sábado, 2 de fevereiro de 2008

CONSUMISMO SAGRADO


2 comentários:

Elisomar disse...

Bem, de todos os itens apresentados na lista, eu tiraria só alguns. Não como deuses, benignos ou malígnos, mas como necessidade. E não os queria se fosse para minha ruina, faria tudo com sabedoria e moderação. Menos o marido (é claro), que é pra se viver com intensidade. rsrs

Paulo Ceroll disse...

1. Saudações, pr. Altair Germano. Lembrei de um livro onde o autor cristão explica o conceito que os supersticiosos têm acerca de amuletos e talismãs: o primeiro, serve para proteger das forças malignas; e o segundo, para manipulá-las.
2. Da maneira como os bens supérfluos são estimados e manipulados por aqueles cujo "deus" é "o próprio ventre" daria para reclassificar esse bens em amuletos e/ou talismãs! Explico.
3. Por exemplo: a moda é amuleto - porque só os que andam de acordo com as últimas “tendências” são automaticamente protegidos de todo tipo de discriminação; o Governo é talismã – porque os esforços para manipular esse “poder” chegam às raias do absurdo (o apoio maciço para a eleição do atual governo que o diga: igreja e socialismo/comunismo, juntos?!... Nada haver!).
4. O dinheiro é "hors-concours". Pode ser usado perfeitamente como amuleto ou talismã... no culto desses idólatras!
5. Essa forma de idolatria contemporânea está enraizada na Sociedade. O “deus” forte é o daquele que “tem mais”, “gasta mais”, “sabe mais”, “é mais”. Ou seja: tudo é feito para “fazer da terra um paraíso” e manter viva a “natureza carnal” que deveríamos fazer morrer com suas concupiscências (1João 2.16)!
6. E o pior é que essa filosofia humana encontra-se travestida de “doutrina” bíblica, em muitos lugares. Cujo efeito tem sido o de acender (o manter bem vivo!) o fogo da vaidade humana. No popular: “É apagar o fogo com gasolina!”. Como se a posse de bens terrenos fossem provas inexcedíveis de que seu possuidor é exemplo de fidelidade a DEUS e de Sua aprovação (Salmos 73).
7. Usufruir do conforto não é pecado. Pecado é deixar que essas coisas comprometam nosso discipulado e comprometam nossa carreira (Lucas 21.34). Os que amam e desprezam ou pouco se empenham para obter as riquezas e as virtudes espirituais e do porvir, provavelmente, é só o que irão ter, neste mundo; mas, no vindouro, o Juízo divino é certo (1Co 15.19). Só os bens espirituais são abundantes e eternos e nenhum amuleto ou talismã podem tirá-los de nós! “A bênção do SENHOR é que enriquece, e ele não acrescenta dores.” (Provérbios 10.22).
Abraço fraterno
Paulo Ceroll