sábado, 7 de junho de 2008

TRIBUNA CONVENCIONAL (2)

Como bem escrevi no post TRIBUNA CONVENCIONAL , farei os comentários sobre o pronunciamento do pastor Silas Malafaia, feito em seu programa Vitória em Cristo, que foi ao ar nesta manhã de sábado, sobre questões que envolvem a CGADB, sendo que mais especificamente as questões eleitorais.

Em primeiro lugar, gostaria de tomar as próprias palavras do pastor Silas, quando no primeiro bloco do programa, fez uma brilhante apologia, ao se posicionar contra o PL 122/2006:

"Na democracia o confronto de idéias é salutar"

"O meu direito à crítica tem que ser respeitado"

"Conheço bem a diferença entre crítica e ofensa"

É com base naquilo que o pastos Silas Malafaia acredita, que fundamento as minhas considerações a seguir. Assim como o nobre companheiro, confronto idéias, entendo que tenho direito à critica e conheço a diferença entre crítica e ofensa.

Como previ, lamentavelmente, o programa tornou-se mais uma vez tribuna convencional. O próprio companheiro sugeriu que os telespectadores, muitos deles contribuintes fiéis do seu programa, desligassem a TV, pois o que iria falar só interessaria aos pastores assembleianos. Mas vamos aos fatos.

AS ACUSAÇÕES LANÇADAS PELO PASTOR SILAS MALAFAIA

O pastor Silas acusou, não disse partindo de quem explicitamente (mas implicitamente), que na CGADB está havendo;

1. Esperteza
2. Bagunça e desordem
3. Farisaísmo
4. Hipocrisia
5. Manipulação
6. Falta de ética
7. Falta de respeito
8. Falta de consideração
9. Abuso

AS RAZÕES DO SEU PRONUNCIAMENTO

O pronunciamento do pastor Silas foi motivado, segundo ele, por alguns acontecimentos que envolveram a indicação de representantes de algumas convenções para a comissão eleitoral da CGADB, onde foram citadas abertamente as convenção estaduais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Segundo o pastor Silas, estas convenções agiram sem ética ou foram manipuladas.

Entendo que o caso precisa ser investigado e esclarecido. Entre pastores que se dizem homens de Deus, é inadmissível qualquer tipo de conduta indevida, em quaisquer questões, sejam de cunho político, administrativo etc. Mas, qual a razão de tanto alarido da parte do pastor Silas? O mesmo alegou no início de sua fala que "não tem pretensão de nada". Mas como não tem pretensões, tendo ele mesmo cargo na mesa diretora e inclusive compondo chapa no processo eleitoral (pelo menos no último pleito)? De quais pretensões ele fala?

ANÁLISE DO DISCURSO DO PASTOR SILAS

"Aconteceu uma coisa bonita em Porto Alegre", disse entusiasmado, ao lembrar sua participação na última AGO, propondo uma comissão especial para buscar soluções para a reforma do estatuto. O fato, é que a "coisa bonita que aconteceu" em Porto Alegre-RS, foi decorrente de "uma coisa feia que aconteceu", cujos fatos, "atores" e "protagonistas", o pastor Silas faz questão de omitir.

"Ninguém me cala!", com voz firme e intimidadora esbraveja. Realmente, ninguém cala o pastor Silas. Ele mesmo é que se cala, e quando o faz, é motivado por questões de conveniência política.

Por quais razões (e graças a Deus por isso), o pastor Silas não uso o seu programa para denunciar a esperteza, a bagunça, a desordem, o farisaísmo, a hipocrisia, a manipulação, a falta de ética, a falta de respeito, a falta de consideração e o abuso, que aconteceram nas últimas eleições convencionais, quando cargos, hotéis, transportes, alimentação etc., foram oferecidos em troca de votos. A resposta é simples, politicamente não lhe interessava e não lhe interessa.

Ética, amados leitores, não é uma questão de conveniência, é uma questão de integridade.

O pastor Silas não está sendo neutro e nem ético em suas posições. É vítima dos mesmos erros que denuncia.

O "Reino de Luz" sobre o qual diz fundamentar as suas posições, só lança luzes sobre algumas pessoas e sobre alguns episódios. Há um eclipse constante neste "reino".

Não tenho nada pessoal contra o pastor Silas Malafaia, tenhos sim, contra alguma posturas assumidas por ele ultimamente. Amo-o e oro por ele, mas volto a repetir, a política eclesiástica está fazendo com que ele perca o foco e o potencial que tem, para ser o agente de um grande movimento evangelístico em nossa nação. O que narro aqui, faço com um profundo pesar e grande temor diante de Deus.

Lamento que estas questões vieram a público, mas, uma vez assim acontecido, se faz necessário os devidos esclarecimentos.

Não sabemos aonde tudo isso vai chegar. O que podemos perceber, é que os estragos já são grandes em todos os sentidos.

Quem está ganhando com isto tudo? O inferno, Satanás, seus demônios, os inimigos do Evangelho e da Cruz, assim creio.

Oro e confio numa intervenção divina, tanto no quadro atual, quanto na vida de quem dela esteja precisando, independentemente de quem seja, das funções que ocupe ou deseje ocupar.

Acredito que Jesus continua com a sua pá na mão, e com o total controle sobre a sua eira (Mt 3.12)!