quarta-feira, 12 de abril de 2017

Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil (2)

Não tenho dúvida alguma, visto a importância da Declaração de Fé como instrumento normativo, defensor e promotor de unidade doutrinária nas Assembleias de Deus no Brasil, da necessidade de uma apreciação e deliberação em plenário convencional, conforme previsto no Edital de Convocação da 43a. AGO da CGADB.

No âmbito denominacional, este é o momento de consolidar crenças e práticas, como por exemplo:

- Os fundamentos soteriológicos de linha arminiana e wesleyana;

- A crença na contemporaneidade de todos os dons espirituais;

- O modelo de governo eclesiástico;

- Os requisitos para a separação, consagração e ordenação de obreiros;

- A não separação, consagração e ordenação de mulheres para o ministério  oficial de pastora, evangelista e presbítera;

- A perspectiva bíblica e denominacional de gênero, casamento e família.

Em alguns dos pontos acima, e em outros não mencionados, não temos unidade nacional, e com a decisão soberana do plenário convencional caberá a todas as Convenções, Ministérios, Igrejas e demais Instituições assembleianas, submeter-se aos parâmetros doutrinários que serão reafirmados e estabelecidos.

Vale lembrar, que a Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil não é extensiva para Convenções, Ministérios, Igrejas e outras Instituições assembleianas que não tenham vínculos diretos ou indiretos com a CGADB através dos seus ministros filiados.

Diante de tamanha responsabilidade, orar para que o Espírito Santo nos guie nas decisões que serão tomadas é fator primordial e vital.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil

Na 43a. AGO da CGDAB, que será realizada em São Paulo, de 25 a 28/04, será apresentado ao plenário, depois de 100 anos de história, um documento que de forma sistemática e mais ampliada do que o atual Cremos, estabelecerá os fundamentos doutrinários das Assembleias de Deus no Brasil e da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. A Declaração de Fé abordará questões que envolve bibliologia, cristologia, pneumatologia, soteriologia, eclesiologia, escatologia, etc.

Não tenho dúvidas acerca da importância do documento, mesmo porque, desde 2011, através das redes sociais, me manifestei em torno da necessidade de termos a nossa Confissão de Fé, mesmo que a mesma tivesse um outro nome, como no caso "Declaração de Fé".

A Declaração foi elaborada por uma Comissão Especial, estabelecida pela Presidência da CGDAB, composta de membros do Conselho de Educação e Cultura,  Conselho de Doutrina e Comissão de Apologética da CGADB, e de outros pastores e teólogos convidados. Na presidência da Comissão está o pastor Esequias Soares (Jundiaí-SP).

Tenho a informação de que o conteúdo do documento foi passado para os Pastores Presidentes de Convenções, para que nos Estados o texto fosse apreciado, e sugestões fossem enviadas para a Comissão Especial.

A apresentação e apreciação da Declaração de Fé não terá como propósito discutir no que iremos crer em termos doutrinários, mas apresentar de forma mais ampliada e específica aquilo no que já cremos e praticamos.

Uma questão que certamente será esclarecida e/ou discutida em plenário, é se a Declaração de Fé terá o seu conteúdo sugerido às Convenções, Ministérios, Ministros e Igrejas, ou terá caráter normativo.

Outra questão que deverá ser contemplada e discutida, é de que maneira serão tratados os casos de Convenções, Ministérios, Ministros e Igrejas que atualmente não se enquadram em termos doutrinários, em todos os pontos da Declaração de Fé, após a sua aprovação.

Como pode ser percebido, esse momento histórico deverá ser fundamental para os rumos da unidade doutrinária das Assembleias de Deus no Brasil.

Pr. Altair Germano

quinta-feira, 30 de março de 2017

DECLARAÇÕES DE UM PENTECOSTAL REFORMADO DESILUDIDO E INDIGNADO COM O PENTECOSTALISMO



Ao assistir o vídeo acima, me vieram algumas dúvidas:

1. A Reforma é somente o Calvinismo?


2. A igreja do Bispo Walter McAlister abraçou as doutrinas da graça, ou a doutrina especificamente calvinista da graça irresistível?


3. Se a eleição incondicional é de fato uma leitura mais fiel das Escrituras, por qual razão ela não foi abraçada pelos Pais da Igreja até Agostinho, por vários clérigos durante a Reforma, por que Lutero a abandonou, nem foi admitida, decretada ou aprovada nos Concílios durante os primeiros seiscentos anos depois de Cristo?


4. Se o atual Pentecostalismo é tão ruim como exposto no vídeo, por que alguns calvinistas se aproximam dele, e até afirmam ser ele o futuro do Calvinismo? Seria apenas a possibilidade de usar o Pentecostalismo como um hospedeiro do Calvinismo?


5. Se o Calvinismo é de fato portador de uma doutrina tão sólida, de uma soteriologia tão bíblica, como ele não consegue manter a sua própria sobrevivência através​ das Igrejas Reformadas, onde historicamente se hospedou?

quarta-feira, 29 de março de 2017

PROXIMIDADE E UNIDADE

Existem algumas coisas que quanto mais próximas ficam, mas tendentes a desunião se tornam. Uma delas se chama "Linha Teológica e Doutrinária". John Stott, o cito propositalmente, falando sobre a necessidade de unidade, especificou uma das razões desta tendência:
"(...) Desta forma, embora pretendamos continuar defendendo nossa própria convicção das Escrituras, em conformidade com a luz que nos tem sido dada, procuraremos não pressionar dogmaticamente a consciência de outros crentes, mas tratar a cada um com liberdade, amor e respeito mútuo." (Cristianismo Equilibrado, p. 15, CPAD, 1995)
Em se tratando das atuais discussões no Brasil envolvendo o calvinismo cessacionista e o pentecostalismo clássico (soteriologicamente arminiano), há uma maneira simples de acabar com elas: Que os calvinistas sigam o seu calvinismo em suas igrejas, e que nós pentecostais sigamos o nosso pentecostalismo em nossas igrejas.
Sempre que por palavras ou ações (explícitas ou implícitas, sugeridas ou impostas, abertas ou dissimuladas) tentarmos romper esses limites teológicos e doutrinários, a reação virá da outra parte.
Pensemos nisso.

NOTA DE ESCLARECIMENTO



Tenho a autorização do pastor Esequias Soares para esclarecer a citação do seu nome pelo Rev. Augustus Nicodemus no vídeo anexo.
A ideia da publicação do livro citado no vídeo aconteceu quando o pastor Esequias Soares cursava o Mestrado na Universidade Mackenzie, e o Rev. Augustus Nicodemus era o chanceler da Universidade na época. Um colega de classe, Ageu Cirilo, editor da Editora Cultura Cristã, lhe convidou para escrever um capítulo contra os neopentecostais na obra.

O pastor Esequias Soares seria apenas um dos colaboradores como o Dr. Shedd, Lourenço Stélio Rega, entre outros das diversas denominações evangélicas, que também foram convidados, para a publicação de um livro a fim de proteger as igrejas.
O vídeo foi publicado em 18/07/2012, mas a reunião, que foi uma iniciativa do Ageu Cirilo, onde houve a conversa, aconteceu entre o ano de 2006 e 2007. O assunto do livro era os abusos do movimento neopentecostal. Houve então uma reunião com o chanceler, mas o projeto não prosperou e nunca saiu do papel.
Em sua fala no vídeo, o Rev. Augustus Nicodemus não deixa claro os fatos acima, passando a ideia de que a iniciativa da conversa com ele foi do pastor Esequias Soares, e que o mesmo estava ali representando institucionalmente as Assembleias de Deus, num projeto de parceria com os reformados em torno da publicação de uma obra, por um conjunto de editoras, contra o neopentecostalismo.
Ficam assim esclarecidos os fatos, e o pastor Esequias Soares, com isso, reafirma seu compromisso com as Assembleias de Deus no Brasil, com a sua doutrina e teologia.

terça-feira, 28 de março de 2017

O Contraditório Futuro do Calvinismo Parasitário no Brasil

O futuro do Calvinismo no Brasil depende atualmente em querer a todo custo "calvinizar" os pentecostais, ou seja, de sua ação parasitária. Veja em https://m.facebook.com/story.php….
Os calvinistas precisam é urgentemente deixar sua soteriologia repugnante, seu cessacionismo frio e seu academicismo arrogante. Mas isso não seria o fim do Calvinismo? Sim.
A grande contradição e dilema do Calvinismo no Brasil é que ele declara precisar​ dos pentecostais para sobreviver, mas em vez de humildemente aderir ao Pentecostalismo Clássico, os teólogos e militantes calvinistas tentam impor a este, exatamente aquilo que causa a sua autodestruição.
Os números abaixo indicam e explicam um pouco a razão desse desespero contraditório do Calvinismo no Brasil.


CPAD E CALVINISMO PARASITÁRIO


CALVINISMO PARASITÁRIO


Se o futuro (sobrevivência) do Calvinismo no Brasil depende do Pentecostalismo, o fracasso (morte) do Pentecostalismo no Brasil será o Calvinismo.
"(...) Mais e mais pentecostais históricos estão vindo para a Reforma Protestante." (Augustus Nicodemus)

Me desculpem se não entendi bem. Estamos indo para a Reforma? Quer dizer que nós pentecostais não temos nossa história e teologia associadas à Reforma Protestante? Ou por Reforma Protestante deve se entender aqui "Calvinismo", visto que tal linha teológica se apropriou do direito de exclusividade sobre a Reforma?

E por que o futuro da Reforma Protestante (entenda aqui Calvinismo) no Brasil está no meio dos pentecostais históricos, e não no Calvinismo das "Igrejas Reformadas"? Qual o problema lá? Isso não é estranho?

Se o Calvinismo entrar como deseja no Pentecostalismo Clássico brasileiro, principalmente com os cessacionistas (https://m.facebook.com/story.php…), num futuro próximo nossos templos vão se transformar em cinemas, boates, museus e shoppings como aqui na Europa.
Acordem em nome de Jesus!
*Parasitas ou parasitos são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. (Wikipédia)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Sobre Nomes, Definições e Denominações


Se para alguns é errado ​nominar-se de arminiano ou calvinista (dizem estes: não sou nem uma coisa e nem outra, sou bíblico), no sentido de identificar-se com alguns aspectos de um sistema teológico, seguindo a mesma lógica, não seria errado definir-se como pentecostal ou tradicional, no sentido de identificar-se com a sua origem histórica e com alguns pontos doutrinários (deveriam dizer: eu sou cristão)? Não seria ainda errado denominar-se assembleiano, batista, luterano, presbiteriano, etc., no sentido de identificar-se com uma placa denominacional (deveriam dizer: eu sou da igreja de Jesus)?
Dessa forma, alguém censura e rejeita a nominação teológica, mas de maneira contraditória aprova e aceita a definição nominal histórica e doutrinária, e a denominação eclesial.
E sobre a argumentação da não identificação com os sistemas teológicos por serem falhos? E não são falhos também os compêndios doutrinários, os processos histórico​s, as práticas eclesiais e denominacionais?
Entendo que o problema não está essencialmente em adotar nomes, definições ou denominações, mas no grande desafio de se viver essa realidade e diversidade "evangélica" (aqui temos um outro nome ou identificação), respeitando (mesmo não concordando e até expondo os pontos discordantes) a forma diferente do sistema teológico, a origem histórica e a doutrina, a prática eclesial e os costumes denominacionais alheios.
Bom, de acordo com essa diversidade nominal, conceitual e denominacional sou: evangélico, pentecostal clássico, assembleiano e arminiano (posso ter esquecido mais algum).

Tirando os nomes, as definições e as denominações, sou simplesmente alguém salvo pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo!

terça-feira, 21 de março de 2017

43a. AGO DA CGADB TERÁ COMO TEMA "SALVAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO" E APRESENTARÁ DECLARAÇÃO DE FÉ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL

Boas notícias!

A primeira: A 43a. AGO da CGADB terá como tema "Salvação e Livre Arbítrio" (Veja em https://www.cgadb.org.br/site2017/).

A segunda: Na mesma AGO deverá ser apresentada a Declaração de Fé dos membros da CGADB e das Assembleias de Deus no Brasil, necessidade que apontamos desde 2010 no altairgermano.net (Veja em http://www.altairgermano.net/…/caminho-de-uma-confissao-de-…). Neste documento oficial, os fundamentos bíblicos e arminianos de nossa soteriologia pentecostal clássica serão especificados e reafirmados.


Esperamos que tais ações​ cooperem substancialmente para a consolidação, promoção e defesa do nosso sistema doutrinário e teológico, e também numa mudança urgente na CPAD, para que ela retorne através de suas publicações, na condição de editora oficial das Assembleias de Deus no Brasil, a se comprometer exclusivamente com este sistema.


Parabenizamos a CGADB e seus órgãos competentes por tais iniciativas.