domingo, 12 de agosto de 2007

AUTORIDADE PATERNA


A palavra autoridade, deriva-se dos seguintes termos: εξουσια (exousia), palavra grega que significa "licença", "legalidade", "permissão", ou a liberdade de fazer como a pessoa quiser.

Passou posteriormente a Ter o sentido de "habilidade ou força com que a pessoa é dotada", e daí, ao significado de "poder de autoridade", o direito de exercer poder (Mt 9.6; 21.23; 2 Co 10.8), ou ao poder do império ou governo, o poder daquele cuja vontade e ordens devem ser obedecidas pelos outros (Mt 28.18; Jo 17.2; Jd 25; Ap 12.10; 17.13), inclusive em assuntos domésticos (Mc 13.34). Deriva-se também de Auctoritas, palavra latina, que dentre seus vários significados, fala de poder conferido a uma pessoa, em razão de uma função exercida.

DEFINIÇÃO E CONCEITUAÇÃO

Segundo o dicionário da língua portuguesa de Huaiss, autoridade pode ser definido por "direito de decidir ou de dar ordens, pessoa que tem este direito, ou ainda, conhecedor respeitado de um assunto".

Do ponto de vista teológico, podemos definir autoridade, como "poder delegado por Deus, que legitima e autoriza algumas pessoas, à exercerem posições de liderança e comando sobre outros, para fins de submissão à Sua vontade e manutenção da ordem social em todos os seus níveis".

Segue abaixo alguns exemplos de autoridade delegada:

Autoridade Política: "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas" (Rm 13.1).

Autoridade Militar: "Mas o centurião respondeu... Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai, e a outro: vem, e ele vem..." (Mt 8.8-9).Autoridade Espiritual: "...Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura... em meu nome, expelirão demônios..." (Mc 16.15-17).

Autoridade Eclesiástica: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros." (Hb 13.17).

Autoridade Doméstica: "Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja..." (Ef 5.23). "Filhos obedeceis a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra." (Ef 6.1-3).

É exatamente no campo da autoridade doméstica, que está inclusa a questão da autoridade paterna.

ATITUDES E POSTURAS QUE ENFRAQUECEM A AUTORIDADE PATERNA

O pai ditador: É aquele que tenta impor sua autoridade, com frases do tipo "quem manda aqui sou seu", seguida geralmente de murros na mesa, ou alguma outra atitude grosseira.

O pai ameaçador: Esse, sempre usa as ameaças para fazer valer a sua vontade. O medo, e não o respeito, é o instrumento pelo qual tenta se impor.

O pai espancador: Usa indevidamente a força física, e quando assim o faz, deixa marcas não somente no corpo dos filhos, mas, acima de tudo, na alma e memória dos mesmos. Estes geralmente tentam corrigir seus filhos, no auge da sua ira. São caracterizados também pela falta de temperança.

O pai omisso: conhece os problemas e diferenças entre os filhos, mas prefere não tomar decisão alguma.

O pai protecionista: É aquele conivente com os erros dos filhos. Sem procurar se inteirar dos problemas que seus filhos causam na comunidade, escola e igreja. Acham sempre que os mesmos são sempre as vítimas ou os coitadinhos da história. Geralmente, procuram satisfazer todos os caprichos dos filhos.

O pai permissivo: Não impõe limites morais e éticos aos filhos, nem faz uso da disciplina para corrigir atitudes de desobediência e desrespeito dos tais. Seus filhos acabam não submetendo-se aos professores, educadores, autoridades civis e eclesiásticas, acabando geralmente, indo parar nas cadeias e penitenciárias da vida.

O pai ausente: Tem tempo para o trabalho secular, para o trabalho na igreja, para sair e conversar com os amigos, mas não tem tempo para dar atenção, conversar e divertir-se com os filhos, que são geralmente classificados como "órfãos de pais vivos". Sua ausência acaba promovendo a deficiência de um referencial de masculinidade para os filhos deste sexo, fato este, que tem sido considerado por muitos especialista, como uma das causas do homossexualismo.

O pai insubmisso: Ninguém pode exercer autoridade sem antes ter aprendido a obedecer. A autoridade do pai é enfraquecida, quando seus filhos percebem que ele não é submisso aos seus superiores na empresa onde trabalha, como também na igreja onde congrega.

As atitudes aqui descritas, além de promover a perda de autoridade, podem também suscitar nos filhos ira e rebeldia (Ef 6.4).

ATITUDES E POSTURAS QUE FORTALECEM A AUTORIDADE PATERNA

O pai amoroso: Seu amor não é somente declarado, mas também, demonstrado por suas ações (I Co 13.4-8).
O pai disciplinador: Quem ama disciplina. A disciplina bíblica, antes de ser meramente punitiva, tem caráter corretivo (Hb 12.6-11).

O pai exemplar: Sua postura e submissão às diversas autoridades, falam mais alto que suas palavras.

O pai democrático: Permite que os filhos participem e opinem, em decisões e questões cabíveis.

O pai atencioso: Valoriza e escuta o que os filhos querem lhe falar, além de "investir" tempo para estar com eles. Este pai é também acessível.

O pai provedor: Dedica-se ao máximo na formação educacional e moral dos filhos, dedicando-se também aos cuidados com a saúde, segurança e bem estar dos mesmos.

O pai participativo: Se envolve e se interessa pelas diversas atividades dos seus filhos, quer seja na escola, na igreja, como também na relação deles com seus colegas e amigos.

O pai amigo: Goza da inteira confiança dos seus filhos, visto que é compreensível e sincero.

O sucesso e o bom desempenho da autoridade paterna, reside na observância dos princípios bíblicos para o exercício da mesma, como também, em ter como modelo maior, a relação de Deus com seus filhos.

FELIZ DIA DOS PAIS!

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