sábado, 5 de julho de 2008

AS DOENÇAS DO NOSSO SÉCULO -Subsídio para lição bíblica (02)


Como já vimos, o conhecimento das idéias e das atitudes das pessoas em nosso século e sociedade, é parte fundamental para a compreensão das "doenças" que nos assolam.

O comentarista da lição bíblica, para fins didáticos, dividiu nesta primeira lição algumas doenças, classificando-as como intrapessoais, sociais e religiosas.

1. DOENÇAS NA ÁREA INTRAPESSOAL

a) Orgulho e Vaidade. A ênfase neste sub-ponto é dada ao culto à personalidade, no desejo obsessivo pela fama e por projeção, tudo isto motivado pela presunção, soberba, orgulho e vaidade. Desde a antiguidade, o homem sem Deus busca se auto-promover e roubar a glória que pertence a Deus. Vejamos alguns exemplos na própria Bíblia:

- O homem foi seduzido por Satanás no sentido de tornar-se semelhante ao Senhor (Gn 3.5)

- Foi em Babel, que de formar bastante clara, a Bíblia nos revela o intento do homem buscar a fama e a celebridade "tornemos célebre o nosso nome" (Gn 11.4)

- Absalão, filho de Davi, levantou para si uma coluna, para a conservação da memória do seu nome, dando o seu próprio nome à coluna (2 Sm 18.18)

- Em sua loucura, o rei Nabucodonosor falou para si mesmo: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grande poder e para a glória da minha majestade?" (Dn 4.30)

Por toda a história, encontramos sempre alguém construindo, conquistando e tentando de todas as maneiras promover e perpetuar o seu nome.

Percebemo na própria igreja esta doença presente. Pastores através de grandes construções, pregadores através das grandes pregações, ensinadores mediante uma grande capacidade didática e pedagógica, cantores e músicos através de uma grande capacidade musical e tantos outros, buscam a fama e a glória pessoal, o culto a si próprio.

Não estamos generalizando. Muitas coisas grandes construídas, muitos que alcançaram a "fama", tornaram-se famosos pela vontade e para a glória e honra do nome do Senhor. Para Abraão Deus disse "te engrandecerei o nome" (Gn 12.2). Sobre fama (renome, notoriedade) para a glória de Deus, a Bíblia menciona a de Josué (Js 6.27; 9.9), a de Mordecai (Et 9.5), a de Salomão (1 Rs 10.1), a de Jerusalém (Ez 16.14), a de Paulo (2 Co 6.8) e até a de Jesus (Mt 4.24; Lc 4.14).

b) Egoísmo e Avareza. Estes sentimentos carnais, fomentados pela ambição e pelo narcisismo (paixão por si mesmo), ganharam espaço também na igreja através da busca pelos interesses próprios e pelo engano da TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, que até Bíblia ganhou, como é o caso da BÍBLIA DE ESTUDO BATALHA ESPIRITUAL E VITÓRIA FINANCERIA.

A Bíblia é clara na orientação da nossa relação com as coisas:

"Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.31-33)

"Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece." (Fl 4.11-13)

É necessário lembrar que ser rico, em si mesmo não é pecado (1 Tm 6.17-19), contudo, uma teologia que prioriza a riqueza na vida do cristão não é ortodoxa nem bíblica. Não passa de mais um vento de doutrina (Ef 4.14).

c) Incontinência. A falta de capacidade de auto-controle é a causa de grandes desvios de conduta. O caso de Romanos 1.18-32 é citado. Neste texto, a incontinência dos romanos promoveu a idolatria (Rm 1.23, 25) e a depravação (Rm 1.24, 26 e 27). Tal conduta resultou no abandono divino (Rm 1.24, 26 e 28), restando para os tais a morte (Rm 1.32), sentença para aqueles que insistem em se manter no pecado.

O perfil destes é claro: "cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia." (Rm 1.29-31)

O distanciamento de Deus gera doenças, e estas podem levar à morte natural, espiritual e eterna

"porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Rm 6.23).

2 comentários:

Blog do Zé disse...

´pastor Altair essa lição desse trimestre é muito oportuna para os dias em q estamos vivendo, cheio de males de toda especie. infelizmente a igreja não está imune aos mesmos. é triste vermos servos de Deus engajados em busca de fama e de bens materias se associando aos devassos e infiés. isso é uma falta de confiança em Deus que nos prover de tudo, se esquecem do que o apostolo Paulo diz a II Timóteo 6 9-10.

jacy disse...

Concordo plenamente com o senhor, professor Altair. Hoje infelizmente o que vemos são homens que se acham chamados mas não ungidos, encherem o peito e se ufanarem, talvez proclamarem pastores, mas perguntamos de que? De ovelhas é que não são. Talvez estejam pastoreando os reais existentes em muitos cantos além das ofertas nas igrejas, mas sendo levados além nas cuecas , na própria Bíblia que serviu de mala para tanta corrupção. Infelizmente este é um dolorosa fato. Mas como confio que pastores reais ainda existem e que são verdadeiramente chamados por Deus, folgo em saber que homens como o senhor tem uma vida dedicada voltada ao seu ministério e ao seu rebanho além obviamente à seus alunos. Tenha em mim uma eterna admiradora de seus atos extremamente espirituais.