quarta-feira, 24 de agosto de 2011

UNIÃO ESTÁVEL E BATISMO NAS ÁGUAS: ATÉ QUANDO FICAREMOS OMISSOS DIANTE DO DRAMA DE MILHARES DE CRENTES?

Devido a atualidade do assunto, resolvi publicar novamente este post (Publicado originalmente em 15/06/2007), abrindo desta forma o espaço para uma maior discussão e reflexão sobre o problema.

1. Sendo o casamento não sujeito a um padrão bíblico, judicial e cultural universal, entende-se que Deus o concebe conforme o tempo, cultura, costume e padrões normativos da sociedade, desde que não infrinja os princípios estabelecidos na Bíblia Sagrada, dentre os quais a heterossexualidade e a fidelidade conjugal (Gn 1.27, 2.22-25; Ex 20.14, 17; 1Tm 3.2;).

2. Não há na Bíblia Sagrada, nada que fundamente a ideia de que para ser reconhecido por Deus, o casamento precise de uma certidão ou contrato, quer estabelecido pelos pais, pela religião ou pelo Estado. A prova disto é que os casamentos que não foram realizados ou regidos por tais instrumentos, eram diante de Deus reconhecidos e válidos (Gn 1.27-28; 24.58-67; 29.21-30; 41.45; Ex 24.1; 1Sm 18.27; Rt 4.9-13; Mt 1.24-25, etc.) O contrato de casamento é mencionado apenas no livro apócrifo de Tobias 7.13, e mesmo assim com caráter descritivo e não prescritivo ou normativo.

3. Os contratos de casamento, a princípio estabelecidos pela família em algumas sociedades antigas, sem a interferência do Estado, vindo a fazer parte do universo jurídico apenas num passado recente, eram motivados por questão de ordem material e não afetiva. Não era a legitimação do casamento a preocupação inicial, mas sim, a partilha dos bens ao final deste.

4. Só a partir do século IX a igreja (católica), começou a chamar para si a competência para regular de forma exclusiva a toda matéria matrimonial, vindo no Concílio de Trento em 1553 dar ao casamento a condição de sacramento da Igreja. Até então, desde a Igreja Primitiva, não havia dificuldade no reconhecimento do casamento conforme os padrões sócio-culturais, desde que fundamentado nos padrões bíblicos, conforme já citados.

5. No Brasil, a Igreja no seu princípio seguiu as diretrizes da Constituição Republicana de 24 de Janeiro de 1891, no art. 72, parágrafo 2°., que reconhecia apenas o "casamento civil", e do Código Civil que vigorou a partir do 1° de Janeiro de 1917, cujas disposições só reconhecia como válido o casamento civil celebrado pela autoridade secular. Entendendo se dever cívico de submissão às autoridades constituídas (Rm 13) e da preservação dos bons costumes (padrão culturalmente instável), a Igreja Evangélica, sem maior reflexão bíblica, privou do batismo nas águas e consequentemente da santa ceia, aqueles novos crentes congregados que se encontravam diante da "lei" irregulares e marginalizados em virtude de sua união conjugal não seguir as diretrizes legais de então quanto ao casamento ou o reconhecimento do status de família. Com os graves problemas que esta exigência jurídicas causou, uma vez que não eram reconhecida pelo Estado as uniões conjugais estáveis, acontecia que no momento da separação entre estes "casais", a mulher sempre sofria prejuízos na partilha (quando havia partilha) de bens e em outras questão básicas.

6. Diante deste quadro, partindo de mudanças no Direito Tributário, o Estado acabou por reconhecer através da Constituição de 1988 em seu art. 226 parágrafo 3°, a união estável entre homem e mulher como entidade familiar, caracterizada pela convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família. Tal artigo foi regulamentado pela Lei 9.278 de 10 de Maio de 1996 e pelo novo Código Civil de 10.01.2002 em seu art. 1723. O Estado com isso corrigiu um erro e uma injustiça, retomando o principio dos primórdios da sociedade onde o fato do casamento era por si reconhecido e satisfatório. Tais mudanças nas leis do país não quebraram nenhum principio bíblico referente a vida conjugal entre homem e mulher, ao contrário, consolidaram o referente princípio.

7. Não há no Novo Testamento nenhuma exigência para o batismo nas águas relacionada com "contratos ou certidões de casamento", aliás, as únicas exigências são arrependimento, fé, consciência e livre vontade (Mc 16.16; At 2.38-41; 8. 36-37). A história e a Bíblia (Mt 15.3) nos revelam os riscos de se colocar a "tradição" acima da Palavra de Deus promovendo com isto a injustiça.

8. É no mínimo contraditório o fato de se negar o batismo nas águas para os crentes que já nasceram de novo, participam ativamente da vida congregacional, contribuem com seus dízimos e ofertas, evangelizam e fazem parte dos órgãos de cânticos. Alguns são líderes, ensinam na Escola Dominical e são batizados com o Espírito Santo, só não podendo assumir funções "oficiais" e participarem da Santa Ceia.

"Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?" (At 10.47).

Mudar é incômodo, mas por vezes é necessário. Mudar com responsabilidade, avaliando as conseqüências das mudanças é essencial. O desejo por mudança, por bem intencionado que seja, acaba mexendo com padrões fortemente estabelecidos, rígidos e arraigados em qualquer instituição. Não quero ser simplista, visto que a questão exige uma análise cautelosa. Entendo que cada caso deve ser analisado com critério e seriedade.

O pensador e questionador corre o risco de ser mal interpretado e até "excomungado" (Jesus, Paulo, Lutero, Luther king e outros que o digam). Pensar diferente nem sempre é pensar errado. Pensar criticamente é necessário. Pensar biblicamente é sempre certo. O propósito desse texto é fazer pensar, refletir, gerar discussão, debate, pois só assim os erros podem ser corrigidos, as mudanças podem acontecer e a justiça pode ser promovida.

Senhor, ajuda-nos e livra-nos da omissão, do descaso e da hipocrisia!

Referências Bibliográficas

Código Civil e Constituição Federal. São Paulo: Saraiva, 2003.

CAMPOS, Alzira Lobo de Arruda. Casamento e família em São Paulo colonial. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. São Paulo: Centauro, 2002.

MAGALHÃES, Rui Ribeiro de. Direito de família no novo código civil brasileiro. 2. ed. São Paulo. Editora Juarez de Oliveira, 2003.

THERBORN, Göran. Sexo e poder: a família no mundo 1900-2000. São Paulo: Contexto, 2006.

96 comentários:

gardenia disse...

Bravo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Adorei este blog.

É legal ter um espaço assim pra debater temas gerais com cristãos, na igreja nem sempre podemos por diversos motivos, o meu é ser mulher...


“Pessoas medíocres falam de pessoas, pessoas comuns falam sobre coisas, e pessoas sábias falam sobre idéias”.

Concordo com tudo.

Já comentei algumas vezes o tema na igreja, mas, como o texto abaixo mesmo diz, não fui muito bem interpretada.


10. O pensador e questionador correm por vezes os riscos de ser marginalizado, mal interpretado e até "excomungado" (Jesus, Paulo, Lutero, Luther king e outros que o digam). Pensar diferente nem sempre é pensar errado. Pensar criticamente é necessário. Pensar biblicamente é sempre certo. O propósito desse texto é fazer pensar, refletir, gerar discussão, debate, desconforto, pois só assim os erros podem ser corrigidos, as mudanças podem acontecer e a justiça pode ser promovida.

Adorei isso!

disse...

Parabéns, Pastor Altair
Aceitei a Jesus a 5 anos, e ainda ñ fui batizada nas águas, pois a igreja ñ aceita , ñ sou casada legalmente com meu esposo,moro com ele a 8 anos. Embora aceite meu dizimos e ofertas. Mais como eu sigo a um Deus Fiel, sou batizada no Espirito Santo. obrigada muita paz

Elisomar disse...

É isso aí, pastor.
Sempre tive essa visão a respeito desse assunto, e desde criança. A santa ceia é um convite e ao mesmo tempo uma ordenança de jesus "Isto é o meu corpo ofercido por vós; fazei isto em menmória de mim.
Isso sim, deve ser reparado, porque se o Senhor não nos quisesse sem sermos casados ( por diversas maneiras justificáveis), ELe diria a quem pregar o evangelho. Ressaltando que não há motivo para duas pessoas crentes e livres, continuarem juntas sem querer legitimar a união, uma vez que devemos também acatar a lei do país, que "preza" pelo casamento. Existem pessoas fiés a Deus, que desejam fazer parte desse tão bonito ato, mas são desprezadas por não ostentarem uma certidão. Isto não é justo. Mas também tem uma coisa; a igreja tem que observar as condições morais do candidato, não é liberar geral. Afinal de contas, ela é uma instituição da terra, mas representa o Reino de Deus.

João Paulo Mendes disse...

Paz do Senhor Pr Altair,

Ao ler a parte abaixo descrita vi algumas coisas que não são realidade, pelo menos na cidade onde sirvo a Deus.


8. É no mínimo contraditório o fato de se negar o batismo nas águas para os crentes que participam ativamente da vida congregacional, contribuem com seus dízimos, dão ofertas, evangelizam, fazem parte dos órgãos de cântico, alguns são líderes, ensinam na escola dominical, e são batizados com o Espírito Santo. Só não podem assumir funções "oficiais" e participarem da Santa Ceia.

Aonde congrego só podem assumir cargos ou alguma função na igreja as pessoas que estão de acordo com a "lei" do matrimônio. Pensemos então que o casamento deve ser abençoado por Deus, diante de um ministro de Deus.Há algum ministro que o fará sem ser o casal casado civilmente?
Quanto ao batismo no Espirito Santo é Deus quem o faz, assim como a salvação, entendo que o impedimento quanto às pessoas que não estão civilmente casadas é para que não haja exageros em nosso meio, nos períodos em que o Pr citou, quando alguém casava-se, empenhava sua palavra e sua vida em um compromisso matrimonial isso era extremamente levado a sério por ambas as partes, na sociedade que vivemos se perdeu muito em relação à honestidade das pessoas até mesmo aquelas que dizer ser enviadas por Deus.
Assim sendo, entendo que há a necessidade de ainda se observar esse costume para o bem da comunidade cristã, assim como mantemos tantos outros bons costumes para conter exageros, não que sejam pecado.

Joao Paulo
www.joaopaulo-mendes.blogspot.com

Anônimo disse...

A paz do Senhor, Pr. Altair!

Pelo que pude observar através da leitura do seu texto, a reflexão que promove, é sobre o direito de batismo de casais que não são casados legalmente? É isso? Essa questão é bem polêmica mesmo... Mas se não existir certa ordem que regule esses casos, pode surgir situações mais confusas e embaraçosas, não acha? Abrir mão de tudo agora, em nome da modernidade, pode ser mal interpretado até pelos próprios membros da igreja, que talvez também comecem a unir-se sem o "documento oficial", porque outros dentro da própria igreja, estão sendo aceitos, mantendo sua "união estável" sem ser reconhecidos legalmente como "casados". É complicado... Onde fica o exemplo?

Mas é bom esse espaço pra promover discussões sadias. Gostei do último parágrafo do seu texto, também concordo que pensar e questionar não é errado, mesmo que, as vezes, não provoque mudança... Em Cristo, Quédia.

ALTAIR GERMANO, disse...

Gardênia, o tema realmente gera algum desconforto, mas faz parte da realidade de muitas igrejas.

O propósito é promover a discussão.

Paz do Senhor!

ALTAIR GERMANO, disse...

Irmã Lu, assim como você, muitas pessoas enfrentam esta situação que entendo ser contraditória.

Obviamente, as razões pelas quais as pessoas resolvem não casar-se, em cada caso, deve ser analisado.


Paz do Senhor!

ALTAIR GERMANO, disse...

Elisomar, realmente cada caso é um caso.

Imagine uma irmã ou irmão, crente há certo tempo, de bom testemunho, contribuinte, ativa(o) nos trabalhos da igreja, batizada com o Espírito Santo, mas não pode ser batizada(o) nas águas em razão do cônjuge (crente ou não), simplesmente não querer. Que culpa tem esta pessoa. É justo e bíblico lhe negar o batismo?


Paz do Senhor!

ALTAIR GERMANO, disse...

João Paulo,

em muitos lugares no Brasil, pessoas ocupam cargo de liderança nas igrejas, mesmo sem serem casadas civilmente.

Se Jesus salva e batiza pessoas que não são casadas civilmente, faço uso das palavras de Atos 10.47

"Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo?"

Sim, vale lembrar que um grande problema diante dos fatos é um tal de rol de membros, que para efeito de organização é interessante, mas acabou por interferir em questões espirituais. Desta forma, muitos fazem parte do rol de membros do céu, mas não podem fazer parte do rol de membros de algumas igrejas locais.

Dá para entender?

Querer explicar o inexplicável é complicado. De qualquer forma, a idéia é promover o debate e tentar chegar a um postura o mais bíblica possível.

Um abraço!

ALTAIR GERMANO, disse...

Quédia, concordo que exista "certa ordem", a questão é se a ordem existente não poderia ser mais justa.

Como já falei, quando crentes que vivem em união estável chegam a ocupar cargos de liderança na mesma igreja que lhe negam o batismo em águas, há algo de errado, não acha?

Paz do Senhor!

Daladier Lima disse...

Xiiiiii! Chamemos os "bibliocêntricos" imediatamente. Que novidade é essa? Rsrsrsrs

A verdade é que no Brasil já ceiaram crentes não batizados, antes da criação do primeiro Código Civil, e da regulamentação do casamento.

Outro problema é o seguinte: se a igreja casa alguém numa cerimônia religiosa, para fins de direito, está amparada na Lei 1.110. Se o casamento for apenas religioso, qual o suporte legal em caso de separação e morte, por exemplo. A Lei hoje já dá amparo a uniões estáveis sem certidão, mas pode complicar para nosso lado casar nessa situação.

Pergunto: esse tema já foi abordado na CGADB?

João Paulo Mendes disse...

Realmente complicado.
Etendo a visão do Pr e o amparo bíblico para tal posição.
O fato é que a sistematização da igreja, como o Pr disse acerca do rol de membros que é parte dessa sistematização, nos trouxe benefícios mas com certeza várias interferências na vida pública, pessoal e espiritual dos membros da igreja, separar isso, encontrar o posicionamento correto acerca deste e de outros assuntos é realmente algo que se deve debater exaustivamente e ainda sim não conseguiremos uma comum visão.
Que o Senhor nos ajude a fugir dos dogmas e nos dê graça para refletirmos acerca de algumas coisas em nosso meio que não estão amparadas pela bíblia.

Joao Paulo

Tiago Rohem disse...

Graça e Paz!!!

Nem é bem um comentário, mas uma pergunta : O que basicamente devamos entender como união estável sem confundir isto com pecado??? corre o risco de ser prostituição ???, pois muitos apenas se acomodam com a situação alegando perderem benefícios, como este exemplo particular: Irmã viúva e homem ( não crente) solteiro, portanto o que os impedem de se casar: " ... perderei minha pensão deixada pelo meu marido..." - então Pastor sou do posicionamento Bíblico, gostei muito do seu questionamento e queria que me respondesse, pois primo pela exegese sem premissas e idéias pré-concebidas para se chegar ao sentido tencionado pelo autor Bíblico, assim poderei tirar todas as duvidas que permeiam o assunto e também responda-me: o querer morar junto é em si casamento???

ALTAIR GERMANO, disse...

Amigo Daladier,

o tema batismo em águas e casamento foi tratado em Convenção nos anos de 1933, 1937, 1943, 1949, 1962 e 1979, mas nunca sob este enfoque.

Um abraço!

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Tiago Rohen,

minha proposta não é banalizar o casamento, mas buscar uma alternativa menos traumática e constrangedora para os casos aqui já expostos (e outros).

O simples "morar juntos" não é casamento. Há outros fatores que precisam ser considerados.

O próprio código civil não reconhece qualquer "união" como "união estável".

Um abraço!

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Altair

Apenas para pôr mais lenha na fogueira, lembrando que,antes de contar a história, a experiência em si mesma não deve ser elemento para justificar uma regra:

Na igreja em que meu pai foi pastor, havia um irmão que vivia "maritalmente" por mais de 20anos em razão da impossibilidade de divorciar-se de sua esposa anterior, que se separou dele. Em razão disso, era impedido de participar de certas atividades na igreja, inclusive a ceia do Senhor.

No entanto, um belo dia, quando o diácono passava com o prato de pão junto ao lugar onde o irmão estava assentado, um pedaço caiu ao seu lado. Ele ficou surpreso com a "coincidência".

Na hora de servir o cálice, outro diácono vinha com a bandeja e passou pelo mesmo local. Também de forma inesperada, sem qualquer intenção, acabou deixando cair um pouco de vinho (ou suco de uva?)ao lado do mesmo irmão. No mesmo instante, o irmão foi batizado no Espírito Santo...

... Mas continuou sofrendo as restrições de praxe que se faz nesse tipo de caso nas Assembléias de Deus e acabou morrendo alguns anos depois sem ter tido a oportunidade de se batizar nas águas.

Isso aconteceu na igreja em que fui membro grande parte da minha vida.

Parafraseando Drumond, "E agora, Altair?"

Anônimo disse...

A paz do Senhor,eu creio que tudo deve partir depois de um dialogo com essas pessoas que estão envolvidas na questão.Se não se casam no papel como manda o critério da igreja por que uma das partes não quer ,a que quer deve ser aceita no batismo.Como eu disse; uma conversa resolvem todas as questões.

Graça Souza disse...

A paz do Senhor pr. Altair.
As vezes o senhor ataca de "joão sem braço". rsrsrsrs. Essa expressão é usada aqui em minha região, tipo aquela que a gente quer atacar uma coisa, pessoa ou assunto e faz de conta que ñ disse nada. Mas deu pra compreender aonde o sr. quer ou tenta fazer chegar; mas contudo concordo plenamente com as opiniões de que o assunto requer um pouco mais de cautela, mais, bem mais oração e acima de tudo devemos alargar o coração para comentários maldosos e porque ñ dizer perniciosos para futuramente ñ querer culpar este ou aquele pelo fracasso de cada um. Hj, vivemos num antagonismo, onde as permissividades tem se tornado para uns armas mortais, e para outros a vida. Assim, como o Espírito Santo separou a Paulo e Barnabé para a obra que Ele mesmo chamou,e olharmos por esse aspecto, veremos que através da oração e do jejum ao Senhor, é que Deus terá uma posição firme, porém justa para com todos que até hj teem sofrido preconceitos e repressões.
Deus o abençoe; e a todos que estiverem lendo o artigo participem...vamos lá! Graça Souza

MYRIAN disse...

Se as pessoas aceitam a Jesus e vivem uma relação estável, porque não se casar civilmente?
E os jovens e adolescentes nas Igrejas será que vão querer "casar civilmente", vendo irmãos com união estáveis sendo batizados?
Sou a favor de uma pessoa com "união estável" ser batizada nas águas só se um dos cônjuges aceitar a Jesus e o outro for incrédulo e não querer se casar, mas se ambos são crentes não vejo motivo para não se casarem.

Anônimo disse...

Pastor Altair, acho que agora entendi o tema central do seu texto: a hipocrisia da igreja...algumas coisas que convêm e outras não...Muito interessante esse ponto de vista... Na paz de Cristo, Quédia.

rickmarquesss disse...

O caro pastor já leu Hebreus 6.1,2 onde o apóstolo Paulo insta a Igreja a que deixe os rudimentos da doutrina de Cristo: BATISMOS, IMPOSIÇÃO DE MÃOS, ARREPENDIMENTOS DE OBRAS MORTAS...Por que a chamada igreja continua fazendo tudo que o apóstolo dos gentios condena?

zwinglio rodrigues disse...

Pr. Germano, paz.

Perceba que o colega já está sendo um instrumento do Espírito Santo para auxiliá-lO no preparo da Noiva... Romper com as estrutura humanas e terrenais que nossos amados irmãos foram erigindo ao longo dos anos não é uma tarefa fácil, mas é uma das tarefas necessárias para o ornamento devido da Noiva ...

Se não te excomungarem e/ou excluírem antes, por sua voz profética [claro que há mais profetas], a AD vai estremecer...

Eu já tive que decidir batizar ou não pessoas com sinais evidentes de conversão, em situações como essa. O que fiz?!!

BATIZEI-A-AS.

Receber dízimos e ofertas desses, todo tipo de líder quer... ficar nos finais de culto chamado irmãos nessas situações de irmãos, todo pastor chama... principalmente pra eles não irem pra outra congregação... mas, na hora de batizá-las, ficou cheios de "senões"... cheios de falsa santidade...

Um outro assunto interessante é a questão de dar a ceia ou não a quem não é batizado [alguém levantou essa bola por aqui].

Se se converteu, ninguém precisa ser batizado antes... pelo menos, eu desconheço qualquer diretriz bíblica que me proíba praticar tal ato.

Abraços e parabéns!!!

Anônimo disse...

Pr.Altair, a paz do Senhor
REconheço que o irmão está se colocando como Lutero ao abordar certos assuntos normativos na AD de quase cem anos.
Ore a Deus e prepare-se para enfrentar a santa inquisição daqui a pouco. Ainda bem que o irmão não está sozinho. Há mais gente somando com seus posicionamentos. Sinceramente não entendi quando certo pastor conceituado me disse: a pessoa não casada civilmente pode fazer parte da Igreja, mas não da igreja. Quer dizer que ela pode ir para o céu mas não pode tomar a ceia do Senhor (pergunto).
Espero que saiamos mesmo do culto hipócrita e da religiosidade que está matando a vida espiritual de muita gente boa.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre amigo e pastor Geremias do Couto, haja lenha para esta fogueira!

Que belo testemunho, pena que haja pouca sensibilização e coerência sobre o assunto.

Paz do Senhor!

ALTAIR GERMANO, disse...

Irmã Graça, obrigado pela participação e incentivo.

A cautela é indispensável em quaisquer questões polêmicas e difíceis.

Paz do Senhor!

ALTAIR GERMANO, disse...

Irmã Myriam, sou favorável ao casamento. Quem ama e é livre para casar, não vejo também motivos para protelar o fato, como também não vejo motivos não não se tratar os casos já mencionados no post e comentários.

Paz e Graça!

ALTAIR GERMANO, disse...

Rick Marques, vários pontos precisam ser revistos pelas igrejas na atualidade.

Tudo porém dever ser feito com bastante discussão, análise e prudência.

Um abraço!

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre anônimo,

se "como Lutero" o irmão fala do perfil contestador e crítico de minhas abordagens, como também do zêlo pela Palavra e da indignação para com as tradições anti-bíblicas vivenciadas na igreja, a comparação é bem vinda.

Quanto a inquisição, graças a Deus que é coisa do passado. Meu propósito, contudo, é levar as discussões para as mais altas instâncias, e junto com os que comungam do mesmo pensamento e não têm medo de mostrar a cara, discutir as questões biblicamente e equilibradamente.

Um abraço!

Leonardo Soares disse...

A Paz do Senhor para todos, concordo com a visão do Pastor Altair, se faz necessário fazer uma análise sobre o nome "União Estável", hoje a Magna Carta, admite a possibilidade de duas pessoas solteiras, livres sem impedimentos, adquirirem através de uma Ação Judicial, que é o reconhecimento da união estável, os mesmos direitos de um casal que adotaram a forma comum de um casamento, qual seja, o civil ou religioso com efeito civil,onde poderá optar por um dos quatro tipos de regime: comunhão parcial(art. 1.658), comunhão universal(art. 1.667), participação final nos aqüestos(art. 1.672), separação de bens(art. 1.687), ambos do atual Código Civil pátrio, estando a união estável comparada com o regime de casamento da comunhão parcial de bens. Mas acredito que seria um problema fácil de se resolver, ou as pessoas que estão muitas vezes constrangidas nas igrejas procuram através da Ação Judicial de reconhecimento de união estável solucionar este problema ou procuram casar-se normalmente que seria bem, mas fácil, já que os dois não têm impedimento. Sei que um dos motivos das pessoas que passam por esta situação em tela, de não querer casar é porque recebe alguma Pensão de um outro relacionamento, assunto este já comprovado que não é motivo para perder o que já está recebendo.

Anônimo disse...

MEUS AMADOS, SERÁ QUE A CGADB, É SUPERIOR A BIBLIA? SERÁ QUE AS CONVENÇÕES ESTADUAIS NÃO SÃO AUTONOMAS...OU SÃO OBRIGADAS ACATAR DECISÕES QUE FACILITA O ADULTÉRIO NA IGREJA...PORQUE TANTA ANIMAÇÃO DESSES CRENTES AÍ? DEUS TENHA MISERICORDIA DA SUA ASSEMBLÉIA DE DEUS.

Anônimo disse...

Obrigado por ter posto meu comentário!

Anônimo disse...

Pr. Altair sou admirador de seus comentarios, um dias nos encontraremos e lhe falarei...só acho que assuntos de nivel ministerial deveria ficar neste nivel ou forum, pois de outra maneira só gea plemica...Desculpe , meu proposito não foi ofender a ninguem.

Pr. Alessandro Garcia disse...

Pr. Altair, estou muito feliz em participar deste blog, é cada fornalha!!!
Será esta mais uma daquelas situações em que teremos que pedir desculpas aos que no passado foram excumungados do nosso meio, como no caso do uso da televisão, relógio, paletó "rasgado" atrás, e outras esquisitices?
Cresci ouvindo e aprendendo que um casal que esteja vivendo esta "uma união estável" (amaziado) está em adultério perante a Bíblia. Agora a lei diz que os tais estão vivendo legalmente. E então, deixará de ser adultério porque a lei mudou as regras?
Como sabemos, este será um dos temas da próxima AGO da CGADB, vamos esperar para ver o que será decidido pelo plenário. Seja como for, a chapa vai esquentar.

Aproveito para mandar um abraço ao Pr. Geremias do Couto, nosso amigo.

Graça e Paz.

Anônimo disse...

Concordo plenamente e dou graças ao SENHOR! Outrossim, achei contraditódio o senhor dizer que elas não poderiam ocupar cargos oficiais e participar da Ceia. Ficou no zero a zero, não acha??????? (favor responder para mim no barranc40@yahoo.com.br - sou o pastor Reginaldo da Igreja Pentecostal Coluna de Betel em Goias-GO onde já adotamos este pensamento) Deus te abençoe muito!

Pedro disse...

Amado Pr. Altair,

Paz do Senhor,

Vejo que o Espírito Santo está mudando as formas de manifestar as profecias e revelações, agora o faz através dos blogueiros cristãos. Glória a Deus por isso!

Sirvo ao Mestre numa cidadezinha do interior da Bahia.

Em nossa igreja tem um caso interessante: uma japonesa enviuvou-se e uniu-se a um japonês, igualmente viúvo. Tempos depois a senhora abraçou o Evangelho de Cristo e tem dado bom testemunho. Ocorre que pelas tradições japonesas eles não se casam novamente em caso de viuvez. Antes reverenciam os seus pares falecidos, ostentando suas fotografias pelos quatro cantos da casa.

Esta irmã diz que deseja muito se batizar. Ela já tem mais de 70 anos e até sonhou com Jesus visitando-a e dizendo: "Tem que ser batizada e Comer o pão e beber o vinho".

Provavelmente ela não viverá muitos anos e sofro com este dilema, juntamente com ela.

Pr. Pedro Santa Inês
Taperoá/BA

Anônimo disse...

Pastor Altair a paz do Senhor, pela primeira vez entro neste "blog" e de ante-mão digo que que tem sido uma "arma" de grosso calibre no tocante a tirar dúvidas e aperfeiçoar conhecimentos, independente do tema abordado... por falar nisso, fui esclarecido e tirei minhas conclusões aserca do assunto.
Um abraço a sua pessoa e a todos os comentaristas.

JB disse...

OLA, PR A PAZ DO SENHOR, GOSTEI MUITO DO ARTIGO, E CONCLUI QUE A MELHOR COISA A FAZER É ANALIZAR CADA CASO, POR EXEMPLO O DA SENHORA JAPONESA PORQUE NÃO BATIZA-LA?? UM ABRAÇO A TODOS, SOU PASTOR JOEL BARBOSA ASS. DE DEUS MANANCIAL DE VIDA EM CEILÃNDIA DF

Heitor disse...

A Paz do Senhor !
Pr.Altair,
O problema não é o casamento em si, mas a falta de investimento bíblico e espiritual por parte da liderança das Igrejas. Tenho orado prá que os temas à serem discutidos em nossa AGO de 2009 seja, acima de tudo, decidido com muita oração e aplicação bíblica. O casamento é algo instituído por DEUS e a chamada união estável, prá mim, é querer "divinizar" o adultério. Que DEUS nos guarde disso.

Bernadete disse...

A paz do Senhor a todos,

Porque alguns taxam UNIAO ESTAVEL de adultério? Não é...adulterio é quando alguem que CASADO tem um caso extraconjugal. E isto é sim pecado. União estavel é uma forma de legalizar uma relação e tem regras pra isso leiam a lei art. 1.723 do novo Código Civil,endiante. Não estamos sendo hipocritas ao JULGAR as pessoas? Veja que muitos são os adulterios dentro do casamento e não tem nada haver com UNIAO ESTAVEL.
Dentro do tema proposto imaginem, um casal separado judicialmente devera converter sua separação em divorcio para so entao casar, ocorre que nem sempre o/a Ex colabora por nao serem crentes, e tem toda demora no judiciario que conhecemos. Porque não poderá este casal declarar sua União Estavel e casar na igreja? ainda mais se este casal trabalha na igreja? é dizimista, etc...?
Na verdade a união estavel nada mais é que o anterior casamento religioso,e acriação da lei teve como objetivo regularizar a situação patrimonial entre o casal.
Lembro de um Jesus que nunca discriminou as pessoas,sentava com eles e comia. Sabe estas discriminaçoes são muito dura e crueis porque vejo que casais que amam verdadeiramente ao Senhor e sua igreja, acabam afastando-se por não lhes ser permitido recomeçar uma vida. Engraçado, os drogados ou viciados, bebados ou prostitutos é dado recomeçar, mas aos separados, que muitas vezes ne foram os responsaveis pela separação, e que desejam recomeçar uma familia, NAO.
Não acham que a igreja deveria no minimo avaliar caso a caso?
Obs: Sou advogada, crente e atuante no ministerio da igreja.

Paz do Senhor Jesus a todos.

uiguison disse...

ShaLom!

Que D'us abençoe ao Pastor e todos que o apoiam.Estamos precisando de pessoas que transmita o que esta na Palavra de D'us e não criador de Dogmas que acabam impedindo pessoas que querem levar uma vida com Cristo. Parabéns, estarei orando por vocês.

Pr. uiguison

Jorge Nilson disse...

Pr. Altair

Como sempre revelando o quanto liberal o Sr. é. No entanto, o conservadorismo nunca fez mal a ninguém, somente incomoda àqueles que lutam para acompanhar as inovações mundanas. Ofereço-lhes uma lista de liberações que deveriam também ser assumida por tais contextualizados:

1. Ordenação de mulheres a pastoras;

2.Ordenação de ministros sem serem batizados no Espírito Santo;

3. Uso de brincos e pinturas tanto para homens (tanto quanto para mulheres, pois muitas já usam);

4. Usar todos os ritmos musicais nos cultos com danças e gingas;

5. Fazer uma liturgia teatral com direito a filmes e aplausos. assobios e gritos;

6. Alguém gostaria de completar a lista...

rickmarquesss disse...

Paulo se dirigia aos Coríntios da seguinte maneira: Não vos posso falar como a espirituais, mas como a carnais. Que lástima ler os comentários sobre brincos, comprimentos de saias, batismos que Paulo manda deixar (Hb 6.1,2). Quando é que vocês vão se ver como a espirituais, submetidos a Jesus Cristo homem? http://jesuscristohomem.blogspot.com

Pai disse...

este como outros temas, são de muito valia vir a debate!

francisca disse...

FRAM
Pr.ALTAIR
AS VEZES FICO PENSANDO O QUE SERÁ DOS ULTIMOS DIAS DO POVO DE DEUS NA TERRA,CONCORDO EM QUE TEMOS QUE ANALISAR CADA CASO É UM CASO.MAS ACREDITO QUE OS PROPRIOS CRISTÃOS QUE ESTÃO NESSE SITUAÇÃO, QUE DEVERIAM ORAR A DEUS E CERTAMENTE FAZEREM A SUA PARTE, HÁ CASO QUE O POVO SE APROVEITA PRA FUGIR DE SUAS RESPONSABILIDADES COM SEUS CONJUGES, SE PODEM CASAR NO CÍVIL E NÃO FAZEM TEM ALGO ERRADO, E OS CASOS DE QUE NÃO PODEM, CONFIO QUE O SERVO DE DEUS(PASTOR)ORANDO JUNTO COM OS ENVOLVIDOS, DEUS QUE NÃO FAZ CONFUSÃO OS GUIARÁ PRA FAZEREM O MELHOR DENTRO DA SUA SOBERANA VONTADE.
PARABÉNS PELO ESPAÇO!!! MESMO QUE AS VEZES NÃO CONCORDE COM TUDO QUE O AMADO ESCREVE,MAS ME FAZ PARAR, REVER OS MEUS CONCEITOS,TO CRESCENDO....
DEUS O ABENÇÕE E CONTINUE NESSA FORÇA.

Dc. Gilmar Dayvid disse...

Muito bom seu raciossineo pastor, me abriu a mente com relação a esse tema tão descriminado.

Valdeci do Carmo disse...

Graça e Paz!!!! Parabéns pastor por ter a coragem de abordar um assunto tão polêmico e que pode colocá-lo como um pastor "moderno e desviado". Há muito tempo eu venho refletindo sobre esse assunto, e também sobre as moças que vem do mundo para a igreja mas não podem se casar pois não são "virgens", e como fica a expressão "eis que tudo se fez novo", "nova criatura"?, etc... concordo com uma moralização, para que não haja libertinagem.. Mas vamos analisar o seguinte, uma viúva que recebe algum tipo de benefício do falecido marido e que conforme regulamentação de órgãos competentes, venha a suspender esse benefício caso a referida viuva contraia novo casamento, ela é crente, batizada com o Espírito santo mas mora estavelmente com um novo marido, sem "oficializar" essa união, pois e o fizer perderá o benefício. A igreja não batiza, mesmo ela sendo batizada com o Espírito Santo. A igreja diz que ela vai para o inferno e que é melhor perder o benefício do INSS do que ir para a perdição. Mas ninguém oferece uma única ajuda financeira par que ela se case e possa viver sem o benefício. Por isso eu acho que o seu assuto foi devidamente abordado e nos leva para uma Reflexão.
Valdedci

Anônimo disse...

PARECE ATE PARADOXAL, MAS CONCORDO COM IRMAO, NOSSOS IRMAOS NAO PODEM PARTICIPAR DA CEIA AQUI NESTA VIDA,POR INTERPRETAÇÃO ERRONEA NO ENTANTO SERAO SERVIDA FUTURAMENTE NA GREANDE CEIA COMO NOS SOMOS ENSINADOS NA EBD. OUTRO FATOR JESUS NAO CONVIDOU NINGUEM PRA TER UMA CERTIDAO DE CASAMENTO E SIM PARA SER CRENTE E SEGUIR SUA PALAVRA

Irene disse...

A PAZ DO SENHOR JESUS.
LENDO HOJE O SEU BLOG SOBRE ESSE ASSUNTO ME DEIXA MAIS ALIVIADA.POIS JÁ SOFRI BASTANTE DISCRIMINAÇÃO POR NÃO TER UMA CERTIDÃO DO CARTÓRIO.VIVO COM MEU MARIDO A 20 ANOS TEMOS TRES FILHOS E FAZEM 13 ANOS QUE ACEITEI JESUS COMO MEU UNICO SALVADOR.MAS SOU IMPEDIDADA DE PRESTAR SERVIÇOS NA IGREJA POR NÃO SER CASADA.E ISSO ME FAZ SOFRER MUITO.E SEI QUE O CASAMENTO CIVIL FOI CRIADO DEPOIS DE CRISTO.ESPERO QUE ESSES CASOS SEJAM VISTOS COM MUITO AMOR E ATENÇÃO PELOS PASTORES.PORQUE CADA CASO É UM CASO.JÁ ESTIVE EM UM CARTORIO E A JUIZA DISSE QUE PELO TEMPO QUE VIVO COM MEU ESPOSO NADA IMPEDE QUE EU SEJA BATIZADA.APENAS É UMA EXIGÊNCIA DA IGREJA.TOMARA QUE TUDO SEJA ESCLARECIDO.
PARABÉNS QUE O SENHOR JESUS TE ABENÇÕE PODEROSAMENTE.

Anônimo disse...

PB. CARLOS - AD CEARÁ.

Caro Pastor, sem dúvida alguma és um homem de Deus que contribui e muito para o Reino do Senhor.
No entanto, acho-me no direito de ao menos interrogá-lo acerca de algumas coisas.
O senhor citou a Constiuição para amparar seu pensamento acerca da união estável.
Não nos esqueçamos que existe uma grande possibilidade de a união estável ser legalizada no nosso País. Diante deste fato pergunto: será que a igreja passará a apoiar tal conduta unicamente por estar amparada por Lei?
O senhor citou também o fato de na Bíblia não haver restrições quanto ao casamento quando se refere ao batismo, mas é lógico que ao falar do batismo, não seria necessário falar novamente todas as doutrinas ali contidas.
EIS O TEXTO DO SEU BLOG:

Graça e paz Querido irmão.
É no mínimo contraditório o fato de se negar o batismo nas águas para os crentes que participam ativamente da vida congregacional, contribuem com seus dízimos, dão ofertas, evangelizam, fazem parte dos órgãos de cântico, alguns são líderes, ensinam na escola dominical, e são batizados com o Espírito Santo. Só não podem assumir funções "oficiais" e participarem da Santa Ceia.
PS: postei como anônimo por causa de um problema na senha.

Dc. Obede da Silva Alves disse...

PR.ALTAIR GERMANO

ESTOU MUITO FELIZ POR TER ENCONTRADO ESSE SEU BLOG, QUE TRAZ ASSUNTOS IMPORTANTES PARA A DISCURSSÃO PUBLICA COISA QUE MUITOS MINISTROS PREFEREM DEIXAR DE LADO E NÃO EMITIR JUIZO OU OPINIÃO SOBRE TAIS ASSUNTOS QUE O SENHOR TODO PODEROSO CONTINUI TE ABENÇOANDO.

10krado disse...

Caro Pastor,
1. Se a união existe, e nessa união há amor, fidelidade, comunhão, etc., o que impede do casal firmar formalmente essa união diante da igreja e da sociedade através do casamento? A igreja poderia ajudá-los a casar-se. Ora, se eu estou desempedido e minha companheira também, nada impede que casemos e, se não casamos é porque há "algo" que impede e esse "algo" talvez nos impeça de descer às águas.
Defendo que os casamentos devem ser por contrato pois, se assim não for, estaremos dando "brecha" para a entrada da carnalidade na igreja (pessoas com duas famílias, pessoas que casam e separam ao seu bel prazer, etc.).
Wendel Marcelo.

ALTAIR GERMANO, disse...

Nobre 10krado,

suas colocações e preocupações são relevantes, mas você se esqueceu de incluir um caso.

É justo que uma irmã ou irmão que vive uma união estável com um(a) não crente, ou até mesmo com um(a) crente, não desça às águas batismais, só porque o outro por alguma "razão ou capricho injusticável", não deseje formalizar civilmente o casamento?

Como é o procedimento hoje? Orientam os pastores:

- irmã(o), fique orando para Deus tocar no coração de seu marido/esposa, para que ele sinta o desejo de casar civilmente. Até lá a senhora (ou senhor) não poderá se batizar.

Abraços,

Newton Carpintero, pr. disse...

Prezamado pr. Altair Germano


A Paz do Senhor!

Permita-me informar ao sr. Valdeci do Carmo, que a referência a irmã viúva, que não pode casar, porque perderá a sua pensão, é a mostra do estado de nossas igrejas e seus pensantes, de uma maneira contrária à realidade, e adptos ao jeitinho qualquer. A Palavra de Deus não aceita jeitinhos de espécie nenhuma.

A Lei informa, que se casar novamente, perderá o direito ao valor recebido, ou seja, a pensão.

Está errado, aceitar que se esconda, atrás do interesse monetário, a Fé em Jesus Cristo que a permite casar de novo, e assim, não o deseja, e prefere viver no adultério. Pois, não são casados, nem diante de Deus e nem diante dos homens. Existe apenas um acordo verbal e interesseiro, que engana ao governo e não engana a Deus.

Que o Senhor, ajude a controlar os jeitinhos impensados dentro da igreja! Com o Senhor não se brinca!

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

Newton Carpintero, pr. disse...

Prezamado pr. Altair Germano,

A Paz do Senhor!

Que infelicidade ler tantos comentários com a falta de responsabilidade, dentro dos coraçãos dos crentes.

O comentário abaixo, enviado pelo Pr. Pedro Santa Inês, confirmou a dificuldade da igreja nestes momentos que antecedem o arrebatamento e me deixou abismado com tanta falta de coerência:

"Sirvo ao Mestre numa cidadezinha do interior da Bahia.

Em nossa igreja tem um caso interessante: uma japonesa enviuvou-se e uniu-se a um japonês, igualmente viúvo. Tempos depois a senhora abraçou o Evangelho de Cristo e tem dado bom testemunho. Ocorre que pelas tradições japonesas eles não se casam novamente em caso de viuvez. Antes reverenciam os seus pares falecidos, ostentando suas fotografias pelos quatro cantos da casa.

Esta irmã diz que deseja muito se batizar. Ela já tem mais de 70 anos e até sonhou com Jesus visitando-a e dizendo: "Tem que ser batizada e Comer o pão e beber o vinho".

Provavelmente ela não viverá muitos anos e sofro com este dilema, juntamente com ela."

O pr. deste caso, deveria sofrer sim, pela preocupação em não entender, que a Palavra de Deus está acima das tradições, e orientar ao casal em vida marital, que: ESTÃO ERRADOS DIANTE DE DEUS e da igreja.

A escolha deve ser realizada: A tradição ou a Vontade de Deus!

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

Newton Carpintero, pr. disse...

Prezamado pr. Altair Germano,

A paz do Senhor!

É incrível, a falta de discernimento de muitos irmãos, e inclusive alguns do ministério, que se apoiam na constituição e esquecem da Perfeita Direção de Deus, segundo a sua Palavra.

São algumas concessões, que assumem o direito de derrotar muitas famílias, pela irresponsabilidade dos pastores, cegos na sua vontade, surdos da vontade de Deus, e mudos pela sua carnalidade, e que se aproveitam, como lobos famintos, à devorar suas OVELHAS, ao tentar agradar os corações já com sentimentos de engano e de aproveitadores do sentimento carnal.

Vou ser direto e objetivo!

Viver: MARITALMENTE, EM CONCUMBINATO, AMAZIADO, ENGANANDO À JUSTIÇA E A LEI FEDERAL, É ERRADO DIANTE DE DEUS, e ponto final.

Se algum comentarista quiser responder a este comentário, o faça, após um momento de oração e reflexão junto a Deus.

O Senhor seja contigo!

pr. Newton Carpintero
www.pastornewton.com

zilomoreira disse...

o pr. Newton Carpintero,me prova biblicamente suas posiçoes, quero textos claros por favor que dizem que as pessoas nao casadas nao podem PARTICIPAR da Ceia ou serem batizadas nao se esqueça que biblicamente e nao ASSEMBLHEADAMENTE.

Anônimo disse...

A Paz do Senhor,Pr. Altair.
Esse Pr Newton Carpinteiro nada mais é do que um "religioso legalista".Não pode provar na Bíblia que quem vive em união estável não pode ser batizado nem participar da Santa Ceia e ainda diz a besteira,acho que por falta de conhecimento,de dizer que quem vive maritalmente está fora da lei.Quando João Batista batizava ,não exigia a certidão de casamento,até porque não havia sido instituído o casamento cívil.A igreja só passou a exigir depois da oficialização do casamento cívil e hoje em dia nada mais natural que obedecer a lei e aceitar a união estável.A igreja deve ser a primeira a respeitar a constituição e as leis vingentes no país.Devemos acabar de vez com a hipocresia em relação a esse tópico.O Pr. Newton não quer o batismo dos que vivem em regime de uniãoe estável,mas os dízimos deles,esses sim,ele quer e adora recebêlos.

Moacir Matos Filho disse...

A Paz do Senhor,Pr Altair.
Fiquei assustado quando li um comentário nesse tópico postado pelo Pr Alessandro Garcia que dizia qie os casais que vivem em união estável são amaziados e praticam adultério.Será que foi Deus quem criou o casamento cívil?Penso que esse pastor acha que foi porque ele disse que esses casais estão fora das leis de Deus.Vou orar para que Deus na sua infinita misericórdia coloque desejo no coração desse pastor para que ele sinta vontade de estudar mais sobre o assunto e não fique postando bobagens.Deus te abençoe,Pr Altair.

Anônimo disse...

O casamento é instituido por Deus, e toda autoridade é constituida por Ele, portanto é necessário que o casamento se faça na lei dos homens também.

Moacir Matos Filho disse...

Na lei dos homens também tem a opção legal da união estável,caso o anônimo ainda não saiba.Essa falta de conhecimento de alguns e o "legalismo religioso" de outros é que contribuem para que esse problema nunca seja resolvido.Fica na paz,Pr Altair.

Cleuton disse...

A paz do SONHOR.Vejo que temos um assunto bem polemico e com varias formas de pensar.Vou colocar a minha opnião.Na biblia cátolica Tobias passa documento como prova de sua união, tambem era feito com bens matériais sem efeito júridico mais não deichava de existir.Antigamente as pessoas não tinham registros mas elas existinham ao contrario de hoje pois quem não tem registro não e reconhesido.No Brasil os registros se deu em 11-09-1814 para estatísticas e 11-09-1861 para efeito cíveis e religiosos sendo que para pastores de religiões não católicas apartir de 17-04-1863. Segundo a biblía devemos obedecer as altoridades constituidas áte ao ponto em que existe base e princípios biblícos pois DEUS acima de tudo.Então vemos que se não holver registro não a fato consumado e assim é ante biblíco e contra as leis de DEUS. A BIBLÍA diz em Coríntios 7.9 que melhor casar do que abrasar-se, se servimos a DEUS porque não regularisar uma união estável por um casamento, pois nesta situação a luz da biblía, o casal está vivendo em adultério ou prostutuição ai sim tem a condenação de DEUS, acho que não deveriam ocupar cargos na igreja e nem no tacar da santa ceia até que tudo esteja segundo as léis e diante de DEUS.

Moacir Matos Filho disse...

Já existe um instrumento jurídico chamado "contrato de união estável" feito em um cartório,em que o casal tem legalizado o seu vínculo perante as leis dos homens vingentes no pais.A paz do Senhor Pr Altair.

Anônimo disse...

Quanta ignorância desse tal de Cleuton.Prostituição é quando alguem pratica sexo em troca de dinheiro ou de algum tipo de favorecimento,e adultério e quando um dos dois se relaciona com alguém de fora do casamento.Tem que estudar pra não ficar postando bobagens......Deus tenha misericórdia e abençoe a todos.

Lenda Evangélica disse...

Pastor Altair, que tranquilidade em saber que ainda existem homens de Deus que não tem medo de falar a verdade, mesmo que vá contra a direção das tradições de homens.

Faz 2 dias que criei um blog com o título de "Lenda Evangélica" onde a primeira postagem foi sobre o assunto do casamento. Hoje lendo seu maravilhoso e edificante blog, que me deu novo gás, me deparo com esse artigo... que maravilha e parabéns...

Pastor dá uma olhadinha no que escrevi lá sobre casamento... agora vou colocar esse texto do Sr. também que é bem melhor que o meu 1000 vezes...

http://lendaevangelica.blogspot.com/
Caso alguém for olhar ele, desculpem a simplicidade de meu blog, é que estou começando agora... mas Deus vai usá-lo em nome de Jesus...
Fica com Deus...

Drii (: disse...

Caro amigo e pastor Altair Germano.
Foi muito instrutivo poder compartilhar de seus conhecimentos em relação a matéria tão importante e ao mesmo tempo contraditória; mas no entanto tão necessária nos tempos em que vivemos.
Sou pastor evangélico e me encontro em situação semelhante com vários casais em minha igreja sofrendo este dilema. E por isso eu muito me alegrei em ler seu artigo, o que me ajudou a refletir e tomar decisões em relação a essas pessoas amadas, que Deus possa continuar abênçoando o seu ministério e lhe dando estratégias através da iluminação da palavra de Deus.
Me despeço na paz do Senhor.

Pastor. Astencler Augusto

SP disse...

De acordo com a Bíblia, o que é casamento?

Alternativa A:

"Deixará o homem seu pai e sua mãe, tomará sua esposa e, na presença de duas testemunhas, comparecerá ao juiz (ou rei, ou autoridades) e celebrará um contrato que estipule as condições do casamento."

Alternativa B:

"Deixará o homem seu pai e sua mãe e, juntamente com sua noiva, esta vestida com vestes brancas e com uma grinalda sobre a sua cabeça, comparecerá perante o pastor (ou biscpo, ou sacerdote, ou rabino, ou padre) para que recebam as bênção e sejam, diante do Senhor, da Igreja e de suas famílias, declarados marido e mulher, desde que nenhuma pessoa se manifeste contra o casamento e todos os presentes concordem em calar-se para sempre a respeito de possíveis impedimentos para a união."

Alternativa C:

"Deixará o homem seu pai e sua mãe e unir-se-á à mulher". Gn 2. 24; Mt 19. 5.

Será que a Bíblia ainda tem valor na fé cristã, mesmo que nós, servos, desejemos ser mais "santos" e ultrapassemos a Palavra?

Jesus combatia os fariseus (e outros bichos assemelhados) quando estes sobrecarregavam o povo em nome de uma "santidade" soberba e inútil. Mt 7.3-5; 23. 13, 15, 23.

Pb. Carlos Silva disse...

Caro Pastor. Paz e graça.
Confesso que fiquei bastante interessado no assunto, tendo em vista o mesmo ser uma realidade na vida dos irmãos da nossa igreja em muitos lugares.
Existe o dito que diz: "Cada caso é um caso", que traduz popularmente o papel da Liderança Situacional que muitos pastores devem levar em consideração na hora de batizar ou não um membro que não seja casado legalmente.
Existem casos onde os mesmos estão impossibilitados, haja vista estarem presos a relacionamentos antes de se converterem ou algo semelhante.
Mas é inegável, porém, que existem pessoas que simplesmente não casam (digo, civilmente), por medo de uma responsbilidade maior ou por acharem que quando quizerem "pular fora" fica mais fácil.
Outro fato que gostaria de citar é que, quando se estabelecem parâmetros, as coisas funcionam mais fluentemente. Digo, se abrirmos mão do casamento como preceito, como ficarão os relacionamento? Apenas "ficas", como usam frequentemente os nossos jovens?
Queria apenas quiestionar um item. O senhor falou sobre a legalidade da união estável. É bem provável, que em pouco tempo a UNIÃO HOMOAFETIVA seja oficializada em nosso país. A partir daí, estariam nossos pastores "liberados" a batizarem casais homosexuais?
No mais, minha sincera admiração ao Sr. como servo de Deus e Ministro da Palavra.
Fraternalmente,

Pb. Carlos.

Wesley José disse...

Prezados, entrei nesse blog por acaso, pois estava procurando opiniões a respeito da proibição da Santa Ceia pra quem vive maritalmente, mesmo que a muito tempo, com filhos, e tudo mais que um casamento tem, menos a certidão.
Minha visão, simplista e como pouco embasamento, pois sei que tenho que ler muito a Bíblia e buscar discernimento do espírito santo, se baseia em dois pontos:
1 - Examine o homem a si mesmo...
2 - Não cabe a nós julgar o nosso semelhante.
Partindo dessas premissas, acredito de coração, que ninguém pode determinar que alguém não possa tomar ceia, por não ser civilmente casado, acho que precisa surgir nas igrejas, um movimento por mais espiritualidade e menos hipocrisia, como disse alguém um pouco acima, os homens querem criar regras de santidade acima das existentes nas escrituras, assim como os fariseus o faziam.

Wesley

Filósofo Calvinista disse...

Bom texto. Concordo com quase tudo, excetuando-se algumas questões doutrinárias e denominacionais. Mas isso é o de menos...rs. Um excelente texto, eu diria.

Quero convidá-lo e a todos os seus leitores para debaterem conosco acerca da posição do Cristão face aos desmandos de ditadores como Kadaffi, tendo em vista que a bíblia nos manda ser submissos às autoridades. Em:

http://filosofiacalvinista.blogspot.com

Márcio Cruz disse...

Paz do Senhor, Pr. Altair!

Sinceramente, SEGURA PEÃÃÃÃÃÃÃOOOOO.
Esse tema tem muito pano pra mangaaaaaa...

Em Cristo,

Márcio Cruz.

*na verdade, todos temos que recorrer, no mínimo à três fontes para tentar encontrar uma solução. Cadê o Departamento Jurídico para cooperar?

1. Bíblia. Esta não pode faltar;
2. Constituição Federal atualizada;
3. Estatuto e/ou Regimento Interno da Igreja - atualizado.

Magda disse...

O casamento civil e religioso está de forma implícita orientado em Gn 2.23,24. Adão é neste caso a autoridade civil constituída por Deus, já que Deus concede ao primeiro casal o domínio sobre a sua criação, conforme se vê em Gn 1.28. Adão é também a autoridade religiosa constituída por Deus, pois Deus dá a ele ordem para não comer da árvore da ciência do bem e do mal, conforme descrito em Gn 2.16,17; sendo ele então o representante de Deus para transmitir às gerações futuras a vontade de Deus. Como autoridade civil e religiosa constituída, quando Deus cria a mulher, é ele (Adão) que pronuncia a declaração quanto aos parâmetros estabelecidos por Deus para a proclamação do casamento, conforme se vê em Gn 2.23,24: "E DISSE ADÃO: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne...". Tal declaração é hoje anunciada oralmente, em cartório público pela autoridade civil constituída e com o desenvolvimento da escrita produzida através da certidão do casamento que atesta o reconhecimento do casal quanto a autoridade constituída por Deus. Com relação à questão relacionada ao batismo nas águas, conforme descrito pelo prezado Pastor Altair Germano as exigências são arrependimento, fé, consciência e livre vontade. Sim, porém é importante lembrar que o verdadeiro arrependimento envolve conversão, o que implica em mudança de atitude, ou por assim dizer, em se produzir o fruto do arrependimento. É desta forma que o Novo Nascimento é atestado na vida do cristão, caso contrário é mera “confissão de fé” daqueles que tem nome de que estão vivos, mas na realidade estão mortos assim como aconteceu na igreja de Sardes. Que Deus nos abençoe e nos ajude a permanecer nos princípios inalteráveis da sua Palavra, pois o homem muda e se corrompe, mas o SENHOR e a sua PALAVRA permanece para sempre.

Pr. Raimundo Campos disse...

Paz Pastor. Sua postagem é atualíssima e ratifica meu pensamento acerca do assunto. Também reflete o que o nosso Assessor Jurídico aqui em Salvador, Pr. Abiezer Apolinário, vem discutindo com a mesma prudencia do distinto companheiro. Solicito autorização para publicar em meu Blog, mencionando, claro, a fonte. Graça e paz e que continues a ser instrumento de Deus para levar nosso povo à reflexão de assuntos como este.

Booth disse...

Ótimo texto meu Prof. Pr. Altair Germano. É uma coisa tão simples e fazemos tempestade em copo d'agua.

Tiago Rosas disse...

Ilustre Pr. Altair,

Certamente que não podem ser julgadas suas intenções com a publicação desse artigo, que são as mais singelas, acredito. De fato, existem muitos paradigmas que precisamos quebrar, a fim de fortalecer o organismo Igreja. Muitos irmãos sofrem miseravelmente por conta de tradições centenárias, que no fundo não se respaldam nas Escrituras.

Mas já que o interesse é despertar maiores (e saudáveis dscussões para essa temática), gostaria de ressalvar questionamentos sobre estes três temas:

1. O que é casamento? Quando se concretiza? Quando é legítimo? E o que significa espiritualmente um casamento não legítimo? Qual o valor da Lei? Qual o valor da autoridade esclesiástica?

2. Qual a liberdade que a igreja tem para delegar suas próprias demandas sem ferir os princípios bíblicos, valendo-se do pressuposto "o que ligares na terra será ligado no céu"?

3. O que é batismo nas águas? O que significa ser batizado nas águas hoje? Quais as responsabilidades/obrigações de um membro de uma igreja como a Assembleia de Deus? Qual o valor de um Estatuto Interno?

Quando refletimos sobre todas estas questões vemos que não é nada simples autorizar o batismo nas águas de pessoas com união estável não reconhecida legitimamente, visto que as implicações do batismo nas águas hoje não são as mesmas dos tempos bíblicos. A própria legitimação do casamento mudou de lá pra cá, como o Sr. mencionou. E devemos levar em conta que existem fatores morais sérios por trás da união estável não regulamentada por lei.

Em suma: este artigo é uma "mão amiga" para os que vivem amaziados e uma dor de cabeça terrível para os pastores.

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro Filósofo Calvinista,

as questões denominacionais não podem estar acima da Palavra (Sola Scriptura). Quanto às questões doutrinárias, suas considerações contribuiriam com a discussão .

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezada Magda, com todo respeito, acho vossa interpretação de Gênesis um pouco forçada.

Um olhar mais cuidadoso nos revela que Deus é o agente do casamento, conforme Gn 1.28: "E Deus os abençoou". Adão, em Gn 2.23, apenas reconhece a condição da mulher, na qualidade de sua esposa.

Grato pela contribuição e zelo.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezado Márcio, sem dúvida, todos podem e devem cooperar com a discussão.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro pastor Raimundo Campos, fique a vontade para publicar qualquer texto desse blog.

Fico feliz em saber que há militâncias no sentido de buscar soluções para a questão.

Penso que está na hora da CGADB promover uma discussão sobre o tema.

Trabalharei no sentido do mesmo entrar em debates numa próxima Assembleia.O pastor Abiezer Apolinário poderia cooperar neste sentido também.

Abraços,

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro Booth, não é tão simples, mas sem dúvida, alguma coisa precisa ser feita. Ignorar os fatos é lamentável.

abraços

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro Tiago Rosa,

"1. O que é casamento? Quando se concretiza? Quando é legítimo? E o que significa espiritualmente um casamento não legítimo? Qual o valor da Lei? Qual o valor da autoridade esclesiástica?

2. Qual a liberdade que a igreja tem para delegar suas próprias demandas sem ferir os princípios bíblicos, valendo-se do pressuposto "o que ligares na terra será ligado no céu"?

3. O que é batismo nas águas? O que significa ser batizado nas águas hoje? Quais as responsabilidades/obrigações de um membro de uma igreja como a Assembleia de Deus? Qual o valor de um Estatuto Interno?"

Sobre vossos questionamentos:

1. A Bíblia nos dá, vide meu texto, fundamentos para conceituarmos "casamento";

2. Sem ferir princípios bíblicos, a igreja tem plena liberdade de tratar suas demandas considerando o seu contexto histórico e cultural;

3. O significado do Batismo nas águas é também claro nas Escrituras,e usá-lo para outros fins e entendê-lo de outra maneira é colocar a autoridade da tradição acima da Escritura.

Não se trata a questão aqui de algo simplório, o que exige, conforme já coloquei, debate sério e aprofundado.

Abraços,

Magda disse...

Prezado Pastor Altair Germano,

Concordo que Deus é o agente do casamento e somente Ele pode de fato abençoar o casamento, porém isto não invalida a autoridade civil e religiosa constituída por Deus quanto a sua proclamação. Em relação à frase: “Adão, em Gn 2.23, apenas reconhece a condição da mulher, na qualidade de sua esposa”, eu até concordaria com ela se a frase de Adão fosse apenas “E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”. Adão, no entanto não termina neste ponto, mas prossegue: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Tal frase já não se refere a Adão e a seu reconhecimento quanto a condição da mulher como sua esposa, mas aos parâmetros estabelecidos por Deus para o casamento sendo estes proclamados pela autoridade civil e religiosa constituída por Deus, do qual, neste caso, Adão é o representante.
Que Deus nos abençoe para que, como igreja, saibamos preservar os princípios estabelecidos por Deus em sua Palavra. Paz seja contigo.
Magda

ALTAIR GERMANO, disse...

Cara Magda, sobre o texto de Gn 2.24, a fala não é de Adão, mas do narrador ou escritor (ver a continuação no versículo 25).

A questão que levanto não é a desobediência a autoridade civil, embora ela seja prevista na Bíblia (Atos 4.19).

Pense comigo: uma irmã vive uma união estável de 20 anos, tem uma família equilibrada, mas fica impedida de se batizar, mesmo com bom testemunho e serviço na igreja, por causa do capricho do marido não crente que não quer oficializar o casamento. Sobre quais fundamentos bíblicos isso se sustenta?

Nosso zelo religioso não pode invalidar o Mandamento. Criamos modelos institucionais de igreja, e depois ficamos em dificuldade para administrar o "nosso" modelo com os princípios e fundamentos da Palavra.

Abraços,

Elder Dayvid Morais disse...

Os pastores ou líderes que pela lógica são aqueles que "convivem" com as ovelhas (a igreja), deveriam usar de bom senso para avaliar e definir tal questão (até porque, há casos e casos). É preciso considerar a importância que o batismo tem na vida daqueles que entregam suas vidas ao Senhor. E isso é muito, mais muito pessoal...

Magda disse...

Prezado Pastor,
O versículo 24 está ligado tanto ao versículo 23 quanto ao versículo 25, portanto não é tão simples concluir que a fala não é de Adão. O uso da preposição “portanto”, liga o versículo 24 muito mais ao 23 do que ao 25, porém ainda que o mesmo seja do narrador, a narração é de um autor humano, no caso Moisés, a quem também foi concedido autoridade civil e religiosa, e sendo assim, o raciocínio quanto ao casamento é o mesmo. Como Jesus é referido na Bíblia como sendo o "Segundo Adão" e em Mt 19.25, Ele faz uso exatamente das palavras descritas em Gn 2.24, é mais lógico concluir que a fala é de Adão. Com relação ao exemplo citado, o tempo de união não invalida o erro que foi cometido quando esta união foi realizada sem ser através do casamento civil. Se fosse assim o tempo justificaria muitos erros e pecados cometidos pelo homem, inclusive o adultério. Com relação a frase: “Nosso zelo religioso não pode invalidar o Mandamento” pergunto: Que mandamento nosso zelo religioso está invalidando? Se for o do batismo, conforme já foi referido um dos requisitos para o mesmo é o arrependimento e nele está implícito o abandono do pecado ou a mudança de atitudes. Pastor, sei das dificuldades da igreja com relação ao tratamento de muitos casos, mas não é desconsiderando os princípios da Palavra de Deus que a igreja encontrará a solução, pois isto pode resolver situações aqui e agora, porém nisto tudo está envolvido a salvação da alma e esta é para a eternidade e não somente para o aqui e agora. Penso que é através da oração e jejum, onde o homem mostra a Deus sua dependência para trazer a existência a solução de muitas coisas que tais situações podem vir a ser solucionadas, aliás já vi isto acontecendo na vida de muitos casais nesta situação.
O Senhor seja contigo, nobre Pastor. Att. Magda.

ALTAIR GERMANO, disse...

Prezada Magda,

conforme vossas observações acerca do caso citado:

1."O tempo de união não invalida o erro cometido"

- A irmã não deseja permanecer no erro, antes é o seu marido que não quer casar.

2. "Um dos requisitos (para o batismo) é o arrependimento e nele está implícito o abandono do pecado ou a mudança de vida"

- A irmã aqui citada (poderia ser um irmão), diferente de vosso julgamento,se arrependeu de seus pecados, foi regenerada, batizada com o Espírito Santo e tem cargo na igreja, mas não pode ser batizada nas águas porque o marido (posso assim chamá-lo?) não quer oficializar o casamento.

Deus te abençoe e grato pela contribuição na discussão.

Abraços,

Magda disse...

Prezado Pastor Altair Germano,

Com toda sinceridade eu não estou julgando ninguém, apenas descrevendo aquilo que a Bíblia nos mostra acerca do arrependimento e do batismo. Quanto ao julgamento que cada um julgue a si mesmo mediante aquilo que a Palavra de Deus declara. Mas sua resposta me trouxe uma dúvida: Uma pessoa que não é batizada nas águas, pode ter cargo na igreja? Na igreja onde congresso ainda não vi isto.
Que a paz do Senhor seja contigo.
Magda.

ALTAIR GERMANO, disse...

Cara imã Magda.

"Uma pessoa que não é batizada nas águas, pode ter cargo na igreja? Na igreja onde congresso ainda não vi isto."

Pois é, não sei onde a irmã congrega, mas tenha a certeza de que isso é uma realidade bem presente nas Assembleias de Deus.

Jesus batiza com o Espírito Santo, damos cargos, mas não batizamos em águas pessoas nas condições aqui expostas.

Paz do Senhor.

kassia disse...

as regras/costumes são feitos por humanos. O homem muda, e a lógica é que as suas regras mudem para serví-lo. E não que ele se molde para serví-las! Mudar é saudável... contanto que seja sempre não transgredindo os padrões bíblicos! Estes sim, devemos guardá-los em nossos corações! parabéns pastor!

Heitor disse...

A Paz do Senhor !
Pr.Altair,
Quero contar um testemunho que vi aonde congregava : Em 2000, duas irmãs aceitaram a CRISTO na Igreja e ambas viviam há alguns anos com seus respectivos companheiros e inclusive filhos. Juntou-se a elas mais uma irmã de nossa Igreja que também vivia nesta situação. O nosso Pastor na época, Pr.Geraldo Xavier as aconselhou e convocou toda a Igreja prá orarem em prol da causa de ambas. RESULTADO : Todos os companheiros, sem excessão, procuraram cada companheira perguntando se queriam casar ! A Igreja deu "toda" a despesa com o casamento (Taxas do Cartório + Ornamentação da Igreja + Ornamentação do local da recepção + Recepção com um delicioso jantar + Bolo de casamento lindo + lembrancinhas. Hoje todas as três, casadas legitimamente, servem ao Senhor JESUS CRISTO, são esposas e mães abençoadas e profissionais competentes. As irmãs Maria Rita, Cleusa e Solange teem esta benção prá testemunharem prá o resto da vida delas. DEUS É FIEL !

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro Heitor, que belo testemunho. É lamentável que muitos outros não tiveram um final tão feliz como este.

Abraços,

Faela Pepper _RHCP disse...

Paz do Senhor, Pr. Altair. Me chamo Rafaela, tenho 22 anos sou evangélica de berço e batizada na ADBrás em SP. Quando fiz 18 anos conheci um rapaz (do mundo) e começamos um namoro, porém nessa época eu estava desviada. Quando fiz 21, mesmo estando com ele, resolvi voltar aos caminhos do Senhor e o Espirito Santo de cara me cobrou o batismo, o que foi uma benção que me fez deixar de vez as praticas mundanas como os malditos vicios. Mas, não consegui e também ñ queria terminar meu namoro com o rapaz. Acabou que, depois de dois meses de batismo, após um desentendimento na casa dos meus pais, fui morar com meu namorado. Os lideres da AD me aconselharam a não fazer isso, pois eu tinha acabado de me batizar, mas não ouvi ninguém e fui. Claro, toda ação gera uma reação: Com o tempo o Senhor permitiu que eu percebesse o quão importante é o batismo nas águas. Fiquei doente, fiz cirurgia, entrei no INSS e depois fiquei desempregada sem dinheiro pra tomar nenhum café e de favor na casa dele (com os pais dele). Nesse tempo, eu não ousava por os pés na igreja, pois tinha vergonha. O inimigo me acusava de todas as formas e me dizia que eu não era digna de entrar e sentar nem que fosse no ultimo banco. Mas no dia 08.01.2012 resolvi que mudaria minha história, na esquina da casa do meu namorado (que passou a ser companheiro) tem uma AD Min. Perus, uma bençao. Nesse dia, me arrumei e disse ao Rodrigo: Hoje vou a igreja, se quiser vem comigo (Eu ja tinha o chamado para ir a igreja comigo, mas ele nao gostava de crentes e se sentia ofendido quando eu o chamava. Uma vez o Senhor usou uma irmã para falar comigo no onibus, dizendo para eu aquietar meu coração, pois não seria no meu tempo que o Rodrigo se converteria, mas sim no tempo de DEUS)e por incrivel que pareça, nequele dia ele aceitou. Quando chegamos na igreja, como era AD, estranhei separarem homens para um lado e mulheres para outro. Pensei que ele não iria gostar pois era uma igreja muito rigida. Mas como eu estava acostumada com a doutrina da AD nem liguei, eu queria mesmo era ouvir Deus falar comigo. Dito e feito, a palavra aquele dia foi para nós dois: "VOCE É UM VASO ESCOLHIDO", simplesmente impactante. Na hora do apelo, o Pr perguntou se alguém gostaria de voltar para o Senhor e eu sem hasitar, voltei. O Pr perguntou se alguém queria aceitar Jesus, e o Rodrigo aceitou... Foi uma imensa alegria. Desde aquele domingo, estamos sempre na casa do Senhor. Hoje, o Rodrigo faz aulas de música para tocar na Orquestra, a Igreja até já deu o instrumento a ele. Porém, não conseguimos de fato nos casar. Todos os meses planejamos ir ao cartorio somente para pegar a certidão, mas nunca dá certo. Parece que o inimgo sempre coloca um obstaculo, hora o dinheiro não sobra, Outrora o dinheiro continua não sobrando. Mas mesmo assim estamos firmes na casa de Deus e não queremos de jeito nenhum sair de lá, mas eu não vejo a hora de voltar a participar da Santa Ceia e o Rodrigo deseja anciosamente se batizar. Por favor, ajude-nos em oração pois a oração de um justo pode muito em seus efeitos. Deus te abençoe hoje e sempre, Amém!!!

Marcos Germano disse...

Parabéns Pastor. O senhor tratou o assunto de maneira extraordinária! Eu e minha esposa estávamos nesta condição de vivermos amasiadamente perante a sociedade, mas no nosso íntimo, sabíamos que Deus reconhecia a nossa união, o nosso casamento, pois somos heterossexuais e fiéis um ao outro. No trabalho, comentei sobre esse assunto com uma amiga também salva pelo Sangue de Cristo, pois eu e minha esposa não somos batizados nas águas ainda (a igreja que frequentamos considera ideal nos batizar apenas depois de concluirmos o curso de discipulado, em dezembro deste ano) e recebi dela a notícia de que estava vivendo em pecado... bem, gentilmente eu copiei do seu blog este post e entreguei para ela. Obrigado pastor! Ah.. casei ontem no civil, agora ninguém mais pode nos apontar o dedão!

ENOCK MELLO disse...

DAI A CESAR O QUE É DE CÉSAR E DAI A DEUS O QUE É DE DEUS!

QUANDO FOI PEDIDO A JESUS CUMPRIMENTO DUMA LEI CÍVIL ELE NÃO SE NEGOU EM PARTICIPAR.
SE NEGUEMOS QUE PARA MOTIVO DE NÃO ESCANDALIZAR A SOCIEDADE DE SANTOS É MELHOR SEGUIRMOS OS PASSOS DO MESTRE CASEM-SE CIVILMENTE É GRATUITO DEMORA UM POUQUINHO MAS É MAIS RÁPIDO DO QUE CRIAR CONFUSÃO POIS COMENTAM QUE HÁ MUITO TEMPO CONTRIBUEM COM DÍZIMOS !!!

Ana Chagas disse...

Na minha monografia tratarei de casos em que, por exemplo, um dos cônjuges não é cristão e não quer converter esta união estável em casamento, porém, o seu cônjuge é um crente fiel,que dá testemunho de que, de fato, foi regenerado pelo Espírito Santo, mas é impedido de participar da ceia do Senhor, a qual é uma ordenança para os crentes. Ou seja, ele foi aceito para gozar de plena comunhão com Deus,porém, não pode usufruir da comunhão na igreja física, na igreja visível.
Se o senhor souber de algum livro referente a este assunto, me avise por email.
Fique na Paz!

Luiz Carlos S. Filho disse...

Concordo com a exposição do pr. Altair.
Logicamente que não exime o casal da cerimônia sacerdotal.
O ponto das Sagradas Escrituras é: O que Deus diz e o que Deus não diz.
A questão é que o ser humano fica muito preso aos paradigmas, ou seja, aos modelos mentais adquiridos durante a sua vida e resiste as mudanças. A Palavra de Deus fala em sermos imitadores de Cristo.
A Palavra de Deus é o suficiente para resolver qualquer situação do ser humano, porque Ele é nosso criador e nos conhece totalmente, e da mesma forma faz uso do mundo secular através de leis para instruir o cristão a ser cristão. Exemplo, o Exilio Babilônico onde Deus estava a frente.

Rose Mary Carvalho Telles disse...

Olá, pessoal!
Buscando sobre o tema em questão, pois tomo conhecimento de certas situações no meio evangélico de mulheres viúvas se achando impedidas de casarem alegando que vão perder a pensão e muitos pastores ainda por não tomaram ciência de que as mesmas não mais a perdem, ficam tratando segundo seu entendimento bíblico e humano. Pesquisando, visualizei em um site isso que segue:

"JUCELINO
Consultor Previdenciário / SAO PAULO

16/02/2004 13:02:09
Caro Colega, lhe envio uma noticia recente publicada no site direitonet.com.br (30/01/2004).

INSS: viúva não perde pensão ao se casar novamente
Fonte: AgPREV - Agência de Notícias da Previdência Social
Data: 30/01/2004 17h34

As viúvas que recebem o benefício pensão por morte podem se casar novamente, sem perdê-lo. Contudo, caso o segundo marido contribua para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e venha a falecer, a viúva não poderá acumular as duas pensões, mas poderá optar pela de maior valor. Para isso, basta procurar a Agência da Previdência Social mais próxima da residência, com os seus documentos e os do marido, para que sejam comparados os valores dos benefícios. O INSS não interfere na opção da viúva, apenas a orienta.

A pensão por morte só pode ser acumulada com um benefício da mesma espécie caso tenha sido deixada por um filho do qual a mãe dependia, mesmo recebendo uma pensão do marido. Nesse caso, é preciso que a mãe apresente ao INSS três provas, no mínimo, de dependência econômica do filho, que podem ser a declaração do imposto de renda, plano de saúde, comprovante de que residiam no mesmo endereço e até recibos de pagamento de água, luz, gás ou telefone.

Receber uma pensão por morte não significa que a viúva, por exemplo, não possa ter benefícios de outras espécies, como os auxílios doença e acidentário, um dos quatro tipos de aposentadorias e até mesmo o salário-maternidade. Se ela for contribuinte isso é possível e está previsto na legislação previdenciária.

Segundo a chefe da Divisão de Benefícios do INSS em Salvador, Aidê Lopes, existem viúvas que não formalizam o segundo casamento com receio de perder o benefício deixado pelo primeiro marido. "Também existem aquelas que trabalham, contribuem para a Previdência e não procuram seus direitos por desconhecerem as leis", comenta Lopes.

JUCELINO AP SANTOS
CONSULTOR PREVIDENCIÁRIO EM SP"
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Isso vale conferir!!!!!!
Paz,
Rose.