segunda-feira, 29 de setembro de 2008

PROJETO E CANDIDATO DA IGREJA?

Quero sugerir que nas próximas eleições os termos "Projeto Político Da Igreja" e "candidato da igreja", sejam revistos em alguns lugares.

O motivo? Os termos são inadequados, visto que a maior parte da Igreja (leigos ou membros e congregados) não participa da elaboração do referido "projeto", nem da escolha do "seu candidato". A não ser que o termo "Igreja" seja entendido como "clero" ou "ministério", o que não possui sustentação bíblica e exegética.

Leia:

O CRISTÃO E A POLÍTICA: O MEU CANDIDATO
O CRISTÃO E A POLÍTICA: QUANTO VALE?
NEGOCIADORES DO VOTO ALHEIO
O CRISTÃO E A POLÍTICA: O SENTIDO DO VOTO
O CRISTÃO E A POLÍTICA: JOSÉ, UM POLÍTICO CONSCIENTE DE SUAS RESPONSABILIDADES

3 comentários:

Delio Visterine disse...

Pastor Altair,
Graça e PAz.

É dificil acreditar como essas coisas ainda acontecem no meio da Igreja, é simplesmente lastimável. Primeiro que igreja não é lugar para se fazer projeto político. O projeto tem que ser o Reino de Deus e o que lhe concerne. Segundo, candidato da igreja só é entendido pelo fato de muitos serem massa de manobra dentro de muitas igrejas, onde alguns se valem disso para tirar proveito. É uma pena que seja assim. Jesus disse que o seu Reino não é desse mundo e a muito que nos deveríamos ter aprendido isto. Dado as próprias brigas políticas internas, já dá para aprendermos que fica difícil misturar política e igreja sem querer puxar para esse ou aquele partido ou candidato como sendo os salvadores da situação. Precisamos sim ter visão política e isto na igreja deve ser feito de forma educativa visando apenas fornecer subsídios para que cada um possa exercer seu direito de voto, e isso sem ser massa de manobra, sem trocar o seu voto por qualquer tipo de promessa ou agrado pessoal, com toda imparcialidade, caso contrário as igrejas logo passarão a ser comitês políticos(e algumas já o são para vergonha nossa), já que o sonho de muitos ainda é ter um presidente evangélico. Visto os maus exemplos de muitos políticos evangélicos devemos pensar dez vezes antes de votar. Digo que candidato evangélico não presta? De forma alguma. Porém isso não deve ser qualidade para elegermos um candidato, mas sim, sua vida, virtudes, e conhecimento dos fatos e reias necessidades da sociedade e os possíveis meios para que possa transformar suas propostas em melhores qualidade de vida para todos.

Delio Visterine.

Elisomar disse...

Se a igreja não tem o direito de participar, opinar e decidir nas resoluções de sua Convenção (uma vez que é da competência só dos pastores), não deveria apoiar candidato de pastor nenhum na política secular. O dever das autoridades da igreja é orientar os membros e deixar que eles decidam sem serem "influenciados" diretamente. E que projeto? E quem é o candidato da igreja? Uns infratores da lei, que não têm respeito por nada nem ninguém. Passamos três meses sem sossego nas escolas, hospitais e igrejas, com tanto barulho, pra depois desaparecerem voltando quatro anos depois. Parabéns pastor Altair, por ter a iniciativa de orientar seu rebanho a cerca da escolha do candidato segundo a Bíblia.

Blog do Weliano disse...

Pastor Altair,
A Paz do Senhor!
Mais uma vez, o senhor foi brilhante neste tema. Há alguns extremos com relação ao tema política que precisam ser revistos. O primeiro é um grupo de evangélicos que acha que ´crente não deve envolver-se com política, pois isso "é coisa do mundo". Outros acham que a igreja deve escolher um candidato evangélico sem ao menos questionar a sua vocação política ou idoneidade moral. E, finalmente, lideres evangélicos que inescrupulosamente negociam os votos dos fiéis e querem impor candidatos sem nenhum compromisso com a nação.
Na última eleição, numa reunião de obreiros, foi levado um candidato a prefeito pelo PT (partido eue no meu entender é inimigo do evangelho)e na ocasião, o pastor que dirigia aquela reunião apresentou o tal candidato, fez-lhe vários elogios e contrariando a lei pediu aos obreiros que votassem no tal candidato. O pastor teve a ousadia de afirmar ao candidato que não se preocupasse, pois ele havia mandado desligar a transmissão da reunião via internet. No outro dia, eu como obreiro enviei um e-mail ao pastor criticando tal postura e houve obreiros que me disseram que eu não deveria ter feito isso.