segunda-feira, 22 de setembro de 2014

AOS PASTORES E JOVENS ASSEMBLEIANOS "ENCANTADOS" COM O CALVINISMO




Muitos jovens assembleianos me pedem para escrever sobre o calvinismo ou "Teologia Reformada", mas diante de um vasto material literário já publicado sobre o assunto, além de vídeos como os acima indicados, não percebi ainda a necessidade de tal publicação em forma livresca.

Já disse que tenho vários amigos calvinistas, a quem amo, o que não me impede de discordar de sua teologia.

Vivemos hoje o que designei de uma certa "calvinização do pentecostalismo clássico", que requer um posicionamento mais claro sobre o assunto não apenas para os jovens, mas também para os pastores, principalmente no âmbito das Escolas Teológicas e Escola Bíblicas de Obreiros.

Invista um pouco do seu tempo em assistir os vídeos acima, e na leitura de livros sobre o tema que sempre indicamos por aqui.

No amor de Cristo,

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

EM NOME DE JESUS, NO PODER DO ESPÍRITO E PARA A GLÓRIA DO PAI

Milagre pode ser entendido como o ato especial de Deus que interrompe o curso natural dos eventos, na definição de Norman Geisler, em sua Enciclopédia de apologética (Editora Vida). Podemos afirmar que a crença em milagres está estritamente relacionada com a convicção da inerrância e da absoluta inspiração das Sagradas Escrituras. Em outras palavras, não crer em milagres é não crer na autenticidade e verdade da narrativa bíblica. Ora, os eventos miraculosos não apenas são possíveis, mais reais e atuais.
A fé no Deus que cria o universo a partir do nada faz da criação não apenas o primeiro ato miraculoso registrado na história, mas também, o maior evento sobrenatural já ocorrido. A partir dali, e ao longo de todo o Antigo Testamento, uma sucessão de milagres, intervenções divinas sobrenaturais e sinais operados por servos do Senhor se sucedem, numa maravilhosa mostra do poder absoluto de Deus sobre a natureza e a vida humana. Temos, no Gênesis, relatos sobre eventos espantosos, como o Dilúvio; a confusão de línguas na torre de Babel; e a interpretação dos sonhos do faraó, através de José, para citar apenas alguns.
O livro do Êxodo também está repleto de testemunhos fidedignos acerca de milagres operados pelo Todo-poderoso – as pragas do Egito, a passagem dos israelitas em fuga pelo meio do mar, a transformação das águas de Mara e o fornecimento, ao povo hebreu, de alimentação em pleno deserto, na forma do maná e das codornizes. Tudo, é bom que se diga, contrariando completamente a ordem natural das coisas, de modo que não há explicação plausível para tais eventos senão o poder do Deus de Israel.
A passagem do Jordão, narrada no livro de Josué, assim como a queda dos muros de Jericó, são outros fatos miraculosos que entraram para a história. Da mesma forma, temos a descida do fogo divino no Monte Carmelo (I Reis 18); a cura de Naamã (II Reis 5) e de Ezequias (Isaías 38); e o livramento dos jovens hebreus fiéis a Deus da fornalha de Nabucodonosor e de Daniel da cova dos leões. Todos esses fatos, resultantes da intervenção consciente e sobrenatural de Deus, apontam para a sua soberania sobre todas as coisas, e sobre todos os seres humanos.
IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL
Em continuidade ao testemunho das Sagradas Escrituras sobre a realidade dos milagres, encontramos nas páginas do Novo Testamento outra sucessão de eventos espetaculares, muitos deles protagonizados pelo próprio Filho de Deus. Já a concepção do Messias, gerado pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem, é um fato sem paralelo na história da humanidade. Já no ministério terreno do Salvador, os sinais se sucederam: transformação de água em vinho, cura de enfermos, ressurreição de mortos e, por fim, a vitória do Cordeiro sobre a morte, consolidando o plano de salvação.
Mais tarde, houve o derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes (Atos 2); a cura do coxo, pelas mãos dos apóstolos (Atos 3), a conversão de Saulo, após uma aparição do próprio Cristo que o derrubou do cavalo e deixou-o cego por uns dias; a ressurreição de Dorcas – relatada em Atos 9 –; a libertação de Paulo e Silas da prisão, em Filipos etc.
Pelo destaque que as Escrituras dão a tais acontecimentos, é possível perceber a importância fundamental dos milagres para o teísmo e para a fé cristã, sem os quais a criação de todas as coisas a partir do nada, e a esperança da vida eterna mediante a ressurreição dos corpos ficariam seriamente comprometidos. Contudo, com o processo de institucionalização da Igreja, que se inicia na Patrística, fica evidente a diminuição dos eventos miraculosos. A ação poderosa e miraculosa do Espírito Santo foi praticamente extinta; a ausência da manifestação do falar em línguas na comunidade cristã, visto que as pessoas não sabiam mais do que se tratava, pois há muito que o dom de falar em línguas havia deixado de ser normal nas comunidades cristãs, foi uma realidade.
A deterioração que estava surgindo na Igreja data de anos anteriores a 130-140, quando o entusiasmo do Cristianismo primitivo estava desaparecendo. A fé cristã passava a assumir formas mais concretas, através do processo de institucionalização. Lado a lado com formas mais rígidas e hierarquizadas na organização das comunidades, o surgimento de uma teologia cessacionista é notório nos escritos de João Crisóstomo (347-407) e de Agostinho de Hipona (354-430).
É após o período da Reforma Protestante do século 16, mais especificamente nos denominados grandes despertamentos – séculos 18 e 19 –, que a história começa a mudar. Nomes como os de John Wesley, George Whitefield, Jonathan Edwards, Charles Finney e D.L. Moody ganham destaque, e com eles se evidenciam em crescente escala os eventos sobrenaturais. No diário de Wesley encontra-se a seguinte narrativa: "Tive a oportunidade de falar-lhe a respeito desses sinais externos que tão frequentemente têm acompanhado a obra interior de Deus. Na verdade, achei que suas objeções eram fundamentadas, principalmente, em rudes deturpações do assunto. Mas, no dia seguinte, ele teve a oportunidade de se informar melhor: porque não muito antes dele começar (na aplicação do seu sermão) a convidar todos os pecadores a crerem em Cristo, quatro pessoas se prostraram diante dele, quase no mesmo momento. Uma delas, estendida, sem sentido e movimento. A segunda, tremendo excessivamente; a terceira teve convulsões fortes por todo o corpo, mas não fez nenhum ruído, a não ser através de gemidos. A quarta, igualmente convulsionou, invocando a Deus com gritos fortes e lágrimas. Desde este dia, creio eu, todos permitiremos que Deus leve adiante sua obra da maneira como lhe agradar".
Jonathan Edwards, considerado o maior teólogo do primeiro grande despertamento, descreve alguns acontecimentos dignos de nota em suas reuniões na América do Norte: "O contágio propagou-se rapidamente por todo o salão. Muitos jovens e crianças (...) pareciam vencidos pelo senso de grandeza e glória das coisas divinas. Portavam-se com admiração, amor, alegria, louvor e compaixão para com os que se consideravam perdidos. Outros achavam-se vencidos pela agonia em razão de seu estado pecaminoso. Enfim, no salão não havia senão choros, desmaios e coisas parecidas. (...) Era mui frequente ver uma casa repleta de clamores, desmaios, convulsões, tanto em meio à agonia quanto em meio à admiração e à alegria (...) Isso acontecia com tanta frequência que alguns, nem conseguiam voltar para casa, mas permaneciam a noite inteira onde estavam.
O Movimento de Santidade, nascido com a ida dos metodistas ingleses para a América do Norte em 1766, de onde se originaram as igrejas independentes que enfatizavam, dentre outras questões, as curas sobrenaturais – conforme nos lembra Isael de Araújo em seu Dicionário do movimento pentecostal (CPAD), contribuiu para o nascimento do pentecostalismo norte-americano na virada dos séculos 19 para 20. Ali começou o desabrochar de uma era onde os milagres ganhariam grande importância na vida cotidiana da Igreja. Nem o cessacionismo, disseminado entre as várias denominações evangélicas existentes, nem o liberalismo teológico, como o defendido por Rudolf Bultmann (1884-1976), foram capazes de refrear o avanço na crença, na pregação e na crescente manifestação de milagres.
Os pentecostais priorizaram a conversão radical, manifesta através da separação do mundo (vida santa), o batismo com o Espírito Santo com a evidência do falar em línguas, a atualidade dos dons do Espírito, a cura divina e a segunda vinda de Cristo. Frank Bartleman, ao escrever sobra a história do avivamento na Rua Azusa, expressa bem a ênfase pentecostal na possibilidade e realidade dos milagres: "Qualquer pessoa com a menor sensibilidade espiritual possível sentia logo no ambiente que algo maravilhoso estava prestes a ocorrer. Um misterioso e poderoso transtorno no mundo espiritual está às portas. A reunião dá a sensação de 'céu aqui na terra' com a certeza que o sobrenatural existe e em um sentido muito real. (...) Os demônios estão sendo expulsos, os doentes, curados, muitos abençoados com salvação, restaurados e batizados com o Espírito Santo e poder. Deus está conosco com grande autenticidade. Não ousamos pensar em ninharias. Homens fortes ficam durante horas prostrados sob o poder de Deus, cortados como grama. O avivamento será mundial sem dúvida."
CONTEMPORANEIDADE
No Brasil, o movimento pentecostal é geralmente compreendido como "três ondas" de implantação de igrejas, onde a primeira seria a década de 1910, com a chegada da Congregação Cristã e da Assembleia de Deus; a segunda envolve os anos 1950 e início de 60, com o surgimento, principalmente, da Igreja do Evangelho Quadrangular, O Brasil para Cristo e a Deus é Amor. Segundo tal perspectiva, a terceira onda, que se inicia no final dos anos 70, ganhando força na década de 80, tem a sua maior representação na Igreja Universal do Reino de Deus, de acordo com Paul Freston. Essa terceira onda logo passaria a ser denominada de movimento neopentecostal.
Em meio a tantas abordagens e alguns evidentes exageros, a resistência ao fenômeno miraculoso, ou a dúvida quanto a sua autenticidade no atual contexto evangélico brasileiro, dá-se por alguns fatores. Um deles é a manutenção das ideias tradicionais cessacionistas em algumas denominações; outro, e na direção oposta, a extravagância dos métodos, associada ao exibicionismo midiático e ao utilitarismo mercadológico bem presentes no movimento neopentecostal, que já começa a seduzir outros grupos evangélicos – processo de neopentecostalização das igrejas históricas e pentecostais clássicas – por seu grande poder de atrair e mobilizar multidões.
Tenho a certeza da atualidade e da autenticidade de milagres, mesmo diante da possibilidade de sua "fabricação" mentirosa, através do uso de técnicas de manipulação psicológica, e de outros artifícios humanos ou diabólicos. É preciso, também, saber diferenciar entre o milagre genuíno e o falso profeta, que prega o verdadeiro Evangelho e que ora pelas pessoas, movido por interesses espúrios, pela ganância, e pelo egoísmo. Sobre estes, disse Jesus: "Nem todo o que me diz: 'Senhor, Senhor!' entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: 'Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?' Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade (Mateus 7.21-23)."
Creio em milagres, sinais e maravilhas autênticos, na atualidade, por convicção bíblica e teológica, fundamentada em textos como Marcos 16.15-18; Atos 2.37-40; I Coríntios 12.4-11, e por experiência pessoal. Já fui curado de enfermidades de forma miraculosa; recebi livramentos de morte por intervenção divina, inclusive prenunciada em sonhos e por percepções espirituais. Por outro lado, já orei por pessoas que também foram curadas de suas enfermidades e por outras que foram libertas da opressão e possessão demoníaca.
Nenhuma posição teológica, quer institucional ou pessoal, deveria ser classificada ou qualificada de "equilibrada" pelo simples fato de excluir a possibilidade da contemporaneidade dos milagres. Ser equilibrado teologicamente é ser coerentemente bíblico; é considerar ortodoxia, ortopraxia e ortopatia, pois uma destas condições não anula necessariamente a outra. O milagre não deve ser considerado pela Igreja como um fim em si mesmo – antes, precisa ser entendido como fenômeno consequente da pregação do Evangelho, na autoridade do nome de Jesus, no poder do Espírito Santo, e para a glória de Deus Pai.
Altair Germano é mestre em Teologia com especialização em Ministério pelo Seminário Teológico Pentecostal do Nordeste. Escritor e conferencista, é pastor auxiliar na Igreja Assembleia de Deus em Abreu Lima (PE)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

POLÍCIA FEDERAL ALERTA MARINA SOBRE HOSTILIDADE PETISTA

O TERRORISMOS POLÍTICO VOLTOU

O terrorismo eleitoreiro voltou a dar o tom das eleições deste ano. Em reportagem esclarecedora, a revista Veja desta semana ressalta a fúria petista contra a candidata Marina Silva depois de sua crescente nas pesquisas de opinião pública, capaz de colocar em risco a manutenção do poder do atual governo.
A chamada da capa sintetiza o atual contexto da campanha eleitoral em curso: “Nunca antes neste país se usou de tanta mentira e difamação para atacar um adversário como faz o PT”.
De inicio, a Carta ao Leitor enfatiza que “o PT foge do confronte de ideias. O partido recorre a trucagens baratas em que pratos de comida somem de repente da mesa das pessoas enquanto o narrador explica que é isso que vai acontecer se Marina ganhar e der independência ao Banco Central. Em outra passagem, é o conteúdo dos livros que desaparece em passe de mágica das mãos das crianças, o que o PT assegura ocorrerá com a educação se Marina vencer. O PT deve saber que tipo de eleitor se deixa convencer por esse discurso baseado em premissas falsas e conclusões terroristas. Essa abordagem podem até ter efeitos eleitoreiros, mas desserve a nação e desmoraliza o processo eleitoral.
De acordo com a matéria, a campanha eleitoral de Dilma, comandada pelo medalhado marqueteiro político  João Santana, deixou de lado todos os escrúpulos, deixou de lado o debate de ideias e propostas, ignorou, enfim, as decências mais básicas da convivência civilizada e passou a mostrar Marina como uma candidata cujas propostas levariam os pobres a passar fome. Marina foi comparada a Jânio Quadros e Fernando Collor, e acusada de tentar acabar com o pré-sal e, assim, tirar da educação 1,3 trilhão de reais.
Não pense que esse tipo de propaganda não tem qualquer efeito. Há poucos dias ouvi um jovem rapaz, com suposta inteligência acima da média, afirmando que votaria em Dilma com medo de perder o benefício de determinado projeto social do qual ele é beneficiado, caso a atual presidente não seja reeleita. Esse é o típico voto do medo.
O terrorismo eleitoreiro trabalha no imaginário das pessoas, antevendo um futuro sombrio e caótico se determinado candidato de oposição sagrar-se vitorioso. São utilizadas frases soltas do programa de governo contrário a fim de induzir psicologicamente os indivíduos a temerem o cenário futuro. A mensagem é a seguinte: Se com a gente a coisa está difícil, imagine com o outro.
Infelizmente, muitos não têm o discernimento político necessário para separar o joio do trigo em matéria eleitoral, e acabam sendo enganados por essa tática antidemocrática e abusiva.
A questão em jogo não é somente a batalha política desse pleito. O problema tem proporções muito maiores. Trata-se de uma estratégia ardilosa para que um partido político que comanda o país há doze anos se perpetue no poder custe o que custar.
Logo, não se trata de uma defesa da candidata Marina Silva. O terrorismo político é perigoso para o Estado Democrático de Direito, na medida em que fere de morte os valores básicos que devem nortear uma disputa eleitoral transparente, propositiva e baseada em informações verídicas.
Até mesmo analistas que não apóiam Marina Silva reconhecem o perigo da tática petista. A exemplo,Reinaldo Azevedo diz que Marina Silva “é vítima de uma campanha de impressionante sordidez. Afirmar, como faz o PT, que a independência do Banco Central iria arrancar comida da mesa do brasileiro é coisa de vigaristas. Sustentar que Marina, se eleita, vai paralisar a exploração do pré-sal — como se isso dependesse só da vontade presidencial — e tirar R$ 1,3 trilhão da educação é uma formidável mentira.”
Desse modo, ainda que o político aterrorizado fosse Aécio Neves ou qualquer outro na disputa, o terrorismo eleitoreiro deveria receber o desagravo da população, afinal tal prática nada mais é do que uma arma letal contra o futuro da nação.
Por Valmir Nascimento
Fonte: CPAD News

terça-feira, 16 de setembro de 2014

CONGRESSO ESTADUAL DE EDUCADORES CRISTÃOS DA AD EM PORTO ALEGRE-RS




Durante o período de 12 a 14/09/2014 a Assembleia de Deus em Porto Alegre-RS realizou mais uma edição do Congresso Estadual de Educadores Cristãos.

Parabenizamos o pastor Ubiratan Batista Job, presidente da Igreja, e o pastor Eliezer Morais, diretor do Instituto Bíblico Esperança, juntamente com todos que colaboraram para a realização do evento, que além das palestras contou também com um painel com perguntas elaboradas pelos participantes.

Ministraram também no evento o pastor Paulo André Barbosa (Guaíba-RS), o professores Rodrigo Majewski (Porto Alegre-RS) e Eunice de Lemos Michel (Porto Alegre-RS).

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O JULGAMENTO E A SOBERANIA PERTENCEM A DEUS - SUBSÍDIO PARA LIÇÃO BÍBLICA

O texto de Tiago 4.11-17, além de tratar sobre o julgamento e a soberania de Deus, aborda também sobre o pecado da maledicência e a arrogância humana.

O PECADO DA MALEDICÊNCIA

Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo? (Tg 4.11-12)

A Bíblia nos ensina que é possível entre os crentes regenerados haver quem fale mal do seu irmão. Falar mal significa: expressar hostilidade, caluniar, injuriar, insultar, ofender, ultrajar, vilipendiar, falar coisas ruins, etc.

O pecado da maledicência é veementemente proibido em vários textos:

O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe. (Sl 140.11)

Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. (Ef 4.31)

Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. (1 Co 5.11)

Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. (1 Tm 3.11)

Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, (1 Pe 2.1)

O verbo grego no imperativo presente katalaleite (falar mal), antecedido da negativa me (não) em Tiago 4.11, revela que a ação já estava em andamento na igreja, e que precisava ser refreada continuamente.

O juízo feito entre irmãos não tinha como propósito a motivação correta de  reparar um dano, antes, estavam causando danos uns aos outros através da maledicência. Tratava-se de crítica destrutiva, em vez de construtiva.

A MALEDICÊNCIA, O JULGAMENTO E A LEI

A declaração de Tiago de que o maledicente fala mal e julga a própria Lei, pode ser compreendida das seguintes maneiras:

- Ao falar mal de um irmão, falamos mal da Le e a julgamos, pois ela nos proíbe que o façamos (Lv 19.16, 18) (J. Gill);

- Quando falamos mal e julgamos os irmãos, geralmente o fazemos em áreas da vida sobre as quais as leis de Deus não se pronunciam com clareza ou que nos deixa a liberdade de agir como quisermos. Dessa forma, acabamos achando defeito na própria lei de Deus por não se pronunciar sobre esses assuntos (M. Henry);

- Ao falar mal de um irmão e ao julgá-lo, tomamos a lei em nossas mãos e assumimos o papel de legisladores. Ao fazer isso, julgamos a lei e até achando falta nela. (J. Calvino)

Vale lembra que o julgamento condenado por Tiago não diz respeito ao ato de avaliar os erros e pecados dos irmãos com o objetivo de corrigi-los e conduzi-los ao arrependimento (Mt 7.6; 18.15; Lc 17.3; Gl 6.1; 1 Jo 4.1; Ap 2.2). O procedimento que conduz a conversão de um irmão pecador é recomendado pelo próprio Tiago (5.19, 20).

Somente Deus, o único Legislador e Juíz soberano, através de suas leis, pode julgar os homens no âmbito em que Tiago censura a maledicência/julgamento (Tg 4.12).

A SOBERANIA DE DEUS E A ARROGÂNCIA HUMANA

Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.    Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. (Tg 4.13-16)

A soberania de Deus, o faz Senhor absoluto sobre toda a criação, e nos é revelada conforme abaixo:

Soberania não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito, e portanto uma pessoa infinita, eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e preservador do universo, a soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o fundamento imutável de seu domínio (cf. Sl 115.3; Dn 4.35; 1 Cr 29.11; Ez 18.4; Is 45.9; Mt 20.15; Ef 1.11; Rm 11.36)  (Charles Hodge, p. 331, 2001).

Os textos abaixo nos falam sobre a soberania e a autoridade de Deus:

No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. (Sl 115.3)

Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes” (Dn 4.35)

Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos.” (1 Cr 29.11)

Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entreoutros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça. (Is 45.9)

Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? (Mt 20.15)

[...] nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, (Ef 1.11)

Deus não condena o planejamento em si mesmo, mas a maneira como ele algumas vezes é feito. Excluir a ajuda de Deus dos nossos planos, ou simplesmente pedir que ele os aprove sem opinar, é pecado de arrogância, pois transmite a ideia de que não precisamos ou dependemos dele para conseguir os nossos objetivos pessoais, profissionais, ministeriais, eclesiais, etc.

Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.

Onde está Deus no projeto acima? Pelo contrário, há uma clara manifestação da presunção humana, da auto-suficiência, da independência de Deus. Tal atitude é condenada pela seguinte sentença:

Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.    Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões [...]

A efemeridade da vida é citada por Tiago, assim como o fez Oséias, demonstrando a falibilidade dos projetos meramente humanos;

Por isso, serão como nuvem de manhã, como orvalho que cedo passa, como palha que se lança da eira e como fumaça que sai por uma janela. (Os 13.3)

O salmista diz o mesmo:

Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará. (Sl 39.6)

Porque os meus dias, como fumaça, se desvanecem, e os meus ossos ardem como em fornalha. (Sl 102.3)

Ninguém pode garantir o sucesso de seus próprios planos. Somente com a ajuda de Deus poderemos prosperar e realizar conquistas para a sua glória. [...] se o Senhor quiser. Essa é a atitude que deve nortear os planos de um homem e mulher de Deus:

Então, disse o rei a Zadoque: Torna a levar a arca de Deus à cidade. Se achar eu graça aos olhos do SENHOR, ele me fará voltar para lá e me deixará ver assim a arca como a sua habitação. (2 Sm 15.25)

Mas, despedindo-se, disse: Se Deus quiser, voltarei para vós outros. E, embarcando, partiu de Éfeso. (At 18.21)

mas, em breve, irei visitar-vos, se o Senhor quiser, e, então, conhecerei não a palavra, mas o poder dos ensoberbecidos. (1 Co 4.19)

Porque não quero, agora, ver-vos apenas de passagem, pois espero permanecer convosco algum tempo, se o Senhor o permitir. (1 Co 16.7)

Isso faremos, se Deus permitir. (Hb 6.3)

Em relação aos planos futuros, o sábio nos ensina:

Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do SENHOR permanecerá. (Pv 19.21)

Que o Senhor nos ajude, e nos trate, nos curando e libertando de toda maledicência, orgulho, presunção, prepotência, soberba, altivez e arrogância. De tudo aquilo que não busca o bem do próximo, nem a glória de Deus.

Quem sabe o bem que deve fazer e não o faz, peca (Tg 4.17).

O conhecimento do dever que não é usado é pecado, o pecado de omissão (A. T. Robertson)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FRIBERG, Barbara; FRIBERG, Timothy. O Novo Testamento Grego Analítico. São Paulo: Vida Nova, 2006.
HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2001.
LOPES, Augustus Nicodemus. Interpretando a Carta de Tiago. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
SHEDD, Russel P.; BIZERRA, Edmilson F. Uma exposição de Tiago: a sabedoria de Deus. São Paulo: Shedd Publicações, 2010.


domingo, 7 de setembro de 2014

Teologia Reformada: Uma Breve Reflexão para Jovens Arminianos Simpatizantes das Ideias Calvinistas

Deus quer que todos sejam salvos, mas decide salvar apenas alguns.

Deus quer que todos se arrependam, mas concede o arrependimento apenas a alguns.

Deus quer que todos creiam, mas concede o dom da fé apenas a alguns.

Dessa forma, Deus diz que quer a bênção da salvação para todos, mas somente os predestinados poderão obtê-la.

Deus já decidiu quem vai para o inferno, e também como irá. Se através de uma morte rápida e não muito dolorosa, ou de uma morte lenta e bastante sofrida.

Preguemos o evangelho da graça para todos, embora tal graça  somente será eficaz para aqueles que Deus assim resolveu que fosse.

Deus muda a vontade de alguns para recompensá-los com a vida eterna, enquanto deixa a vontade de outros intocável para condená-los à perdição eterna.

Mesmo assim, não tendo escolha, pois Deus já escolheu tudo, sou moralmente responsável por minhas ações.

Sou um arminiano que amo, respeito e tenho muitos amigos calvinistas, mas que não concordo com ideias tão contraditórias e extremadas.

Aos jovens arminianos, simpatizantes das ideias calvinistas, a plena maturidade que somente é adquirida com o passar dos anos vos conduzirá a uma maior moderação em vossos posicionamentos e argumentos.

Predestinação e livre-arbítrio são realidades bíblicas que coexistem e não se excluem, desde que bem conciliadas.

Cuidado, pois uma grande paixão teológica, sem muita reflexão, pode resultar numa frustração na mesma proporção.

Uma inundação de textos para defesa do calvinismo geralmente surge diante das questões aqui expostas, mas vale lembrar que uma enchente de textos em defesa do arminianismo normalmente logo se segue.


Altair Germano, um perdido pecador, salvo pela graça de Deus em Cristo Jesus.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

ESCOLA BÍBLICA NACIONAL DA CGADB EM UBERLÂNDIA-MG











A AD em Uberlândia (MG), esta hospedando desde a noite de terça feira (2), a 4ª edição da Escola Bíblica Nacional (EBN) da nossa querida Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB); na manhã de quarta feira (3), o primeiro palestrante foi o presidente do conselho administrativo da CPAD, Pastor José Wellington Costa Junior, que falou sobre a vida conjugal e familiar do obreiro.

Em seguida os presentes receberam a visita do candidato à presidência da república pelo PSC, Pastor Everaldo; em oportunidade cedida pelo presidente da CGADB, Pastor José Wellington Bezerra da Costa, Everaldo que é membro da AD Madureira (RJ) apresentou suas propostas para o comando da nação e recebeu oração da igreja. O vereador Marcio Nobre, presidente da câmara municipal de Uberlândia, membro da igreja na cidade acompanhou o candidato a pedido do anfitrião, pastor Álvaro Sanches.

Finalizando o período da manhã, o diretor executivo da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), irmão Ronaldo Rodrigues de Souza falou das atividades e apresentou projetos da editora, inclusive da celebração dos 75 anos que serão comemorados em SP no ano de 2015 por ocasião do 8º Congresso Nacional de Escola Dominical.



A tarde do segundo dia da 4ª Escola Bíblica Nacional (EBN) da CGADB, foi muito especial; além de contar com a presença de líderes de diversas regiões do país, presidente e membros da Mesa Diretora, presidentes de convenções regionais, comissões e conselhos da convenção geral, a EBN foi abrilhantada pela presença ilustre do bispo Manoel Ferreira, presidente vitalicio da CONAMAD e um dos últimos ex-presidentes da CGADB.

Por iniciativa do vereador Marcio Nobre, que é membro da AD em Uberlândia, local da EBN, a câmara municipal escolheu esta data para homenagear os dois principais líderes das ADs brasileira, o Presidente da CGADB e o Presidente da CONAMAD; por motivo de agenda, como não seria possível estar presente no culto da noite, a outorga do título de cidadão Uberlandense ao pastor Manoel Ferreira foi realizada no período da tarde, quando o pastor José Wellington abriu um espaço na programação da EBN para que o líder das ADs de Madureira fosse homenageado.

Após o ato solene, que contou com diversas homenagens aos líderes, o bispo transmitiu aos pastores da CGADB o abraço fraterno dos companheiros da CONAMAD.

Voltando aos estudos que estavam programados para este período, três oradores foram poderosamente usados por Deus na ministração da palavra, o primeiro foi o pastor Leidir Ribeiro, presidente da AD Três Lagoas (MS), que falou antes da sessão solene; após o ato de outorga, representando a UNEMAD - União Nacional das Esposas de Ministros das Assembleias de Deus, órgão oficial da CGADB, a preletora foi a irmã Wanda Freire da Costa, que dentre tantos assuntos abordados, destacou o importante papel das esposas de obreiros no auxílio do ministério, sendo seguida pelo pastor Altair Germano, vice-presidente da AD Abreu e Lima (PE), que também se deixou ser usado por Deus para transmitir importantes ensinamentos aos obreiros e esposas presentes.

Foi uma tarde edificante e histórica que sem dúvidas entrou para a história das Assembleias de Deus no Brasil.

Por Tiago Bertulino  

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