quinta-feira, 2 de agosto de 2007

TRANSTORNOS MENTAIS AUMENTAM ENTRE PASTORES E LÍDERES EVANGÉLICOS

"Pastores à beira de um ataque de nervos", este é o título de um excelente artigo publicado na Revista Eclésia, edição 118, assinado por Uilian Uilson Santos. Seu texto se refere ao aparecimento cada vez mais freqüente, de doenças emocionais em pastores e líderes evangélicos.

Entre as principais causas do fenômeno, destacam-se:

-O descuido com a saúde mental
-A solidão
-A falta de conselheiros para compartilhar seus problemas
-O ativismo ministerial
-A falta de repouso adequado (férias e folgas)
-A pressão institucional por resultados em termos de número de membros e ofertas

Baseado numa tese de psiquiatria e religião, intitulada "a prevalência de transtornos mentais entre ministros religiosos", o artigo revela os seguintes índices:

47% dos pastores evangélicos sofrem de transtornos mentais
16% têm depressão
13% Não conseguem dormir normalmente

Conheço alguns companheiros que apesar de manifestar os sintomas dos distúrbios mentais e emocionais, teimam em manter o mesmo padrão de vida (desgraçadamente vivida).

Quem acaba no final sendo penalizada com isso, é a família do pastor ou líder, que por ser transformada em escape de suas neuroses, psicoses e demais distúrbios, sofre constantemente com seus ataques de nervos, mal humor crônico, maltratos e outros descarregos emocionais.

4 comentários:

Elisomar disse...

Isso é uma grande verdade. cuidar das queixas dos outros, sem cuidar de si mesmo,é um passo para se tornar um doente mental e físico também. E tratando-se de pastores, que ouve a muitos, mas não fala de suas emoções, anseios, medo e outros...fica ainda mais difícil. o pastor é um padrão. E se esse padrão quebrar, é como se o resto desmoronasse. mas é necesário saber que eles não são homens de bronze. precisam de um ombro amigo,cuidar da saúde, ter alguém que o ouça sem questionar a origem da queixa, e sim apontar uma solução, ou simplesmente orar. mas quem? Não há confiança, infelizmente. Se um assunto que se pede oração na igreja, o mundo todo fica sabendo, imagina o problema de um pastor...

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro pastor Altair:

Este é um grave problema ainda latente no meio evangélico, que precisa vir à tona. Ele decorre também de algumas causas:

1. a necessidade de os pastores se mostrarem como super-heróis, perfeitos e impecáveis para agradar o rebanho. Vivem como encouraçados, reprimem sentimentos e nunca se expõem;

2. a falta de confiança entre os próprios pastores, que preferem guardar para si os seus dramas pessoais com medo de que o colega, ao invés de ajudá-los, denuncie-os na próxima reunião convencional;

3.A ditadura do legaismo em lugar da inaudita graça, que os torna escravos de um rigoroso sistema imposto ao rebanho que eles mesmo não conseguem suportar;

4. A incapacidade de desfrutarem dos bens naturais legados por Deus ao homem, tratados como se fossem algo pecaminoso e intocável, enquanto ficam, ao mesmo tempo, atados à camisa de força da "falsa" santificação, e

5.o acúmulo de atividades administrativas, como se estivessem lidando com uma empresa em busca de lucros, ao invés de se dedicarem como prioridade ao ministério da oração e da Palavra.

Temos, sim, muitos pastores "doentes" e já é mais do que a hora de se implantar na Assembléia de Deus o pastoreio de pastores. A SEPAL é uma organização que pode prestar uma grande ajuda nessa área.

Um abraço.

ALTAIR GERMANO disse...

Elisomar,

graças a Deus que apesar de certo clima de desconfiança em alguns lugares, existem ainda pastores e líderes que que gozam da confianças dos seus liderados.

Shalom!

ALTAIR GERMANO disse...

Amado Pastor Geremias do Couto,

seu comentário traduz brilhantemente, uma percepção nítida e realista do problema e suas causas.

Oremos pela implantação do pastoreio de pastores, e pela humildade de se buscar as devidas orientações e ajuda, em instituições do nível da SEPAL!