terça-feira, 22 de abril de 2008

VOCÊ SABIA?


Demorou 48 anos, desde a fundação das Assembléias de Deus, para que a primeira aula num instituto teológico ligado a mesma fosse ministrada, e mesmo assim o trabalho em seu início não foi apoiado pela CGADB.

O mérito desse feito pertence ao missionário e pastor João Kolenda Lemos e a sua esposa Ruth Dorris Lemos. Ambos fundaram o IBAD (Instituto Bíblico das Assembléias de Deus) em 1958, iniciando as aulas em 18 de março de 1959.

A resistência ao ensino teológico formal e presencial, fundamentava-se, dentre outras, nas seguintes idéias:

- O instituto bíblico poderia se transformar numa "fábrica" de pastores
- Jesus viria em breve e não daria tempo para este tipo de estudo
- O conhecimento espiritual que daria era o Espírito Santo
- Muita cultura poderia deixar os pastores vaidosos
- Os apóstolos não precisaram de livros

Dentre os que eram favoráveis podemos citar os pastores John Peter Kolenda, José Bezerra da Silva e o missionário Lawrence Olson.

Os contrários, entre outros, foram os pastores Paulo Leivas Macalão, Antonio Rego Barros, Eugênio Pires, Francisco Pereira do Nascimento, os missionário Leonard Pettersen e Gustavo Nordlund.

O missionário Samuel Nystrom manteve sempre uma posição de meio termo.

Atualmente, existem centenas de seminários, institutos e faculdades teológicas das Assembléias de Deus no Brasil.

Em alguns estados, as convenções já adotaram como pre-requisito para a ordenação de ministros (evangelistas e pastores), no mínimo, a formação teológica básica.
Fontes: História da Convenção Geral das Assembléias de Deus e Dicionário do Movimento Pentecostal.

4 comentários:

Elisomar disse...

Isso me fez lembrar do meu pai, quando era criticado e chamado de cru, pelo simples motivo de estudar a Bíblia e procurar o sentido real de cada texto. Quando diante de uma profecia de morte em 1959, para minha irmã mais velha que até hoje é viva, apresentou argumentos de estudo profundo da palavra de Deus.
Como todo império terreno um dia cai, graças a Deus, o da ignorancia veio ao chão. E hoje podemos ter acesso ao conhecimento contextual dessa riqueza inesgotável que é a Bíblia. É claro que o Espírito de Deus nunca será aniquilado, nem pelo conhecimento e nem pela ignorancia.

Daladier Lima disse...

Não podemos deixar de registrar que alguns dos temores se confirmaram.

JOSÉ DANIEL disse...

A Paz do Senhor Pastor Altair

Infelizmente, como disse o Ev. Deladier, alguns temores se confirmaram, haja vista o tal de "Curso de Pastor" com bacharelado em 90 dias e consagração, fora outras atrocidades.

Por outro lado, a ignorância ainda ronda nossos arraias. Aqui em Porto Seguro (BA), por exemplo, faça um movimento "retété" e a igreja enche que chega a transbordar. Faça um seminário e o povo foge como o "diabo da cruz".

Estamos dando um seminário de Escatologia de 21 a 26/04, assunto este muito importante creio. A presença é ínfima, não chega a 20% da membresia (nem obreiros estão participando).

Isso é triste, pois sabemos que precisamos ter uma posição equilibrada, com unção do Espírito Santo e também busca pelo conhecimento de Deus e sua Palavra.

Como superintendente de EBD e professor há pelo menos 15 anos, fico triste com o desprezo dado a EBD, culto de doutrina e qualquer reunião que vise estudar as sagradas letras.

Mas ainda existe um remanescente fiel.

Sole Dio Glória.

Elisomar disse...

Pois é! O irmão Daniel tem razão em relação ao desprezo que se tem com a Escola Dominical. É como se o povo não precisasse aprender. Agora o que falei em relação a ter caido o império da ignorância, foi a respeito dos ministros que bloqueavam o acesso. O que hoje acontece é a negligencia com o conhecimento. Sou testemunha de como o pastor Altair tem se esforçado para trazer algo a mais para a bagagem do povo e só alguns dão valor. Enquanto um mulçumano mata pelo fanatismo, muitos cristãos evangélicos deixam claro sua falta de amor pela obra do Senhor. Me perdoe a sinceridade, toda vez que tem CABEDAL Não acho justo essa premiação para a SEDE, pela localização do evento é insignificante o número de professores local. É como uma mãe concorrendo com os filhos em posição de privilégio. E qto ao que Dalardier falou; Isso é o preço do desequilíbrio, onde não há bom senso, há desequilíbrio.