domingo, 11 de novembro de 2007

BISPO EDIR MACEDO E ABORTO


O Bispo Edir Macedo resolveu assumir sua posição liberal acerca do aborto em caso de gravidez indesejável. Segue abaixo trecho da entrevista concedida pelo mesmo à Folha de São Paulo, em 13 de outubro de 2007:

FOLHA: Em sua biografia, o Sr. defende o aborto. Atualmente, a Record e a Record News exibem campanha pelo aborto, por que?

Macedo: Sou favorável à descriminalização do aborto por muitas razões. Porém aí vão algumas das mais importantes:

1. Muitas mulheres têm perdido a vida em fundo de quintal. Se o aborto fosse legalizado, elas não correriam risco de morte.
2. O que é menos doloroso? Aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor? E o que dizer das comissionadas pelos traficantes de drogas?3. A quem interessa uma multidão de crianças sem pais, sem amor e sem ninguém?
4. O que, os que são contra o aborto, têm feito pelas crianças abandonadas?
5. Por que a resistência ao planejamento familiar?

Acredito, sim, que o aborto diminuiria em muito a violência no Brasil, haja vista não haver uma política séria voltada para a criançada.

FOLHA: “Deus deu a vida e só Ele pode tirá-la”, segundo a Bíblia (sic). Não é contraditório um líder cristão defender o aborto?

Macedo: A criança não vem pela vontade de Deus. A criança gerada de um estupro seria de Deus? Não do meu Deus! Ela simplesmente é gerada pela relação sexual e nada mais além disso. Deus deu a vida ao primeiro homem e à primeira mulher. Os demais foram gerados por estes. O que a Bíblia ensina é que se alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz (Eclesiastes 6.3). Não acredito que algo informe, seja uma vida.

Amados leitores, discussões teológicas à parte (embora importantes), conheço vários casos de crianças que foram concebidas de maneira indesejável, quer seja por falha em medidas contraceptivas, intimidades no namoro, estupros e outras, que tornaram-se instrumentos nas mãos de Deus.

Afirmar que uma criança gerada de um estupro (ou de qualquer outra forma de gravidez indesejável) não é de Deus, é no mínimo uma atitude irresponsável ou então a palavra de alguém que pensa estar no mesmo patamar ou acima do próprio Deus.

"Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta." (Jr 1.5)

"Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles." (Sl 139.16)

9 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que o senhor Edir Macedo está sendo mais materialista na sua opinião favorável ao aborto, desde que sejam reduzidas a miséria e a violência no nosso País, do que qdo expõe o princípio da "fogueira santa de Israel", em que barganhar com Deus para resolver os problemas materiais, é mais importante do que ensinar ao homem o verdadeiro arrependimento dos pecados, e a purificação dos mesmos através do sangue de Jesus derramado na Cruz do Calvário.
Fosse o homem temente a Deus e não se praticaria um sexo irresponsável sem se preocupar com as suas consequências. Analise-se então, que, o grande índice de aborto não vem dos estupros, esse é uma menoria; ou mesmo de gestações de risco. Pelo q se tem notícias, a grande maioria é proveniente de "gravidez indesejada"; ora, isso nos nossos dias é completamente fácil de prevenir. Um pecado justifica o outro, senhor Edir Macedo?
Abortar a justiça, isso sim é o pecado mais horrendo na nossa Nação, e mesmo nas nossas igrejas que não lutam por justiça social, desde que o povo esteja alienado ao espírito de religiosidade, sem buscar o verdadeiro amor, a exemplo: "o de dar alguém a sua própria vida pelo seu irmão". Que Deus mude a sorte da nosso País, e que no trato dessa questão, conceda aos "homens de bem" um espírito de temor, para não permitir o "derramamento legalizado de sangue inocente na nossa terra Brasil", e a sua Igreja não atue quanto à legalização do aborto, como fez Pilatos ao lavar aos mãos, como se isso o justificasse, quando na realidade mostrou a sua indiferença e covardia à morte de Cristo. Edivane

Elisomar disse...

Ele tem toda razão em afirmar que um filho vindo de um estupro não provém do deus dele...porque o deus dele, não é o Deus da vida.
É claro que o descaso com a palavra de Deus, vem gerando uma sociedade de desigualdade. Mas isso não tem solução no aborto. Enquanto não houver uma consciência cristã, no método de ensino das gentes, o mundo vai afundando cada vez mais no caos.

Valdomiro disse...

A seriedade religiosa, não quero entrar nos outros aspectos, desse suposto bispo é extremamente questionável, e para mim seu "caráter cristão" se consuma no fato de ele ser pró aborto.
Ele, sem saber qual o futuro reservado à criança, ainda em formação, prefere concordar com o assassinato do inocente, ou seja, "mata antes porque eu sei que ele vai sofrer". O sujeito está pensando que é Deus mesmo >:(. Bispo de quem???

Anônimo disse...

quem defende o aborto não é mais cristao, é literalmente um satânico. Deus condenou as nações pagãs que imolavam seus filhos ao demônio. E é isto o que prega este falso crente.

NILZA COUTINHO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Olha em que ponto chegou os ensinamentos cristão!!!
Olha o que diz um homem... que se diz líder de uma "igreja evangélica!
Que é a favor do aborto, certamente não é a favor da vida, não conhece o Senhor Jesus e nem a Palavra de Deus.
E milhares de pessoas (que se diz crentes) estão sob a liderança de um homem desse, obedece a ainda o defende... Acorda povo de DEUS!!!

Anônimo disse...

Nossa!!! Nunca fui muito com a cara dos religiosos pois os considerava cegos, você mudou minha ideia, uma criança gerada por estupro, não foi gerada por amor ou com amor, então, é realmente doloroso ter um filho gerado na violência, sou mãe, amo meus filhos, foram gerados em um casamento e com muito amor, não imagino como poderia olhar para eles se fosse ao contrário, é preciso se colocar na pele de quem vive esta cituação dolorosa para só assim ousar julgar tendo em vista que o próprio senho disse- "não julgues e não serás julgado"
só sei de uma coisa, uma mulher tem o direito sim, de escolher se vai ou não ter um filho, pois são para sempre, pelo resto da vida, imaginar lembrar de uma violência tão monstruosa pelo resto da vida e toda vez que olhar para o filho, é um castigo grande demais, principalmente se essa criança tiver a mesma índole doentia do pai, pois é sabido que a violência faz parte da genética humana, pais violentos geram filhos violentos, concordo com o bispo, desde que seja tudo feito da forma correta e legalizada.

Altamiro disse...

Que parte do mandamento "Não matarás" o Sr. Edir Macedo não entendeu?

LitrixLinuxer disse...

O que dizer perante isso? Deus é pai e há de fazer justiça.