quinta-feira, 10 de abril de 2008

VOCÊ SABIA?


Foi na Convenção Geral de 1937, realizada em São Paulo, onde se resolveu que as Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus não usariam a cruz em suas fachadas.

O motivo alegado foi o de que os crentes mais fracos, devido a cultura idólatra do país, poderiam se voltar para aquela cruz, prostrando-se ou pedindo alguma benção.

O cômico, é que hoje, depois de 71 anos, parece que houve um retrocesso. Em vez da cruz, diversas Assembléias de Deus no Brasil usam os símbolos do judaísmo (nada contra a natureza cultural dos símbolos) em suas fachadas e interiores.

Em vários lugares não se sabe ao certo se ali é um templo cristão ou uma sinagoga judaica.

12 comentários:

Pr. Robson Aguiar disse...

A paz do Senhor, pastor Altair!

Somos tradicionais, e temos uma tendência de resistirmos a qualquer inovação, mas, é bom sabermos o motivo de nossa postura em relação a todas as coisas, por isso cuidei de trazer a público mais informações sobre o tema proposto, conforme está registrado no livro "História da Evangelização do Brasil" de Elben César, em 1824 foi proibido pela Constituição brasileira o uso pelas igrejas protestantes da cruz, do sino e das torres (formato gótico ou românico), para que não se caracteriza-se o lugar de reunião dos evangélicos como templo. Apesar de mais tarde como já foi supracitado, a Convenção Geral tenha ratificado que não usaríamos tais simbolos em nossas igrejas, em respeito aos leigos. Concordo plenamente com o autor, quando diz que estamos adotando em nossas igrejas uma série de símbolos que não tem haver com o cristianismo, e pior, nos faz parecer judeus cristãos. Outro dia fui a uma igreja famosa, onde um pregador famoso, realiza-va uma casamento e confesso que me senti em uma Sinagoga ao presenciar como aquele Ministro celebrava o matrimônio, tinha taça de vinho quebrada pelos noivos e benção judaica "Que o Senhor sobre ti levante levante o seu rosto e te dê a paz" na verdade, foi bonito de se ver, mas, deixou a desejar no sentido liturgia cristã. Não sou contra o uso dos símbolos, pra falar a verdade acho que a ausência deles tira um pouco da espiritualidade e da reverência no Templo, mas, o uso exagerado como faz a igreja estatal e alguns neopentecostais tem banalizado o sagrado e desconstruido a fé. Tudo tem que ter moderação, equilíbrio. Lembremo-nos que no passado os cristãos perseguidos se comunicavam através de símbolos, e isto não parecia pecado, mas temos que ter cuidado para não transformar símbolos em Neustã (serpente de bronze feita por Moisés, como símbolo de cura para quem fosse picado pelas víboras, e após o episódio conservada e adorada pelo judeus no deserto por cerca de 400 anos).
Na Europa é comum ver-se igrejas com Cruz e formatos góticos e românicos, mas, no brasil não fomos aculturados dessa forma, todavia temos Assembléias de Deus em nosso País que usa a Cruz sem problemas, pois está localizada em uma área onde as pessoas herdaram dos europeus, (300 alemãs enviados por Calvino) essa cultura. “A História da Evangelização do Brasil”, Elben Cesar, o estilo de Templo daquele continente, Como pode ser confirmado no site abaixo;

http://www.assembleiadedeusijui.com.br/congregacoes.htm

“O mal da ignorância é que vai adquirindo confiança à medida que se prolonga”.
(Autor desconhecido)

www.prrobsonaguiar.nireblog.com
www.adcadeesope.nireblog.com

Pastor Geremias do Couto disse...

Aprecio os símbolos, poi quando vistos apenas como símbolos cumprem papel pedagógico sem igual. É tanto que a liturgia judaica do AT era carregada deles pelo papel que desempenhavam na prática cultual dos judeus.

Temos também os nossos símbolos no cristianismo e deveríamos valorizá-los ao invés de transpor para os nossos cultos "ritos" até bonitos, mas que nâo têm nenhuma conexão com o nosso culto.

Qual a lógica de se tocar um "shofar" ou comemorar a festa dos tabernáculos em nossa liturgia cristã? Pode até fazer sentido se for numa apresentação em aula ou curso sobre o povo de Israel, mas não como elemento inerente à nossa fé.

No entanto, a cruz é a marca do Cristianismo, o nosso grande símbolo, cantado em prosa e versos em razão do seu profundo significado para a nossa fé.

Entendo que a Convenção Geral tenha tomado essa atitude naquela época pela força da idolatria em nosso país, mas por causa disso deixamos de ter em nossos santuários a marca que melhor caracteriza o Cristianismo: a cruz, na qual, como admitiu Paulo, glorio-me constantemente.

Ao invés da cruz temos candelabro, shofar e pregações que falam de tudo, motivam, empolgam, mas não falam da cruz.

Que tal revermos a nossa liturgia e trazermos a cruz para o centro? Literalmente e espiritualmente. Para o centro do templo, para o centro do púlpito, para o centro do nosso coração.

Abraços

ALTAIR GERMANO, disse...

Pr. Robson, obrigado pela contribuição, citando alguns fatos históricos referentes ao uso da cruz pelas igrejas evangélicas no Brasil.

possuo o livro citado, publicado pela ULTIMATO e recomendo para os leitores.

Um abraço.

Anônimo disse...

Pr. Altair!

Sou membro da AD Ijuí-RS, e não vejo nenhum problema em termos na fachada do templo, há anos, diga-se de passagem, o símbolo marco da nossa fé.

Foi na cruz que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi na cruz que Ele triunfou sobre o diabo. Foi na cruz, foi na cruz... como diz um belo hino da nossa harpa cristã.

Nós, não vemos mal algum em utilizá-lo e confesso que jamais questionei o porque daquela cruz estar ali, por questões óbvias. Já faz parte da nossa história como denominação em Ijuí.

Assino embaixo as palavras do Pr. Geremias do Couto. Concordo plenamente com ele. Devemos pregar mais a cruz e porque não, vizualizar a cruz em nossos templos?

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo Pr. Geremias do Couto, a transparência e a franqueza com que o irmão trata alguns assuntos controversos, não temendo as opiniões mais tradicionais, aumentam a minha admiração por sua pessoa.

Sou absolutamente favorável ao pensamento e à atitude crítica.

Refletir buscando as causas últimas das coisas, em vez de aceitar passivamente imposições, idéias e tradições, será sempre o melhor caminho para um fé responsável e sadia.

Ignorar o que não se conhece é uma atitude lamentável. Não buscar o conhecimento é, no mínimo, irresponsável.

Concordo com vossa opinião sobre a centralidade da cruz, visto o sentido simbólico da mesma, inclusive utilizada conotativamente, acerca da obra redentora de Jesus, nos escritos apostólicos.

Um abraço!

Elisomar disse...

Na minha pinião acho melhor que nossos templos continuem sem cruz. Não iria alterar em nada mesmo naquele tempo, hoje, se alguém inventasse de pôr uma cruz em alguns templos serviria apenas de escândalo. Além do mais acho a cruz um símbolo de dor e não precisamos dela pra lembrar do que sofreu nosso Jesus. Agora, quanto aos objetos de culto judaico se não o temos, também nem precisamos...já temos os cultos da prosperidade, do queimar, de problema na fogueira, a unção da aliança, a unção da carteira, a água santa, as sete voltas e tantas outras que não são mais privilégio da Universal, mas das igrejas evangélicas e também católica. Ou vocês não viram ainda o padre Marcelo Rossi, ungindo os lenços? Chega de tanta invenção...deixa sem a cruz.

O Bebê disse...

Sou favorável a colocar o símbolo da cruz nas fachadas de nossas igrejas. Haveria um símbolo que melhor sintetiza o cristianismo? Denominações históricas como a Metodista do Brasil, Presbiteriana do Brasil e Luterana não tem problemas com a cruz. Os símbolos fazem parte que qualquer instituição e muitas de nossas igrejas nem tem “cara” de igreja. A catedral que tem sido construída aqui em São Paulo como sede do ministério Belém, não tem cruz no planejamento representado na maquete, mas caberia muito bem esse símbolo na fachada.
Algumas posições de nossa igreja não podem ficar retidas dentro de uma idéia chamada de “identidade assembleiana”. A identidade assembleiana desse ser mantida em nossa confissão de fé, em não em tradições passageiras.

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

Anônimo disse...

Prezado Pr. Altair!

Fiz meu comentário ontem sobre a cruz na fachada em nosso templo aqui em Ijuí/RS e esqueci de dizer uma coisa muito importante: gosto muito do seu blog, das mensagens, artigos, charges e gostei muito desse: você sabia?, porque eu não sabia dessa proibição que existia anos atrás.
Não foi minha intenção depreciar o artigo, mas apenas dar minha opinião.
Visito quase que todos os dias seu blog. Conheci através do blog do Pr. Ciro Sanches Zibordi.
O que é a tecnologia, não é mesmo? Aproximando cristãos de norte a sul do país. Fica na paz do Senhor!!!

ALTAIR GERMANO, disse...

Amado Gutierres, obrigado por sua participação.

Apesar do tema parecer simplório, penso ser no mínimo esclarecedor.

Um abraço!

ALTAIR GERMANO, disse...

Querido anônimo, envio o meu abraço para todos os irmãos de Ijuí/RS, com cruz ou sem cruz (risos).

Continue orando por mim!

Paz do Senhor.

Anônimo disse...

Vou orar sim, pode deixar Pr. Altair!!! Mas por pouco pensei que não fosse bem-vindo aqui,mas dialogando tudo se resolve, não é?
Abraços, em Cristo.

Juber Donizete Gonçalves disse...

Prezado Pr. Altair,

Gostaria de congratulá-lo por esta matéria. Acredito que foi esclarecer, porque somos um povo sem muita consciência histórica. Sempre que posso visito o seu blog.

Deus continue te abençoando.

Pr. Juber Donizete Gonçalves
www.juberdonizete.blogspot.com/