escalões da política, diz que a Igreja precisa ser representada por pessoas que lutem por seus interesses e que a protejam de ações repressivas do Estado que se manifestam, sobretudo, na elaboração de leis anticristãs, advindas, principalmente, do poder legislativo.
Adotando tal postura, a Igreja parece demonstrar um certo avanço, acompanhando os passos da modernidade e fazendo com que os seus membros se reconheçam, não só como cristãos, mas também como cidadãos portadores de direitos, entre eles o de participação ativa nas decisões, no âmbito do Estado Democrático de Direito.
É preciso alertar, porém, para o perigo de a Igreja depositar uma confiança excessiva nos instrumentos políticos de que dispõe, como se disso dependesse a sua sobrevivência.
Durante a maior parte dos seus vinte séculos de existência, a Igreja pouco dependeu dos favores do Estado para sobreviver; pelo contrário, teve de se submeter às mais terríveis perseguições, começando pelos imperadores romanos, passando pela Santa Inquisição, na Idade Média, apoiada por reis, até chegar à era moderna, quando a intensidade dos ataques diminuíram consideravelmente, devido ao reconhecimento, cada vez maior, dos direitos humanos.
Os fatos históricos, acima indicados, confirmaram a grande promessa do Senhor Jesus Cristo: “As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”. Deve-se sempre reconhecer que a continuidade da Igreja depende, exclusivamente, da soberania de Deus.
Em face do exposto, conclui-se que a Igreja deve utilizar os instrumentos políticos dentro dos limites acima apontados, tendo sempre a consciência de que Jesus continua sendo seu único e fiel protetor.

Cristiano Santana - http://critisantana.blogspot.com

Pr. Genildo Thomaz disse...

A paz Pr. Altair

Quero aqui em primeiro lugar lhe felicitar pelo maravilhoso Blog, o qual tem me mantido informado aqui do outro lado do mundo, mas voltando ao assunto, gostaria apenas de salientar que sou totalmente de acordo com essa iniciativa pois com certeza precisamos sermos bem representados nas casas de leis, mas fica aqui a minha resalva, que concordo sim desde que o candidato seja um membro comum no seio da igreja e não o Pastor o qual como sacerdote jã tem o seu oficio, pois o que temos visto é homens que se dizem que tem a chamada de Deus para pastoriar se envolvendo na política, deixando a casa do Senhor em segundo plano , sou totalmente contra esse tipo de candidatura. Abraço ! ! !

Heitor disse...

A Igreja Evangélica na Coréia (Pr.Paul "David" Choo) tem um partido político. Não sei se no Brasil uma Denominação evangélica que tomasse esta atitude seria algo abençoador para a nação : Infelismente temos muitos irmãos que, neste ideal de entrarem na política, acabaram sujando os pés na lama e particularmente, política é um pântano necessário: não vivemos sem ela e quem entra nela, dificilmente não se suja, nem que seja o pé ! (0,0001%)