sexta-feira, 3 de agosto de 2007

IGREJA CATÓLICA LUCRA ATÉ COM OS LITÍGIOS INTERNOS


Por Blog do Jamildo - JC OnLine

Embora feliz porque será ouvido pelo Superior Tribunal da Assinatura Apostólica, do Vaticano, o padre João Carlos Santana da Costa sabe que não será fácil aprovar seu recurso contra as acusações feitas pelo arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho(leia post abaixo).

E a primeira dificuldade é o dinheiro que o pároco de Água Fria terá de desembolsar para que o processo ande. De saída, de acordo com a carta enviada pelo tribunal, serão 1,55 mil euros (cerca 4 mil reais). Não está claro se estes recursos já incluem os honorários dos advogados.

Por isso, nesta quinta (2), ele enviou ao tribunal mais uma carta com 18 perguntas sobre os trâmites do processo. Inclusive se há a possibilidade da gratuidade.

"De qualquer modo, para quem trabalha em uma paróquia de periferia, esse valor já é muita coisa", disse o padre João Carlos, com exclusividade, ao Blog. Ele terá 30 dias úteis, a contar da terça passada, para constituir advogado junto ao Vaticano, a partir da lista que lhe foi enviada.

O recurso visa à retratação de D. José, que o acusou de manter um relacionamento amoroso com a paroquiana Ivânia Queiroga, prima do padre e casada. "Meu pleito é para resgatar a minha honra e contra a calúnia lançada sobre a minha pessoa", explicou.

DANOS

Esta é a terceira tentativa do padre João Carlos de ser ouvido pelo Vaticano. Na primeira, ele enviou seu recurso à Congressão para o Clero, que o aconselhou a seguir a orientação de D. José para que abandonasse a diocese de Olinda e Recife e retornasse a sua diocese de origem: Cajazeiras, na Paraíba.

Na segunda, acionou este mesmo Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, que o orientou a enviar o recurso ao prefeito do órgão. Apenas uma formalidade legal. Deu certo. Quando o caso for julgado pelo tribunal, a decisão será irrecorrível.

Depois dela, padre João Carlos já sabe qual vai ser seu próximo passo. "Entrarei com ação por danos morais contra D. José. O Direiro Canônico já prevê este instrumento", contou. "Ele é bispo, mas não pode fazer uma acusação dessas baseado em um email anônimo". O pároco, de 41 anos, tem 15 de sacerdócio - 12 na paróquia de Água Fria.

3 comentários:

Elisomar disse...

Mas isso é muito bom! Só quem são "ladrões" são os pastores. Mas a nossa igreja não cobra batismo, casamento, batistério e outros. Mas a santa, única e imaculada igreja católica, tá economizando pra ver se comprar um lugar no céu. Passa-se os séculos e eles não deixam os velhos costumes.

Anônimo disse...

Sou Católica, mas independente da religião, gostaria de fazer duas perguntas:
1-De quê vivem as igrejas(fisicamente)?
2-Como são pagas as contas da sua igreja?

Ana Lira disse...

Eu pecadora,
indigno filho das lágrimas da Virgem Imaculada, do Sangue de Cristo vertido por mim na Cruz do Calvário, e da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, em cuja defesa quero viver e morrer.