
Pr. Altair Germano, paz em Cristo.
Nasci em berço evangélico, e desde muito garoto percebi minha sexualidade apontada a homossexualidade, mesmo garoto e cristão buscava a cura em Cristo, aos 11 anos comecei a me envolver sexualmente com outros garotos, e depois me sentia muito mal buscava o perdão em Deus e a libertação que nunca vinha, de caída em caída me sentia discriminado só por mim mesmo pois aos 14 anos fui batizado com espírito santo, fiquei feliz pois imaginei um grande passo para a libertação que não chegou , passando ainda algum tempo participando em área de louvor na igreja e mocidade e nos bastidores ainda sofrendo com a minha inclinação aos 17 anos conheci um outro garoto e nos apaixonamos, preoculpado falei com minha mãe e com meu pastor, que passaram a me ver como endemoninhado, mas me sentia sempre a mesma pessoa perante Deus, com a não aceitação da igreja, e também sem um maneira de mudar , pois toda a ajuda foi inútil, embora não queria ser gay, queria ser hétero, queria casar, e queria ter filhos, com o tempo fui sendo colocado de lado até o ponto de desviar-me da igreja , não de cristo e nem da fé. Aos 22 anos já estava morando com esta pessoa que havia conhecido, éramos felizes completo e passamos de certa forma a ser aceito em nosso convívio, familia, escola, vilas e amigos, o amor que sentimos um pelo outro sempre verdadeiro, diferente do que aprendi na igreja, com o tempo percebi que o meu natural não era o natural dos outros que não podia querer interpretar algo que não era para mim, por isso que nunca alcancei a cura, na verdade não tinha cura para acontecer, passando ainda mais um tempo fora da igreja, mas não longe de Cristo orava para o Senhor permitir que voltasse para a comunhão na igreja e em dezembro de 95 eu e meu companheiro voltamos para a igreja, com 28 anos eu ele 29 anos. O pr. nos aconselhou para nos afastarmos que com certeza agora maduro iríamos alcançar a verdadeira libertação, resolvemos dar mais uma chance para nós, nos separamos mesmo, sofremos muito, mas nos afastamos, passamos a namorar garotas em nossa igreja para ajudar-nos em nossa recuperação, envolvido em toda igreja, participando em coral, pregando e evangelizando, fui consagrado a evangelista aos 33 anos, quando meu ex parceiro casou, ele foi morar em outra cidade com sua familia, eu que já namorava, tambem casei, não consegui ficar casado nem um ano, pois o amor que sentia por minha esposa não suficiente para continuar a enganando pois ia para o nosso momento de intimidade totalmente ausente, fazendo algo totalmente não natural para a minha inclinação, ao terminar o momento nosso de sexo, saia muito mal, frustrado, e assim pela primeira vez me percebi infeliz e distante de Deus, fui rapidamente resolver aquela situação me separei legalmente. Ficamos apenas 1 ano casado. Continuei servindo a Deus , e agora sempre muito incompleto pois não acreditava que eu não conseguia deixar isto. fui congregar em outra igreja para tentar me sentir melhor, meu ex-companheiro já estava com dois filhos eu feliz por ele. Em uma festa numa casa de amigos onde tanto eu quanto a família dele foi convidada, pudemos conversar um pouco com ele e fique sabendo , que ele estava muito infeliz, que já tinha pensado em tirar sua própria vida, se não fez, por falta de coragem pois seus filhos ainda são pequenos, única coisa que falei para ele que não era o melhor amigo dele para o ajudar naquele momento, que ele buscasse ajudo com alguém. Após a isto me senti muito mal pois percebi o quanto o amo, e que ele é infeliz de lá e eu infeliz daqui, me pergunto, porque Deus me dotou de sexo, se eu não posso usufruir. Se isto realmente é uma abominação porque Deus não nos liberta, onde passamos a conviver com isto, se é realmente um pecado mortal, porque não consta nos 10 mandamentos. Hoje continuo servindo a Deus mas conheci um outro rapaz evangélico em minha igreja onde passamos a ter um compromisso e agora estamos vivendo as escondidas, onde as pessoas nem imagina, quando eu coloco diante de Deus, percebo que de Deus eu não tenho nenhuma condenação, vivo feliz com Deus participo ativamente de tudo, Deus tem permitido me usar na igreja, mas não posso me expor. O que quero com isto, nada, apenas falar que entre o céu e aterra há muito mais coisa em Deus que a nossa mente possa suportar, não sei se estou errado ou certo, mas a fé que tenho em Cristo me faz crer que serei salvo, que só conseguirei deixar tudo estes pecado quando estiver com ele num corpo glorificado. É assim que creio que a super graça de Cristo me alcança sem eu realmente ser digno e merecer.
Com respeito a vossas opiniões, e contando com suas orações
7 de Agosto de 2007 17:10
O relato acima expressa o drama vivido por milhares de pessoas em nossas igrejas, ignorado ou desapercebido por muitos.
Passarei a comentar alguns questionamentos presentes na palavra do querido "Serche".
1. Por que Deus não mim liberta?
Não tenho nenhuma dúvida de que o Senhor nosso Deus é capaz de libertar as pessoas de seus pecados, sejam eles quais forem
"Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos;e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (Jo 8.31-32; )
"Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna." (Rm 6.22)
Agora, é preciso entender que libertação não é um ato arbitrário de Deus, ou seja, está relacionado com a vontade do indivíduo em libertar-se, e com sua determinação para isso, confiando sempre na cooperação do Espírito Santo
"Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça." (Rm 6.17-18)
Se alguém não consegue libertação de seus pecados, tenha certeza, não é por culpa de Deus "o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade." (1 Tm 2.4)
Não duvido de sua sinceridade, mas penso estar faltando algo mais de sua parte. Outros lutaram e conseguiram se libertar das mesmas dificuldades que você vivencia.
2. Se é realmente um pecado mortal, por que não consta nos dez mandamentos?
A vontade de Deus para o homem não está revelada apenas nos dez mandamentos, mas sim em toda escritura sagrada
"Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra." (2 Tm 3.16-17)
Dessa forma, os dez mandamentos não estão acima da autoridade dos textos escritos em Lv 18.22; 20.13; Rm 1.26-27; 1 Co 6.10; Ap 22.15, onde claramente a prática homossexual é condenada.
3. A super graça de cristo me alcança sem eu realmente ser digno e merecer
Essa frase é verdadeira, a graça de Jesus é favor imerecido. É necessário, contudo, entender que essa graça não legitima o pecado
"Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor." (Rm 5.20-21)
"Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum." (Rm 6.12-15)
4. Percebo que de Deus eu não tenho nenhuma condenação
Amado, nossas percepções não estão acima da palavra do Senhor
"Enganoso é o coração (sede das emoções, base do caráter incluindo a mente e a vontade) mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer? Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações" (Jr 17.9-10)
Não vivemos apenas pelo que sentimos, vivemos acima de tudo por aquilo que a Bíblia nos ensina e revela.
Percebo sinceridade em suas palavras. Percebo também um profundo drama existencial, mas nada que não possa ser tratado e transformado em verdadeiro gozo, paz e alegria.
Conte com minha orações.
Um abraço!