quinta-feira, 10 de julho de 2008

VENCENDO A ANSIEDADE. Subsídio para lição bíblica (02)

3. AS CAUSAS DA ANSIEDADE

Várias são as causas da ansiedade. Observemos algumas:


Ameaça. A psicanálise, através das idéias de Freud (Apud COLLINS, idem, p. 53), entendeu a ansiedade como o resultado de um conflito interno na personalidade do indivíduo, sendo provocada por ameaças claras percebidas pelo ego (ansiedade realista), pela perda de controle dos instintos (ansiedade neurótica), movida por sentimento de culpa ou vergonha (ansiedade moral), mediante resultado da reação ao perigo real ou imaginário, que inclue o condicionamento respondente (DAVIDOFF, idem, p. 393). A possibilidade de sucesso ou fracasso profissional, as incertezas do futuro para si mesmo ou para os entes queridos, o perigo da falta dos suprimentos básicos (Mt 6.25) e tantas outras situações possíveis, causam a ansiedade.


Mudanças de Vida. Uma série de situações reais e concretas na vida do indivíduo que provocam mudanças, pode promover a ansiedade. Pode-se citar a morte do cônjuge, o divórcio, as demais separações de entes amados, as doenças, o casamento, o desemprego, as mudanças de cargo no trabalho etc.


Conflitos. “Os conflitos surgem quando dois ou mais objetivos incompatíveis (necessidades, ações, eventos ou qualquer outra coisa) competem um com o outro e levam o organismo a se sentir pressionado em diferentes direções ao mesmo tempo (idem, p. 395)”. Três tipos de conflitos são identificáveis: (a) Aproximação-aproximação. Quando as pessoas são atraídas simultaneamente por dois objetivos, onde a decisão por um implica no abandono do outro. (b) Fuga-fuga. Quando as alternativas de escolha são igualmente desagradáveis, mas a decisão por uma delas é necessária. (c) Aproximação-fuga. Quando uma pessoa sente simultaneamente atração e repulsa por um objeto.


4. OS EFEITOS DA ANSIEDADE


A ansiedade provoca reações ou efeitos dos mais variados, em algumas áreas da nossa vida. São elas:


- Reações Defensivas. Desde a regressão (comportamentos infantis), passando pelo retraimento, negação, fantasia, racionalização repressão, projeção, até a agressividade (inclusive direcionadas para pessoas inocentes), várias são as reações defensivas (mecanismos de defesa).


- Reações Físicas. O prolongamento da ansiedade costuma comprometer a saúde. Conforme Davidoff (idem, p. 402) “O termo doenças psicossomática refere-se a distúrbios resultantes de respostas físicas (somáticas) do animal à tensão, uma condição fisiológica. Não presuma erroneamente que as doenças psicossomáticas são imaginárias. Elas são, de fato, distúrbios reais que causam prejuízos reais ao tecido e sofrimentos reais. Pessoas podem até morrer destas doenças”. A baixa imunidade, a falta de fôlego e asma (um distúrbio do sistema respiratórioro), a insônia, a fadiga, os problemas estomacais, a hipertensão (ou pressão alta), as doenças cardíacas e inclusive o câncer, visto que a ansiedade-estresse agudos “podem acionar hormônios e transmissores capazes de modificar a deflagração, crescimento e disseminação de certos tipos de câncer (Idem, p. 406), são algumas destas doenças.


- Reações Cognitivas. A falta de capacidade de processamento de informação, o déficit de atenção, os problemas com a memorização, a redução da habilidade de criatividade, são condições resultantes da ansiedade.


- Reações Espirituais. Segundo Collins (idem, p. 57), a ansiedade pode motivar-nos a buscar a ajuda divina, ou afastar-nos de Deus. A pedir-lhe socorro, ou amaldiçoar-lhe.


5. COMO VENCER A ANSIEDADE


Tendo como causa os fatores naturais e espirituais (separação de Deus), a ansiedade pode ser evitada ou tratada. No primeiro caso, mediante uma atitude pessoal prudente (preventiva), e da intervenção humana de psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos, psicanalistas, terapeutas e conselheiros, ou divina (curativa). Já a ansiedade decorrente de causas espirituais, só pode ser tratada espiritualmente.


Deus não deseja que os seus filhos sofram os males da ansiedade. Ele sabe o quanto ela é danosa para a nossa vida. A cura divina para a ansiedade, depende da obediência e da fé em sua palavra:


- Observe e considere a proteção e a provisão do Pai celestial. “Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?” (Mt 6.25-30)


- Não se inquiete com tolas indagações. “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.” (Mt 6.31-32)


- Priorize o Reino de Deus e a sua justiça. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mt 16.33)


- Não se atemorize diante das incertezas do amanhã. “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mt 6.34)


- Converse com Deus. “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fp 4.6-7)


- Lance sobre o Senhor toda ansiedade. “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pe 5.7; Sl 55.22)


Amém!


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Bíblia de Estudo Almeida. Barueri-SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

COLLINS, Gary R. Aconselhamento Cristão. São Paulo: Vida Nova, 1995.

DAVIDOFF, Linda L. Introdução à Psicologia. 3. ed. São Paulo: Makron Books, 2001.

PERRY, Lloyd M; SELL, Charles. Pregando sobre os problemas da vida. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991.

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