terça-feira, 4 de março de 2008

O FENÔMENO!

IMAGEM: www.sergeicartoons.com

Vocês lembram aquele título "o fenômeno", atribuído ao Ronaldo da seleção brasileira de futebol? Pois bem, a moda acabou se contextualizando ao meio evangélico.

Você já ouviu falar no pastor "o fenômeno"? Ainda não? Pois fique sabendo que ele já existe e que assim se auto-intitula (ao contrário do Ronaldo que recebeu o título do Galvão Bueno), devido aos números mirabolantes que marcam o seu ministério.

O FENÔMENO EM NÚMEROS

- Milhões de telespectadores
- Dezenas de livros
- Centenas de cidades
- Milhares de mensagens pregadas
- Milhares de e-mails recebidos
- Milhões de acesso a sua página na internet
- Milhares de DVD's vendidos

Fui procurar na Bíblia alguém que pudesse se comparar ao "fenômeno", e acabei encontrando um certo personagem, que se destacou pelos números que também marcaram o seu ministério;

PAULO, O APÓSTOLO (2 Co 11.24-28)

- Muitos trabalhos
- Muitas prisões
- Açoites sem medidas
- Perigos de morte
- Trinta e nove chicotadas em cinco ocasiões
- Três pisas com vara
- Um apedrejamento
- Três naufrágios
- 24 hs boiando no mar
- Muitas jornadas (algumas a pé)
- Perigos de ladrões
- Perigos de rios
- Perigos de perseguições por judeus e não-judeus
- Perigos na cidade
- Perigos nos desertos
- Perigos em alto mar
- Perigos entre os falsos irmãos
- Muitos trabalhos e canseiras
- Muitas noites sem dormir
- Fome e sede muitas vêzes
- Falta de casa, comida e roupa
- Muitas preocupações com as igrejas do Senhor

Amados, não sei se o que sinto neste momento é vergonha ou indignação. Dá para perceber o quanto difere o referencial de valores do "FENÔMENO" e os referenciais do Apóstolo Paulo? A que ponto chegamos!

Por favor, me suportem. Falo principalmente aos fãs, que de tão entorpecidos pela eloqüência e domínio de massas que "os fenômenos" possuem, não admitem que toquem nos tais "ungidos"!

Gostaria neste momento, de responsabilizar por esta vergonha nacional, os pastores que abrem as portas de suas igrejas para "os fenômenos" modernos, cooperando assim para a alienação e exploração das pobres e manipuláveis ovelhas que lhes foram confiadas.

É fundamental lembrar que Jesus (nem os apóstolos) não andava atrás de público (Jo 6.24-27, 65-68). Jesus buscava verdadeiros discípulos e não público. O inferno se encherá de público e de pregadores de público, enquanto o céu, de filhos de Deus que nasceram de novo, que vivem em santidade e andam na verdade, juntamente com pregadores que não foram enganados pela sedução da fama e do sucesso temporal. Basta! Chega de tanta banalidade, futilidade e vaidade.

Ver e ouvir estas coisas, e ficar calado, é pecado de omissão. Compartilhar com elas, nos torna iguais "aos fenômenos".

Deixo o próprio Paulo nos lembrar um princípio que por muitos já foi esquecido:

"Se tenho de gloriar-me, gloriarme-ei no que diz respeito à minha fraqueza" (2 Co 11.30)

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.

2 comentários:

Anônimo disse...

A Paz de Jesus Cristo!
Amado Pr. Germano, acompanho todas as novas publicações do o seu blog, mas este artigo publicado "O Fenômeno",nos deixa ainda mais preocupados, como o Evangelho Verdadeiro de Jesus tem sido esquecido, Mais infelizmente outros "evangelhos" tem crescido no nosso meio, pois este "falso evangelho" tem atraído multidões.O povo como antigamente quer ver coisas extravagantes, porém não conseguem enxergar as grandezas de Jesus nas pequenas coisas. A palavra de DEUS diz: E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si - Atos 20:30; Homens tem atraído discípulos para eles mesmos, voltados a suas próprias cobiças, ganâncias, famas, em vez de pregar verdadeiramente o Envangelho genuíno de JESUS CRISTO, e dar toda honra, glória e todo louvor a JESUS CRISTO! Pois somos apenas Pobres, Cegos e Nus!

Fique com Deus!
Pr. André Luiz Poggianella
Blog: www.atalaiasdedeus.blogspot.com

Elisomar disse...

...fenomenal é sentir a presença do Espírito de Deus. Nós, "pobres" humanos.