terça-feira, 21 de março de 2017

43a. AGO DA CGADB TERÁ COMO TEMA "SALVAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO" E APRESENTARÁ DECLARAÇÃO DE FÉ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL

Boas notícias!

A primeira: A 43a. AGO da CGADB terá como tema "Salvação e Livre Arbítrio" (Veja em https://www.cgadb.org.br/site2017/).

A segunda: Na mesma AGO deverá ser apresentada a Declaração de Fé dos membros da CGADB e das Assembleias de Deus no Brasil, necessidade que apontamos desde 2010 no altairgermano.net (Veja em http://www.altairgermano.net/…/caminho-de-uma-confissao-de-…). Neste documento oficial, os fundamentos bíblicos e arminianos de nossa soteriologia pentecostal clássica serão especificados e reafirmados.


Esperamos que tais ações​ cooperem substancialmente para a consolidação, promoção e defesa do nosso sistema doutrinário e teológico, e também numa mudança urgente na CPAD, para que ela retorne através de suas publicações, na condição de editora oficial das Assembleias de Deus no Brasil, a se comprometer exclusivamente com este sistema.


Parabenizamos a CGADB e seus órgãos competentes por tais iniciativas.

sábado, 18 de março de 2017

Sobre a publicação de mais uma obra de autor calvinista pela CPAD

A CPAD publica MacArthur, calvinista e cessacionista, questionado no artigo abaixo do pastor Silas Daniel (publicado no CPADNEWS, leia em http://www.cpadnews.com.br/…/as-sandices-de-john-macarthur.…) por declarações absurdas contra os pentecostais, é ironizada em evento calvinista nos Estados Unidos por um líder calvinista brasileiro, exatamente por publicar MacArthur e outros autores calvinistas, e mesmo assim vai insistir no que vem fazendo? Eu não quero acreditar.

Nesse momento, uma outra obra de um calvinista admirado por sua eloquência, já começa a ser anunciada como um dos próximos lançamentos da CPAD.
Trata-se da obra "Os Tesouros de Davi", um comentário dos Salmos, feito por Charles Spurgeon. Veja aqui https://youtu.be/ddkzx3-3JXg
Por duas vezes, em menos de seis meses, ações incompatíveis e incoerentes com a confessionalidade da CPAD e da FAECAD, ambas instituições ligadas à CGADB e às Assembleias de Deus no Brasil, foram aqui denunciadas, e canceladas a tempo pelos órgãos internos competentes.
Não se trata dos assembleianos não poderem ter acesso a publicações deste gênero. Trata-se sim, do fato de uma editora confessional publicar autores que não comungam dos mesmos fundamentos doutrinário e teológicos, ou de parte substancial deles.
Editoras de confissão calvinista e de outras confissões de fé não fazem isso (até onde eu sei). Já cheguei a sugerir certa vez, buscando um meio termo, que pelo menos em obras de autores de outras linhas teológicas e doutrinárias, ou que pudessem ter conteúdo não compatível em sua totalidade com nossas crenças, que se colocasse notas de advertência no início das referidas obras ou no rodapé das páginas, mas nem isso foi feito.
Novamente deixo claro, que se não é para manter a coerência confessional e oficial da CPAD, que se leve o caso para o plenário convencional da CGADB, e se discuta os rumos da publicadora, ou seja, se a mesma mantém a sua missão e coerência confessional e oficial, ou se ela se torna de uma vez por todas uma editora puramente comercial. Isso precisa ser definido, e repito, em plenário convencional, pois a CPAD é das Assembleias de Deus no Brasil.
Apelo mais uma vez à Mesa Diretora da CGADB, aos Conselhos de Doutrina e Apologética, ao Conselho Administrativo da CPAD, ao seu Diretor Executivo e ao seu Gerente de Publicações.

quinta-feira, 16 de março de 2017

SOBRE O CRESCIMENTO SAUDÁVEL DA IGREJA


1. O crescimento saudável qualitativo da igreja acontece:
a) Quando ela tem uma teologia saudável;
b) Quando ela tem doutrinas saudáveis;
c) Quanto ela tem seminários, escolas e faculdades teológicas saudáveis;
d) Quando ela tem uma editora oficial saudável;
e) Quando ela tem líderes comprometidos com estas qualidades teológicas, doutrinárias e institucionais saudáveis;
f) Quando ela tem um método de discipulado saudável;
g) Quando ela tem uma Escola Dominical saudável;
h) Quando ela tem um aconselhamento pastoral saudável;
i) Quando ela tem uma prática disciplinar saudável;
j) Quando ela tem critérios saudáveis para a separação e consagração de seus líderes e obreiros;
k) Quando ela tem oração saudável;
l) Quando ela tem uma adoração saudável;
m) Quando ela tem cultos saudáveis;
n) Quando ela tem uma comunhão saudável
2. A igreja crescerá quantitativamente saudável:
a) Quando sua missiologia for saudável;
b) Quando seus métodos de evangelização forem saudáveis;
c) Quando sua soteriologia for saudável;
d) Quando sua mensagem de boas novas for saudável
e) Quando a sua perspectiva da expiação de Cristo for saudável;
f) Quando a sua perspectiva do caráter amoroso e justo de Deus for saudável;
g) Quando os portadores desta mensagem forem espiritualmente e moralmente saudáveis

sábado, 11 de março de 2017

O Pacto de Laussane e a A Teologia da Missão Integral: Caminhos e Descaminhos no Brasil


O Pacto de Lausanne foi um documento elaborado durante o Congresso Mundial de Evangelização, realizado na cidade de Laussane, Suíça, em 1974, com a participação de representantes de mais de 150 países. Líderes de influência mundial como os pastores Billy Graham e John Stott se fizeram presentes de maneira muito significativa e atuante. A grande influência de René Padilha no evento e na elaboração do seu documento, ele que é um dos principais líderes do movimento da Missão Integral, foi notória e decisiva.
Apesar de não ter sido muito difundido no meio pentecostal clássico brasileiro, diferente do que aconteceu em outros segmentos evangélicos, dele participou, por exemplo, o pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos, um dos grandes líderes na história das Assembleias de Deus no Brasil. É possível que muitos assembleianos brasileiros que estão lendo este post, nunca tenham ouvido falar, ou não se interessaram em saber mais sobre este Congresso e Pacto.
O Pacto de Laussane, além de reafirmar alguns fundamentos e convicções teológicas, foi também considerado como um chamado à igreja para a reflexão e prática evangelística, tarefa esta tida como urgente e inacabada.
A responsabilidade social da igreja evangélica também ganhou destaque em Laussane, e uma vez reconhecida a sua negligência nesta área, foi orientada ao envolvimento sócio-político, e ao combate e denúncia de toda forma de alienação, opressão e discriminação. Leia o conteúdo do Pacto de Loussane em https://www.lausanne.org/…/pacto-de-lausa…/pacto-de-lausanne
O Pacto de Laussane cooperou significativamente para difundir a ideia de "Missão Integral", ou seja, uma missão que contemplasse as necessidades humanas de forma geral, e com isso uma postura da igreja tanto verbal (através evangelização) como encarnacional (através da ação social).
Outros encontros, antes e depois de Lausane, e a criação de organizações que se propunham a continuar a reflexão e promover a prática de uma "Missão Integral", contribuíram com a construção daquilo que atualmente se conhece como "Teologia da Missão Integral".
Ao longo dos anos, com uma maior prossimidade e diálogo com a Teologia da Libertação, a Teologia da Missão Integral assumiu abertamente a ideologia marxista e a partidarização política ali presentes. A alma socialista presente no texto de Laussane começava a ganhar corpo. Conforme escreveu Júlio Severo, o próprio Billy Graham não se deu conta inicialmente do problema. Leia em http://juliosevero.blogspot.it/…/o-espirito-de-karl-marx-em…
Caio Fábio, que nas décadas de oitenta e noventa abraçou e difundiu as ideias da Missão Integral no Brasil, critica os rumos tomados pelo movimento:
"A ação política daquele movimento, naquela época, na década de oitenta, não tinha nada haver com política partidária, aliás, isso era proibido entre nós.(...) Totalmente diferente da Teologia da Libertação, que tinha adotado o marxismo como chave hermenêutica para a interpretação da sociedade, e o Movimento da Missão Integral da Igreja não podia conceber tal coisa (...). Daí em diante as coisas entraram num estado de caotização. Eu acompanhei e achei tudo absolutamente estranho. Não carregava o espírito daquela caminhada de Lausanne. (...) e também vi que não havia o menor pudor quanto ao fato de se estabelecer uma opção nitidamente político-patidária, bem nítida, como grupo e como movimento, embora os membros do movimento possam não ser filiados a um partido, mas a vocalização partidária e partida pode ser uma tentativa íntegra de ser sincero, mas é uma contradição da própria ideia de Missão Integral fazer algo que chega em uma proposição de partido do ponto de vista, digo, não necessariamente de filiação, mas de partidarização de modo vocalmente comprometido." Assista em https://www.youtube.com/shared?ci=UNxELQfmJpo
A isenção de Caio Fábio no processo de ideologização da Missão Integral no Brasil nas décadas de oitenta e noventa, é contestada por Julio Severo em seu e-book “Teologia da Libertação versus Teologia da Prosperidade”, de 2013. Leia em https://www.scribd.com/…/Teologia-da-Libertacao-versus-Teol…
Augustus Nicodemus, teólogo calvinista e cessacionista, ideias teológicas estas com as quais não compactuo, falando e concordando sobre o problema do marxismo na Teologia da Missão Integral, diz que:
"(...) Infelizmente, nos últimos tempos, líderes do movimento tem assumido claramente essa postura (ideologizada e marxista), e nós repudiamos completamente essa associação. Não dá para juntar, é água e óleo, não dá para misturar." Assista em https://www.youtube.com/shared?ci=OwH92APsoeo
Atualmente, alguns líderes do movimento da Teologia da Missão Integral no Brasil e na América Latina, tem assumido sem cerimônias a prossimidade com a Teologia da Libertação e com o marxismo, fortalecendo assim o seu caráter ideológico, que de velado tornou-se escancarado. Assista em www.youtube.com/shared?ci=YTcf-MDQAJk e em https://m.youtube.com/watch?v=EC7onU_jSWA&feature=youtu.be
É essa Missão Integral adoecida por sua ideologização que rejeitamos, e que denunciamos como um mal que tenta tirar o foco da igreja de sua missão genuinamente bíblica, buscando infiltrar-se e influenciar o meio assembleiano e pentecostal através de suas instituições de ensino acadêmico e teológico, como aconteceu ultimamente nos fatos envolvendo a FAECAD, no Rio de Janeiro.
Neste exato momento, a liderança da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil) em suas várias instâncias, está se mobilizando no sentido de combater eficazmente as ideias e práticas ideologizadas da Teologia da Missão Integral no âmbito institucional e denominacional assembleiano.

quinta-feira, 9 de março de 2017

A Teologia da Missão Integral tem alguma coisa haver com a Teologia da Libertação e ideologicamente com a teoria marxista?

Vejamos o que os principais propagadores da TMI no Brasil afirmam sobre a questão:
"Não (...). O primeiro artigo que li já me disse que a Teologia da Missão Integral NÃO TINHA NADA HAVER com a Teologia da Libertação." (Ed René Kivitz). Assista em https://www.youtube.com/shared?ci=YTcf-MDQAJk
"Na sua origem a Teologia da Libertação não era UM REFERENCIAL para a Missão Integral (...). Houve um segundo momento, mais tarde, onde se percebeu a necessidade de estabelecer alguns VÍNCULOS DE DIÁLOGO com algumas expressões da Teologia da Libertação. (...) que haviam preocupações, que haviam jeitos de fazer teologia que eram importantes também para UMA VERTENTE EVANGÉLICA na América Latina." (Valdir Stevernafel). Assista em www.youtube.com/shared?ci=YTcf-MDQAJk
"Dessa discussão surge a base para a Teologia da Missão Integral, UMA VARIANTE PROTESTANTE da Teologia da Libertação." (Ariovaldo Ramos). Leia em Le Monde Diplomatique, jornal de linha editorial de esquerda, em http://archive.is/usZmo
Do enfático "não" do Ed René Kivitz, passamos para a afirmação do Valdir Stevernafel sobre os vínculos de diálogos, o fato da TL ter se tornado posteriormente um referencial para a TMI, e que esta é uma vertente evangélica da TL, e terminamos com a declaração do Ariovaldo Ramos de que a TMI é uma variante protestante da TL.
A TMI tem alguma coisa haver com a TL? Existe uma relação ideológica da TL com a política de esquerda? Tem a política de esquerda relação ideológica com o marxismo?
Minha resposta para todas as questões acima é que sim.
E o que dizer da fala abaixo do Ariovaldo Ramos sobre a TMI e a sua relação com a perspectiva marxista e socialista?"
"Que óculos a TMI vai usar? (...) Eu uso os óculos das ciências sociais. (...) bem naquela cara do Carl Max. (...) no restante ela tem de usar a categoria da luta de classes (...). Ela tem que admitir que tem uma guerra no mundo entre classes (...). A posição de Deus é pela abolição das classes (...)." Assista em https://m.youtube.com/watch?v=EC7onU_jSWA&feature=youtu.be
A posição de Deus é pela abolição das classes? É claro que o ideal de Deus é pela prática da justiça em todos os seus aspectos. Mas qual é o método de Deus? O das ciências sociais? Não. A pregação do evangelho é o método de Deus. É a fé resultante do ouvir a pregação que salva e transforma os indivíduos (Rm 10.8-17), e estes com suas mentes renovadas trabalham em favor de uma sociedade mais justa, experimentando assim a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2).
Jesus ensinou a abolição das classes aqui e agora considerando a atual condição pecadora da humanidade? Não. Ele disse que sempre teríamos os pobres entre nós (Jo 12.8). Isso significa que devemos encarnar algum tipo de comodismo fatalista? Não. Enquanto tivermos oportunidade façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé (Gl 6.9-10).
A abolição das classes foi a prioridade missionária da igreja? Não. A proclamação do evangelho foi a prioridade (Mc 16.15-16; At 1.8), sem que isso implicasse em negligenciar o socorro aos necessitados (At 6.1-4; 2 Co 9.1-15; 1 Tm 5.3-16).
A abolição das classes foi o que Paulo ensinou? Não. A responsabilidade individual em trabalhar para se sustentar (2 Ts 10-12), assim como o bom relacionamento entre as classes (Ef 6.5-9), foram alguns dos ensinos de Paulo, que sempre considerou a realidade presente, sem contudo perder as esperanças do Reino futuro.
Paulo falou para a igreja sobre guerra no mundo entre classes? Não. A guerra (batalha, luta) que Paulo enfatizou foi a espiritual, que "não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Ef 6.12).
Como em todas as teologias não ortodoxas em seus conceitos e/ou práticas, com certeza a manipulação das Escrituras através de uma hermenêutica tendenciosa está presente também na TMI. A mescla entre teologia cristã e ideologia marxista torna-se clara.
No que erram a TL e a TMI? Não entrando aqui no mérito ideológico, em termos conceituais e práticos, ao tentar combater uma ênfase demasiada da pregação evangélica no cuidado com a alma/espírito e com o destino eterno do ser humano, acabam indo para o outro extremo com um discurso onde a ênfase recaí sobre o cuidado com o corpo, e com o "aqui e agora".
Uma missão integral bíblica contemplará sempre esses dois aspectos, o imaterial e o material, o temporal e o atemporal. Por vezes, pelas mais diversas razões e contextos, um destes aspectos ganhou maior ênfase que o outro, mas nunca um deles deveria ou deverá negar a realidade e a necessidade do outro.
Concluo afirmando que acredito sim, segundo as Escrituras, na primazia do cuidado com as questões espirituais e eternas, mas sem prejuízo algum ao que chamo de bem estar consequencial e integral do ser humano, e sem a negação da necessidade de amar ao próximo como a si mesmo, aqui e agora, e de forma concreta, segundo a vontade de Deus e para a Sua glória.
Pr. Altair Germano
Mantova-IT, 9/3/2017

domingo, 5 de março de 2017

CPAD E FAECAD: PARA ONDE CAMINHAM?

A coerência com o que cremos deve nortear as nossas decisões e rumos. 
Mas uma vez lamento pelo constrangimento causado pelo posicionamento de instituições ligadas à CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), que infelizmente estão trabalhando no sentido de desconstruir, relativizar ou enfraquecer os fundamentos teológicos e doutrinários das Assembleias de Deus no Brasil.

Chamo novamente a atenção dos líderes da denominação, e em especial da Mesa Diretora da CGADB, juntamente com os Conselhos e Comissões competentes para que estejam atentos ao que está acontecendo com a nossa CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) e FAECAD (Faculdade Evangélica de Ciências e Tecnologia das Assembleias de Deus), ambas sediadas no Rio de Janeiro.

Através de nossa editora oficial e de nossa instituição acadêmica, portas estão sendo abertas, não para o saudável debate teológico, mas para a promoção de doutrinas e teologias que não se sustentam à luz das Sagradas Escrituras.

Coronelismo, farisaísmo, intolerância e castração do saber, são alguns dos termos empregados contra os que defendem os princípios doutrinários da nossa igreja.
Parece que a história não tem ensinado a alguns o que acontece com as igrejas quando através dos meios de difusão do saber flertam com modismos teológicos e ventos de doutrina.

No ano passado a CPAD abriu suas portas para predestinacionistas, cessacionistas e universalistas, causando constrangimento interno e externo ao ter que cancelar um evento. O mesmo acontece agora com a FAECAD ao marcar e ter que desmarcar uma Aula Magna com ênfase na promoção daquilo que é disseminado atualmente como Teologia da Missão Integral. 

Acredito firmemente que a Mesa Diretora da CGADB, e os Conselhos de Educação, Doutrina e Apologética não compactuam ou aprovam tais posturas da CPAD e da FAECAD, pois do contrário seria o caso de se dar de uma vez por todas plena autonomia a estas instituições, desvinculando-as da denominação.

Como as questões aqui expostas são de conhecimento público e geral, apelo publicamente aos órgãos competentes da CGADB para uma ação urgente no sentido de apurar os fatos e tomar as medidas cabíveis e necessárias.

Crendo numa maior e melhor coerência denominacional, assim me pronuncio.


Pr. Altair Germano

MISSÃO INTEGRAL

Missão integral é aquilo que a igreja de Jesus faz desde a sua fundação. Em algumas épocas, lugares e contextos com mais ênfase que em outros. 
Faz apesar de imperfeita.
Faz sem querer se promover.
Faz sem se vangloriar.
Faz sem arrogância.
Faze sem tocar trombetas pois busca simplesmente a glória de Deus.
Se falha nesses aspectos deve se corrigir.
Missão integral não é nenhum movimento novo, mas a igreja de Jesus em movimento.
Missão integral não é um enunciado acadêmico, teológico, antropológico, sociológico ou ideológico, mas o evangelho encarnado, ação concreta.
Missão integral não é uma ideia revolucionária de um indivíduo ou grupo, é a vida normal da igreja fundamentada nas Escrituras e direcionada pelo Espírito.
Missão integral é missão ao pobre e ao rico.
Missão integral é missão ao patrão e ao empregado.
Missão integral é missão para todas as raças.
Missão integral é missão para todas as tribos, povos e nações.
Missão integral é missão para todos os homens e para o homem todo.
Missão integral é missão ao espírito, à alma e ao corpo.
A grande questão que envolve a missão integral não é o saber a missão de uma nova perspectiva, é simplesmente fazer a missão.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

CEIA DE JANEIRO 2017 NA AD FIRENZE - MISSÃO IEADALPE




Em nossa primeira ceia do ano na AD Firenze-IT, tivemos a participação do cantor Theo Júnior (Alemanha). Na ocasião foram apresentadas duas crianças, o Marcos e a Larissa, respectivamente filhos do Cristiano e Sarah, e do Sebastian e Cléa.

Nossa ceia é realizada todo último domingo do mês.

sábado, 31 de dezembro de 2016

MISSÕES: TODOS SÃO PRIORIDADES


A missão de Jesus contemplou todas as regiões de Israel, as mais ricas e as mais pobres. Galileus, judeus, samaritanos e gentios puderam ouvir a sua mensagem. Gente de raças diversas.

Da perspectiva econômica ricos e pobres foram alcançados por sua graça, amor e misericórdia. Religiosos, governantes, ladrões, meretrizes, mendigos, todos eram necessitados, pois todos pecaram (Rm 3.23).

Quando Jesus comissionou os seus discípulos, o princípio foi o mesmo, ou seja, todo o Evangelho para todos os povos (Mt 28.19; Mc 16.15; At 1.8). Todos eram prioridades.

Em sua missão, o apóstolo Paulo alcançou também pobres e ricos, senhores e servos, livres e escravos, judeus e gentios, asiáticos e europeus. Todos eram prioridades (1 Co 9.19-22).

Deus não faz acepção de pessoas (Ef 6.9; 1 Pe 1.17).O Evangelho de Jesus precisa ser pregado simultaneamente em todos os lugares, pois todos os perdidos são prioridades.

Os perdidos da região amazônica, do sertão nordestino, das desenvolvidas regiões sul e sudeste, e de outras partes do Brasil, dos países pobres e ricos economicamente de todo o mundo, da América Latina à Europa, da América do Norte à Ásia, todos são prioridades.

Qualquer discurso que enfatiza uma urgência ou prioridade missionária com base em fatores socioeconômicos não se sustenta nem encontra o seu fundamento nas Escrituras.

Não é a pobreza material de povos e nações, cidades e regiões, mas sim a pobreza e a realidade espiritual que deve fundamentar a necessidade da obra missionária, e isso não significa absolutamente que não devemos nos preocupar com as questões de justiça social. Convém ressaltar que alguns pobres e miseráveis da próspera Laodicéia dos tempos bíblicos eram ricos materialmente (Ap 3.17). Todos são prioridades.

Os erros, abusos e escândalos que envolvem a obra missionária e que acontecem no campo missionário, estão em todos os lugares. Os aproveitadores da boa fé das pessoas estão no sertão brasileiro e nos países do chamado primeiro mundo. O enriquecimento ilícito, o abuso de poder, a vantagem pessoal, o nepotismo, o favorecimento familiar, a fraude, a mentira, a imoralidade, os jeitinhos e outros pecados estão acontecendo neste exato momento aí bem próximo de você, e em todas as partes do mundo. Sim, nesse exato momento há missionários e obreiros fraudulentos agindo na África e na Europa, no sertão e nas grandes capitais brasileiras, e isso não implica em deixarmos de evangelizar, orar ou de apoiar a obra missionária nestes lugares. Também não significa que não devemos nos indignar com estas coisas, mas sempre cuidando de não cometermos injustiças com generalismos. Existem ainda e sempre existirão pessoas sérias e honestas, e que foram verdadeiramente vocacionadas por Deus para a sua obra.
 
Tenhamos cuidado ao julgar um missionário e a relevância da visão missionária de uma igreja com base apenas no lugar para onde o mesmo foi enviado. Nem todos os missionários de regiões carentes economicamente são honestos em suas motivações, como também nem todos os missionários de regiões prósperas são aproveitadores. 

Todos os lugares possuem as suas necessidades e dificuldades, mudando-se apenas alguns aspectos da natureza e da intensidade destas necessidades e dificuldades. Todos são prioridades.


Para onde e quando enviar os próximos missionários? Quais e quando devem ser trazidos do campo? Essas questões demandam muita oração por parte de toda a igreja, e a busca pela orientação e direção do Deus da missão (At 13.1-3; 16.6-10), pois afinal de contas, todas as pessoas em todos os lugares são prioridades para Ele (1 Tm 2.4; Tt 2.11). Deus amou o mundo (Jo 3.16).