sexta-feira, 25 de julho de 2014

LÓGICA DO ABORTISMO - OLAVO DE CARVALHO

O aborto só é uma questão moral porque ninguém conseguiu jamais provar, com certeza absoluta, que um feto é mera extensão do corpo da mãe ou um ser humano de pleno direito. A existência mesma da discussão interminável mostra que os argumentos de parte a parte soam inconvincentes a quem os ouve, se não também a quem os emite. Existe aí portanto uma dúvida legítima, que nenhuma resposta tem podido aplacar. Transposta ao plano das decisões práticas, essa dúvida transforma-se na escolha entre proibir ou autorizar um ato que tem cinqüenta por cento de chances de ser uma inocente operação cirúrgica como qualquer outra, ou de ser, em vez disso, um homicídio premeditado. Nessas condições, a única opção moralmente justificada é, com toda a evidência, abster-se de praticá-lo. À luz da razão, nenhum ser humano pode arrogar-se o direito de cometer livremente um ato que ele próprio não sabe dizer, com segurança, se é ou não um homicídio. Mais ainda: entre a prudência que evita correr o risco desse homicídio e a afoiteza que se apressa em cometê-lo em nome de tais ou quais benefícios sociais hipotéticos, o ônus da prova cabe, decerto, aos defensores da segunda alternativa. Jamais tendo havido um abortista capaz de provar com razões cabais a inumanidade dos fetos, seus adversários têm todo o direito, e até o dever indeclinável, de exigir que ele se abstenha de praticar uma ação cuja inocência é matéria de incerteza até para ele próprio.

Se esse argumento é evidente por si mesmo, é também manifesto que a quase totalidade dos abortistas opinantes hoje em dia não logra perceber o seu alcance, pela simples razão de que a opção pelo aborto supõe a incapacidade – ou, em certos casos, a má vontade criminosa – de apreender a noção de “espécie”. Espécie é um conjunto de traços comuns, inatos e inseparáveis, cuja presença enquadra um indivíduo, de uma vez para sempre, numa natureza que ele compartilha com outros tantos indivíduos. Pertencem à mesma espécie, eternamente, até mesmo os seus membros ainda não nascidos, inclusive os não gerados, que quando gerados e nascidos vierem a portar os mesmos traços comuns. Não é difícil compreender que os gatos do século XXIII, quando nascerem, serão gatos e não tomates.

A opção pelo abortismo exige, como condição prévia, a incapacidade ou recusa de apreender essa noção. Para o abortista, a condição de “ser humano” não é uma qualidade inata definidora dos membros da espécie, mas uma convenção que os já nascidos podem, a seu talante, aplicar ou deixar de aplicar aos que ainda não nasceram. Quem decide se o feto em gestação pertence ou não à humanidade é um consenso social, não a natureza das coisas.

O grau de confusão mental necessário para acreditar nessa ideia não é pequeno. Tanto que raramente os abortistas alegam de maneira clara e explícita essa premissa fundante dos seus argumentos. Em geral mantêm-na oculta, entre névoas (até para si próprios), porque pressentem que enunciá-la em voz alta seria desmascará-la, no ato, como presunção antropológica sem qualquer fundamento possível e, aliás, de aplicação catastrófica: se a condição de ser humano é uma convenção social, nada impede que uma convenção posterior a revogue, negando a humanidade de retardados mentais, de aleijados, de homossexuais, de negros, de judeus, de ciganos ou de quem quer que, segundo os caprichos do momento, pareça inconveniente.

Com toda a clareza que se poderia exigir, a opção pelo abortismo repousa no apelo irracional à inexistente autoridade de conferir ou negar, a quem bem se entenda, o estatuto de ser humano, de bicho, de coisa ou de pedaço de coisa.

Não espanta que pessoas capazes de tamanho barbarismo mental sejam também imunes a outras imposições da consciência moral comum, como por exemplo o dever que um político tem de prestar contas dos compromissos assumidos por ele ou por seu partido. É com insensibilidade moral verdadeiramente sociopática que o sr. Lula da Silva e sua querida Dona Dilma, após terem subscrito o programa de um partido que ama e venera o aborto ao ponto de expulsar quem se oponha a essa idéia, saem ostentando inocência de qualquer cumplicidade com a proposta abortista.

Seria tolice esperar coerência moral de indivíduos que não respeitam nem mesmo o compromisso de reconhecer que as demais pessoas humanas pertencem à mesma espécie deles por natureza e não por uma generosa – e altamente revogável -- concessão da sua parte.

Também não é de espantar que, na ânsia de impor sua vontade de poder, mintam como demônios. Vejam os números de mulheres supostamente vítimas anuais do aborto ilegal, que eles alegam para enaltecer as virtudes sociais imaginárias do aborto legalizado. Eram milhões, baixaram para milhares, depois viraram algumas centenas. Agora parece que fecharam negócio em 180, quando o próprio SUS já admitiu que não passam de oito ou nove. É claro: se você não apreende ou não respeita nem mesmo a distinção entre espécies, como não seria também indiferente à exatidão das quantidades? Uma deformidade mental traz a outra embutida.


Aristóteles aconselhava evitar o debate com adversários incapazes de reconhecer ou de obedecer as regras elementares da busca da verdade. Se algum abortista desejasse a verdade, teria de reconhecer que é incapaz de provar a inumanidade dos fetos e admitir que, no fundo, eles serem humanos ou não é coisa que não interfere, no mais mínimo que seja, na sua decisão de matá-los. Mas confessar isso seria exibir um crachá de sociopata. E sociopatas, por definição e fatalidade intrínseca, vivem de parecer que não o são. 

Fonte: O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota - Ed. Record

quinta-feira, 24 de julho de 2014

NOTA DE FALECIMENTO: PR. VITAL PEREIRA GOMES


Às 04h00 de hoje, 24/07/2014, partiu para estar com o Senhor, o já saudoso pastor Vital Pereira Gomes.
O operoso obreiro é natural de Pernambuco, nascido em 24 de novembro de 1939, filho de Pedro Pereira e Alexandrina Barbosa Gomes.
Casado com Maria de Lourdes Oliveira Gomes, o pastor Vital deixa sete filhos (dos nove que gerou) e 12 netos.
Desde jovem, esteve engajado nos trabalhos da igreja, sendo mais atuante na cidade do Paulista (PE), em bairros como Paratibe, Vila Torres Galvão, Jaguarana, entre outros.
Dos que tem presidido a igreja em Abreu e Lima, o pastor Vital deixou sua parcela de trabalho ao lado dos pastores Amaro Alexandrino de Sena (1961-1969), Isaac Martins Rodrigues (1969-2004), Roberto José dos Santos (2004 aos dias atuais). Com o saudoso pastor Isaac Martins, foi consagrado ao santo ministério a evangelista em 1984 e, a pastor, em 1999.
Entre muitos os trabalhos prestados à Assembleia de Deus em Abreu e Lima, destacamos que o pastor Vital: coordenou jograis com a juventude; colaborou nas publicações de um pequeno jornal Voz Estudantil Evangélica (1960-1970); entre a década de 80 e 90, ministrou aulas bíblicas na Escola Monte Sião (nas tardes de sábados, no Templo Central); dirigiu campanhas evangelizadoras, tornando-se mais tarde um dos superintendentes da CEADALPE; foi um dos fundadores dos Cultos Relâmpagos; lecionou aulas do curso teológico da EETAD; pastoreou a igreja em Conceição II (Paulista); foi colportor de literatura evangélica; exerceu, de 1997 a 2014, a capelania da Polícia Militar de Pernambuco (foi o primeiro capelão evangélico da PMPE); foi membro do Conselho Consultivo da COMADALPE; foi secretário da FATEADAL. Atualmente, o pastor Vital integrava o Conselho de Ética e Disciplina da IEADALPE.
O pastor Roberto José dos Santos, presidente da IEADALPE e COMADALPE, consternado pela perda desse grande homem de Deus, deixa a seguinte nota:
“O Pr. Vital Pereira é parte de uma geração de obreiros que muito contribuiu, desde sua mocidade, com o ensino e a pregação do evangelho. O seu exemplo de simplicidade e humildade fica como legado para as novas gerações. Nossas condolências à esposa, Irmã Maria de Lourdes, e à família. Que Deus, em sua misericórdia, console a todos que o amavam e o estimavam.”
O féretro para visitação está na AD em Pau Amarelo I, Paulista (Av. Dr. Carlos Gueiros Leite - próximo ao Forte), onde amanhã (25), ocorrerá o culto fúnebre às 08h00. O sepultamento se dará no cemitério Morada da Paz, em Paulista, às 10h00.
Por: Pr. Dário José
FONTE: www.comadalpe.org

quarta-feira, 23 de julho de 2014

PR. ALTAIR GERMANO - ENCERRAMENTO DO 10º CONGRESSO DE MULHERES E 71º ANIVERSÁRIO DO CÍRCULO DE ORAÇÃO DA IEADALPE


Mensagem pregada por ocasião do encerramento do 10º Congresso de Mulheres e 71º aniversário do Círculo de Oração do Templo Central da IEADALPE, em 20/07/2014.

PR. ALTAIR GERMANO - ANIVERSÁRIO DO DEPARTAMENTO DE ADOLESCENTES DO TEMPLO CENTRAL DA IEADALPE 2014


Mensagem pregada por ocasião do aniversário do Departamento de Adolescentes do Templo Central da IEADALPE, em 13/07/14.

PR. ALTAIR GERMANO - 13º CONGRESSO DE ADOLESCENTES DA IEADALPE 2014


Estudo ministrado por ocasião do 13º Congresso de Adolescentes da IEADALPE, realizado em julho/2014. Durante a semana do Congresso, 535 adolescentes foram batizados com o Espírito Santo, e houve 72 decisões para Jesus.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

10º CONGRESSO DE MULHERES DA UEMADALPE E 71º ANIVERSÁRIO DO CÍRCULO DE ORAÇÃO DA IEADALPE


Parabenizamos a UEMADALPE  e COADALPE pelas festividades do 10º Congresso de Mulheres e 71º aniversário de atividades do Círculo de Oração do Templo Central.

Provérbios 31.25

sábado, 12 de julho de 2014

O PROPÓSITO DA TENTAÇÃO - SUBSÍDIO PARA LIÇÃO BÍBLICA

Qual é a principal estratégia do inimigo para levar as pessoas ao pecado? Tentá-las é a resposta. Só quando percebermos e conseguimos neutralizar as ações do Inimigo, das seduções do mundo e das inclinações da carne, através da observação de alguns princípios bíblicos, é que sairemos vitoriosos sobre as tentações.

O que é a tentação
Conforme o Dicionário Bíblico Wycliffe, os termos hebraicos massa e nasa, podem, às vezes, ter o significado de "induzir ao pecado". Mas seu principal e predominante significado é o de "testar o valor e o caráter de homens" e, às vezes, os de Deus (Hb 3.9).

"Tentação", do latin tentatione, pode significar indução ao erro. Segundo Vine (2003, p. 1014-1015), a palavra grega para “tentação” é peirasmós e ekpeirazõ. Esta palavra é usada com os seguintes significados:

- Provas com o propósito e efeito benéficos (Lc 22.28; At 20.19; Tg 1.32; I Pe 1.6; 4.12; 2 Pe 2.9);
- Com um significado bom ou neutro (Gl 4.14);
- Provas de caráter variado (Mt 6.13; Lc 11.4; I Co 10.13);
- Prova projetada definitivamente a conduzir à má ação, “tentação” (Lc 4.13; 8.13; I Tm 6.9);
- A “tentar” ou desafiar Deus, por homens (Hb 3.8).

Conceito Teológico

"Tentação" pode ser definida como uma influência interna ou externa, de origem divina (quando se refere ao fato de Deus "provar" o homem, 1 Pe 4.12), diabólica (malígna, Mt 4.7) ou humana (carnal, Tg 1.14), que embora, em si, não seja pecado, pode conduzir ao mesmo (Tg 1.15).

OS CINCO ESTÁGIOS DA TENTAÇÃO  (Tg 1.14-15)

Classifica-se os estágios ou processos da tentação, em cinco. São eles:

- Inclinação. "Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça". Dá-se em virtude da natureza pecaminosa do homem;
- Atração. "quando esta o atrai". A atração, percepção seguida da atenção é resultado natural da ação dinâmica dos nossos sentidos (tato, olfato, visão. audição e paladar);
- Sedução. "e seduz". Sedução, conforme o Dicionário Michaelis, significa "1. Ato ou efeito de seduzir ou de ser seduzido. 2. Qualidade de sedutor. 3. Encanto, atração, fascínio." A sedução é uma ação envolvente, que de maneira sútil, embriaga, neutraliza a razão, podendo ser considerada um estágio avançado no processo da tentação;
- Concepção. "Então, a cobiça, depois de haver concebido". A idéia aqui, é a do estabelecimento pleno do desejo de pecar, de transgredir, de realizar o desejo, independente das consequências. O pecado está a um passo;
- Consumação. "dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado,". O pecado é o resultado da consumação de todo o processo pertinente a tentação. Este processo pode ser lento ou rápido, planejado minuciosamente ou entregue aos acontecimentos. A consequência imediata deste último estágio é a morte (Gn 2.17; Rm 6.23).

É Possível Resistir a Tentação

Segundo Champlin (2001, p. 351) "A tentação, se não for dominada, destrói a fibra moral. Mas, uma vez que lhe oferecemos resistência, isso melhora a qualidade moral de nosso ser".

A Bíblia é clara e categórica, quando afirma que as tentações podem ser resistidas, suportadas e vencidas:

"Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação;" (Tg 1.12)
"Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." (Tg 4.7)
"Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar." (1 Co 10.13)

Como Vencer a Tentação

A observância de alguns princípios e orientações da Palavra de Deus nos conduzirá sempre para a vitória sobre a tentação. Dentre os tais, podemos citar:

- Vigiar e Orar. "vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca." (Mt 26.41; Mc 14.38);
- Mortificar os feitos do corpo, através de uma vida guiada pelo Espírito. "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de  Deus são filhos de Deus.” (Rm 8.13-14);
- Andar no Espírito. "Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne". (Gl 5.16);
- Viver por fé. "porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." (1 Jo 5.4);
- Fazer a vontade de Deus. "Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." (1 Jo 2.17).

A tentação não faz acepção de pessoas. Ela se faz presente na vida de crianças, jovens, adultos e anciãos. Ela não respeita condição ou posição social, novos convertidos ou veteranos na fé. Congregados, membros, líderes e oficiais da igreja, também estão incluso. 

Crentes carnais ou espirituais, famosos ou anônimos, profanos ou santos, íntegros ou imorais, casados ou solteiros, verdadeiros ou hipócritas, obedientes ou insubmissos, também não escapam.

Todos os dias, milhares de cristãos caem em tentação. Enquanto você lê esse texto, estou certo de que em sua vida, uma das etapas do processo da tentação está sendo vivenciada. Desperte, acorde, fuja, resista, lute, clame, rompa agora com a possibilidade do pecado.

É preciso lembrar, que tentação não envolve apenas questões "sexuais", antes, inclui qualquer questão moral e espiritual. Tentação envolve desobedecer a Deus, transgredir os seus mandamentos, negar através de ações o amor que declaramos a Ele.

* Texto Publicado no livro "Uma Igreja com Saúde"